Óvulo, em biologia, é a célula sexual feminina (gâmeta feminino) que, depois de fertilizada por um gâmeta masculino, dá origem ao zigoto, durante o processo da reprodução sexuada.
Embora este processo ocorra em muitos tipos de seres vivos, este artigo desenvolve apenas a formação do óvulo nos mamíferos.
O óvulo é uma célula haploide, formada após a meiose de uma ovogónia, no processo denominado ovogénese. Após a cariogamia (fusão do núcleo do óvulo, haploide - n) com o núcleo do espermatozoide (haploide - n) forma-se uma célula denominada ovo ou zigoto (diploide – 2n).
Nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, o óvulo só se formará após a fecundação de um ovócito II (ovócito de 2ª ordem, oócito II ou oócito de 2ª ordem) que se encontra em metafase II e que é a célula libertada a quando da ovulação do ovário. Esta célula, em virtude do "estimulo" da fecundação, termina a meiose originando o óvulo e o 2º glóbulo polar.[1]
Fecundação[editar | editar código-fonte]
Nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, este fenómeno ocorre nas trompas de Falópio (ou tubas uterinas) quando um espermatozoide "atravessa" a zona pelúcida, que reveste o ovócito II e o 1º glóbulo polar e se torna "impermeável" à penetração de qualquer outro espermatozoide após a entrada do primeiro, de modo a "introduzir" o seu núcleo no ovócito II que se encontra em metáfase II. Em virtude deste "estímulo" termina a meiose originando o ovo ou zigoto e o 2º glóbulo polar, que irá degenerar juntamente com o 1º glóbulo polar.
Encontra-se agora no interior do óvulo o seu pronúcleo (pronúcleo feminino, haploide) e o pronúcleo masculino (oriundo do espermatozoide, haploide), que após se fundirem (cariogamia) dará origem à primeira célula do novo indivíduo, o ovo ou zigoto (diploide – 2n).
Características do óvulo[editar | editar código-fonte]
O óvulo é uma célula arredondada incapaz de se mover (sendo transportada nas trompas de Falópio graças aos cílios existentes nas células que revestem estes canais). É uma célula "gigantesca" quando comparada com muitas outras células e muito especialmente quando comparada com o espermatozoide.
O óvulo de algumas espécies pode mesmo ser visto a olho nu, tendo o tamanho aproximado de um ponto feito com uma caneta (como acontece por exemplo com o dos seres humanos). Sendo de qualquer modo necessário o microscópio para estudar a sua morfologia na perfeição.
Ovócito secundário[editar | editar código-fonte]
Ovócito secundário (ovócito II, ovócito de 2ª ordem, oócito II ou oócito de 2.ª ordem) juntamente com o 1º glóbulo polar são as células resultantes da primeira divisão da meiose de um ovócito I (ovócito de 1ª ordem, oócito I ou oócito de 1.ª ordem).
Nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, o ovócito II inicia a segunda divisão da meiose, mas para-a na metáfase II, altura em que ocorre então a ovulação, "expulsão" de um ou vários ovócito IIem metáfase II do ovário para as trompas de Falópio. A meiose só terminará se entretanto ocorrer a fecundação deste ovócito II em metáfase II.
Referências
O óvulo (também conhecido por ovo, ovócito, oócito ou gameta feminino) é a célula sexual feminina, haplóide (n), formada após a meiose de uma ovogônia, durante o processo denominado deovogênese, que após ser fertilizado pelo gameta masculino, o espematozóide (n), durante o processo de reprodução sexuada, gera o zigoto diplóide (2n).
Ilustração: dream designs / Shutterstock.com
Morfologicamente são células arredondadas, as maiores do organismo, incapazes de se moverem, sendo que seu transporte até astrompas de Falópio (local que ocorre afecundação nos humanos) se dá através dos movimentos dos cílios presentes nas células que revestem estes canais. Apresentam uma membrana primária, ou vitelínica, que é a membrana plasmática, formada por secreções das células foliculares, e membranas terciárias depositadas ao redor do óvulo após este sair do ovário. Seu citoplasma divide-se em duas partes: citoplasma formativo presente ao redor do núcleo; citoplasma nutritivo, que armazena substâncias nutritivas (vitelo). Já o núcleo é grande, de formato oval, sendo que às vezes é central e às vezes polarizado.
O gameta feminino está programado não apenas para contribuir com a metade do genoma do novo indivíduo gerado, mas também proporcionar matéria e energia necessárias para o embrião até que ele possa obter sua nutrição de uma fonte externa.
Certos embriões atingem rapidamente uma forma larval, como por exemplo, os ouriços-do-mar e, por isso, desenvolvem-se de ovos com pouco vitelo; outras espécies possuem moderada quantidade de vitelo em seu ovo e, consequentemente, podem depender dessas reservas por mais tempo, como é o caso dos anfíbios; há aqueles também que dependem do vitelo de seu ovo até estarem prontos para a eclosão, já em forma aproximadamente de adulto, como é o caso das aves. Já os mamíferos, possuem reserva em seus ovos apenas nas fases iniciais de seu desenvolvimento e rapidamente desenvolvem uma placenta que os nutre e oxigena até o final do seu desenvolvimento intra-uterino
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