O intestino faz parte do sistema digestório e é através dele que ocorrem as absorções dos nutrientes e da água.
Conhecendo o intestino
Ele está divido em duas partes: delgado e grosso. No primeiro é onde ocorre a absorção da grande maioria dos nutrientes. No segundo, ocorre a absorção da maior parte da água utilizada durante o processo de digestão.
A absorção da água pelo intestino grosso é a responsável pela consistência firme das fezes. A falta desta consistência é conhecida como diarréia, e, esta, pode ocorrer por fatores como viroses, desarranjos na digestão, etc.
Nestes casos, é importante que o indivíduo se mantenha bem hidratado, ingerindo bastante água e procure orientação médica.
O intestino delgado apresenta as seguintes camadas: mucosa, submucosa, muscular e serosa. A primeira camada (mucosa) apresenta musculatura do tipo lisa e nela ocorre a secreção de enzimas e sucos.
Esta camada muscular lisa da mucosa é dividida em duodeno, jejuno e íleo. O duodeno é sua primeira porção, ela vai do piloro ao jejuno. É nesta região que é trabalhado o bolo alimentar pela ação do suco entérico.
No jejuno e no íleo que ocorre a absorção dos nutrientes, que passam para a corrente sanguínea e fígado para serem distribuídos para todo o organismo.
Dica:
Uma alimentação rica em fibras faz o intestino funcionar bem.
Você sabia?
A Gastroenterologia é a especialidade médica que estuda e trata dos problemas relacionados ao sistema digestório, entre eles o intestino.
Na anatomia humana, o intestino é o segmento do canal alimentar que se estende a partir do esfíncter do piloro do estômago ao ânus e, em seres humanos e outros mamíferos, constituída por dois segmentos, o intestino delgado e o intestino grosso. Nos seres humanos, o intestino delgado é subdividido em duodeno, jejuno e íleo, enquanto o intestino grosso é subdividido em ceco e cólon.[1]
Intestino dos Primatas[editar | editar código-fonte]
No homem e nos restantes primatas, o intestino é dividido em delgado e grosso.[2] O delgado é responsável pela absorção da maioria dos nutrientes e o intestino grosso pela absorção da maior parte da água, dando consistência firme às fezes.
Intestino delgado[editar | editar código-fonte]
O intestino delgado é um tubo cilíndrico de aproximadamente 4cm de diâmetro na porção proximal, estreitando-se até 2,5cm de diâmetro na porção distal.
Estende-se do piloro gastroduodenal ao óstio ileal. Possui quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e serosa, da mais interna para o mais externa. Na camada mucosa são secretadas as enzimas e sucos e a camada muscular é do tipo lisa.
Divide-se em três porções:
O duodeno é a primeira porção, proximal, do intestino delgado, que se estende do piloro (gastroduodenal) ao jejuno. Nessa parte realiza-se a digestão do quimo (transformação do bolo alimentar no estômago) pela acção do suco entérico que contém enzimas, como a enteroquinase, hormónios como a secretina, estimulando a secreção de suco pancreático e bile. Estas substâncias vão processar quimicamente as proteínas, lipídeos, carboidratos, vitaminas e todas as substâncias ingeridas e necessárias aometabolismo energético. Pela ação do suco entérico e dos movimentos peristálticos, o quimo é transformado em quilo.
O jejuno e o íleo constituem a porção mesentérica e móvel do intestino delgado. Começa ao nível da flexura duodeno-jejunal e termina ao nível da fossa ilíaca direita, onde se estabelece a continuidade com o intestino grosso.
A absorção dos nutrientes ocorre nesta região. Os nutrientes são absorvidos pelo sangue e passam para o fígado para serem distribuídos a todo organismo. Os produtos da digestão de gorduras não passam pelo fígado, sendo jogados diretamente na corrente sangüínea.
Intestino grosso[editar | editar código-fonte]
O intestino grosso é dividido em
- Apêndice vermiforme
- Ceco
- Cólon Ascendente
- Cólon Transverso
- Cólon Descendente
- Cólon Sigmoide
- Re(c)to
Referências
- ↑ Maton, Anthea; Jean Hopkins, Charles William McLaughlin, Susan Johnson, Maryanna Quon Warner, David LaHart, Jill D. Wright. Human Biology and Health (em inglês). Englewood Cliffs, Nova Jérsei: Prentice Hall, 1969. ISBN 0-13-981176-1
- ↑ Asimov, Isaac. O corpo humano: sua estrutura e funcionamento (em português). 1 ed. São Paulo: Hemus, 2002. ISBN 8528902846
Aparelho Digestório (parte II) – Intestino Delgado e Grosso
Saúde & Performance - Fisiologia
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Após a passagem do alimento pela boca, esôfago e estômago, ele vai para o intestino delgado, que é o órgão responsável pela maior parte da absorção dos nutrientes.
Intestino Delgado: sua principal função é a absorção. Esse órgão pode ser dividido em duodeno, jejuno e íleo. A digestão, nessa parte, é realizada por secreções do intestino e pela secreção de substâncias por dois órgãos acessórios: o fígado e o pâncreas através de ductos que são ligados diretamente no intestino delgado. O fígado secreta a bile, que emulsifica as gorduras, ajudando na sua digestão e absorção. O pâncreas libera o suco pancreático, que contém enzimas que digerem os macronutrientes, principalmente. São elas a α-amilase (que digere os carboidratos), a lipase pancreática (que digere as gorduras ou lipídeos) e as proteases, responsáveis pela digestão de proteínas.
O quimo (bolo alimentar depois de passar pelo estômago) é propelido pelo intestino delgado através das ondas peristálticas até o intestino grosso.
Durante a digestão, ocorre a formação de certos hormônios. Veja na tabela abaixo, os principais hormônios relacionados à digestão:
Durante a digestão, ocorre a formação de certos hormônios. Veja na tabela abaixo, os principais hormônios relacionados à digestão:
Hormônio
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Local de produção
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Órgão-alvo
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Função
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Gastrina
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Estômago
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Estômago
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Estimula a produção de suco gástrico
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Secretina
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Intestino
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Pâncreas
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Estimula a liberação de bicarbonato
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Colecistoquinina
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Intestino
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Pâncreas e
vesícula biliar |
Estimula a liberação de bile pela vesícula e a liberação de enzimas pelo pâncreas.
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Enterogastrona
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Intestino
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Estômago
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Inibe o peristaltismo estomacal
|
Fonte: http://www.webciencia.com/11_22digestao.htm
Intestino Grosso: responsável pela absorção de água e sais, também é o local onde ocorre a síntese de algumas vitaminas por ação de bactérias intestinais. O intestino grosso pode ser dividido em ceco, cólon e reto. Aproximadamente, 80% da água ingerida é absorvida no cólon.
Conforme o bolo vai passando pelo cólon e chegando ao reto, há o que se chama reflexo da defecação. Esse reflexo acontece quando cerca de 25% do reto está preenchido de fezes, assim, há contração da parede do reto e relaxamento do esfíncter anal interno. O esfíncter anal interno é involuntário, enquanto o esfíncter anal externo é voluntário, por isso, a defecação pode ser controlada voluntariamente.
Referências Bibliográficas
SILVERTHORN, D. U. Fisiologia Humana: uma abordagem integrada. 2 ed. Barueri: Manole, 2003
GUYTON, A. C., HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2002
MAHAN, L. K., ESCOTT-STUMP, S. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 9 ed. São Paulo: Roca, 1998.A necessidade de realizar uma digestão eficiente e completa dos alimentos ingeridos, conforme aumenta a complexidade estrutural e anatômica dos animais, determina a aparição, ao longo de sua história evolutiva, de órgãos especializados na absorção das partículas nutritivas digeridas no estômago.
Intestino é a porção do aparelho digestivo compreendida entre o estômago e o ânus ou orifício de saída para o exterior dos resíduos não assimilados, procedentes da digestão dos alimentos.
Características evolutivas. A principal função intestinal é a absorção das substâncias nutritivas resultantes da digestão de grandes moléculas orgânicas ingeridas pelo animal, complementada pela degradação de alguns nutrientes. No intestino se absorvem também grandes quantidades de água -- que de outro modo se perderia junto com os resíduos -- e se formam as fezes.
Ao longo da evolução animal, o intestino se converteu progressivamente num órgão grande e complexo, com elevada capacidade digestiva e de absorção. Para isso, suas paredes passaram por um processo de expansão e dobramento, até constituir as pregas intestinais, que têm a finalidade de aumentar a superfície de absorção. Além disso, como ocorreu com outros aparelhos e sistemas, suas partes se diferenciaram. Nos animais superiores, o intestino apresenta duas porções nitidamente definidas: o intestino delgado, perto do estômago, e, em seguida, o intestino grosso. Cada um deles se subdivide em partes diferenciadas estrutural e morfologicamente.
Intestino dos invertebrados. Nos invertebrados, o intestino aparece já em alguns grupos de platelmintos (vermes achatados), como as planárias, os turbelários marinhos e os trematódeos, enquanto que em outros, como as tênias, não existe, devido à adaptação desses seres à vida parasitária.
A anatomia e estrutura do intestino nos diferentes tipos de invertebrados é, em termos gerais, muito similar, com variações no que diz respeito aos tecidos orgânicos e ao rendimento fisiológico. Em muitos, a cavidade intestinal forma um número variado de divertículos ou prolongamentos sem saída, nos quais se armazena o alimento. As minhocas, pertencentes ao filo dos anelídeos, apresentam uma dobra nas paredes intestinais, o chamado tiflosol, que multiplica a eficácia absorvente do órgão. Nos artrópodes (crustáceos, aracnídeos, insetos etc.), o intestino ocupa a terceira porção do aparelho digestivo, denominada proctódio.
Anatomia comparada do intestino dos vertebrados. Com exceções como as lampreias (ciclostomados) e alguns anfíbios, na maioria dos vertebrados o intestino se divide em uma porção anterior, delgada, e outra final, grossa. A primeira desempenha um papel digestivo e absorvente, enquanto que na segunda se formam as fezes. Nos peixes de esqueleto cartilaginoso, entre os quais se incluem os tubarões, o intestino delgado possui a chamada válvula espiral, prega longitudinal que aumenta a superfície de absorção. São comuns também entre os vertebrados os cecos pilóricos, prolongamentos situados perto do extremo posterior do estômago.
Entre os anfíbios se observam pregas muito finas nas paredes intestinais, as vilosidades, ausentes em certas espécies de rãs. O número de dobras do intestino delgado é variável e o intestino grosso, que geralmente é curto, desemboca numa cloaca. Nos répteis, ao redor do ponto em que se unem as duas partes do intestino, desenvolve-se o chamado ceco cólico, com função de armazenamento. Tal estrutura alcança maior complexidade e perfeição nas aves. Assim, por exemplo, o ceco da avestruz é de tamanho considerável e contém uma prega espiral interna.
Os mamíferos herbívoros têm intestino muito grande, devido ao tipo de dieta desses animais, que requer processos de absorção mais lentos e eficientes para extrair a maior parte do conteúdo assimilável dos vegetais. No caso dos bovinos, o intestino mede cerca de cinqüenta metros. As paredes intestinais são muito ricas em glândulas, algumas das quais secretam enzimas e hormônios.
Intestino humano: anatomia, estrutura e fisiologia. No ser humano, o intestino delgado se compõe de três partes: o duodeno, próximo ao estômago, com cerca de trinta centímetros de comprimento e relacionado ao pâncreas; o jejuno e o íleo. A separação das três seções é imprecisa e seu conjunto mede cerca de seis metros de comprimento.
A parede do intestino delgado compõe-se de várias camadas: a da mucosa epitelial, dotada de uma série de glândulas, como as de Lieberkühn e outras secretoras de muco; a da submucosa, com capilares sangüíneos e vasos linfáticos; a de músculos longitudinais; e a de musculatura circular. Entre elas se estende uma rede de células nervosas, integradas nos plexos de Meissner e Auerbach, e uma membrana serosa, o peritônio. Ao longo das paredes existem saliências digitais diminutas e muito abundantes, que aumentam consideravelmente a superfície de absorção: são as vilosidades intestinais.
O intestino delgado produz diversas secreções. O abundante muco protege a mucosa de irritações e de desgaste mecânico, enquanto que as enzimas digestivas decompõem os alimentos não desagregados ou insuficientemente digeridos pela saliva e pelo estômago. Em conjunto, essas enzimas -- peptidases (degradam proteínas), lipases (desagregam gorduras), lactases (fazem o mesmo com a lactose, um tipo de açúcar) e outras -- constituem o suco intestinal. Este, junto com as secreções procedentes do pâncreas (suco pancreático) e do fígado (bile), que se derramam no duodeno, transforma o quimo, pasta proveniente da digestão do estômago, em quilo, que sofrerá uma posterior absorção no jejuno e no íleo.
Para que os alimentos se misturem de forma adequada, no intestino delgado se produzem diversos movimentos em forma de contrações e ondas peristálticas.
O intestino grosso se divide também em três áreas: ceco, cólon e reto, que medem, em conjunto, cerca de 170cm de comprimento. No ceco, que se localiza perto da extremidade posterior do intestino delgado, encontra-se o apêndice vermiforme, tubo estreito de aproximadamente 7,5cm de comprimento, cuja inflamação dá lugar a uma afecção de incidência relativamente elevada denominada apendicite. O ceco é uma bolsa de cerca de seis metros, ligada ao íleo pela válvula ileocecal. Aderido a seu extremo encontra-se o apêndice vermiforme. O cólon, conforme as partes em que se subdivide, denomina-se ascendente, transverso, descendente e sigmóide. O reto mede cerca de 12cm e se estende do cólon sigmóide ao ânus. O canal anal é o conduto onde termina o intestino grosso e mede de 2,5 a 3,8cm. Seu orifício externo, o ânus, é protegido por um esfíncter interno e um esfíncter externo, que se mantêm contraídos, exceto durante a defecação.
A mucosa do intestino grosso contém glândulas intestinais e folículos muito semelhantes aos do intestino delgado. A estrutura do reto difere das outras porções do intestino grosso pelo fato de sua mucosa ser disposta em cinco a dez pregas verticais chamadas colunas retais. A função do intestino grosso é concluir a digestão e a absorção dos alimentos e eliminar os resíduos pelas fezes.
No intestino grosso não se realiza nenhum tipo de digestão e a única secreção importante é o muco que protege a mucosa do atrito e contribui para a coesão e textura das fezes. A função básica dessa porção do intestino é, além da formação dos excrementos, a absorção de grande parte da água que estes possam conter.
Afecções intestinais. Entre as afecções habituais do intestino delgado cabe citar infecções ou enterites, que provocam inflamação, febre, diarréia etc.; diversos tipos de má absorção, que determinam uma insuficiente assimilação dos nutrientes; e transtornos causados pela ação de parasitos, em sua maior parte vermes e protozoários flagelados.
O intestino grosso pode ser alterado por doenças infecciosas como a colite, de origem bacteriana, caracterizada pela diarréia abundante; ou pela atuação de protozoários, como algumas amebas que causam a disenteria amebiana.
A evacuação insuficiente do intestino se conhece como constipação e pode ser devida a diferentes causas, tais como oclusões, inflamações, regime alimentar inadequado (falta de fibras) e outros. Trata-se com administração de laxantes, aumento de verduras e frutas na dieta, aplicação de calor etc.
Características evolutivas. A principal função intestinal é a absorção das substâncias nutritivas resultantes da digestão de grandes moléculas orgânicas ingeridas pelo animal, complementada pela degradação de alguns nutrientes. No intestino se absorvem também grandes quantidades de água -- que de outro modo se perderia junto com os resíduos -- e se formam as fezes.
Ao longo da evolução animal, o intestino se converteu progressivamente num órgão grande e complexo, com elevada capacidade digestiva e de absorção. Para isso, suas paredes passaram por um processo de expansão e dobramento, até constituir as pregas intestinais, que têm a finalidade de aumentar a superfície de absorção. Além disso, como ocorreu com outros aparelhos e sistemas, suas partes se diferenciaram. Nos animais superiores, o intestino apresenta duas porções nitidamente definidas: o intestino delgado, perto do estômago, e, em seguida, o intestino grosso. Cada um deles se subdivide em partes diferenciadas estrutural e morfologicamente.
Intestino dos invertebrados. Nos invertebrados, o intestino aparece já em alguns grupos de platelmintos (vermes achatados), como as planárias, os turbelários marinhos e os trematódeos, enquanto que em outros, como as tênias, não existe, devido à adaptação desses seres à vida parasitária.
A anatomia e estrutura do intestino nos diferentes tipos de invertebrados é, em termos gerais, muito similar, com variações no que diz respeito aos tecidos orgânicos e ao rendimento fisiológico. Em muitos, a cavidade intestinal forma um número variado de divertículos ou prolongamentos sem saída, nos quais se armazena o alimento. As minhocas, pertencentes ao filo dos anelídeos, apresentam uma dobra nas paredes intestinais, o chamado tiflosol, que multiplica a eficácia absorvente do órgão. Nos artrópodes (crustáceos, aracnídeos, insetos etc.), o intestino ocupa a terceira porção do aparelho digestivo, denominada proctódio.
Anatomia comparada do intestino dos vertebrados. Com exceções como as lampreias (ciclostomados) e alguns anfíbios, na maioria dos vertebrados o intestino se divide em uma porção anterior, delgada, e outra final, grossa. A primeira desempenha um papel digestivo e absorvente, enquanto que na segunda se formam as fezes. Nos peixes de esqueleto cartilaginoso, entre os quais se incluem os tubarões, o intestino delgado possui a chamada válvula espiral, prega longitudinal que aumenta a superfície de absorção. São comuns também entre os vertebrados os cecos pilóricos, prolongamentos situados perto do extremo posterior do estômago.
Entre os anfíbios se observam pregas muito finas nas paredes intestinais, as vilosidades, ausentes em certas espécies de rãs. O número de dobras do intestino delgado é variável e o intestino grosso, que geralmente é curto, desemboca numa cloaca. Nos répteis, ao redor do ponto em que se unem as duas partes do intestino, desenvolve-se o chamado ceco cólico, com função de armazenamento. Tal estrutura alcança maior complexidade e perfeição nas aves. Assim, por exemplo, o ceco da avestruz é de tamanho considerável e contém uma prega espiral interna.
Os mamíferos herbívoros têm intestino muito grande, devido ao tipo de dieta desses animais, que requer processos de absorção mais lentos e eficientes para extrair a maior parte do conteúdo assimilável dos vegetais. No caso dos bovinos, o intestino mede cerca de cinqüenta metros. As paredes intestinais são muito ricas em glândulas, algumas das quais secretam enzimas e hormônios.
Intestino humano: anatomia, estrutura e fisiologia. No ser humano, o intestino delgado se compõe de três partes: o duodeno, próximo ao estômago, com cerca de trinta centímetros de comprimento e relacionado ao pâncreas; o jejuno e o íleo. A separação das três seções é imprecisa e seu conjunto mede cerca de seis metros de comprimento.
A parede do intestino delgado compõe-se de várias camadas: a da mucosa epitelial, dotada de uma série de glândulas, como as de Lieberkühn e outras secretoras de muco; a da submucosa, com capilares sangüíneos e vasos linfáticos; a de músculos longitudinais; e a de musculatura circular. Entre elas se estende uma rede de células nervosas, integradas nos plexos de Meissner e Auerbach, e uma membrana serosa, o peritônio. Ao longo das paredes existem saliências digitais diminutas e muito abundantes, que aumentam consideravelmente a superfície de absorção: são as vilosidades intestinais.
O intestino delgado produz diversas secreções. O abundante muco protege a mucosa de irritações e de desgaste mecânico, enquanto que as enzimas digestivas decompõem os alimentos não desagregados ou insuficientemente digeridos pela saliva e pelo estômago. Em conjunto, essas enzimas -- peptidases (degradam proteínas), lipases (desagregam gorduras), lactases (fazem o mesmo com a lactose, um tipo de açúcar) e outras -- constituem o suco intestinal. Este, junto com as secreções procedentes do pâncreas (suco pancreático) e do fígado (bile), que se derramam no duodeno, transforma o quimo, pasta proveniente da digestão do estômago, em quilo, que sofrerá uma posterior absorção no jejuno e no íleo.
Para que os alimentos se misturem de forma adequada, no intestino delgado se produzem diversos movimentos em forma de contrações e ondas peristálticas.
O intestino grosso se divide também em três áreas: ceco, cólon e reto, que medem, em conjunto, cerca de 170cm de comprimento. No ceco, que se localiza perto da extremidade posterior do intestino delgado, encontra-se o apêndice vermiforme, tubo estreito de aproximadamente 7,5cm de comprimento, cuja inflamação dá lugar a uma afecção de incidência relativamente elevada denominada apendicite. O ceco é uma bolsa de cerca de seis metros, ligada ao íleo pela válvula ileocecal. Aderido a seu extremo encontra-se o apêndice vermiforme. O cólon, conforme as partes em que se subdivide, denomina-se ascendente, transverso, descendente e sigmóide. O reto mede cerca de 12cm e se estende do cólon sigmóide ao ânus. O canal anal é o conduto onde termina o intestino grosso e mede de 2,5 a 3,8cm. Seu orifício externo, o ânus, é protegido por um esfíncter interno e um esfíncter externo, que se mantêm contraídos, exceto durante a defecação.
A mucosa do intestino grosso contém glândulas intestinais e folículos muito semelhantes aos do intestino delgado. A estrutura do reto difere das outras porções do intestino grosso pelo fato de sua mucosa ser disposta em cinco a dez pregas verticais chamadas colunas retais. A função do intestino grosso é concluir a digestão e a absorção dos alimentos e eliminar os resíduos pelas fezes.
No intestino grosso não se realiza nenhum tipo de digestão e a única secreção importante é o muco que protege a mucosa do atrito e contribui para a coesão e textura das fezes. A função básica dessa porção do intestino é, além da formação dos excrementos, a absorção de grande parte da água que estes possam conter.
Afecções intestinais. Entre as afecções habituais do intestino delgado cabe citar infecções ou enterites, que provocam inflamação, febre, diarréia etc.; diversos tipos de má absorção, que determinam uma insuficiente assimilação dos nutrientes; e transtornos causados pela ação de parasitos, em sua maior parte vermes e protozoários flagelados.
O intestino grosso pode ser alterado por doenças infecciosas como a colite, de origem bacteriana, caracterizada pela diarréia abundante; ou pela atuação de protozoários, como algumas amebas que causam a disenteria amebiana.
A evacuação insuficiente do intestino se conhece como constipação e pode ser devida a diferentes causas, tais como oclusões, inflamações, regime alimentar inadequado (falta de fibras) e outros. Trata-se com administração de laxantes, aumento de verduras e frutas na dieta, aplicação de calor etc.
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