sábado, 8 de abril de 2017

BANANEIRAS

Bananeiras é um município brasileiro do estado da Paraíba. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2013 sua população está estimada em 22.012 habitantes distribuídos em uma área territorial de 258 km². Localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, a 141 km de João Pessoa, 150 km de Natal e a 70 km de Campina Grande, com altitude de 526 metros, Bananeiras possui clima mais ameno que a média do agreste paraibano.

História[editar | editar código-fonte]

O início da colonização das terras ocorreu na primeira metade do século XVII, a partir das sesmarias doadas a Domingos Vieira e Zacarias de Melo, que viviam em Mamanguape. A vila pertencia à jurisdição de São Miguel da Baía da Traição. Em 1822, passou à jurisdição de Areia (Paraíba). Em 1835 foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Livramento.[8]
A região foi primeiramente produtora de cana-de-açúcar e depois de café. Em 1852, a produção cafeeira chegou a ser a maior da Paraíba e a segunda do Nordeste. Isto tornou a cidade uma das mais ricas daquela região, riqueza esta expressa na arquitetura de seus casarões.[9] A cultura foi dizimada pelo surgimento do fungo Cerococus paraibensis.[10]
O padre José Antônio Maria Ibiapina passou pela região, percorrendo diversos povoados vizinhos. A primeira igreja, dedicada a Nossa Senhora do Livramento, foi concluída em 1861, após 20 anos. Sua construção foi incentivada pelo padre Ibiapina e contou com o apoio do Monsenhor Hermenegildo Herculano. A antiga capela de taipa havia desmoronado. Bananeiras não tinha mais que mil habitantes. Em 1919, foi calçada a primeira rua, com pedras irregulares, também chamadas “pé de moleque” ou “imperiais”.
distrito de Bananeiras foi criado pela lei provincial nº 5, de 26 de maio de 1835. Foi elevado à categoria de vila pela resolução do conselho do Governo e sede municipal de 9 de maio de 1833. Instalado em 10 de outubro de 1833.
A ferrovia foi inaugurada em 22 de setembro de 1922, após a construção do túnel da Serra da Viração, no governo de Solon de Lucena. Por esta época, uma praga dizimou as plantações de café. O município voltou-se então para o cultivo da cana de açúcar, do fumo, do arroz e do sisal.
A partir de 1953, o município, inicialmente constituído de cinco distritos (1948), o município assistiu à emancipação de três deles: SolâneaBorborema e Dona Inês.
Hoje, o município conta com três distritos: Roma, Taboleiro e Maia[8].

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[11]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, que apresenta relevo movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Bananeiras encontra-se inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Curimataú. Os principais tributários são os rios Curimataú, Dantas e Picadas e os riachos: Sombrio e Carubeba, todos de regime intermitente. Conta ainda com os recuros do açude da Piaba.

Religiões[editar | editar código-fonte]

Católica[editar | editar código-fonte]

  • Igreja de Nossa Senhora do Livramento – Sua construção durou em torno de 20 anos. Foi concluída em 1 de janeiro de 1861.
  • Colégio das Dorotéias (Carmelo) – Foi construído em 1917. Mantém as linhas arquitetônicas originais. Educou “a elite feminina” de boa parte da Paraíba e do Nordeste, até os meados da década de 1960, quando ainda funcionava como internato. Hoje é da diocese e alugada para a prefeitura do município funcionando como Escola do ensino fundamental atendendo alunos da primeira e segunda fase.
  • Capela de São Sebastião - construída em 1898 pelo senhor Lindolfo Grilo - localizada no Sítio Chã de Lindolfo.
  • Cruzeiro de Roma - localizado no Distrito de Roma.

Evangélicas[editar | editar código-fonte]

Espírita[editar | editar código-fonte]

  • Núcleo Espírita Cristão Chico Xavier - Conjunto Major Augusto Bezerra

Religiões afro-brasileiras[editar | editar código-fonte]

  • Terreiro de candomblé (Rua Bela Vista)

Esportes[editar | editar código-fonte]

  • Boxe
  • Jiu-jitsu
  • BMX Bananeiras e Cidade Alta
  • Skate
  • Motocross(trilha)

Times de Futebol[editar | editar código-fonte]

Estádios[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima Portal Eleições 2016. «Resultado das Eleições: Bananeiras-PB». Consultado em 4 de janeiro de 2017
  2. ↑ Ir para:a b «Divisão Territorial do Brasil»Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008
  3. Ir para cima IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
  4. Ir para cima «Censo Populacional 2010»Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010
  5. Ir para cima «Diagnóstico do município de Bananeiras, Paraíba.» (PDF)Projeto Águas Subterrâneas. Ministério das Minas e Energia. 2005. Consultado em 4 de outubro de 2009
  6. Ir para cima «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil»Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008
  7. ↑ Ir para:a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010
  8. ↑ Ir para:a b «Bananeiras» (PDF)Documentação Territorial do Brasil. IBGE. Consultado em 4 de outubro de 2009
  9. Ir para cima «Brejo das Bananeiras»Página Destino do Sol. Consultado em 4 de outubro de 2009
  10. Ir para cima [Bem-vindos a Bananeiras<Jornal A União>Acesso em 26 de março de 2012.
  11. Ir para cima «Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro».

Nenhum comentário:

Postar um comentário