sábado, 22 de agosto de 2015

CONSTELAÇÃO

Neste artigo vamos ver o que é uma constelação e a sua importância para a astronomia. As constelações ajudam-nos a localizar determinados eventos ou objetos celestes no céu. Vamos ver ainda como é que chegamos às 88 constelações atualmente reconhecidas pela União Astronómica Internacional. No final do artigo é apresentada uma lista de todas as constelações.
Vamos começar pelo início: o que são constelações?
Constelações são grupos de estrelas que vistas da Terra parecem estar próximas umas das outras e que formam uma determinada figura no céu. A proximidade destas estrelas é apenas aparente, devido ao ponto de vista de um observador da Terra. Na realidade as constelações são criações humanas, não são grupos de estrelas ligadas entre si. Uma constelação não é apenas um grupo de estrelas, mas sim determinada região do céu associada ao grupo de estrelas.
Se observarmos a disposição das estrelas no céu noturno, podemos imaginar figuras feitas por elas. Foi isso que começaram a fazer os nossos antepassados de há alguns milénios atrás. Ao longo dos séculos, cada cultura foi criando suas próprias constelações que diferiam das constelações criadas por outras culturas. Foi preciso chegar ao séc XX, mais precisamente a 1922, para que a União Internacional Astronómica estabelecesse 88 constelações que abrangiam assim todo o céu, tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul. Essas constelações são aquelas que os astrónomos utilizam nos dias de hoje.
Até chegar às atuais 88 constelações, percorreu-se um longo caminho. Já no séc II, o astrónomo Cláudio Ptolomeu definiu 48 constelações no seu famoso livo “Almagesto”, possivelmente baseando-se no trabalho do astrónomo Hiparco. Entretanto, ao longo dos séculos muitos outros foram contribuindo para a definição das constelações, tais como os navegadores holandeses Pieter Dirkszoon Keyser e Frederick de Houtman cujas constelações que definiram passaram a ser mais amplamente conhecidas quando apareceram no atlas Uranometria do astrónomo alemão Johann Bayer em 1603; Petrus Plancius; o astrónomo polaco Johannes Hevelius; o astrónomo francês Nicolas Louis de Lacaille; entre outros.
Consoante a sua localização no céu, as constelações podem dividir-se em:
– constelações boreais, fazem parte do hemisfério norte celeste
– constelações austrais, fazem parte do hemisfério sul celeste
– constelações equatoriais, fazem parte de uma faixa ao longo do equador celeste
– constelações zodiacais, fazem parte de uma região próxima da linha da eclíptica
Se quisermos identificar as constelações no céu noturno, podemos recorrer a um mapa do céu ou a um bom software que podemos encontrar na internet. Esses mapas são essenciais para quem quiser saber onde ficam as constelações.
Segue-se a lista das 88 constelações que abrangem todo o céu. É apresentado o nome da constelação em latim e entre parêntesis o nome em português:
– Andromeda (Andrómeda)
– Antlia (Máquina Pneumática)
– Apus (Ave do Paraíso)
– Aquarius (Aquário)
– Aquila (Águia)
– Ara (Altar)
– Aries (Carneiro)
– Auriga (Cocheiro)
– Bootes (Boieiro)
– Caelum (Buril ou Cinzel)
– Camelopardalis (Girafa)
– Cancer (Carangueijo)
– Canes Venatici (Cães de Caça)
– Canis Major (Cão Maior)
– Canis Minor (Cão Menor)
– Capricornus (Capricórnio)
– Carina (Quilha ou Querena)
– Cassiopeia (Cassiopeia)
– Centaurus (Centauro)
– Cepheus (Cefeu)
– Cetus (Baleia)
– Chamaeleon (Camaleão)
– Circinus (Compasso)
– Columba (Pomba)
– Coma Berenices (Cabeleira de Berenice)
– Corona Australis (Coroa Austral)
– Corona Borealis (Coroa Boreal)
– Corvus (Corvo)
– Crater (Taça)
– Crux (Cruzeiro do Sul)
– Cygnus (Cisne)
– Delphinus (Delfim ou Golfinho)
– Dorado (Peixe-Espada ou Espadarte)
– Draco (Dragão)
– Equuleus (Potro)
– Eridanus (Erídano)
– Fornax (Fornalha)
– Gemini (Gémeos)
– Grus (Grou)
– Hercules (Hércules)
– Horologium (Relógio)
– Hydra (Hidra ou Hidra Fêmea)
– Hydrus (Hidra Macho)
– Indus (Índio)
– Lacerta (Lagarto)
– Leo Minor (Leão Menor)
– Leo (Leão)
– Lepus (Lebre)
– Libra (Balança)
– Lupus (Lobo)
– Lynx (Lince)
– Lyra (Lira)
– Mensa (Montanha da Mesa)
– Microscopium (Microscópio)
– Monocerus (Unicórnio)
– Musca (Mosca)
– Norma (Régua)
– Octans (Octante)
– Ophiuchus (Ofiúco ou Serpentário)
– Orion (Orionte)
– Pavo (Pavão)
– Pegasus (Pégaso)
– Perseus (Perseu)
– Phoenix (Fénix)
– Pictor (Pintor)
– Pisces (Peixes)
– Pisces Austrinus (Peixe Austral)
– Puppis (Popa ou Ré)
– Pyxis (Bússola)
– Reticulum (Retículo)
– Sagitta (Seta ou Flecha)
– Sagittarius (Sagitário)
– Scorpius (Escorpião)
– Sculptor (Escultor)
– Scutum (Escudo)
– Serpens (Serpente)
– Sextans (Sextante)
– Taurus (Touro)
– Telescopium (Telescópio)
– Triangulum Australe (Triângulo Austral)
– Triangulum (Triângulo)
– Tucana (Tucano)
– Ursa Major (Ursa Maior)
– Ursa Minor (Ursa Minor)
– Vela (Vela)
– Virgo (Virgem)
– Volans (Peixe Voador)
– Vulpecula (Raposa)Na astronomia moderna, uma constelação é uma área internacionalmente definida da esfera celeste. Essas áreas são agrupadas em torno de asterismos, padrões formados por estrelas importantes, aparentemente próximas umas das outras no céu noturno terrestre.
Há 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica Internacional (UAI) desde 1922. A maioria delas inclui-se nas 48 constelações definidas porPtolomeu em seu Almagesto, no século II; as outras foram definidas nos séculos XVII e XVIII, sendo que as mais recentes se encontram no céu meridional, definidas por Nicolas Louis de Lacaille em Coelum australe stelliferum (1763).
Existem também numerosas constelações históricas não reconhecidas pela UAI, bem como constelações reconhecidas em tradições regionais da astronomia ou astrologia, como a chinesa, a hindu ou a aborígine australiana.

Terminologia[editar | editar código-fonte]

O termo do latim tardio constellātiō pode ser traduzido como "conjunto de estrelas". O termo foi inicialmente usado na astrologia, para asterismos que supostamente exerciam influência, atestados por Amiano Marcelino (século IV). No inglês médio, o termo foi usado a partir do século XIV, também na astrologia, para conjunções de planetas. O sentido astronômico moderno de "área da esfera celeste em torno de um asterismo específico" data da metade do século XVI.
O uso coloquial não distingue os sentidos de "asterismo" e "área em torno de um asterismo". O sentido moderno do termo usado na astronomia refere-se às constelações mais como segmentos semelhantes a grades na esfera celeste, enquanto o termo para padrão de estrelas é asterismo.
Por exemplo, o asterismo conhecido como Grande Carro corresponde às sete estrelas mais brilhantes da maior constelação da UAI, que é a Ursa Major.

História[editar | editar código-fonte]

A atual lista de 88 constelações reconhecida pela UAI desde 1922 baseia-se nas 48 relacionadas por Ptolomeu no seu Almagesto, no século II.[1] [2] O catálogo de Ptolomeu é relatado por Eudoxo de Cnido, um astrônomo grego do século IV a.C. que introduziu a antiga astronomia babilônica na cultura helenística. Das 48 constelações listadas por Ptolomeu, trinta têm uma história bem mais antiga, remontando pelo menos ao final da Idade do Bronze. Isto se dá, em particular, para as constelações do zodíaco.

Antigo Oriente Próximo[editar | editar código-fonte]

Os mais antigos catálogos de estrelas e constelações são da antiga astronomia babilônica, iniciando-se na Idade do Bronze média. Os numerosos nomes sumérios nesses catálogos sugerem que eles se baseiam em antigas, mas não atestadas, tradições sumérias da Idade do Bronze inicial. O zodíaco clássico é produto de uma revisão do antigo sistema babilônico na posterior astronomia neo-babilônica (século VI a.C.).
O conhecimento do zodíaco neo-babilônico está também refletido na Bíblia HebraicaE. W. Bullinger interpretou as criaturas que apareciam no Livro de Ezequiel (e, portanto, no Apocalipse) como os sinais do meio dos quatro quartos do zodíaco,[3] [4] com o Leão, o Touro, o Homem representando Aquário e a Águia para Escorpião.[5] O bíblico Livro de Jó, datado dos séculos VI até IV a.C., também cita algumas constelações, incluindo עיש `Ayish, "ataúde", כסיל Kĕciyl, "tolo", e כימה Kiymah, "monte" (Jó 9:9, 38:31-32), representando Arcturus, Orion e Plêiades, pelo KJV, mas `Ayish "ataúde" na realidade corresponde a Ursa Major.[6] O termo Mazzaroth מַזָּרֹות, em Jó 38:32, pode ser a palavra hebraica para as constelações zodiacais.
Os gregos adotaram o sistema babilônico no século IV a.C. Um total de vinte constelações ptolomaicas tem continuidade direta desde o antigo Oriente Próximo. Outras dez têm as mesmas estrelas, mas nomes diferentes.[7]

Greco-romana[editar | editar código-fonte]

A informação é limitada sobre as constelações gregas nativas, encontrando-se alguma evidência em Hesíodo. A astronomia grega essencialmente adotou o sistema babilônico na era helenística, primeiro introduzido na Grécia por Eudoxo de Cnido no século IV a.C. O trabalho original de Eudoxo se perdeu, mas ele sobrevive como uma versificação por Arato, datada do século III a.C.. Os trabalhos mais completos existentes tratando das origens míticas das constelações são do escritor helenístico nomeado pseudo-Eratóstenes e um antigo escritor romano chamado de pseudo-Higino.
A base da astronomia ocidental ensinada durante a antiguidade tardia e até o início da Idade Moderna é o Almagesto de Ptolomeu, escrito no século II. A astronomia indiana também se baseia na tradição helenística, transmitida pelos impérios indo-gregos[carece de fontes].

Constelações chinesas clássicas[editar | editar código-fonte]

Na astronomia chinesa clássica, o céu setentrional é dividido geometricamente em cinco "recintos" e 28 casas ao longo da eclíptica, agrupados em quatro símbolos de sete asterismos cada. As 28 casas lunares são uma das mais importantes e também das mais antigas estruturas no céu chinês, atestada desde o século V a.C. Um paralelo com os primeiros catálogos babilônicos (sumérios) de estrelas sugere que o antigo sistema chinês não surgiu independentemente daquele do antigo Oriente Próximo.[8] A astronomia chinesa clássica é registrada na dinastia Han e aparece na forma de três escolas, que são atribuídas a astrônomos do período Zhanguo.
As constelações das três escolas foram reunidas num sistema único por Chen Zhuo, um astrônomo do século III (período dos Três Reinos). O trabalho de Chen Zhuo se perdeu, mas a informação sobre o seu sistema de constelações sobrevive nos registros da dinastia Tang, principalmente por Qutan Xida. O mais antigo quadro de estrelas chinês sobrevivente data da dinastia Tang e foi preservado como parte dos manuscritos Dunhuang. A astronomia chinesa nativa floresceu durante a dinastia Sung e durante a dinastia Yuan foi crescentemente influenciada pela astronomia islâmica medieval.[9]

Início da Idade Moderna[editar | editar código-fonte]

As constelações em torno do Polo Sul não eram observáveis ao norte do equador, por babilônicos, gregos, chineses ou árabes.
As constelações modernas nesta região foram definidas durante a era dos descobrimentos, principalmente pelos navegadores holandeses Pieter Dirkszoon Keyzer e Frederick de Houtman, no fim do século XVI. Elas foram representadas por Johann Bayer no seu atlas estelar Uranometria, de 1603. Vários outros foram criados por Nicolas Louis de Lacaille, em seu catálogo de estrelas publicado em 1756.
Algumas propostas modernas para novas constelações não foram bem-sucedidas; um exemplo é Quadrans Muralis, epônimo da chuva de meteoros Quadrântidas, atualmente dividida entre Boötes e Draco. A constelação clássica de Argo Navis foi dividida em várias constelações diferentes, por conveniência dos cartógrafos estelares.
Até o final da dinastia MingXu Guangqi introduziu 23 asterismos do céu meridional, baseado no conhecimento dos quadros de estrelas ocidentais.[10] A partir daí, esses asterismos foram incorporados aos mapas estelares chineses tradicionais.

Constelações da UAI[editar | editar código-fonte]

Em 1922, Henry Norris Russell ajudou a UAI a dividir a esfera celestial em 88 constelações oficiais. Onde possível, essas constelações modernas normalmente utilizam os nomes das suas predecessoras greco-romanas, como OrionLeo ou Scorpius. O objetivo do sistema é o mapeamento de áreas, isto é, a divisão da esfera celestial em campos contíguos.[11] Das 88 constelações, 36 situam-se predominantemente no céu setentrional e as outras 52 predominantemente no meridional.
Em 1930, os limites entre as 88 constelações foram definidos por Eugène Joseph Delporte ao longo de linhas verticais e horizontais de ascensão reta e declinação.[12] Entretanto, os dados que ele usou se referiam à época B1875.0, que foi quando Benjamin Apthorp Gould primeiro fez a proposta de definir limites para a esfera celestial, uma sugestão sobre a qual Delporte basearia seu trabalho. A consequência desta referência antiga é que, devido à precessão dos equinócios, os limites em um mapa estelar moderno, como da época J2000, já estão um tanto distorcidos e não são mais perfeitamente verticais ou horizontais.[13]Este efeito vai aumentar nos próximos anos e séculos.

Asterismos[editar | editar código-fonte]

Muito do espaço escuro entre as estrelas, como visto no céu da imagem acima, se deve à baixa sensibilidade à luz do olho humano. Outras imagens, como o "Hubble Deep Field" (não mostrada) detectam muito mais estrelas.
As estrelas dos principais asterismos dentro de uma constelação geralmente recebem letras gregas em ordem do seu brilho, pela chamada designação de Bayer, introduzida por Johann Bayer em 1603. Um total de 1.564 estrelas são identificadas assim, das aproximadamente 10.000 estrelas que são visíveis a olho nu.[14]
As estrelas mais brilhantes, geralmente aquelas que compõem o asterismo epônimo da constelação, também receberam nomes próprios, frequentemente vindos do árabe. Por exemplo, o "Pequeno Carro", asterismo da constelação Ursa Minor, tem dez estrelas com designações de Bayer, que vão de α UMi a π UMi. Dessas dez estrelas, sete têm um nome próprio: Polaris (α UMi), Kochab (β UMi), Pherkad (γ UMi), Yildun (δ UMi), Urodelus (ε UMi), Ahfa al Farkadain (ζ UMi) e Anwar al Farkadain (η UMi).
As estrelas no interior de um asterismo raramente têm alguma relação astrofísica substancial entre si, e sua aparente proximidade quando vistas da Terra esconde o fato de que elas estão afastadas, algumas muito mais distantes da Terra do que outras. Entretanto, há algumas exceções: muitas das estrelas na constelação de Ursa Major (inclusive algumas do Grande Carro) estão realmente próximas umas das outras, viajam pela galáxia com velocidades similares e provavelmente se formaram juntas como parte de um aglomerado que aos poucos se dispersa. Essas estrelas formam o grupo móvel de Ursa Major.

Constelações de nuvem escura[editar | editar código-fonte]

A "Ema no céu", uma constelação definida por nuvens escuras em vez de estrelas. Uma interpretação ocidental reconhece Crux (o Cruzeiro do Sul) acima da cabeça da ema e Scorpius à esquerda. A cabeça da ema é a nebulosa do Saco de Carvão.
Regiões escuras da Via Láctea são mais visíveis e surpreendentes no hemisfério sul que no norte. Elas se destacam nitidamente quando as condições da noite são tão escuras que a região central da Via Láctea lança sombras no chão. Algumas culturas distinguiram formas nessas áreas e deram nomes a essas "constelações de nuvem escura". Membros da civilização inca identificaram várias áreas escuras ou nebulosas escuras na Via Láctea como animais e associaram sua aparição com chuvas sazonais.[15] A astronomia aborígine australiana também descreve constelações de nuvem escura, a mais famosa sendo a "ema no céu", cuja cabeça é formada pela nebulosa do Saco de Carvão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

PortalA Wikipédia possui o portal:

Referências

  1. Ir para cima International Astronomical Union. The Constellations.
  2. Ir para cima Ian Ridpath. Constellation names, abbreviations and sizes.
  3. Ir para cima E.W. Bullinger, The Witness of the Stars
  4. Ir para cima D. James Kennedy, The Real Meaning of the Zodiac.
  5. Ir para cima Richard Hinckley Allen, Star Names: Their Lore and Meaning, Vol. 1 (New York: Dover Publications, 1899, p. 213-215.) argued for Scorpio having previously been called Eagle.
  6. Ir para cima Gesenius, Hebrew Lexicon
  7. Ir para cima The Origin of the Greek Constellations, by Bradley E. Schaefer. Scientific American, November 2006.
  8. Ir para cima Xiaochun Sun, Jacob Kistemaker, The Chinese sky during the Han, vol. 38 of Sinica Leidensia, BRILL, 1997,ISBN 9789004107373, p. 18, note 9.
  9. Ir para cima Xiaochun Sun, Jacob Kistemaker, The Chinese sky during the Han, vol. 38 of Sinica Leidensia, BRILL, 1997,ISBN 9789004107373, chapter 2, 15-36.
  10. Ir para cima Sun, Xiaochun. In: Helaine Selin. Encyclopaedia of the History of Science, Technology, and Medicine in Non-Western Cultures. [S.l.]: Kluwer Academic Publishers, 1997. 910 p. ISBN 0-7923-4066-3 (HB)
  11. Ir para cima The IAU on constellations. Visitado em 2010-01-31.
  12. Ir para cima Constellation boundaries.. Visitado em 2011-05-24.
  13. Ir para cima A.C. Davenhall & S.K. Leggett, "A Catalogue of Constellation Boundary Data", (Centre de Donneés astronomiques de Strasbourg, February 1990).
  14. Ir para cima Bright Star Catalogue relaciona 9.110 objetos no céu noturno que são visíveis a olho nu (magnitude aparente de 6,5 ou mais). Desses, 9.096 são estrelas, todas elas internas a nossa galáxia.
  15. Ir para cima The Incan View of the Night Sky

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons possui uma categoriacontendo imagens e outros ficheiros sobre Constelação
  • Todas as constelações sobre Astronoo
  • IAU: The Constellations - as constelações, incluindo mapas (emUma constelação consiste em um conjunto de estrelas e outros objetos celestes em uma determinada região do céu. O desenvolvimento de aparelhos de observação astronômico proporcionou maior precisão na identificação das constelações e, conforme a União Astronômica Internacional (UAI), existem 88 delas registradas.
    Esses conjuntos de estrelas são classificados em quatro grupos, sendo que a localização é o principal critério dessa divisão: Boreais (Hemisfério Celeste Norte), Austrais (Hemisfério Celeste Sul), Zodiacais (próximas dos limites entre os Hemisférios Celestes Norte e Sul) e Equatoriais (“cortadas” pelo Equador Celeste).
    Principal constelação do Hemisfério Sul, o Cruzeiro do Sul, também chamada de Crux, sempre foi observada por povos desse hemisfério, visto que ela é um excelente relógio – as linhas formadas por suas estrelas Rubídea e Magalhães (seu braço mais extenso) giram em torno do polo em aproximadamente 24 horas.
    No Hemisfério Norte, a principal constelação é a Ursa Maior, que está localizada próxima ao polo norte celeste. Essa é a terceira maior constelação e suas estrelas têm um brilho intenso, podendo ser facilmente identificadas.
    O estudo das constelações é realizado desde tempos remotos, sendo de grande importância para a formulação de teorias astronômicas e para o desenvolvimento da agricultura. Atualmente, essa abordagem auxilia na identificação de direções no universo e caracterização do céu.
    Por Wagner de Cerqueira e Francisco
    Graduado em Geografia
    Equipe Brasil Escola 
    A Constelação Familiar ou Sistêmica olha para as diversas consciências as quais somos tomados. Sabendo ou não, querendo ou não, gostando ou não, pertencemos à um grupo, a um sistema, a uma família, funcionamos assim.
    Nosso corpo físico funciona num sistema, nossa sociedade, a natureza, as empresas, o planeta, as estrelas. Fazemos parte de uma constelação, por isso, o alemão Bert Hellinger chamou essa forma de interpretarmos essas relações de: Constelação. Cada encontro com ele é um movimento grandioso em direção às infinitas possibilidades de amadurecimento de alma.
    Através do método de percepção do “Campo Mórfico” desenvolvido por por Sheldrake e por vários terapeutas importantes do século passado e desse, Bert foi corajoso em desenvolver um método claro e preciso na qual a pessoa traz um problema e o “campo” nos mostra o que não conseguimos perceber com nossa razão e olhos físicos.
    Por exemplo, que dinâmica existe entre um casal que se agride? O que está por traz dessa agressão? Nesse campo, através dos representantes (pessoas que participam do grupo) podemos entrar em contatos com “Revelações Divinas”, como o próprio Bert descreveu a constelação no “Trainning Camp” de 2012, na Alemanha.
    Com tanta experiências, pesquisas e vivências desenvolvidas por Bert, ele encontrou um meio de trazer a tona o invisível que atua no nosso destino e a forma de transformarmos isso, não só com o objetivo de nos curarmos mas também curarmos o TODO.
    Ele percebeu que em várias gerações, assim como somos tomados pela aparência dos nossos familiares, seus dons, etc, também se repetiam situações de perdas, sofrimentos, doenças e outras situações as quais as pessoas nem percebiam estar envolvidas devido à consciência familiar atuando e não a consciência individual.
    Ou seja, muitas pessoas falam: eu plantei tanta coisa boa e colho tantos problemas. Isso é karma? Onde está a lei da ação e reação? Muitas pessoas também notam que, de repente, aparece uma dívida, uma relação afetiva complicada ou somos “levados” a determinadas escolhas que parecem não serem nossas. Também notou que a nossa vida não responde aos nossos esforções se, inconscientemente estão envolvidos com historias que não são nossas. Ficamos indisponíveis para nossa vida e disponíveis para nosso sistema.
    O sistema familiar busca equilíbrio e o fluir do amor, da prosperidade, do respeito, do pertencer, da hierarquia. Se, de alguma forma, algum membro do nosso sistema, sai dessas estruturas, alguém da próxima geração busca compensar isso, mesmo que inconscientemente. Por isso, a constelação é um método de diagnóstico, um processo de reorganização e equilíbrio dentro dos sistemas as quais pertencemos.
    Hoje, as constelações Familiares ou Sistêmicas olham inclusive para outras vidas. Apesar de um tema ainda tão polêmico, o próprio Bert Hellinger nos trás de forma tão profunda e tão respeitosa as verdades que só os corajosos nesse processo de evolução podem usufruir.
     

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