sábado, 5 de dezembro de 2015

COMUNISMO

Comunismo é uma doutrina social, segundo a qual se pode e deve "restabelecer" o que se chama "estado natural", em que todos teriam omesmo direito a tudo, mediante a abolição da propriedade privada. Nos séculos XIX e XX, o termo foi usado para qualificar um movimento político.
Esta palavra tem origem no latim comunis, que significa comum.
O comunismo procurou uma fundamentação teórica nas teorias do estado dos sofistas gregos e na obra "República" de Platão. No entanto, o comunismo encontrou bem cedo críticos severos, como Aristóteles.
O comunismo continuou a se fazer sentir em muitos movimentos sectários depois disso, como é o caso de Thomas Münzer e dos anabatistas, em seitas puritanas da América do Norte nos séculos XVII e XVIII e outras, mas com a suposição de que o "amor ao próximo" resultaria de uma regulamentação pública, o que era exatamente o contrário do pensamento cristão. A doutrina comunista começou a se inspirar sobretudo numa filosofia tutelar do estado. Por esse motivo reapareceu nas utopias políticas dos séculos XVI e XVII.
A grande reanimação do comunismo ou do socialismo (termos utilizados nos primeiros momentos de forma indistinta como sinônimos), no princípio do século XIX, está relacionada com a Revolução Industrial. Os abusos do capitalismo e do liberalismo econômico, cometidos pela tremenda transformação da economia e da indústria, provocaram um movimento crítico que, em muitos casos, vem a se relacionar com as ideias comunistas.
O comunismo moderno se exprime primeiramente como uma doutrina através do marxismo, depois no marxismo-leninismo e, em parte, também no maoísmo marxista e é fundamentalmente uma doutrina destinada à igualdade compulsiva da maioria.
De acordo com K. Marx e F. Engels (no Manifesto do Partido Comunista de 1848), o comunismo do século XX considera a história, desde a Antiguidade, como a sucessão de lutas entre as classes trabalhadoras e sem posses, e as classes exploradoras, que não trabalham ou trabalham pouco, mas que dispõem dos meios materiais de produção.
O comunismo afirma que as condições de vida (principalmente as econômicas) do homem determinam a sua consciência e considera que o desenvolvimento da capacidade de produção graças à técnica e também à ciência desencadeiam uma evolução dialética onde a sociedade esclavagista deveria dar lugar à sociedade feudal, depois à sociedade burguesa e finalmente à sociedade socialista.
Segundo esta doutrina, o último ponto culminante da luta de classes é a luta da classe proletária contra a burguesia. Esta luta levará ao fim da sociedade burguesa, ao desaparecimento das classes e à sua substituição por uma sociedade socialista ou comunista. Esta luta seria verificada de maneira internacional, visto que a burguesia também se organizou de modo internacional, os laços da classe são mais importantes do que as realidades nacionais, e nesses termos a classe operária de um país tem mais responsabilidade para com a classe operária de outro país do que para com os seus próprios nacionais.
O que caracteriza o comunismo são os raciocínios gerais e as argumentações pela consequência, pelo que muitas vezes as suas deduções são falsas. Assim, o fato real da crescente concentração do capital não eliminou a relevante dinâmica das pequenas empresas e a importância do sistema de produção não trouxe a importância dos seus agentes, mas sim o papel crescente do setor ligado ao mercado. Por sua vez, a dinâmica social ligada às concepções comunistas não se revelou exata, pelo contrário, se tornou claro que é um erro considerar que as nações mais desenvolvidas industrialmente seriam as primeiras a conduzir a uma revolução socialista. Também é errônea a hipótese de que em toda a parte seriam os operários industriais a força motora do movimento revolucionário.
Numa certa altura, o comunismo passou a ser reivindicado pelos partidos comunistas, que revelaram grande combatividade em revoluções na Alemanha, Áustria e Hungria, em 1918. Entre 1917 e 1921 foram fundados quase todos os partidos comunistas que posteriormente vieram a ser importantes: o alemão (no final de 1918 e princípio de 1919), o partido comunista de França e Indonésia (1920), e em 1921 o italiano e chinês.
Atualmente não existe no mundo comunista a mesma centralização que havia nos anos 30 e 40. De igual forma, os partidos comunistas já não são em toda a parte a força política mais revolucionária.

Comunismo e socialismo

Muitas vezes as expressões comunismo e socialismo são usadas como sinônimos, o que não é correto.
No entanto, os dois conceitos representam ideologias com algumas semelhanças, pois representam uma forma de protesto ou uma alternativa ao capitalismo. Muitos autores a favor do comunismo descrevem o socialismo como uma etapa para se chegar ao comunismo, que organizaria a sociedade de forma diferente, eliminando as classes sociais e extinguindo o Estado opressor.
A forma de atuação do comunismo e do socialismo também é diferente. Enquanto o socialismo prevê uma mudança gradual da sociedade e um afastamento do capitalismo, o comunismo pretendia uma diferenciação mais brusca e muitas vezes usando o conflito armado como método de atuação.

Comunismo primitivo

De acordo com alguns autores, o comunismo primitivo consiste no forma de vida que se verificava desde a Pré-História. Quando foram formadas as primeiras tribos, as propriedades eram partilhadas por todos os elementos, assim como os meios de produção e de distribuição. As atividades para obtenção de comida eram feitas em comum.
Desta forma, o comunismo primitivo foi essencial para o desenvolvimento da sociedade humana, criando laços na comunidade e facilitando a sobrevivência, que era essencial graças às condições adversas existentes.
Além disso, o comunitarismo cristão da Igreja Primitiva (revelado na Bíblia no livro de Atos dos Apóstolos), é por vezes visto como uma forma de comunismo, por apresentar alguns dos mesmos princípios, como o desinteresse pelos bens materiais e um amor generalizado pelo próximo.

Comunismo no Brasil

O Partido Comunista do Brasil, fundado no Rio de Janeiro em Março de 1922, foi de grande importância para o Brasil, pois dele surgiram vários partidos que potenciaram a política brasileira. No seu princípio e mais ou menos até 1935, o Partido Comunista teve que lutar contra o anarquismo pela liderança sindical.
Durante muito tempo o Partido Comunista foi proibido de funcionar e por isso teve que funcionar de forma clandestina. Por esse motivo, o Bloco Operário Camponês foi criado, com o objetivo de participar nas eleições.O comunismo pode ser definido como uma doutrina ou ideologia (propostas sociais, políticas e econômicas) que visa a criação de uma sociedade sem classes sociais. De acordo com esta ideologia, os meios de produção (fábricas, fazendas, minas, etc) deixariam de ser privados, tornando-se públicos. No campo político, a ideologia comunista defende a ausência do Estado.

" O Capital" de Karl Marx

As ideias do sistema comunista estão presentes na obra "O Capital" de Karl Marx. Nesta, o filósofo alemão propõe a tomada de poder pelos proletários (operários das fábricas) e a adoção de uma economia de forma planejada para acabar com as desigualdades sociais, suprindo, desta forma, todas as necessidades das pessoas. Outra obra importante, que apresenta esta ideologia, é "O Manifesto do Partido Comunista" de Marx e Engels

A Revolução Russa 

O grande marco histórico do comunismo foi a Revolução Russa de 1917. Podemos citar também, neste contexto, a Revolução Cubana que ocorreu em 1 de janeiro de 1959.

Outros teóricos comunistas:

Outros importantes teóricos do comunismo foram: Rosa Luxemburgo, Antônio Gramsci e Vladimir Lênin.
O comunismo pode ser definido como uma doutrina ou ideologia (propostas sociais, políticas e econômicas) que visa a criação de uma sociedade sem classes sociais. De acordo com esta ideologia, os meios de produção (fábricas, fazendas, minas, etc) deixariam de ser privados, tornando-se públicos. No campo político, a ideologia comunista defende a ausência do Estado.

" O Capital" de Karl Marx

As ideias do sistema comunista estão presentes na obra "O Capital" de Karl Marx. Nesta, o filósofo alemão propõe a tomada de poder pelos proletários (operários das fábricas) e a adoção de uma economia de forma planejada para acabar com as desigualdades sociais, suprindo, desta forma, todas as necessidades das pessoas. Outra obra importante, que apresenta esta ideologia, é "O Manifesto do Partido Comunista" de Marx e Engels

A Revolução Russa 

O grande marco histórico do comunismo foi a Revolução Russa de 1917. Podemos citar também, neste contexto, a Revolução Cubana que ocorreu em 1 de janeiro de 1959.

Outros teóricos comunistas:

Outros importantes teóricos do comunismo foram: Rosa Luxemburgo, Antônio Gramsci e Vladimir Lênin.

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