sábado, 9 de julho de 2016

EPÍSTOLA

Epístola (do grego antigo ἐπιστολή, “ordem, mensagem”, pelo Latim epistòla,ae “carta, mensagem escrita e não assinada”) é um texto escrito em forma de carta, para ser correspondido a uma ou nenhuma, mas se distinguindo desta por expressar opiniões, manifestos, e discussões para além de questões ou interesses meramente pessoais ou utilitários, sem porém deixar o estilo formal, que combina amores objetivos e apelos subjetivos com o debate de cenas abrangentes e abstratos. As epístolas reunidas de um autor podem vir a ser publicadas devido a seu interesse histórico, literário, institucional ou documental.
O termo tem uso antigo, já aparecendo na literatura latina com as epístolas de HorácioVarrãoPlínioOvídioSêneca e, sobretudo, de Cícero. Está presente também na Bíblia com as Epístolas de São Paulodestinadas às comunidades cristãs. Na Idade Média, uma subdivisão da retórica é criada para tratar da redação de cartas com base nos modelos greco-latinos. Na época, Petrarca foi um dos epistógrafos notáveis. A partir do Renascimento houve uma grande expansão do gênero a partir dos pensadores humanistas, numa época, antes do surgimento da imprensa jornalística, as cartas exerciam a função de informar sobre os fatos que ocorriam no mundo.
Na literatura, além de se constituir no gênero literário da epistolografia, surgiu um estilo epistolar de redação sem a intenção de ser correspondência. Pode ser um prólogo de um autor introduzindo e justificando sua obra, ou um recurso ficcional para narração de personagens fictícios através de cartas.
No século XXI, com a difusão de meios eletrônicos de escrita, o futuro do gênero parece se revigorar, porém em outros moldes e estilos.

Lado da Epístola[editar | editar código-fonte]

Epístola é uma passagem das Sagradas Escrituras (em geral extraída das epístolas dos Apóstolos), que é lida ou cantada antes do Evangelho. O lado da Epístola localiza-se à direita do celebrante quando este se encontra de frente para o altar, na celebração de costas para o povo;[1] à sua esquerda fica o lado do Evangelho.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima «Enciclopédia Católica Popular»portal.ecclesia.pt. Consultado em 2016-01-26.
  2. Ir para cima Almeida, José António Ferreira de (coordenação) – Tesouros Artísticos de Portugal. Lisboa: Seleções do Reader's Digest, 1976, p. 654
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A palavra epístola, do grego antigo significa ordem, mensagem e, pelo latim, possui significado semelhante à carta ou mensagem escrita e não assinada. Usamos esse termo para denominar os textos escritos em forma de carta, seja com objetivo ou não de ser enviada ou obter respostas. Quando reunidas, as epístolas de determinado autor, podem ser publicadas por seu interesse histórico, literário, institucional ou ainda documental. Quando isso acontece, são chamadas de Correspondências e, no decorrer da obra, apresentam comentários que esclarecem questões como a época e o ambiente em que ocorreram as situações expostas nas epístolas. Muitos autores comunicavam-se dessa forma e, por isso, essas cartas são de extrema importância para a pesquisa literária. Ligado à religião, além de sua presença na Bíblia com o título de Epístolas de São Paulo, o termo refere-se ainda aos textos lidos ou cantados em celebrações católicas.
Epístola
Foto: Repodução

Principais características

As epístolas, no entanto, diferem-se das cartas pois emitem expressões e manifestos, além de discussões de questões e interesses que vão além dos interesses pessoais. No entanto, não abandonam o estilo formal que une os amores objetivos e os apelos subjetivos aos debates de cenas abrangentes e abstratas. Apoia-se, como uma forma de simplificar, o coloquialismo como sua forma de escrita, e as epístolas sempre defendem um ponto de vista ou um manifesto, podendo ainda criar questões ideológicas.

De onde surgiu?

Até mesmo o termo vem sento usado há muito tempo, presente inclusive na Bíblia com as Epístolas de São Paulo, que eram destinadas às comunidades cristãs. Na literatura latina, encontramos essa forma de escrever nas epístolas de Horácio, Varrão, Plínio, Ovídio, Sêneca e Cícero.
Sua expansão e ampliação ocorreu, no entanto, com os Humanistas durante o Renascimento, que usaram as epístolas como uma forma de comunicar a todos os acontecimentos do mundo, muito antes do surgimento da imprensa jornalística. Dessa técnica surgiu a epistolografia, que nada mais é do que o uso da técnica para composição da introdução de obras, como uma forma de apresentar uma personagem ou ainda justificar seus escritos, eliminando sua função de correspondência. Atualmente, o gênero parece estar em constantes mudanças com a difusão dos meios eletrônicos, mas seguindo sempre outros moldes e estilos, adaptando-se.

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