Brega pop é um ritmo brasileiro, de origem paraense, refinado do brega. Tem a influência de ritmos regionais do Pará como o carimbó, guitarrada, siriá e marujada. A principal vertente do brega pop é o calypso (não calipso), conhecido no Pará como brega calypso. O ritmo se desenvolveu sobretudo na cidade de Belém do Pará devido aos shows e bailes em casas noturnas de periferia e pela divulgação feita pelos vendedores ambulantes da produção dos pequenos músicos locais.
Apesar do nome, o calypso tem pouco vinculo com o calipso caribenho, já que a influência maior é a lambada, carimbó, guitarrada, merengue (que é caribenho), entre outros. Mas, como o próprio Ximbinha disse; …até uma pitada do calipso caribenho…, o estilo leva alguns elementos do calipso caribenho.[1] O nome do grupo e estilo batizado por Joelma, deve-se mais ao uso constante do calipso nos estúdios do Pará na época, acrescentando assim o y.
História[editar | editar código-fonte]
Suas raízes são da década de 1980, mas o sucesso começou na década de 1990, principalmente em artistas como Tonny Brasil, Kim Marques, Adilson Ribeiro, Nilk Oliveira, Mário Senna, Alberto Moreno, Edílson Moreno, Wanderley Andrade, Nelsinho Rodrigues entre outros.[2] O ritmo foi rapidamente se espalhando pelas regiões norte e nordeste do Brasil.
O nome "Brega Pop" foi uma criação dos radialistas Jorge Reis, Rosenildo Franco e Marquinho Pinheiro que notaram a diferença do brega surgido no Pará.[3]
Na década de 2000 com o sucesso da Banda Calypso pelo Brasil, que modernou o ritmo o deixando mais acelerado e com mais uso de guitarras, baixo e percussão, várias bandas com a mesma sonoridade e/ou com o nome calypso, começaram também a se popularizarem pelo Brasil como Companhia do Calypso,[4][5] Planeta Calypso,[4] Furacão do Calypso, Banda da Loirinha[5] e Banda Kassikó. O surgimento de novos artistas como Daniel Galeno (filho de Bartô Galeno), Roberto Bessa, Dandão Viola e outros, também ajudaram o ritmo a se tornar conhecido fora do Pará.
Do brega pop veio o tecnobrega, surgido das periferias paraenses.
Ver também[editar | editar código-fonte]
Referências
- ↑ Ricardo Calil (Março. 2009). «Guitar Hero». Revista Trip. Trip Editora e Propaganda SA. pp. 8 a 18. ISSN 1414-350X
- ↑ Brega Pop - Do Brega Pop ao Calypso do Pará
- ↑ Brega Pop - A Origem do Nome "Brega Pop"
- ↑ a b «Genéricos do calypso». Folha. Consultado em 4 de dezembro de 2015
- ↑ a b «Enquanto Joelma e Chimbinha brigam, conheça as bandas de calypso que podem roubar a cena». R7. Consultado em 4 de dezembro de 2015
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