quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

IMPERIALISMO

Imperialismo é a política de expansão e o domínio territorial, cultural ou econômico de uma nação sobre outras, ou sobre uma ou várias regiões geográficas.
O imperialismo contemporâneo pode ser também denominado como neocolonialismo, por possuir muitas semelhanças com o regime vigorado entre os séculos XV e XIX, ocolonialismo.
Esta prática está registrada na história da humanidade através de muitos exemplos de impérios que se desenvolveram e, em muitos casos, foram aniquilados ou substituídos por outros. No entanto, o conceito, derivado de uma prática assente na teoria econômica, só surgiu no início do século XX.
É, sobretudo, aceito que o colonialismo moderno é uma expressão do imperialismo e que não pode existir sem o segundo. A medida em que o imperialismo "informal", sem colônias formais está devidamente descrito, como tal, continua a ser um tema controverso entre os historiadores.[2]
A palavra imperialismo tornou-se comum no Reino Unido na década de 1870 e foi usado com uma conotação negativa.[3] Na Grã-Bretanha, a palavra até então tinha sido principalmente usada para se referir à política de Napoleão III de obtenção de opinião pública favorável na França através de intervenções militares fora do país.[3]

Conceito de imperialismo moderno[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças. A tecnologia da Revolução Industrial aumentou ainda mais a produção, o que gerou uma grande necessidade de mercado consumidor para esses produtos e uma nova corrida por matérias primas.
A concepção de neo-imperialismo foi realizada por economistas ingleses e franceses no início do século XIX. Este conceito constituiu-se em duas características fundamentais: o investimento de capital externo e a propriedade econômica monopolista. “Um país imperialista era um país que dominava economicamente o outro”, e desse modo a capitalização das nações imperialistas gradativamente se ampliava, assim como a "absorção" dos países dominados pelos monopóliosmão-de-obra barata e abundante e mercados consumidores, levavam ao ciclo do novo colonialismo, que é o produto da expansão constante do imperialismo.
Os países imperialistas dominaram muitos povos de várias partes do planeta, em especial dos continentes africano e asiático. Porém, a maior parte dos capitalistas e da população desses países se sobrepunham tendo como afirmativa que suas ações eram justas e até benéficas à humanidade em nome da ideologia do progresso. Dessa forma, tinham 3 visões explicativas: o etnocentrismo, baseado na ideia de que existiam povos superiores a outros (europeus superiores a asiáticos, indígenas e africanos, exemplos clássicos), da mesma forma o racismo e o darwinismo social que interpretava a teoria da evolução de uma forma discutível, afirmando a hegemonia de alguns sobre outros pela seleção natural.
Assim, no final do século XIX e o começo do século XX, os países imperialistas se lançaram numa corrida por matéria-prima, mercados consumidores e países com uma fragilidade política, com o intuito de colonizar, o que desencadeou rivalidade entre os mesmos e concretizou o principal motivo da Primeira Guerra Mundial, dando princípio à “nova era imperialista".

Liberalismo e imperialismo[editar | editar código-fonte]

O primeiro estudo sistemático do imperialismo surgiu em 1902 com "Imperialismo", do autor inglês John Hobson, para quem o fenômeno se devia à acumulação de capital excedente que devia ser exportado. Seriam motivações importantes do expansionismo a busca de novas fontes de matérias-primas e de mercados. A originalidade da obra de Hobson consiste em atribuir ao imperialismo raízes econômicas, o que forneceu as bases para a interpretação marxista.
Na década de 1950, as alterações às políticas económicas de Taiwan transformaram a ilha através de uma tecnologia orientada e uma economia desenvolvida industrializada, após um período de altas taxas de crescimento e rápida industrialização. Na China continental, na década de 1970, as reformas conhecida como "Quatro Modernizações" melhoria da agricultura, indústria, tecnologia e defesa, elevando os padrões de vida e tornando a RPC uma das grandes potências.
Para o economista Joseph Schumpeter, que em sua obra mais conhecida, "Capitalism, Socialism and Democracy" (1942), conclui que o capitalismo acabaria por esgotar-se e dar lugar a alguma forma de controle centralizado da economia, e que a política imperialista não tem relação com a natureza do capitalismo, que é pacifista em essência. O expansionismo se deve a um impulso atávico de luta, remanescente em estruturas e camadas sociais pré-capitalistas, que dependem para sua sobrevivência de guerras e conquistas. Já para os marxistas, o capital financeiro se tornou a causa do imperialismo moderno.[4]

O imperialismo do século XIX[editar | editar código-fonte]

Impérios coloniais do ocidente, de 1492 até o presente.
Os principais países que adotaram a prática do imperialismo

Alguns exemplos do imperialismo britânico[editar | editar código-fonte]

África do Sul, Guerra dos Bôeres[editar | editar código-fonte]

Nos finais do século XIX, a África do Sul estava dividida nas repúblicas bôeres e nas colónias britânicas do Cabo e do Natal. Com a descoberta de minas de diamante na região, o Reino Unido decidiu dominar e explorar esse território, o que deu início às Guerras dos Bôeres. O Reino Unido ganhou a Segunda Guerra dos Bôeres e consequentemente o domínio efetivo do território, sob promessa de autonomia, o que deu origem à União Sul-Africana.[5]

Índia, Revolta dos Sipaios, Gandhi e imperialismo britânico[editar | editar código-fonte]

Índia foi mais um país afetado pelo Imperialismo Britânico, que impôs através da formalidade o domínio militar e cultural através da justificativa do Darwinismo Social e do Eurocentrismo (Europa como centro do mundo e cultura superior às outras).
Com o fim de acabar com o imperialismo britânico na Índia a população fez a Revolta dos Sipaios, em que nacionalistas indianos apoiados pela população local e pelo exército da Índia reivindicavam o direito indiano à liberdade. Mas a revolta foi sufocada pela Inglaterra. Mais tarde, Mahatma Gandhi propôs uma luta sem armas e sem sangue derramado através do boicote de vários produtos ingleses.

A conquista do Sudeste Asiático e o Império Japonês[editar | editar código-fonte]

A conquista da Ásia foi-se aos poucos, primeiramente com o abrir de alguns portos em pequenas ilhas durante o século XVIII e antigas colônias hispano-holandesas nasFilipinas (cedida aos Estados Unidos pela Espanha depois) e ilhas da Indonésia (holandeses).
Mas a desenfreada exploração que se deu por estas bandas foi a partir da Rússia, que construiu uma estrada de ferro ligando a Rússia européia até suas margens do Pacífico Oriental, com o objetivo de influenciar e dominar a Mongólia e a China.
Já a entrada do Japão no grupo dos países imperialistas foi por pressão dos Estados Unidos e do Reino Unido de tempos. Sob muita pressão dos estadunidenses, o Japão governado formalmente por um monarca, mas quem tinha plenos poderes era o comandante das Forças Militares Japonesas, o Xogun, decidiu abrir alguns portos para os países ocidentais. Isso causou uma revolta por vários motivos na ilha, conhecido como Restauração Meiji, onde restaurava plenamente os poderes doimperador, que fez o Japão dar um salto no desenvolvimento industrial e econômico do país. Isso fez com que a concorrência entre Reino Unido, França, Rússia e os Estados Unidos ficasse mais acirrada e incluísse o Japão na disputa imperialista.
Para tanto, o exército japonês invadiu a China e obteve sucesso em suas missões, anexando ao seu território a região correspondente à Manchúria, as atuais Coreias e a ilha de Formosa. Na tentativa de expulsar os japoneses, os chineses buscaram apoio - em vão - da Rússia. Este país teve de indenizar o Japão.
O Reino Unido começou sua investida, através de acordos comerciais com o imperador da China. Em 1839, o imperador proíbe o comércio de Ópio em seu território, cujo era comercializado pelo Reino Unido na Índia. Mas os britânicos não acataram as ordens e continuaram a comercializar a droga. Como punição o governo chinês afunda alguns navios britânicos.
Este fato serve de pretexto para o Reino Unido declarar guerra à China. Com uma marinha superior a da chinesa o Reino Unido vence, e como pagamento ao vencedor a China teve que ceder a Ilha de Hong-Kong e abrir diversos portos.
Com o domínio meridional da China, a Indochina cedida pela França, devido à Guerra dos Sete Anos, o Reino Unido conquistou a hegemonia também do Sudeste Asiático. Nesse decorrer de tempos ocorreram várias revoltas, uma muito importante ocorreu na Índia, mas ela foi sufocada, e assim os britânicos abocanham de vez a Índia integrando-a como parte de seu Império Colonial. Já no ano de 1895, a China sofre sua pior humilhação, a partilha de seu território em áreas de influência entre: Reino Unido, França, Japão, Alemanha e Rússia, isso gerou a Revolta dos Boxers.
Para vencer essa batalha, as potências europeias e nipônica, tiveram que se unir e com muita luta conseguiram vencê-la. Já os Estados Unidos recolonizaram as Filipinas e conquistaram e anexaram ilhas como oHavaí entre outras.
Em 1884, teve início a Conferência de Berlim, que reuniu representantes de potências europeias para promover a "partilha amigável" do continente africano. As maiores beneficiadas com a partilha foram a França e a Inglaterra, com maior número de colônias em áreas economicamente mais interessantes. A Conferência de Berlim não contou com participação de nenhum representante africano, a partilha foi feita sem qualquer consulta ou uma participação dos povos que seriam atingidos pelas decisões, sem levar em conta os aspectos culturais e étnicos de cada povo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima S. Gertrude Millin, Rhodes, Londres: 1933, p.138.
  2. Ir para cima Barbara Bush. Imperialism And Postcolonialism (em en). [S.l.]: Pearson Longman, 2006. p. 46. ISBN 978-0-582-50583-4
  3. ↑ Ir para:a b Magnusson, Lars. Teorier om imperialism (em suéco). Södertälje: [s.n.], 1991. p. 19. ISBN 91-550-3830-1
  4. Ir para cima http://www.marxists.org/portugues/tematica/livros/historia/cap24.htm
  5. Ir para cima (em português) MASON, Anthony. Memórias do Século XX: Vol. 1 - O Surgimento da Era Moderna. Tradução de Maria Clara de Mello Motta. Rio de Janeiro: Reader's Digest, 2003.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes primárias[editar | editar código-fonte]

Fontes secundárias[editar | editar código-fonte]

  • Guy Ankerl, Coexisting Contemporary Civilizations: Arabo-Muslim, Bharatai, Chinese, and Western, Genebra, INU PRESS, 2000, ISBN 2-88155-004-5.
  • Robert Bickers/Christian Henriot, New Frontiers: Imperialism's New Communities in East Asia, 1842–1953, Manchester, Manchester University Press, 2000, ISBN 0-7190-5604-7
  • Leo Blanken, Rational Empires: Institutional Incentives and Imperial Expansion, University Of Chicago Press, 2012
  • Barbara BushImperialism and Postcolonialism (History: Concepts,Theories and Practice), Longmans, 2006, ISBN 0-582-50583-6
  • John Darwin (autor), After Tamerlane: The Rise and Fall of Global Empires, 1400–2000, Penguin Books, 2008.
  • Richard B. Day e Daniel Gaido (ed. e trad.), Discovering Imperialism: Social Democracy to World War I. Chicago: Haymarket Books, 2012.
  • Niall FergusonEmpire: How Britain Made the Modern World, Penguin Books, 2004, ISBN 0-14-100754-0
  • Michael Hardt e Toni NegriEmpire, Harvard University Press, 2000, ISBN 0-674-00671-2
  • E.J. HobsbawmThe Age of Empire, 1875–1914, Abacus Books, 1989, ISBN 0-349-10598-7
  • E. J. HobsbawmOn Empire: America, War, and Global Supremacy, Pantheon Books, 2008, ISBN 0-375-42537-3
  • J. A. HobsonImperialism: A Study, Cosimo Classics, 2005, ISBN 1-59605-250-3
  • Michael HudsonSuper Imperialism: The Origin and Fundamentals of U.S. World Dominance, Pluto Press, 2003,ISBN 0-7453-1989-0
  • Hodge, Carl Cavanagh. Encyclopedia of the Age of Imperialism, 1800-1914 (2 vol. 2007)
  • Page, Melvin E. et al. eds. Colonialism: An International Social, Cultural, e Political Encyclopedia (2 vol 2003)
  • Pakenham, Thomas. The Scramble for Africa: White Man's Conquest of the Dark Continent from 1876-1912 (1992)
  • Petringa, Maria, Brazza, A Life for Africa, Bloomington, IN: AuthorHouse, 2006. ISBN 978-1-4259-1198-0
  • Edward SaidCulture and Imperialism, Vintage Books, 1998, ISBN 0-09-996750-2
  • Simon C. Smith, British Imperialism 1750–1970, Cambridge University Press, 1998, ISBN 0-521-59930-X
  • Benedikt Stuchtey, Colonialism and Imperialism, 1450-1950European History Online, Mainz: Institute of European History, 2011
  • E.M. Winslow, "Marxian, Liberal, and Sociological Theories of Imperialism," Journal of Political Economy, vol. 39, no. 6 (Dez. 1931), pp. 713-758. In JSTORImperialismo é a prática através da qual, nações poderosas procuram ampliar e manter controle ou influência sobre povos ou nações mais pobres.
    Algumas vezes o imperialismo é associado somente com a expansão econômica dos países capitalistas; outras vezes é usado para designar a expansão européia após 1870. Embora Imperialismo signifique o mesmo que Colonialismo e os dois termos sejam usados da mesma forma, devemos fazer a distinção entre um e outro.
    Colonialismo normalmente implica em controle político, envolvendo anexação de território e perda da soberania.
    Imperialismo se refere, em geral, ao controle e influência que é exercido tanto formal como informalmente, direta ou indiretamente, política ou economicamente.

    Ações imperialistas na África e na Ásia

    África
    Na metade do século XIX a presença colonial européia na África estava limitada aos colonos holandeses e britânicos na África do Sul e aos militares britânicos e franceses na África do Norte.
    A descoberta de diamantes na África do Sul e abertura do Canal de Suez, ambos em 1869, despertaram a atenção da Europa sobre a importância econômica e estratégica do continente. Os países europeus rapidamente começaram a disputar os territórios.
    Em algumas áreas os europeus usaram forças militares para conquistar os territórios, em outras, os líderes africanos e os europeus entraram em entendimento à respeito do controle em conjunto sobre os territórios. Esses acordos foram decisivos para que os europeus pudessem manter tudo sob controle.
    Grã Bretanha, França, Portugal e Bélgica controlavam a maior parte do território africano, a Alemanha também possuía lá, muitas terras mas, as perdeu depois da I Guerra Mundial.
    Os estilos variavam mas, os poderosos colonizadores fizeram poucos esforços para desenvolver suas colônias. Elas eram apenas locais de onde tiravam matérias-primas e para onde vendiam os produtos manufaturados.
    Talvez o pior legado do Colonialismo tenha sido a divisão da África em mais de 50 Estados cujas fronteiras foram demarcadas sem dar a menor importância aonde as pessoas viviam e como organizavam sua própria divisão política.
    As fronteiras atuais, em geral, dividem uma única comunidade étnica em duas ou mais nações. Por exemplo: embora a maioria dos Somalis vivam na Somália, eles constituem uma significativa minoria no Kênia e na Etiópia e muitos deles gostariam de ser cidadãos da Somália.
    Outro legado ruim do Colonialismo foi o seu efeito na vida econômica dos povos africanos. O sistema colonial destruiu o padrão econômico que lá existia. O colonialismo também ligou a África economicamente às grandes potências e os benefícios desse sistema sempre vão para os países poderosos e nunca de volta para África.
    A história da exploração econômica teve um papel importante na forma como certos governos africanos independentes, se preocuparam em desenvolver suas próprias economias. Alguns países como a Costa do Marfim, criaram uma base econômica orientada para a exportação dentro das regras coloniais. Outros, como a Tânzania, procuraram redirecionar sua economia para a produção de grãos e de bens necessários para o seu povo.
    O terceiro mal causado pelo colonialismo foi a introdução das idéias européias de superioridade racial e cultural, dando pouco ou nenhum valor às manifestações culturais dos povos africanos. Aos poucos os africanos estão recuperando o orgulho por sua cor, raça e cultura.
    O período da conquista européia na Ásia começa por volta de 1500 e continua até a metade do século 20 . Alguns historiadores acreditam que esse período ainda não terminou.
    O interesse europeu pela Ásia começou com a curiosidade e se tornou o desejo de explorar as riquezas deste continente. Para isso, os europeus tiveram que conquistar e colonizar essas terras, isso aconteceu nos séculos 19 e 20. Na época da I Guerra Mundial, a maior parte da Ásia estava sob controle europeu.
    Três ou quatro séculos de contato e controle europeu trouxeram boas e más conseqüências para Ásia. As contribuições européias foram, novas idéias e técnicas para agricultura, indústria e comércio, saúde e educação e administração política.
    Poucas culturas asiáticas estavam aptas para se adaptar a essas novas regras e idéias, mas aquelas que, como o Japão, conseguiram, tiraram muito proveito após sua independência.
    Dentre os problemas do Colonialismo, a exploração das riquezas, que os europeus levavam para as metrópoles, a divisão da Ásia sem levar em conta suas culturas, povos e regiões físicas. Houve também os problemas políticos e sociais causados pelas minorias estrangeiras, como a cultura francesa na Indochina, que se chocava com a cultura existente nesse país.
    Até hoje existem problemas desse tipo nas nações asiáticas.

    Conclusão

    É assim que podemos compreender as dificuldades que certos países têm até os dias atuais. As marcas profundas deixadas pelo colonialismo se refletem em suas culturas, políticas, economias e são vistas com clareza nas guerras e massacres causados por diferenças étnicas. São países ainda, de certa forma, dominados pelas nações poderosas
    É a esse domínio que chamamos Imperialismo.
    Leia mais:
    Bibliografia:
    - Atlas de História Universal “The Times” - O Globo
    - História Moderna e Contemporânea - Francisco de Assis Silva - Ed. Moderna
    - Enciclopédia Encarta multimídia - Microsoft

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