domingo, 23 de outubro de 2016

TEMPO ( SEGUNDA PARTE )

Particularmente quanto à origem, Stephen Hawking estabelece uma conexão entre o tempo e o Big Bang. Em "Uma Breve História do Tempo" e em outras obras, Hawking diz que caso o tempo não tenha surgido juntamente com o Big Bang e, portanto, caso haja outro sistema de coordenada de tempo viável antes do Big Bang, ainda assim nenhuma informação oriunda de eventos anteriores ao Big Bang seriam acessíveis no universo posterior ao Big Bang, e assim nenhuma relação de causa e efeito entre aqueles e os eventos no presente universo seriam possíveis. Em certa ocasião Hawking afirmou que o tempo surge juntamente com o Big Bang, e que perguntas como "O que ocorreu antes do Big Bang?" são perguntas sem sentido físico, portanto. Este ponto de vista, entretanto, é alvo frequente de críticas por parte de filósofos e religiosos, principalmente sobre enfoques relativos à causalidade.
Embora os cientistas concordem de maneira geral quanto à natureza dos fenômenos que se sucederam a partir do tempo de Planck - a partir de ~ 10-44 segundos após o início da expansão de energia e matéria associada ao Big Bang - fatos científicos que permitam estabelecer um cenário para o que ocorreu antes deste instante são extremamente raros, e qualquer proposta que vise a explicar o que ocorreu antes deste instante reside no campo da mera especulação, não se caracterizando, portanto, como ideia ou tão pouco teoria científicas. Até o momento a melhor resposta fornecida pela ciência à pergunta sobre o que ocorreu antes deste tempo limite é um literal "não sei". Contudo, a busca pelo conhecimento persiste, e espera-se que os resultados dos experimentos sendo realizados atualmente no Grande Colisor de Hádrons (LHC) venham a fornecer os dados necessários para reduzir-se este tempo limite de forma significativa, caminhando cada vez mais em direção à explicação do que por ventura ocorreu no instante zero.
A dependência do tempo com a densidade espacial de massa e energia reforça mais uma vez o princípio de que o tempo é algo estritamente local e necessariamente associado a um referencial em particular.

Unidade padrão de tempo[editar | editar código-fonte]

Ao longo da história da humanidade, acompanhando as necessidades e a evolução tecnológica, a definição de uma unidade padrão para a medida do tempo evoluiu consideravelmente. A definição de uma unidade de tempo tem em princípio dois aspectos: ser condizente com a sua aplicação ao cotidiano; ser precisa o suficiente para permitir seu uso em eventos situados, em escala de tempo, nos limites do conhecimento científico à época de sua validade.
Estabelecer o padrão unitário para a media do tempo significa basicamente escolher um fenômeno que se repita de forma constante e regular, sendo a contagem das repetições ou frações desta a representação direta da medida do tempo. Dos vários fenômenos naturais que podem ser utilizados como fenômeno periódico destaca-se certamente a rotação da Terra, sendo a sucessões dos dias e noites uma de suas consequências diretas, perceptíveis e influentes não só ao homem como a todos os demais integrantes da fauna e flora no planeta.
O segundo, unidade padrão de medida do tempo, foi inicialmente definido como o intervalo correspondente a 1/86400 do dia (24 horas), ou mais especificamente, como "a fração correspondente a 1/31,556,925.9747 do ano tropical". Há poucos séculos atrás esta definição se fazia perfeitamente aceitável, contudo nos dias de hoje a ciência delimita-se com tempos tais como a medida da vida média de um próton, superior a 1040 segundos, ou, em extremo oposto, a vida média das partículas menos estáveis, inferiores a 10-23 segundos. Nestas escalas a definição apresentada mostra-se inadequada, certamente, e os requisitos tecnológicos nos levaram à era dos relógios atômicos.
Atualmente o segundo é definido da seguinte forma:
"Um segundo é o tempo de duração de 9.192.631.770 vibrações da radiação emitida pela transição eletrônica entre os níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133".
O padrão de tempo atual conforme estabelecido pelo Sistema Internacional de Unidades (S. I.) tem por base os princípios da relatividade, tendo por padrão periódico as oscilações da radiação eletromagnética. Nos séculos sob domínio da física clássica apenas, a unidade de tempo e a unidade de comprimento em vigor eram preestabelecidas por conceitos independentes, e a velocidade da luz era medida experimentalmente, sendo especificados, portanto, seu valor e o valor da incerteza experimental. Com o princípio da constância da velocidade da luz, tal valor, abreviado em Física pela letra C, passou a ser definido de forma exata; no S.I: C = 299.792.458 metros por segundo. Esta definição estabelece uma relação precisa entre a unidade de tempo, o segundo, e a unidade de comprimento, o metro:
"O metro é a distância percorrida pela luz, no vácuo, no intervalo de tempo de 1/299.792.458 do segundo".
No contexto, outra unidade de tempo, esta pertencente ao Sistema Natural de Unidades e frequentemente usada ao se trabalhar com física moderna, merece menção particular: o tempo de Planck. O Sistema Natural de Unidades é definido de forma que as principais constantes naturais, a saber a velocidade da luz C, a constante de gravitação G, a constante elétrica K na equação de Coulomb, a constante de Boltzmannk e a constante reduzida de Planck h (entre outras) assumam todas valor unitário. Este sistema mostra-se muito útil em simplificar cálculos pois, uma vez adotado, elimina-se a presença das citadas e de quaisquer outras constantes de proporcionalidade destas decorrentes no raciocínio matemático, ou seja, elimina qualquer influência de origem puramente antropocêntrica nos cálculos. O tempo de Planck é a unidade fundamental de tempo no Sistema Natural de Unidades, sendo seu valor correspondente a 5,39121 x 10 -44 segundos.
Percebe-se facilmente que embora muito útil ao lidar-se com problemas científicos, as unidades encontradas no Sistema Natural de Unidades não são adequadas à aplicação ao cotidiano: a exemplo o tempo de Planck é uma fração ínfima do segundo, conforme visto.

Tempo universal[editar | editar código-fonte]

tempo universal coordenado (UTC) é a referência mundial de contagem de tempo para fins civis. Em destaque, a região do globo sob o fuso horário UTC - 3 . A hora legal em localidades por ela abrangidas corresponde à hora UTC menos 3 horas.
O correto registro do tempo mostra-se tão importante à sociedade globalizada moderna que sistemas altamente precisos foram desenvolvidos em escala internacional a fim de fornecer um padrão global para a medida de tempo.
O padrão de tempo para fins científicos é uma contagem contínua de segundos determinada não através de um mas sim através de vários relógios atômicos espalhados ao redor do globo, sendo este conhecido como Tempo Atômico Internacional (TAI).
Tempo Universal Coordenado (UTC) é a base de tempo para fins de natureza cível. Desde janeiro de 1972 este foi definido de forma síncrona ao Tempo Atômico Internacional, diferindo deste sempre por um exato número de segundos, valor este regularmente ajustado - via de regra uma vez ao ano, em 30 de junho ou 31 de dezembro - em função do acréscimo dos chamados segundos bissextos. Os segundos de salto têm por objetivo manter o tempo UTC também coordenado de forma mais próxima possível com o tempo solar médio, este último definido em função dos movimentos de rotação e translação da Terra. Ambos os sistemas TAI e UTC usam a definição de segundo baseada na radiação do césio 133, sendo dois intervalos de tempo de 1 segundo, quando mensurados cada qual com base em um dos sistemas, idênticos.
O Tempo Médio de Greenwich (GMT) é um padrão o padrão antecessor do tempo UTC, remontando suas origens ao ano de 1847. Usando telescópios ao invés de relógios atômicos, o tempo GMT é calibrado através do tempo solar médio conforme determinado no Observatório Real de Greenwich, no Reino unido, local pelo qual passa o meridiano com longitude zero - origem do eixo de longitudes no sistema de coordenadas geográficas. Tempo Universal (UT) é o nome do sistema de tempo moderno baseado em telescópios, adotado em 1928 pela União Astronômica Internacional como substituto ao GMT. As observações no Observatório de Greenwich cessaram em 1954, embora o local ainda seja utilizado como ponto de referência para o sistema de coordenadas geográficas. O segundo conforme definido pelos sistemas UT e GMT podem, por razões técnicas quanto à definição, apresentarem ligeira discrepância em relação ao Tempo Universal Coordenado.
Hora Legal Brasileira (HLB) é gerada pela Divisão Serviço da Hora (DSHO) do Observatório Nacional (ON) a partir de um conjunto de 7 padrões atômicos de feixe de césio e 1 padrão atômico de maser dehidrogênio. O Maser de hidrogênio é atualmente o equipamento de mais alta precisão de geração de tempo da América do Sul, não adiantando ou atrasando mais que um segundo a cada 10 milhões de anos. [1]Computadores conectados à internet podem manter-se sincronizados com a HLB e com a hora UTC via programa específico [2] disponibilizado pelo DSHO ou via protocolo NTP direcionado aos servidores 200.20.186.75 porta 123 UDP e 200.20.186.94 porta 123 UDP (ON) ou ainda aos servidores a.ntp.br, b.ntp.br ou c.ntp.br ligados ao projeto NTP.br [3][4], a serem especificados em local próprio à configuração dos servidores NTP no sistema operacional utilizado.

O Tempo e a biologia[editar | editar código-fonte]

natureza é notoriamente caracterizada por uma série de fenômenos cíclicos onde para muitos a hora certa é tudo: um urso precisa saber o momento certo de hibernar; uma árvore o instante certo de abrir seus botões ou caducar suas folhas. Para um sapo, o momento correto de lançar sua língua pode representar a diferença entre um belo almoço ou uma interminável espera por uma nova oportunidade, agora para ojantar. Um simples rebater de bola em um jogo de tênis requer uma considerável percepção de tempo a fim de que tudo se proceda de forma corretamente sincronizada.
Em vista da inerente necessidade de sincronismo entre os fenômenos biológicos não apenas com os fenômenos presentes no meio como também entre si - necessário ao bom funcionamento somático dos organismos vivos - não é em nada surpreendente que, embora não se consiga geralmente identificar um "órgão do tempo" nos seres vivos desenvolvidos, a evolução os tenha dotado - inclusive o homem - com mecanismos biológicos que os permitam cronometrar e registrar o tempo. No homem os cientistas já identificaram vários destes mecanismos, entre eles o cronômetro psicoativo ou relógio de intervalo, que nos permite literalmente cronometrar a passagem de segundos, minutos e até horas; o relógio circadiano, que sincroniza os processos somáticos, levando-os a um máximo e a um mínimo em ciclos de 24 horas e mesmo um relógio sazonal, o qual, segundo estudos, relaciona-se em muito com o relógio circadiano.

Percepção do tempo: o relógio de intervalo[editar | editar código-fonte]

cérebro humano tem mecanismos que o permitem funcionar como um cronômetro, o que permite-nos "cronometrar" intervalos não muito grandes de tempo. Contudo, sua precisão não é das melhores, e seu funcionamento é significativamente influenciado por condições tantopsicológicas como fisiológicas.Drogas, sejam lícitas ou ilícitas, podem afetar de forma significativa a percepção do tempo.
Todo bom - ou mau? - motorista já parou em um sinal de trânsito e, calculando o tempo em que este já encontrava-se vermelho, engrenou a primeira marcha e arrancou o carrosegundos antes deste tornar-se verde. A todos que, ainda mortos de sono, já se viram obrigados a levantar na hora certa de manhã cedo, certamente a habitual soneca após aquela olhada no relógio ainda com os olhos cerrados, nos minutos que este ainda lhe confere, torna-se cada vez mais inquietante à medida que a hora decisiva se aproxima. E quanto ao jogador de vôlei que, vendo o jogador do time adversário alçar voo para cortar, aguarda o exato momento para pular e bloquear o ataque. O controle do tempo que conseguimos estabelecer neste ou em diversos outros eventos semelhantes nos é possível graças a uma série de processos que tomam parte em nosso cérebro de forma a literalmente constituírem-se em um relógio de intervalo, relativamente preciso (ao menos em situações emocionais normais). Se assim não o fosse, a cada simples atravessada de rua fora da faixa, em meio ao trânsito, ter-se-ia um desastre iminente.
Os processos psicossomáticos que levam ao relógio de intervalo começam, segundo os estudos de Stephen RaoWarem Meck e Gibbon [Ref. 9], em uma região do cérebroconhecida por gânglios basais, há muito sabidamente associada ao de movimento. Em particular, uma área dos gânglios basais conhecida por corpo estriado hospeda uma rede muito intrincada de neurônios com formas espinhosa - contendo cada qual milhares de "espinhos" que recebem diretamente informações de diversas partes vizinhas. "Esta é uma das poucas partes do cérebro onde se vê milhares de neurônios convergirem todos para um único neurônio", diz Warren Meck, da Duke University.
A teoria prevê que outro conjunto de células nervosas presentes no córtex cerebral, continuamente ativando-se e desativando-se de forma independente das vizinhas e de forma independente de estímulos externos a um ritmos de 10 a 40 hertz, funcione como um oscilador diretamente conectado ao corpo estriado, que pode monitorar estas inúmeras vibrações. Sabe-se que um estímulo externo, contudo, pode "reiniciar" todos as células do oscilador simultaneamente através de um bloqueio elétrico das mesmas, e ao retomarem as suas vibrações espontâneas e independentes, estas irão produzir um padrão característico, que pode ser reproduzido após cada reinício estimulado. A ocorrência do evento que marca o término do intervalo fazem com que outra parte do corpo estriado, a substância nigra, envie um pulso de dopamina ao corpo espinhoso, dizendo-o para identificar o padrão de ativações nervosas que recebem do córtex cerebral naquele instante. Uma vez identificado este padrão, uma nova ocorrência do fenômeno associado induz novamente não apenas o "reinício" das células no córtex como também um novo pulso de dopamina enviado às células estriadas, que são assim avisadas a monitorar o córtex à procura do padrão esperado - anteriormente registrado. Quanto o padrão é encontrado, o corpo estriado comunica-se com outra parte do cérebro, o tálamo, que por sua vez comunica-se com a parte do córtex responsável pelas funções superiores, como a memória e a tomada de decisões, literalmente informando: o intervalo de tempo acabou. "Portanto, o mecanismo de marcação dos intervalos percorre um circuito, do córtex para o corpo estriado, deste para o tálamo e depois voltando ao córtex."
Os estudos ainda se encontram em andamento. Sendo este o mecanismo efetivamente responsável pela nossa percepção de intervalos de tempo, é de esperar-se que os níveis de dopamina sejam fundamentais ao bom funcionamento do relógio de intervalo, e drogas ou doenças que afetem estes níveis devem afetar significativamente a percepção de tempo. Estudos indicam que os portadores do mal de Parkinson em tratamento liberam bem menos dopamina para o corpo estriado, e estes geralmente subestimam de forma considerável e repetida os intervalos de tempo em eventos periódicos que lhe são apresentados. Seus relógios de intervalo literalmente se atrasam. A maconha produz os mesmos efeitos, fazendo o tempo passar "mais devagar" na percepção de seus usuários; já a cocaína e asmetanfetaminas aumentam a quantidade de dopamina, e para os usuários destas drogas os seus relógios de intervalo se adiantam.
O relógio de intervalo tem entretanto uma característica muito peculiar se comparado a um cronômetro convencional que lhe confere imprecisão muito maior que o último: seu funcionamento é consideravelmente influenciado pelo "estado de espírito" da pessoa no momento, sendo por tal também denominado relógio psicoativo. A adrenalina e outros hormônios presentes em grandes quantidades quando estamos submetidos a situações de estresse também afetam consideravelmente o funcionamento do relógio - de forma a acelerá-lo - resultando naquela comum impressão de que um segundo parece durar uma hora quando estamos expostos a situações desagradáveis. Situações extremas opostas, como as conseguidas em estados de meditação e concentração profundos, podem até inibir completamente o cronômetro: o tempo literalmente para pessoas em tais "estados de espírito".
A vantagem do cronômetro psicoativo é que você pode usá-lo à vontade, ligando e desligando-o, de forma consciente ou inconsciente, sem nunca ter que trocar as pilhas.

O relógio circadiano[editar | editar código-fonte]

Por razões evolutivas, osprocessos biológicos dos seres vivos mostram-se normalmente sincronizados com as efeméridesnaturais, tenham estas períodoscurtos - como a sucessão de dias enoites - tenham estas períodos maiores, como as estações do ano[Ref. 10].
relógio circadiano [Ref. 9][Ref. 10] é o relógio biologicamente estabelecido pelos processos que ocorrem em nosso corpo com os períodos próximos a 24 horas, sincronizados por estímulos ambientais aos períodos iluminados (diurnos) e de escuridão (noturnos) que se sucedem diariamente. Atrela-se desde à nossa vontade de dormir ou acordar até ao funcionamento completo de órgãos e sistemas, como o sistema digestivo e a bexiga; cujos funcionamentos são normalmente suprimidos durante a noite.
O relógio circadiano é mais semelhante a um relógio do que a um cronômetro propriamente dito, pois tem seu funcionamento independente de estímulos externos diretos. Seu funcionamento é determinado pelo próprio corpo, e mesmo em espécimes mantidos em ambientes sob iluminação constante ou na ausência de iluminação, sua imprecisão geralmente não passa de 1%. Também não há uma região específica responsável pela "contagem do tempo". Cada órgão, cada parte do corpo tem geralmente a capacidade de se autossincronizar em ciclos periódicos de 24 horas, embora a troca de informações entre estes possa via de regra ocorrer, de forma a manter todo o organismo em compassouníssono. Sabe-se hoje que o relógio circadiano encontrado disperso em cada órgão ou sistema tem relação direta com a herança genética, encontrando-se seus mecanismos de funcionamento codificados no DNA dos seres vivos à sua mercê, e não apenas em uma região específica (os NSQs - abaixo), como de início sugerido. "Esses relógios genéticos expressam-se em todo o corpo, em todos os tecidos", diz Joseph Takahashi, da Northwestern University.[Ref. 9][Ref. 10]
Embora seu funcionamento não dependa de estímulos externos diretos, o relógio circadiano mantém-se sincronizado com os estímulos ambientais externos percebidos pelos nossos sentidos, com destaque significativo para a visão (iluminação), mediante mecanismos específicos. Há muito os cientistas sabem que dois conjuntos de células localizadas atrás das têmporas e conhecidas por núcleos supraquiasmáticos (NSQs) controlam as variações periódicas da pressão e temperatura do corpo, o estado de alerta ou sonolência, e mesmo de sono mediante o controle da glândula pineal, responsável pela secreção de melatonina, o hormônio do sono. Os NSQs recebem informação de células especiais localizadas nos olhos, sensíveis à iluminação média (e não imediata) do ambiente, entre outras. A importância dos NSQs no controle do relógio circadiano é significativa, chegando os cientistas a localizarem ali o relógio circadiano nos primórdios dos estudos sobre este mecanismo de sincronismo corporal.[Ref. 9][Ref. 10]
Embora o relógio circadiano mantenha-se sincronizado com os estímulos periódicos externos como iluminação, horário de alimentação, temperatura ambiente e outros, esta sincronia está longe de ser imediata. Ao fazermos uma viagem de avião entre duas cidades com longitudes e fusos horários muito diferentes, por exemplo, as sensações de cansaçoconfusão e desorientação irão acompanhar-nos por dias ou mesmosemanas até que todos os relógios de todos os órgãos sincronizem-se novamente, cada qual ao seu ritmo, com os novos estímulos externos.[Ref. 9][Ref. 10]
Estudos sugerem que o relógio sazonal, responsável pelos fenômenos com períodos anuais, também sejam em grande parte controlados pelos mesmos mecanismos associados ao relógio circadiano; em particular sua sincronia é realizada via estímulos das NSQs, entre outros.[Ref. 9][Ref. 10]

O Tempo na cultura humana[editar | editar código-fonte]

Em um contexto cultural e social, ao contrário do que se encontra em um meio acadêmico científico - onde o uso de expressões denotativas é quase sempre um requisito essencial - o tempo apresenta variadasconotações, as quais podem variar muito de cultura para cultura, ou mesmo dentro de contextos sociais diferentes dentro de uma mesma cultura.

O tempo e a religião[editar | editar código-fonte]

O tempo é tema recorrente em muitas religiões. Na foto, relógio esinos junto à torre de uma igrejaCatólica.
As primeiras formas de a humanidade estabelecer conhecimento acerca do universo foram certamente fundadas em crenças e superstições, das quais muitas, embora em princípio com naturezas bem rudimentares, acabaram por evoluir em um corpo mais complexo e sistematizado de dogmas, dogmas estes que, embora bem diversificados, fundamentam a totalidade das religiões atuais. Sendo de se esperar que a evolução das sociedades humanas encontrem-se intimamente influenciadas pelas suas respectivas formas de conceber o universo, estas certamente influenciaram e influenciam até hoje as definições acerca da natureza estabelecidas em cunho social: a influência religiosa no conceito de tempo é visível ao estudar-se os calendários modernos, definidos não apenas em função de eventos periódicos naturais, como a translação da Terra - que dá origem ao conceito de ano - como também em função de eventos religiosos específicos à cada cultura. A contagem de tempo no mundo ocidental, fortemente influenciada pelasreligiões cristãs, dá-se a partir da data de nascimento de seu principal personagem, Jesus, sendo a contagem de tempo dividida entre "antes de Cristo" (a.C.) e "depois de Cristo" (d.C.). Atualmente, à data de edição deste artigo, encontramo-nos no "ano de 2014 da era de Nosso Senhor Jesus Cristo". O calendário utilizado em grande parte do mundo e em todos os países ocidentais atualmente também tem origem religiosa, sendo promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 e por tal conhecido como calendário gregoriano. Para povos do oriente, entretanto, a contagem de tempo faz-se de forma bem diversificada desta. A exemplo, no calendário judaico, o ano corrente corresponde ao ano de 5771, sendo o marco para a contagem de tempo o momento da criação da Terra por Deus. Mesmo em um estado laico como o Brasil, uma simples inspeção em uma folhinha revela o que às vistas menos descuidadas pode parecer uma contradição: uma série de feriados com origem religiosa oficialmente estabelecidos.
Os textos e fontes religiosas também se aventuram na tentativa de definir o que é tempo [Nota 9].
Em culturas antigas como a Inca, a Maia e a Hopi e outras tribos nativas americanas, bem como culturas geograficamente distantes desta como a babilônicagregaZhindu,budista e jainista há o conceito de roda do tempo, onde o tempo estabelece-se como uma grandeza cíclica e mensurável, consistindo de eras repetidas que se sucedem para todo ser do universo entre o nascimento e a morte. A língua grega atual fornece dois vocábulos diferentes: Chronos e Kairos. A primeira refere-se ao tempo numérico, ao tempo cronológico. A segunda, literalmente o momento certo ou oportuno, refere-se a um conceito metafísico ou divino de tempo. Em teologia, kairos é um conceito qualitativo, em oposto ao conceito quantitativo anterior[Nota 10].
O conceito judaico-cristão estabelece o conceito de tempo com base na Bíblia: O tempo é linear, com um começo, sendo estabelecido mediante um ato de criação de Deus. O fé cristã também estabelece que haverá um tempo final e, portanto, que o tempo terá fim. Deus é contudo eterno, não havendo criador para o mesmo. No livro de Eclesiastes, pertencente ao velho testamentoe tradicionalmente atribuído aSalomão (970-928 a.C.), o tempo - como a palavra hebraica עדן, זמן `iddan(tempo) zĕman(estação) é frequentemente traduzida - é tradicionalmente tratado como um meio para a passagem de eventos predestinados. Outra palavra, زمان" זמן" zman, é associada ao ajuste de tempo, ao momento certo para cada evento ocorrer, e é usada no árabe moderno e na língua hebraica como o equivalente ao vocábulo ocidental tempo. Assim, há um tempo nomeado (zman) para cada coisa, e há um tempo distinto ('êth) para cada evento ocorrendo nos céus (vide Eclesiastes 3:18).
A noção de presente, passado e futuro, inerentes ao conceito de tempo, também aparece sob enfoque religioso, sendo explorada como analogia ao conceito de trindade presente nas religiões católicas, entre outras. Assim como o presente, o passado e o futuro são "diferentes representações de três aspectos distintos da natureza do tempo", não constituindo cada qual um tempo diferente, os integrantes da santíssima trindade, Pai, Filho e Espirito Santo, "não são três coisas ou entidades separadas", três deidades distintas, "mas três pessoas distintas da natureza da divindade". Tal analogia estende-se também para a altura, largura e profundidade ao considerar-se a noção de espaço, ou os estados sólido, líquido ou gasoso ao considerar-se a matéria [Ref. 11].

O tempo e a ficção científica[editar | editar código-fonte]

DeLorean: a máquina do tempo construída pelo Dr. Emmett Brown em "De volta para o futuro".
Certamente, se você não é mais uma criança, você já assistiu o filme "De volta para o futuro", dirigido por Robert Zemeckis, e estrelado por Michael J. Fox, no papel de Marty McFly, e por Christopher Lloyd, no papel do Dr. Emmett Brown. Recorrente na ficção científica, contudo conforme nesta descrita ainda uma utopia na realidade[Nota 11], a viagem no tempo desperta a curiosidade e a atenção mesmo daqueles completamente leigos ao assunto, não pela ideia de se viajar no tempo em si, mas principalmente pelosparadoxos que inerentemente esta traz consigo, sendo estes notoriamente explorados não só em filmes específicos, a saber o citado, como também em outros filmes de notórioenredo, a citar-se o Efeito borboleta. A mistura entre a possibilidade de viagem no tempo e as consequências de outra teoria científica, a teoria do caos, faz do mesmo um filme que não pode deixar de ser visto por pessoas interessadas no assunto. A possibilidade de um viajante voltar ao passado e deste matar seu avô antes de sua concepção leva a questionamentos que, mais do que a viagem no tempo - algo de certa forma já concebível pela ciência moderna, a exemplo o paradoxo dos gêmeos, que traz à tona uma "viagem ao futuro" - cativa aficionados pelo assunto mundo afora. Os conceitos de causalidade e tempo são indissociáveis da natureza humana (e das teorias científicas também, pelo menos até hoje), e mesmo no âmbito da ficção, estes, juntamente com as possibilidades lógicas ou especulativas de solução para o paradoxo da quebra da causalidade inerente à viagem no tempo, constituem o núcleo frequentemente explorado nas obras associadas. O Efeito Borboleta apresenta uma das possíveis soluções a este impasse. Discuti-las aqui não se encontra no escopo deste artigo, mesmo porque é contra a boa postura revelar-se "o culpado" para alguém que se encontra ainda na fila do cinema.
Eis a derradeira questão: é afilosofia que muda com o tempo, ou é o tempo que muda com a filosofia?
A relação entre tempo e ficção científica não se encontra restrita a abordagens específicas sobre a natureza do ou mesmo viagens no tempo. As invenções, equipamentos e fenômenos geralmente presentes em obras que envolvem algum tipo de ficção científica - a grande maioria inconcebíveis em um tempo atual - tornam-se bem mais "aceitáveis" e "compreensíveis" - para não dizer "reais" - ao posicionar-se o desenrolar dos fatos associado em uma era distante da atual, geralmente no futuro. Viagens intergalácticas são hoje mera especulação, contudo em um futuro não muito distante estas se tornam perfeitamente aceitáveis em vista de uma possível evolução da ciência e tecnologia atuais. Graças aos atratores de massa, ainda não inventados atualmente, a USS Enterprise pode acelerar a velocidades supraluminais em fração de segundos, e viajar pela galáxia emvelocidades de dobra, trazendo consigo toda a saga do comandante James T. Kirk e demais personagens vividas na série Star Trek, Jornada nas Estrelas. Já no filme Em Algum Lugar do Passado (1980), é abordada uma questão interessante em relação à percepção de tempo e a viagens pelo tempo: a hipnose. Ao se hospedar em um antigo hotel, o jovem dramaturgo Richard Collier (Christopher Reeve) se apaixona pela bonita e misteriosa mulher de um retrato tirado em 1912, a atriz Elise McKenna (Jane Seymour). Com a ajuda da hipnose, Richard finalmente consegue voltar no tempo para viver esse amor racionalmente e empiricamente impossível.
Embora a mídia audiovisual encontre-se atualmente mais difundida e tenha sido aqui explorada como exemplos, os mesmos pontos aqui relevantes estendem-se por sobre os demais meios de comunicação das obras, encontram-se igualmente presentes nas mídias escritas - na literatura - a exemplo. Ressalva-se que um bom filme tem geralmente por referência para a sua produção um bom livro. A título de ilustração cita-se o livro "A Máquina do Tempo (The Time Machine)", do escritor britânico H. G. Wells, ao qual atribui-se o título de primeira obra de ficção científica a propor o conceito da viagem controlada e seletiva no tempo, e do qual derivaram-se dois filmes homônimos.

O tempo e a filosofia[editar | editar código-fonte]

A noção de tempo acompanha o ser humano desde os primórdios de sua evolução, desde que o homem começou a filosofar sobre a natureza. A abordagem filosófica envolve desde a natureza real ou não do tempo até as implicações filosóficas associadas à sua irreversibilidade, e devido à extensão do assunto, este tema resulta por si só em um artigo. O autor é remetido à leitura específica do mesmo.

O tempo em contexto social[editar | editar código-fonte]

Pode-se afirmar a existência de um tempo social urbano, de caráter disciplinador e que se configura explicitamente a partir da segunda metade do século XIX. Trata-se de um período onde a industrialização e o advento de novas técnicas, paralelamente ao crescimento das cidades produzem uma nova sociedade urbana [Ref. 12]. Nesse sentido surgem os relógios urbanos alocados em pontos estratégicos das cidades, como por exemplo, em estações ferroviárias e de barcos, bem como os apitos das fábricas demarcando os turnos de trabalho. Esses novos instrumentos visuais e sonoros surgem na paisagem urbana e são voltados para disciplinarização do corpo trabalhador em um novo ordenamento social, caracterizada por grandes contingentes humanos e pela vida citadina.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
Wikcionário possui o verbeteTempo.
Wikiquote
Wikiquote possui citações de ou sobre: Tempo
Commons
Commons possui imagens e outras mídias sobre Tempo

Notas

  1. Ir para cima A edição de outubro de 2002 da revista Scientific America Brasil é dedicada em grande parte ao assunto "Tempo". Encerrando vários artigos interessantes que enfocam as mais variadas facetas do tempo, enfocando-o sob diversos pontos de vista, desde o cotidiano até o científico, passando obviamente pelo fisiológico, psicossomático e filosófico, a edição mostra-se como um bom ponto de partida para quem deseja situar-se sobre o assunto. A revista intitula-se "As múltiplas faces do tempo".
  2. Ir para cima O conteúdo associado a esta e às subseções seguintes tem por referências, entre outras especificadas ao longo do texto, os livros empregados em cursos de Física relatados na seção "Bibliografia".
  3. Ir para cima Para determinar-se o tempo próprio - o tempo que ordena as percepções dos fenômenos pelo observador na origem - em princípio um relógio bastaria; contudo, para se estabelecer o sistema de referências espaço-temporal desse observador, mediante a qual determinam-se os valores do tempo coordenado dos fenômenos - que ordena-os mediante real ordem de ocorrência no espaço-tempo e não de percepção - supõem-se existir em princípio incontáveis relógios adequadamente sincronizados e posicionados ao longo da malha espacial do observador. Por "eventos" subentende-se na definição pois, ou os fenômenos em si ou então as percepções destes. Em física clássica as noções de tempo coordenado e tempo próprio reduzem-se em uma única, é nesse escopo, um relógio bastaria.
  4. Ir para cima Está-se aqui no âmbito da relatividade restrita, ou seja, em ausência de influências gravitacionais na propagação da luz.
  5. Ir para cima O termo "luz" refere-se em stricto sensu às ondas eletromagnéticas com frequências adequadas à sensibilização do olho humano. Contudo, mesmo entre a comunidade científica, este termo é muitas vezes utilizado como sinônimo de onda eletromagnética, independente de sua frequência.
  6. Ir para cima Os efeitos de dilatação do tempo em virtude da gravidade e em virtude das velocidades nos movimentos circulares descritos pelos relógios em relação ao centro da terra são na situação concorrentes, o primeiro fazendo os relógios mais próximos ao solo se atrasarem, o segundo fazendo os relógios mais altos se atrasarem. Nesse caso, dada a pequena diferença de alturas, observa-se contudo que os efeitos de dilatação do tempo atrelados à gravidade superam os atrelados às diferentes velocidades em relação ao centro da terra. Ao contrário do astronauta em órbita, que geralmente fica mais jovem em relação ao gêmeo na terra, no caso dos relógios no solo, o mais alto "envelhece" em relação ao relógio mais baixo.
  7. Ir para cima O desvio para o vermelho ocorre não apenas em função da gravidade mas também em virtude do movimento relativo entre a fonte e o observador através de um fenômeno conhecido como Efeito Doppler, fenômeno este que possui sua versão clássica e sua versão relativística, destacando-se no último caso o efeito Doppler transversal, para o qual não há análogo clássico.
  8. Ir para cima Para uma pequena introdução sobre origens, desenvolvimento, críticas, consolidação e implicações a respeito do Big Bang, leia: Big Bang, de Simong Singh (vide Bibliografia)
  9. Ir para cima O texto doravante apresentado fundamenta-se em tradução do texto presente na seção Religion do associado artigo en:Time da wikipedia anglofona à data de 16 January 2011 at 18:34.
  10. Ir para cima Em particular, para um paralelo entre a Física Moderna sob ótica científica e o Misticismo Oriental, consulte: O Tao da Física, de Fritjof Capra (vide Bibliografia)
  11. Ir para cima O autor deve atentar para o fato de que muitas das ficções científicas do passado são hoje uma realidade científica. A bomba atômica e a viagem à lua são exemplos. A exemplo, o termo bomba atômica foi cunhado por H. G. Wells quase um século antes desta tornar-se realidade, encontrando-se a definição da mesma segundo este autor de ficção científica inclusive citada no livro "The Making of Atomic Bomb", um best seller de autoria de Richard Rhodes, que conta a saga não só deste invento mas de todo o desenvolvimento da física moderna associada ao século XX. H. G. Wells também estendeu sua ficção científica ao tempo em específico, incluso o espaço quadridimensional (espaço-tempo) e as viagens no tempo, sendo certamente estes assuntos em moda àquela época - visto que H. G. Wells e Einstein são contemporâneos.

Referências

  1. Ir para cima Citado, emtre outro, em http://www.novafisica.net/pensar/tempo-fis.htm, conforme acessado em 23-01-2011 às 16:10 UTC.
  2. Ir para cima Scientifc America - Outubro de 2002 - As Múltiplas Faces do Tempo - pág. 54
  3. Ir para cima E. Fitgerald, The Rubaiyat of Omar Khayyam. (Penguin 1989), Stanza lxxi
  4. Ir para cima Duff, Michael J.; Okun, Lev B.; Veneziano, Gabriele (2002). «Trialogue on the number of fundamental constants» (PDF) Institute of Physics Publishing for SISSA/ISAS [S.l.] Consultado em 2008-02-02. p. 17. "I only add to this the observation that relativity and quantum mechanics provide, in string theory, units of length and time which look, at present, more fundamental than any other."
  5. Ir para cima Duff, Okun, Veneziano, ibid. p. 3. "There is no well established terminology for the fundamental constants of Nature. ... The absence of accurately defined terms or the uses (i.e. actually misuses) of ill-defined terms lead to confusion and proliferation of wrong statements."
  6. Ir para cima INMET - Instituição Oficial de Meteorologia do Brasil - Acesso em 05/03/2010
  7. Ir para cima Einstein, Albert - A Teoria da Relatividade: sobre a teoria da relatividade especial e geral (para leigos) - L&PM Editores - Porto Alegre, RS - 2013. ISBN 978-85-254-2850-9 (pag. 34-40)
  8. Ir para cima Física 2 - 4 edição - Resnick, Hallyday, Krane. Ver bibliografia.
  9. ↑ Ir para:a b c d e f Scientific American - outubro de 2002 - pág. 71-72
  10. ↑ Ir para:a b c d e f Verma, Surendra - Ideias Geniais: os principais teoremas, teorias, leis e princípios científicos de todos os tempos - 2 edição - Gutemberg Editora - Belo Horizonte - 2012. ISBN 978-85-89239-45-5 (pag. 43)
  11. Ir para cima Segundo Mathew Slick - tradução de Vinícius Torres, conforme encontrado em http://logoshp.6te.net/trim.htm (em 23-01-2011 às 15:30 UTC)
  12. Ir para cima Henri Lefèbvre - "A Revolução Urbana"

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Em português[editar | editar código-fonte]

  1. [Física 1; Física 2; Física 3; Física 4], 4 Edição - Halliday, DavidResnick, Robert; Krane, Kenneth S. - LTC Livros Técnicos e Científicos S.A. - Rio de Janeiro, RJ - 1996 ISBN 8-521-61089-0 OCLC 46738919  | ISBN 8-840-81279-2 OCLC 799381434  | ISBN 8-521-61091-2 OCLC 817938096  | ISBN 8-521-60302-9 OCLC 457579689 
  2. Física QuânticaÁtomos, Moléculas, Sólidos, Núcleos e Partículas - Eisberg, Robert; Resnick, Robert - 13 Edição - Editora Campus - 1979 - ISBN 85-7001-309-4
  3. Big Bang - Singh, Simon - Editora Record - RJ e SP - 2006 - ISBN 85-01-07123-3
  4. O tao da física : um paralelo entre a física moderna e o misticismo oriental - Capra, Fritjof - Editora Cultrix - São Paulo, 2010. OCLC 683548075
  5. GORSKY, Samir. A semântica algébrica para a lógica modal e seu interesse filosófico. Dissertação de mestrado. IFCH-UNICAMP. 2008.

Em outras línguas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


PortalA Wikipédia possui o portal:
Ícone de esboçoEste artigo sobre física é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Nenhum comentário:

Postar um comentário