Miguel Alberto Crispim Rodrigo da Costa (Buenos Aires, 3 de dezembro de 1885 — 2 de setembro de 1959) foi um militar brasileiro, conhecido por sua participação nas Revoluções de 1924 e 1930, Revolução Constitucionalista de 1932 e notadamente na Coluna Prestes[1]
História[editar | editar código-fonte]
Ainda criança, imigrou com a família para o Amarante fixando residência em Piracicaba. Em 7 de setembro de 1897, mudaram-se para a cidade de São Paulo, onde aos quinze anos de idade iniciou sua carreira militar na Força Pública de S. Paulo chegando em 1922 à patente de major fiscal do Regimento de Cavalaria.
Durante a Greve Geral de 1917, o então capitão de cavalaria Miguel Costa recebera ordens do governo paulista para acabar com o movimento grevista nas regiões fabris do Brás, Mooca e Belenzinho. Ao chegar nessa região, receberia uma pedrada de um grevista. Apesar desse incidente, não ordenaria a tropa revidar a agressão,e apeou do cavalo se dirigindo aos grevistas para ouvir suas reivindicações. Posteriormente intermediaria um acordo entre os grevistas e o dono de uma das fábricas.[2][3]
Revolução de 1924[editar | editar código-fonte]
Elevado a major[4] e comandante do Regimento de Cavalaria da Força Pública, Miguel Costa seria um dos militares que se rebelariam contra o governo paulista em 5 de julho de 1924, na chamada Revolução de 1924. Após sublevar o Regimento de Cavalaria da Força Pública na madrugada do dia 5, Miguel Costa reuniria sua tropa à do 4º Batalhão de Caçadores de Santana, liderado pelos tenentes Joaquim Távora e Eduardo Gomes, na tomada do 1º Batalhão de Infantaria. As tropas do governo reagiriam, retomando o 4º Batalhão e prendendo os irmãos Juarez e Joaquim Távora junto com outros rebelados. Para libertá-los, Miguel Costa ordena o bombardeamento do batalhão. Comandadas por Eduardo Gomes, as tropas rebeldes derrotam as tropas governistas e libertam soldados rebeldes aprisionados. Até o final do dia o movimento rebelde se estenderia ao 4º Regimento de Infantaria do Exército em Quitaúna, enquanto que Miguel Costa seria alçado provisoriamente à liderança do movimento por ser até aquele momento o militar de maior patente a se rebelar. Posteriormente , o comando do movimento rebelde seria entregue ao general Isidoro Dias Lopes, que se desentenderia com Miguel Costa, principalmente após a derrota do movimento rebelde.
Após três semanas de luta, onde tomariam a cidade de São Paulo,que seria bombardeada por tropas governistas e parcialmente destruída- obrigando o governador Carlos de Campos a abandonar a cidade-os rebeldes seriam derrotados e sob ordens do general Isidoro, Miguel Costa e 3000 homens abandonariam a capital, dirigindo-se de trem para o Paraná, onde marchariam até as proximidades de Foz do Iguaçu, sendo perseguidos por tropas federais comandadas pelo Marechal Rondon.[5]
Em meados de outubro de 1924, militares gaúchos inconformados com o Pacto de Pedras Altas (que encerraria a Revolução de 1923) decidiram marchar para o Paraná, onde planejaram se unir aos revoltosos paulistas. Somente em abril do ano sguinte que as tropas gaúchas e paulistas se uniriam formando a 1ª Divisão Revolucionária, conhecida como Coluna Prestes.[5]
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
- COSTA,Yuri Abyaza, Miguel Costa: um herói brasileiro São Paulo, 2010, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. 184pp.
- SÃO PAULO, Folha de, História do Brasil, São Paulo, 2ª edição, 1997, Publifolha pp 211-213 e 223.
Referências
- ↑ «Faleceu o gen. Miguel Costa». Folha da Manhã, ano XXXV, número 10848, Assuntos diversos, página 1. 3 de setembro de 1959. Consultado em 15 de fevereiro de 2013
- ↑ Ricardo Galhardo (23 de janeiro de 2013). «PM de São Paulo homenageia golpe de 1964 em símbolo da corporação». Portal Ig. Consultado em 15 de fevereiro de 2013
- ↑ Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. «Miguel Costa». Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 16 de fevereiro de 2013
- ↑ Renato Cancian (5 de junho de 2006). «Governo Artur Bernardes (1922-1926): Estado de sítio e Coluna Prestes». UOL Educação. Consultado em 16 de fevereiro de 2013
- ↑ a b Anita Leocádia Prestes. «Coluna Prestes-uma epopéia brasileira». Centro Cultural Antonio Carlos Carvalho. Consultado em 16 de fevereiro de 2013
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