segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CARUARU

Caruaru é um município brasileiro do estado de Pernambuco, situado na região nordeste do país. Pertence à Mesorregião do Agreste Pernambucano e à Microrregião do Vale do Ipojuca e localiza-se a oeste da capital do estado, distando desta cerca de 130 km. Ocupa uma área de 920,611 km², sendo que 16,65 km² estão em perímetro urbano e os 903,961 km² restantes formam a zona rural,[3] e sua população em 2016 era de 351 686 habitantes, sendo a mais populosa cidade do interior pernambucano[4] e a terceira mais populosa do interior nordestino.
A sede municipal tem uma temperatura média anual de 22,7 °C e a vegetação predominante é a caatinga, tendo remanescentes de Mata Atlântica em brejo de altitude, localizando-se, neste modo, numa área de transição. Com 90,6% da população vivendo na zona urbana, o município contava com 176 estabelecimentos de saúde em 2009,[8][9] e o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é de 0,677, considerando-se como médio, acima da média estadual, e ocupando a décima primeira colocação no ranking estadual.[6]
Fundado em 18 de maio de 1857, o município começou a tomar forma em 1681, quando o então governador Aires de Souza de Castro doou à família Rodrigues de Sá uma sesmaria com trinta léguas de extensão, com o intuito de desenvolver a agricultura e a criação de gado na região, as terras na época constituíam a Fazenda Caruru. A fazenda foi abandonada pelos seus donatários, só voltando a funcionar em 1776, quando José Rodrigues de Jesus decidiu voltar às terras, após a morte do seu patriarca. Lá, ergueu uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, sendo por conta dessa construção que foi criado um pequeno povoado ao seu redor, mais tarde originando a cidade.[10]
O município vem exercendo um importante papel centralizador no Agreste e interior pernambucano, concentrando o principal pólo médico-hospitalaracadêmicocultural e turístico da região.[11] Possui a maior Festa Junina do mundo, segundo registro do Guinness World Records (o livro dos recordes), e é internacionalmente conhecida pelos festejos.[12] Detém ainda a Feira de Caruaru, conhecida por ser uma das maiores feiras ao ar livre do mundo e ter sido tombada como patrimônio imaterial do país pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).[13] Seu artesanato com barro ficou mundialmente conhecido pelas mãos de Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, que representou Pernambuco na exposição de Arte Primitiva e Moderna Brasileira no ano de 1955, em Neuchâtel, na Suíça,[14] podendo atualmente ter suas obras contempladas no Museu do Louvre, em Paris, e em sua antiga residência no Alto do Moura, em Caruaru.[15]

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Há diversas hipóteses para a origem do nome do município, Caruaru (pronúncia IPA[cɐɾu'ɐɾu] link=. ouça). Uma das mais utilizadas é que o nome Caruaru seja uma junção oriunda do dialeto dos índios cariris, habitantes da região na época do desbravamento, no século XVI. "Caru" equivaleria a alimento e fartura e "aru aru" à abundância. Logo, Caruaru significaria terra da fartura.[16] A "Documentação Territorial Brasileira", do IBGE, depois de frisar os vários significados associados a entidades mórbidas, acrescenta mais uma definição: "nome de uma planta vulgarmente conhecida por caruru (espécie de bredo) e que outrora cobria um poçona margem do rio Ipojuca, em local que, por isso, passou a ser denominado Poço ou Sítio do Caruru. Por acréscimo de uma vogal, o nome seria alterado para Caruaru". No Dicionário Houaiss, consta com dois sentidos: 1º) o mesmo que curuaí (do tupi curuá’i), planta Orbignya sabulosa, isto é, a palma, incidente em toda a região; 2º) o mesmo que jacuraru, ou seja, um lagarto (do tupi yakurua’u), o popular teju ou teiú, também bastante frequente na região.[17]

História[editar | editar código-fonte]

Vista parcial de Caruaru a partir do Monte Bom Jesus em setembro de 2016.
Devido à sua posição geográfica favorável, no coração do Agreste, passagem obrigatória do transporte de gado do Sertão para o Litoral, logo se estabeleceram diversas propriedades agropastoris. Os donos das terras onde hoje se situa o município eram os "Nunes dos Bezerros", assim denominados em virtude da curta distância entre a fazenda e a paróquia de Bezerros. Admite-se que os Nunes eram remanescentes dos antigos concessionários daquelas terras, quando foram distribuídas como sesmarias. Os Nunes haviam adotado um casal de órfãos, sendo o menino, José Rodrigues de Jesus. Em virtude de desentendimento com a família, ele se apossou das terras que lhe cabiam por herança, a leste e a sudeste da fazenda dos Nunes. Com vinte anos já era um senhor poderoso e residia com a mulher – Maria do Rosário de Jesus – numa vivenda, a Casa Grande, no local denominado Caruaru. Com licença do Bispado de Olinda, em 1781, construiu a capela de Nossa Senhora da Conceição, que contribuiu para o surgimento de uma feirinha semanal e passou a ser ponto de convergência de novos moradores, iniciando-se assim o povoamento da região. Documentos de 1794 comprovam a existência desse povoado, "possuindo crescido número de casas", já conhecido com a mesma denominação atual.[18]
Em 1834, Caruaru figurava como 7º distrito de paz de Bonito, conforme ofício datado de 8 de novembro desse ano, enviado pela Câmara de Bonito ao Conselho do Governo de Pernambuco. A Lei Provincial nº 133, de 6 de maio de 1844, criou o distrito de São Caetano da Raposa, anexado ao município de Caruaru (alguns documentos mencionam essa lei como sendo do dia 2 de maio). Em 1846, o missionário frei Euzébio de Sales, capuchinho da Penha, iniciou a construção da Igreja Matriz, hoje catedral. Reconstruída duas vezes, a última em 1883, a igreja ganhou, nesse ano, o sino que ainda hoje existe no local, o maior ex-voto da região, promessa de Francisco Gomes de Miranda Leão, que fez transportar a oferenda em lombo de animais, de Tapera a Caruaru, onde a população recebeu com entusiasmo. Em 16 de agosto de 1848, a Lei Provincial nº 212 elevou Caruaru à categoria de vila, com território desmembrado de Bonito. Essa lei transferiu a sede da freguesia de São Caetano da Raposa para Nossa Senhora das Dores, em Caruaru, para onde também foi transladada a sede da comarca de Bonito. O art. 3º da mesma lei dividiu a comarca em dois municípios, compreendendo o primeiro as freguesias de Caruaru, Bezerros e Altinho, e a segundo município, as cidades de Bonito e Panelas.[19]
Vista do bairro Maurício de Nassau.
A Câmara foi instalada no dia 16 de setembro de 1849, segundo ofício enviado ao presidente da província; quem a instalou foi o presidente da Câmara de Bonito, Francisco Xavier de Lima. O primeiro vigário da freguesia foi o padre Antonio Jorge Guerra, que a instalou no dia 28 do mesmo mês e ano. Em 18 de maio de 1857, a Lei Provincial nº 416 elevou a vila de Caruaru à categoria de cidade e sede do município e em 20 de maio de 1867, a Lei Provincial nº 720 criou a comarca de Caruaru, a qual foi classificada de 1ª entrância pelo Decreto nº 3.978, de 12 de outubro do mesmo ano; o primeiro juiz de Direito foi o dr. Antonio Buarque de Lima. Em 13 de novembro de 1872, o Decreto nº 5.139 classificou-a como de 2ª entrância.[20]
Tornou-se município em 1º de março de 1893, com base no art. 2º das disposições gerais da Lei Estadual nº 52 (Lei Orgânica dos Municípios), de 3 de agosto de 1892. O primeiro prefeito eleito foi o major João Salvador dos Santos. Em relação anexa ao ofício do prefeito para o Secretário do Governo, com data de 26 de maio de 1893, declara-se que o município fora dividido em três distritos administrativos: Caruaru (sede municipal), Carapotós e São Caetano da Raposa.[21][22]
Caruaru se converteu em município, sendo o segundo do agreste pernambucano, pelo projeto nº 20, criado pelo deputado provincial Francisco de Paula Baptista (1811-1881), defendido em primeiro debate em 03 de abril de 1857 e tornando-se concreto, depois de aprovação sem debate, em 18 de maio do mesmo ano, com a assinatura da Lei Provincial nº 416, pelo então vice-presidente da província de Pernambuco, Joaquim Pires Machado Portela.[23] Ao passar das décadas, a cidade se desenvolveu e a antiga Vila do Caruru atualmente é conhecida por colecionar vários títulos, como “Capital do Agreste”“Capital do Forró”“Princesa do Agreste”, dentre outras alcunhas, fazendo analogia ao cenário de sua importância política-econômica no cenário do Estado de Pernambuco.[11][24]
O desenvolvimento do município teve seu apogeu a partir de 1896, após a construção da Great Western, a linha férrea que conecta a cidade à capital pernambucana. Pelos seus trilhos era escoada a produção agrícola, além das mercadorias de sua tradicional feira.[25] Iniciada em 2001 pelo governo pernambucano, a duplicação da principal rodovia que dá acesso ao município, a BR-232, foi crucial para a industrialização da sua economia e o crescimento do setor de serviços, já que com a nova rodovia o número de turistas em dada época do ano era maior, visto que a duplicação trouxe uma redução no tempo de viagem e mais segurança. O primeiro trecho das obras foram iniciadas no sentido Recife-Caruaru e concluídas em 2003, quando foi dado início a outro trecho, Caruaru-São Caetano.[26]
Vista panorâmica de Caruaru a partir do Monte do Bom Jesus.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O território municipal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 920,611 km²,[27] sendo 16,6500 km² de perímetro urbano e os 903,961 km² restantes formando a zona rural do município.[3]Situa-se a 08º17'00" de latitude sul e 35º58'34" de longitude oeste,[28] estando a cerca de 130 km da capital estadual. Os municípios limítrofes são Brejo da Madre de Deus e São Caetano, a oeste; Taquaritinga do Norte, ToritamaVertentes e Frei Miguelinho, a norte; Riacho das Almas e Bezerros, a leste; e Altinho e Agrestina, a sul.[29]
O município está situado na unidade geoambiental da Província da Borborema, sendo formada por maciços e outeiros altos, com altitudes que variam entre 600 a 1 000 metros.[29] O relevo é predominantemente movimentado, com vales profundos e vales dissecados, com altitude média de 554 metros acima do nível do mar.[29] Está localizado no Planalto da Borborema e seu ponto culminante é o Morro do Bom Jesus, com 630 metros acima do nível do mar.[28]
O território municipal é recortado por rios perenes de baixa vazão, tendo também pequeno potencial de água subterrânea. Situa-se na bacia hidrográfica do Rio Ipojuca e do Rio Capibaribe,[29] tendo como seus principais cursos hidrográficos os riachos Tabocas, Caiçara, Borba, da Onça, Olho d'água, Mandacaru do Norte, Caparatós, São Bento, Curtume e Taquara. Seus principais corpos de acumulação de água são os açudes Eng°. Gercino de Pontes (13.600.000 m³), Taquara (1.100.000 m³), Guilherme (786.000 m³), Serra dos Cavalos (761.000 m³) e Jaime Nejaim (100.000 m³).[29]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Caruaru é semiárido (classificação BSh na classificação climática de Köppen-Geiger), possuindo verões quentes e secos e invernos amenos e chuvosos.[5] As maiores temperaturas são normalmente registradas nos meses de novembro e fevereiro, chegando aos 30 °C,[30] e as menores em junho e julho, em torno dos 17 °C.[31] O índice pluviométrico anual é de 764 milímetros (mm), concentrados entre março e julho, sendo este o mês de maior precipitação (135 mm).[32] O regime de pluviosidade do município é bastante influenciado pela Planalto da Borborema, tendo seu início localizado entre os municípios de Gravatá e Pombos, que impede a chegada da umidade que vem do litoral para provocar precipitações mais abundantes.[5]
Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Caruaru (INMET) por meses (1961-1974)[33]
MêsAcumuladoDataMêsAcumuladoData
Janeiro74 mm24/01/1969Julho113,4 mm31/07/1966
Fevereiro49,6 mm12/02/1964Agosto29,2 mm03/08/1964
Março120 mm14/03/1969Setembro31 mm29/09/1967
Abril78 mm14/04/1973Outubro29,8 mm03/10/1973
Maio52,8 mm24/05/1986Novembro20 mm21/11/1963
Junho89,2 mm14/06/1966Dezembro37,4 mm21/12/1966
umidade do ar é relativamente elevada, sendo a média anual de 75%.[34] Os ventos são constantes todo o ano, porém, quando há a ocorrência da chegada de sistemas e a formação de vórtices ciclônicos de altos níveis da atmosfera no litoral leste nordestino, podem ocorrer ventanias que causam danos como destelhamentos, quedas de árvore e interrupção no fornecimento da energia elétrica.[35]
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1974, a menor temperatura registrada em Caruaru foi de 12,6 °C em 4 de setembro de 1965,[36] e a maior atingiu 35,6 °C em 10 de novembro de 1963.[37] Os maiores acumulados de precipitação em 24 horas foram 120 mm em 14 de março de 1969, 113,4 mm em 31 de julho de 1966 e 107 mm em 30 de julho de 1966.[33] O menor índice de umidade relativa do ar foi de 33% nos dias 16 de dezembro de 1969 e 21 de fevereiro de 1973.[38]
[Esconder]Dados climatológicos para Caruaru
MêsJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDezAno
Temperatura máxima absoluta (°C)34,833,734,534,631,330,230293233,535,634,335,6
Temperatura máxima média (°C)29,73029,328,427,125,424,425,426,829,130,130,428
Temperatura média (°C)23,723,923,923,622,721,520,520,721,62323,824,122,7
Temperatura mínima média (°C)19,719,820,12019,318,417,317,417,918,619,319,619
Temperatura mínima absoluta (°C)13,3151515,815131313,212,61314,414,812,6
Precipitação (mm)63,13597,611680,2115,7134,745,525,211,49,630,1764,1
Dias com precipitação (≥ 1 mm)5378811116511369
Umidade relativa (%)73,272,976,677,680,882,383,18074,370,167,767,475,5
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[30][31][32][39] recordes de temperatura de 1961 a 1974).[36][37]
Fonte #2: Departamento de Ciências Atmosféricas da UFCG (umidade relativa, 1911-1990).[34]

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Até o início do ano de 2013, a prefeitura municipal não possuía nenhuma secretaria direcionada a tratar de assuntos ambientais, antes apenas a Secretaria de Infraestrutura era encarregada das políticas ambientais do município. Entretanto, no início do ano de 2013, após a reeleição do prefeito José Queiroz de Lima, a prefeitura recebeu sua primeira secretaria direcionada restritamente à política ambiental. O prefeito enviou à Câmara Municipal de Caruaru uma reforma administrativa, criando também a Secretaria Especial de Meio Ambiente, que será vinculada ao gabinete do prefeito.[40]
vegetação predominante é a caatinga, com presença de remanescentes de Mata Atlântica em brejos de altitude.[29] Possui, a saber, apenas uma unidade de preservação, o Parque Florestal Serra dos Cavalos, também chamado de Parque Ecológico João Vasconcelos Sobrinho, no limite com o município de Altinho, conta com 359 hectare de área protegida.[41][41]
A caatinga é composta por espécies hiperxerófilas, com a forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas. As espécies mais encontradas são os cactoscaroáaroeiraangicojuazeiromandacaru e xique-xique.[42] Já a Mata Atlântica, típica dos brejos de altitude no sul do município é constituída por árvores de médio e grande porte, formada por floresta densa e fechada. Sendo muito rica em biodiversidade, as árvores de grande porte formam um microclima dentro da mata, com sombra e muita umidade. As espécies mais comuns são: palmeirasbroméliabegôniasorquídeascipósbriófitaspau-brasiljacarandaperobajequitibá-rosacedroandiraananas e figueiras.[43]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
CensoPop.
1970142 653
1980172 53220,9%
1991213 69723,9%
2000253 63418,7%
2010314 91224,2%
Est. 2016351 686[4]38,7%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
 (IBGE)[44]
Segundo a contagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2010, o município possuía 314 912 habitantes, sendo a maioria do sexo feminino, com 165 759 habitantes mulheres (52,5% da população), e os 149 153 restantes do sexo masculino (47,4% da população). Ainda segundo o censo, 279 589 habitantes (cerca de 88,78%) viviam na zona urbana e 35 323 habitantes (cerca de 11,2%) na zona rural.[45] A taxa de urbanização era de 88,78%.[45]
Da população total em 2010, 78 066 habitantes (24,79%) tinham menos de 15 anos de idade, 214 848 habitantes (68,22%) tinham de 15 a 64 anos e 21 998 pessoas (6,99%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 73,0 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 2,0.[46] O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) de Caruaru é de 0,677, sendo considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD),[47] ocupando a décima primeira colocação no ranking estadual e estando acima da média pernambucana, que é de 0,673.[48] Apesar do destaque estadual, seu índice ainda é menor que a média nacional, ocupando a 2503ª colocação no ranking entre os 5 570 municípios da União.[47]
Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano com a autodeclaração de cada caruaruense, a população era composta por 158 762 brancos (50,51%); 11 521 negros (3,66%); 2 273 amarelos (0,72%); 141 972 pardos (45,08%); e 384 indígenas (0,12%).[49] Considerando-se a região de nascimento, 305 186 eram nascidos no Nordeste (96,91%), 7 704 no Sudeste (2,45%), 376 no Sul (0,12%), 376 no Centro-Oeste (0,12%) e 297 no Norte (0,09%). 294 979 habitantes eram naturais do estado de Pernambuco (93,67%) e, desse total, 217 350 eram nascidos em Caruaru (69,02%).[50] Entre os 19 933 naturais de outras unidades da federação, São Paulo era o estado com maior presença, com 6 628 pessoas (2,10%), seguido pela Paraíba, com 3 693 residentes (1,17%), e por Alagoas, com 3 169 habitantes residentes no município (1,01%).[51]
Vista panorâmica da cidade de Caruaru a partir da BR-232.

Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 41,6% e em 2010, 82,5% da população vivia acima da linha de pobreza, 10,5% encontrava-se na linha da pobreza e 6,9% estava abaixo[52] e o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,542, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[53] A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 57,6%, ou seja, 16,1 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,84%.[52]
Apesar de ser uma cidade com pouco menos de 300 mil habitantes na sua área urbana,[9] tem registros de pequenas favelas em algumas áreas.[54] Embora o Morro do Bom Jesus seja considerado um bairro na estrutura urbana, nos últimos tempos tem adquirido características peculiares de favela, pelo fato de ter passado por um recente grande crescimento demográfico sem planejamento.[55] Não obstante, há registro de pequenas favelas em outras partes da cidade, como a comunidade Bonanza, no bairro Rosanópolis.[56] Ao que se sabe, não há um relatório oficial da prefeitura municipal informando a quantidade, tampouco a característica da população que vive nos aglomerados subnormais, existem apenas dados colhidos pelo IBGE. Segundo dados obtidos pelo censo demográfico do IBGE em 2010, existem no município cerca de 96 379 unidades de domicílio, sendo 4 231 domicílios em aglomerados subnormais, que são ocupados por 13 418 moradores.[54]

Religião[editar | editar código-fonte]

Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores.
O censo demográfico do IBGE mostrou que em 2010 a maior parte da população caruaruense se declarava católica (64,6% da população), apesar de ser bastante comum encontrar seguidores do espiritismo (2,0%) e notadamente a presença de evangélicos de diversas denominações, que eram cerca de 22,1% da população. É pouco considerável a participação de seguidores das religiões africanas, como umbanda e candomblé (0,3%, no total), sendo muito reduzido o número de seguidores das religiões orientais, como hinduísmo e islamismo, a única religião oriental com a quantidade de adeptos um mínimo considerável é o budismo (0,1%). Também são poucos os que se declararam praticantes das tradições esotéricas (0,04%). As pessoas que não declararam nenhuma religião somam 8,0% e os ateus 0,3%.[57][58]
Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Igreja Católica Apostólica Romana
Segundo divisão feita pela Igreja Católica, Caruaru está localizado na Província Eclesiástica de Olinda e Recife, tendo a sede na cidade de Olinda, na Grande Recife, e é integrante da Arquidiocese de Olinda e Recife. A Diocese de Caruaru foi erigida canonicamente através da bula "Quae Maiori Christifidelium", no dia 7 de agosto de 1948 pelo Papa Pio XII, e sua catedral diocesana é a Matriz de Nossa Senhora das Dores. A cidade possui nove paróquias, sendo elas: Capelão da Igreja Santa Luzia (Monte Bom Jesus); Igreja da Conceição; Paróquia Coração Eucarístico; Paróquia Natividade do Senhor; Paróquia Nossa Senhora Aparecida; Paróquia Nossa Senhora das Dores; Paróquia Nossa Senhora do Rosário; e Paróquia São José.[59]
Igrejas protestantes
A cidade possui uma grande quantidade de igrejas evangélicas de denominações diversas, como: Igreja Presbiteriana Renovada, Igreja Cristã MaranataIgreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Carismática, a Igreja Batista, a Igreja Assembleia de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Metodista Wesleyana, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã no Brasil,a Igreja do Nazareno entre outras.[57] As denominações evangélicas com o número de seguidores menos relevante segundo a pesquisa são: testemunhas de Jeová, que representam pouco mais de 0,7% da população e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que representam cerca de 0,1%.[58]

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