O judaísmo rabínico, surgido do movimento dos fariseus após a destruição do Segundo Templo, e que aceita a tradição oral além da Torá escrita, é o único que hoje em dia é reconhecido como judaísmo, e é comumente dividido nos seguintes movimentos:
  • Judaísmo ortodoxo - considera que a Torá foi escrita por Deus que a ditou a Moisés, sendo as suas leis imutáveis. Os judeus ortodoxos consideram o Shulkhan Arukh(compilação das leis do Talmude do século XVI, pelo rabino Yosef Karo) como a codificação definitiva da lei judaica. O judaísmo ortodoxo exprime-se informalmente através de dois grupos, o judaísmo moderno ortodoxo e o judaísmo haredi. Esta última forma é mais conhecida como "judaísmo ultraortodoxo", mas o termo é considerado ofensivo pelos seus adeptos. O judaísmo chassídico é um subgrupo do judaísmo haredi.
  • Judaísmo conservador - fora dos Estados Unidos é conhecido por judaísmo Masorti. Desenvolveu-se na Europa e nos Estados Unidos no século XIX, em resultado das mudanças introduzidas pelo iluminismo e a Emancipação dos Judeus. Caracteriza-se por um compromisso em seguir as leis e práticas do judaísmo tradicional, como oShabat e o cashrut, uma atitude positiva em relação à cultura moderna e uma aceitação dos métodos rabínicos tradicionais de estudo das escrituras, bem como o recurso a modernas práticas de crítica textual. Considera que o judaísmo não é uma fé estática, mas uma religião que se adapta a novas condições. Para o judaísmo conservador, a Torá foi escrita por profetas inspirados por Deus, mas considera não se tratar de um documento da sua autoria.
  • Judaísmo reformista - formou-se na Alemanha em resposta ao iluminismo. Rejeita a visão de que a lei judaica deva ser seguida pelo indivíduo de forma obrigatória, afirmando a soberania individual sobre o que observar. De início este movimento rejeitou práticas como a circuncisão, dando ênfase aos ensinamentos éticos dos profetas; as orações eram realizadas na língua vernácula. Hoje em dia, algumas congregações reformistas voltaram a usar o hebraico como língua das orações; a brit milá é obrigatória e a cashrut, estimulada.
  • Judaísmo reconstrucionista: formou-se entre as décadas de 20 e 40 do século XX por Mordecai Kaplan, um rabino inicialmente conservador que mais tarde deu ênfase à reinterpretação do judaísmo em termos contemporâneos. À semelhança do judaísmo reformista não considera que a lei judaica deva ser suprema, mas ao mesmo tempo considera que as práticas individuais devem ser tomadas no contexto do consenso comunal.
  • Judaísmo humanístico:O judaísmo humanístico é um movimento no judaísmo que busca manter a identidade cultural e tradição judaicas ao mesmo tempo que deixa de enfatizar crenças teísticas, é um movimento no judaísmo , que oferece uma alternativa não-teísta na vida judaica contemporânea, Ele define o judaísmo como a experiência cultural e histórica do povo judeu e incentiva humanistas e seculares judeus para celebrar a sua identidade judaica através da participação em festas judaicas e eventos do ciclo de vida (como casamentos, bar e bat mitzvah) com cerimônias inspiradoras que se apoiam, mas ir além da literatura tradicional.
Para além destes grupos existem os judeus laicos, que não aderem à religião mas mantêm costumes judaicos.
O Muro Ocidental, em Jerusalém, Israel, é o que resta do Segundo Templo

Judaísmo e o mundo[editar | editar código-fonte]

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Porcentagem de judeus por país

Judeus e não-judeus: as leis de Noé[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Leis de Noé
O judaísmo não é atualmente uma religião proselitista, ainda que no passado já tenha efetuado missões deste tipo, especialmente durante o período do Segundo Templo[27] [28] . Atualmente o judaísmo aceita a pluralidade religiosa, e prega a obrigação dos cumprimentos da Toráapenas ao povo judeu. No entanto defende que certos mandamentos (chamados de Leis de Noé, devido à terem sido entregues por Deusa Noé depois do Dilúvio), devem ser seguidas por cada ser humano.

Judaísmo e cristianismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Judaísmo e cristianismo
Apesar do Cristianismo defender uma origem judaica, o judaísmo considera o cristianismo uma religião pagã[carece de fontes]. Apesar da existência de judeus convertidos ao Cristianismo e outras religiões, não existe nenhuma forma de judaísmo rabínico que aceite as doutrinas do Cristianismo como a divindade de Jesus ou a crença em seu caráter messiânico. Há movimentos, como Judaísmo messiânico que tentam conciliar a crença em Jesus como messias e a identidade judia. Algumas ramificações tentaram ver Jesus como um profeta ou um rabino famoso, mas hoje esta visão também é descartada pela maioria dos judeus[carece de fontes].
Existem diversos artigos sobre a relação entre o judaísmo e o cristianismo. Esses artigos incluem:
Desde o Holocausto, deram-se muitos passos no sentido da reconciliação entre alguns grupos cristãos e o povo judeu. O artigo sobre a reconciliação entre judeus e cristãos estuda este assunto.
Tentativas por parte de grupos religiosos cristãos (principalmente de origem evangélica) de conversão ao judaísmo são desprezadas e condenadas pelos grupos religiosos judaicos.

Judaísmo e islamismo[editar | editar código-fonte]

O islamismo toma diversas de suas doutrinas do judaísmo, sendo que as duas religiões mantêm seu intercâmbio religioso desde a época de Maomé, com períodos de tolerância e intolerância de ambas as partes. É especialmente significativo o período conhecido como Idade de Ouro da cultura judaica, entre 900 a 1200 na Espanha muçulmana. Na China imperial os judeus eram contados juntos com os muçulmanos sob a designação de Hui-hui e tanto as sinagogas e mesquitas chamadas pelo mesmo nome, Tsing-chin sze. Em algumas instâncias, grupos judeus adotaram o islão, como ocorreu entre os jehudi al-islami na pérsia.
O recente conflito palestino-israelense, o que envolve entre parte da população muçulmana e dos judeus devido à questão do controle de Jerusalém e outros pontos políticos, históricos e culturais fomentou ainda mais a divergência entre judaísmo e islão.
O islão reconhece os judeus como um dos povos do Livro, apesar de acreditarem que os judeus sigam uma Torá corrompida. Já o judaísmo rabínico não crê em Maomé como profeta e não aceitam diversos mandamentos do islão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

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  2. Ir para cima↑ «What is the oral Torah?». Torah.org. Consultado em 22/08/2010.
  3. Ir para cima↑ «Karaite Jewish University». Kjuonline.com. Consultado em 22/08/2010.
  4. Ir para cima↑ «Society for Humanistic Judaism». Shj.org. Consultado em 22/08/2010.
  5. Ir para cima↑ «Religion & Ethics - Judaism». BBC. Consultado em 22/08/2010.
  6. Ir para cima↑ Judaism PDF (52.1 KB)
  7. Ir para cima↑ «The 3 Monotheistic Religions - Essays - Noel12». Oppapers.com. 26/05/2008. Consultado em 22/08/2010.
  8. Ir para cima↑ Settings of silver: an introduction to Judaism p. 59 by Stephen M. Wylen, Paulist Press, 2000 [1]
  9. Ir para cima↑ Heribert Busse (1998). Islam, Judaism, and Christianity: Theological and Historical Affiliations Markus Wiener Publishers [S.l.] pp. 63–112. ISBN 9781558761445.
  10. Ir para cima↑ Irving M. Zeitlin (2007). The Historical Muhammad Polity [S.l.] pp. 92–93. ISBN 9780745639994.
  11. Ir para cima↑ Jewish Contributions to Civilization: An Estimate (book)
  12. Ir para cima↑ See, for example, Deborah Dash Moore, American Jewish Identity Politics, University of Michigan Press, 2008, p. 303; Ewa Morawska, Insecure Prosperity: Small-Town Jews in Industrial America, 1890-1940,Princeton University Press, 1999. p. 217; Peter Y. Medding, Values, interests and identity: Jews and politics in a changing world, Volume 11 of Studies in contemporary Jewry, Oxford University Press, 1995, p. 64; Ezra Mendelsohn, People of the city: Jews and the urban challenge, Volume 15 of Studies in contemporary Jewry,Oxford University Press, 1999, p. 55; Louis Sandy Maisel, Ira N. Forman, Donald Altschiller, Charles Walker Bassett, Jews in American politics: essays, Rowman & Littlefield, 2004, p. 158; Seymour Martin Lipset,American Exceptionalism: A Double-Edged Sword, W. W. Norton & Company, 1997, p. 169.
  13. Ir para cima↑ World Jewish Population, 2010. Sergio Della Pergola, Hebrew University of Jerusalem
  14. Ir para cima↑ «Jewish Denominations». ReligionFacts. Consultado em 22/08/2010.
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  16. Ir para cima↑ «What is Reform Judaism?». Reformjudaism.org. Consultado em 22/08/2010.
  17. Ir para cima↑ Encyclopædia Britannica. «Britannica Online Encyclopedia: Bet Din». Britannica.com. Consultado em 22/08/2010.
  18. Ir para cima↑ «Judaism 101: Rabbis, Priests and Other Religious Functionaries». Jewfaq.org. Consultado em 22/08/2010.
  19. Ir para cima↑ Yehezkal Kauffman, The Religion of Israel
  20. Ir para cima↑ Robert Alter The Art of Biblical Poetry
  21. Ir para cima↑ E. A. Speiser Genesis (The Anchor Bible)
  22. Ir para cima↑ John Bright A History of Israel
  23. Ir para cima↑ Martin Noth The History of Israel
  24. Ir para cima↑ Ephraim Urbach The Sages
  25. Ir para cima↑ Shaye Cohen The beginnings of Jewishness
  26. Ir para cima↑ John Day Yahweh and the Gods and Goddesses of Canaan, page 68.
  27. Ir para cima↑ http://www.encyclopedia.com/article-1G2-2587516121/proselytes.html
  28. Ir para cima↑ http://www.blackwellreference.com/public/tocnode?id=g9780631187288_chunk_g978063118728821_ss1-274

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dosick, Wayne. Living Judaism: The Complete Guide to Jewish Belief, Tradition and Practice.
  • Gillman, Neil. Conservative Judaism: The New Century, Behrman House.
  • Gurock, Jeffrey S. American Jewish Orthodoxy in Historical Perspective, 1996, Ktav.
  • Guttman, Julius. Philosophies of Judaism, trad. para o inglês por David Silverman, JPS. 1964.
  • Back to the Sources: Reading the Classic Jewish Texts Ed. Barry W. Holtz, Summit Books.
  • Johnson, Paul. A History of the Jews, HarperCollins, 1988.
  • A People Divided: Judaism in Contemporary America, Jack Wertheimer. Brandeis Univ. Press, 1997.
  • Encyclopaedia Judaica, Keter Publishing, edição CD-ROM, 1997.
  • MARQUES, Leonado A. História das Religiões e a Dialética do Sagrado. Madras, 2005. ISBN 85-7374-952-0
  • Mayer, Egon; Kosmin, Barry e Keysar, Ariela. "The American Jewish Identity Survey", in The American Religious Identity Survey, City University of New York Gradute Center, artigo comentado no The New York Jewish Week, de 2 de Novembro de 2001.
  • Mimouni, Simon-Claude. Les chrétiens d'origine juive dans l'Antiquité. Albin Michel, 2004.
  • Wigoder, Geoffrey; Goldberg, Sylvie Anne Dictionnaire encyclopédique du judaïsme. Laffont, 1997.
  • Lesser, Jeffrey. Brasil e a questão judaica - Imigração, diplomacia e preconceito. Imago, 1995.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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