Pensar na morte da bezerra é uma expressão popular utilizada quando alguém aparenta estar distraído, introspectivo, alheio a tudo e muito pensativo.
É considerado um ditado popular bastante comum no Brasil e em Portugal. No entanto, existem algumas discordâncias entre as histórias que supostamente teriam dado origem a esta expressão.
A teoria mais aceita fala de uma história proveniente das antigas tradições hebraicas, onde os hebreus tinham o costume de ofertar bezerros para Deus, em sinal de gratidão ou redenção de seus pecados.
De acordo com a lenda, o filho mais novo do rei Absalão era muito afeiçoado com uma pequena bezerra que seu pai tinha e não queria que esta fosse sacrificada. Mas, Absalão não poupou o animal, sacrificando-o em homenagem à Deus.
Conta-se que o menino, desde então, passou o resto da vida pensando na morte da pequena bezerra, agindo de modo triste e distante de todos. Algumas versões da lenda dizem que o menino teria morrido alguns meses após a morte da bezerra, devido a gravidade de sua tristeza.
Outra suposta história sobre como esta expressão teria se originado é típica de Portugal. Segundo a lenda, existia um homem chamado Bezerra que teria cometido vários crimes hediondos na cidade do Porto. Os moradores indignados com as ações do criminoso, espancaram-no violentamente durante vários quilómetros.
A morte do Bezerra teria sido tão violenta, que desde então quando alguém era visto com um ar pensativo ou distante, dizia-se que estava "a pensar na morte do Bezerra". A expressão popular “pensando na morte da bezerra” é curiosa e até engraçada. Diz-se isso normalmente à pessoa que está com olhar perdido, blasé, sem reação, muito distraída. Mas você sabe como e quando surgiu essa expressão?
Este é o momento “você não pode dormir sem saber” da minha coluna. Não há nada oficial, mas a versão mais razoável explica que a expressão vem da Bíblia. O filho do rei Davi, Absalão (que nome!), estava sacrificando filhotes de vaca machos em um altar muitos anos antes do nascimento de Cristo. Era uma atividade comum na época. Segundo conta a história, cortar a garganta de animais com uma faca supostamente agradava a Deus. Acontece que após sacrificar todos os seus bezerros, Absalão estava sem oferendas e decidiu matar uma bezerra que era o animal de estimação de seu filho mais novo, neto do rei. O menino fez de tudo para que o pai não levasse a ideia adiante, mas Absalão seguiu e matou a filhotinha na frente da criança. Diz a lenda que o menino ficou sentado ao lado do altar pensando naquilo e entrou em depressão. Por causa disso, morreu de tristeza.
Verdade ou não, é uma história (ou estória?) com a qual eu me identifico. A foto que ilustra este texto eu mesmo tirei em Adamantina, interior de São Paulo, no início de janeiro de 2015. Fotografei da estrada, à beira de uma cerca de arame farpado. Bovinos são curiosos, olham fixamente na lente da câmera. O filhote retratado nesta imagem com certeza será morto para que alguém coma sua carne (ou já foi), já que o local onde ele estava é uma fazenda de criação bovina.
Não estou em depressão como o filho de Absalão – e nem pretendo ficar –, mas não faltam motivos para isso. Pesquisar os números de mortes para consumo humano de bezerras, galinhas, patos, peixes, bois e outros animais me faz ficar pensando o dia inteiro. Às vezes, bem distraído. Se você que acompanha meu trabalho acha que eu publico muita coisa é porque não sabe tudo que eu vejo de ruim e filtro antes de publicar. É uma carga, posso garantir.
O mais difícil no trajeto de carregar esse fardo é saber que existem milhares de pessoas que sabem por que esse peso está em minhas costas, lêem o que eu escrevo, mas ignoram. Levantam da frente do computador e vão comer um pedaço de carne ou tomar um copo de leite como se não entendessem absolutamente nada o que significa esse conjunto de letras e pontos.
Por outro lado, me anima saber que muita gente começa a pensar na morte da bezerra por conta dessas linhas. Espero que você passe a pensar diariamente sobre esse holocausto velado em que vivemos. São escolhas pessoais simples e fáceis se focarmos no sofrimento das vítimas. Por favor, considere o veganismo.
Reserve um tempo para assistir a alguns documentários: www.sejavegano.com.br.A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, nas quais os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados.
Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que fora sacrificada. Assim, após o animal morrer, ficou se lamentando e pensando na morte do mesmo. Após alguns meses o garoto morreu. Foi desta forma que surgiu tal expressão.
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