Zumbi é um morto-vivo, uma pessoa que morreu e ressucitou, é apenas um corpo sem alma, e tem origem no termo nzumbe, que é de um idioma africano. O termo zumbi começou a se tornar conhecido através de livros e filmes de terror, e o filme “A noite dos mortos-vivos”, de 1968 foi um dos responsáveis por popularizar o termo e a criatura.
Zumbi é o corpo de uma pessoa morta, mas que parece que está viva. O zumbi geralmente possui um espírito maligno, e age através de forças sobrenaturais, as mesmas que o fizeram voltar do mundo dos mortos. Os zumbis tem origem nas crenças do vodu, que para eles os zumbis eram trabalhadores controlados por um feiticeiro.
Zumbi também é uma gíria utilizada quando as pessoas dizem que dormiram pouco durante a noite, e estão se sentindo um zumbi, fazendo relação às criaturas que passam a noite toda percorrendo a cidade. Também é chamado de zumbi, as pessoas que tem um comportamento ou aparência peculiar.
Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares foi um símbolo da força negra, e herói da conquista de Quilombo dos Palmares. Zumbi era um escravo brasileiro, que foi levado para Portugal por um missionário. Zumbi, que nasceu na cidade de Palmares, em Alagoas, fugiu da Europa e voltou para o Brasil, tornado-se assim um líder contra os portugueses.
Zumbi tornou-se uma lenda no Nordeste, mas acabou sendo morto pelos portugueses, que cortaram sua cabeça e colocaram como exposição em uma praça pública, demonstrando que Zumbi não era um ser imortal.Zumbi ou zombie é uma criatura cujo estereótipo define-se, nos livros e na cultura popular, tipicamente como uma pessoa morta reanimada usualmente de hábitos noturnos,[1] que vive a perambular e a agir de forma estranha e instintiva; um morto-vivo;[2] um ser privado de vontade própria,[2] sem personalidade. Histórias de zumbis têm origem no sistema de crenças espirituais e nos rituais do vodu haitiano: segundo crenças populares, o vodu faz com que uma pessoa morta volte à vida à procura de vingança com aquelas pessoas que lhe teriam feito mal. Histórias contam sobre trabalhadores controlados por um poderoso feiticeiro.[3] [4]
Segundo o estereótipo popular, um zumbi é um ser humano dado como morto que, após sepultado, foi posteriormente desenterrado e reanimado por meios desconhecidos. Devido à ausência de oxigênio na tumba, os mortos vivos seriam reanimados com morte cerebral e permaneceriam em estado catatônico, criando insegurança, medo e portando-se de forma a ver os seres humanos normais como presas.
Os zumbis não são por completo míticos. Há rituais necromânticos, em particular ligados à religião do vodu haitiano, que, realizados com o intuito maligno de subjugar e gerar subserviência a seus invocadores, trazem, à realidade, o conceito de zumbi. Auxiliados pelos efeitos psicológicos das crenças socialmente difundidas, os rituais de zumbificação, se não alcançam em plenitude seu intento, são por certo bem eficazes em induzir comportamentos em suas vítimas que pouco ficam a dever aos comportamentos estereotípicos dos zumbis míticos.[4]
Zumbis também são bem reais entre outras espécies animais, cujos comportamentos dos espécimes infectados podem ser drasticamente modificados e controlados por patógenos hospedeiros. O comportamento do animal é usualmente modificado de forma a garantir a disseminação do agente patogênico. Como exemplo, há fungos que transformam formigas e outros insetos em "zumbis".[5] ; e há vermes que zumbificam lesmas.[6] A figura dos zumbis humanos ganhou destaque no gênero de filme de terrorprincipalmente graças ao filme de 1968 "Night of the Living Dead", de George A. Romero.
Índice
[esconder]Etimologia[editar | editar código-fonte]
"Zumbi" provém do termo quimbundo nzumbi, que significa "duende",[7] "defunto, cadáver".[8] "Zombi" também é outro nome da serpente vodu Iwa Damballah Wedo, com origem nas línguas nigero-congolesas. A palavra também é semelhante a Nzambi, palavra quicongo que significa "deus".
Uma curiosa lenda, ainda de origem desconhecida, foi disseminada no início do século XVI na Europa Ocidental. Um indivíduo chamado Alexander Zombie, que sofria de narcolepsia, foi dado como morto. Poucas horas antes do enterro, Alexander acordou. Dali em diante, diversas menções a "Zombie" eram feitas a fenômenos de pessoas que voltavam da morte.
Crenças versus Realidade[editar | editar código-fonte]
Segundo as crenças angolanas e afro-brasileiras, "zumbi" ou "cazumbi" é um espírito de um morto que vaga à noite assombrando as pessoas, inclusive em seus sonhos.[9] [10]
De acordo com os princípios do vodu haitiano, uma pessoa morta pode ser revivida por um sacerdote ou feiticeiro. Zumbis permanecem sob o controle do bokor, já que não têm vontade própria. Existe também, dentro da tradição do vodum da África Ocidental, o "astral zumbi", que é uma parte da alma humana capturada por um sacerdote e usada para aumentar o poder desse sacerdote. O astral zumbi é, normalmente, mantido dentro de uma garrafa que o sacerdote pode vender aos seus clientes para dar sorte ou sucesso financeiro. Acredita-se que, após um tempo, Deus tomará essa alma de volta, o que torna o zumbi uma entidade espiritual temporária. A lenda vodu sobre o zumbi diz ainda que quem o alimenta com sal vai fazê-lo retornar para o túmulo.
Em 1937, enquanto pesquisava o folclore do Haiti, Zora Neale Hurston encontrou o caso de uma mulher que apareceu em uma aldeia: uma família alegou que ela era Felicia Felix-Mentor, uma parente que havia morrido e sido enterrada em 1907 com idade de 29 anos. Hurston alegou que os rumores se deveram ao uso de uma poderosa droga psicoativa por parte das testemunhas do fato, mas ela foi incapaz de localizar os indivíduos para obter mais informação.[11]
Várias décadas depois, Wade Davis, um etnobotânico de Harvard, apresentou um caso farmacológico de zumbis em dois livros: "A Serpente e o Arco-Íris" (1985) e "Passagem das Trevas: A Etnobiologia do Zumbi do Haiti" (1988). Davis viajou para o Haiti em 1982 e, como resultado de suas investigações, afirmou que uma pessoa viva pode ser transformado em um zumbi injetando-se algumas substâncias específicas na sua corrente sanguínea (geralmente através de uma ferida).[4]
Na primeira fase, administra-se uma substância chamada pelos nativos de "coup de poudre" (traduzido do francês, "tiro de pó"), que inclui a tetrodotoxina (TTX), uma poderosa neurotoxina encontrada na carne dobaiacu (ordem Tetraodontidae), fatal se não administrada com extrema cautela. Substâncias extraídas da pele do sapo-bufo também tomam parte na mistura, e o efeito da combinação das drogas é simular um estado de morte clínica, onde os batimentos cardíacos e a respiração são suprimidos ao ponto de se tornarem imperceptíveis. A pessoa sendo zumbificada é, então, literalmente enterrada como se morta estivesse, incluso com cerimônia fúnebre, e, posteriormente, desenterrada em um prazo não superior a 8 horas; ou seja, antes que realmente morra por asfixia.[4]
A segunda parte do ritual consiste na administração contínua de uma poção com drogas dissociativas tais como a datura. Tais drogas induzem um estado de confusão mental e desconexão com a realidade, destroem todas as memórias recentes e a percepção temporal, fazendo os zumbis ficarem inteiramente sujeitos às vontades do bokor. Administrada em intervalos de tempos regulares, as drogas mantêm os zumbis em estados semipermanentes de delírio psicótico induzido. Os efeitos psicológicos das crenças difundidas entre os demais na sociedade contribuem para a manutenção do estado mental; e os zumbis podem, então, ser vendidos como escravos para trabalharem nas plantações de cana-de-açúcar.[4]
Davis também popularizou a história de Clairvius Narcisse, um dos primeiros casos de zumbi oficialmente registrados. Clairvius teria sucumbido ao ritual de zumbificação em 1962. Segundo registra-se, ele teria sido vendido a um dono de zumbis por seu irmão, interessado nas terras herdadas pela vítma, que relutara a vendê-las. Clarvius teria então sido zumbificado e, após a morte de seu dono, por 16 anos teria vagado pela ilha, em um estado psicótico. Em 1980, encontrou então sua irmã, que não o reconheceu de imediato, vindo a fazê-lo apenas depois que ele contou histórias da infância que apenas um irmão dela poderia saber.[4]
Em suma, o processo descrito por Davis era um estado inicial de morte, com animação suspensa, seguido pelo redespertar, normalmente depois de ser enterrado, em um estado psicótico. Davis sugeriu que apsicose induzida por drogas e pelo trauma psicológico de ter sido enterrado, reforçavam as crenças culturalmente aprendidas e levavam os indivíduos a reconstruir sua identidade como a de um zumbi, uma vez que, após a experiência a que eram submetidos, eles passavam a "acreditar" que estavam mortos e não teriam mais outro papel para desempenhar na sociedade haitiana. Segundo Davis, os mecanismos sociais de reforço desta crença serviam para confirmar para o indivíduo a sua condição de zumbi e tais indivíduos passavam a ser conhecidos por passear em cemitérios, exibindo atitudes e emoções deprimidas.[4]
O psiquiatra escocês R. D. Laing destacou, ainda, a ligação entre as expectativas sociais e culturais e a compulsão, no contexto da esquizofrenia e outras doenças mentais, sugerindo que o início da esquizofrenia poderia ser responsável por alguns dos aspectos psicológicos da "zumbificação".[12]
As afirmações de Davis receberam críticas, particularmente a afirmação de que feiticeiros haitianos possam manter escravos zumbis em um estado de transe induzido por drogas por muitos anos. Os sintomas deenvenenamento por TTX gama produz dormência e náuseas, podendo levar à paralisia (em particular dos músculos do diafragma), inconsciência e morte, mas não incluem uma marcha rígida ou um transe de morte semelhantes aos encontrados nos zumbis. Mesmo diante da ciência de existência de outras drogas capazes de gerar tais efeitos ao menos temporariamente, segundo a neurologista Terence Hines, a avaliação de Davis sobre a natureza dos relatórios dos zumbis haitianos é usualmente vista com ceticismo entre a comunidade científica.
Em algumas comunidades da África do Sul, acredita-se que uma pessoa morta pode ser transformada em um zumbi por uma criança pequena.[13] É também dito que a magia pode ser quebrada com um sangomapoderoso o suficiente.[14]
Zumbis na mídia contemporânea[editar | editar código-fonte]
Características[editar | editar código-fonte]
Segundo o estereótipo midiático, por serem mortos vivos, a aparência dos zumbis demonstra o efeito do tempo e da morte, possuindo a pele apodrecida e com roupas esfarrapadas, com um cheiro forte e horrível. Normalmente, perdem partes do corpo, como os dentes ou os dedos. De maneira geral, os zumbis nestas situações são do tipo lentos, letárgicos, cambaleantes e irracionais - modelo que se popularizou no filme "A Noite dos Mortos-Vivos".[15] Filmes criados já nos anos 2000, porém, trouxeram um novo conceito de zumbis, mostrando-os como mais ágeis, ferozes, inteligentes e fortes que os antigos zumbis do cinema. Estes zumbis mostram-se extremamente mais perigosos, sendo que apenas um deles já constitui grande ameaça para um grupo.[16] Em muitos casos em se tratando destes zumbis "rápidos", os criadores utilizam a premissa de humanos infectados com alguma patogenia, como é o caso no filme Extermínio (2002) e no jogo para PCs Left 4 Dead (2008), ao invés de cadáveres reanimados - evitando a "caminhada arrastada dos mortos", presente na variedade de zumbis criada por George A. Romero.
Na série Living Dead, os zumbis começam com pouca inteligência, passando com o tempo a reter algum conhecimento da vida passada e repeti-los sem pensar (como ir para um local importante, ou continuar com uma faca por causa do trabalho de cozinheiro); depois, aprendem a usar ferramentas básicas (Diário dos Mortos (2007). Em Survival of the Dead (2010), os zumbis desenvolvem uma maior inteligência, sendo capazes de se comunicar, ir atrás de um objetivo e usar ferramentas de maneiras mais complexas. Os zumbis se alimentam de pessoas, embora possam aprender a se alimentar de outros seres, como cavalos (como no filme Survival of the Dead).
Infecção[editar | editar código-fonte]
A origem é sempre variável nas histórias, e muitas já foram criadas. Elas vão das mais óbvias como um vírus natural (a ira colérica no Left 4 Dead[17] e no filme Extermínio[18] [19] ) ou um vírus artificial criado em laboratório (série Resident Evil[20] [21] e no filme Planeta Terror (2007)[22] [23] [24] ), indo até as mais improváveis, como um agente extraterrestre (como especulado pela imprensa no filme A Noite dos Mortos-Vivos(1968) ou até mesmo uma punição divina (como é sugerido em Madrugada dos Mortos (2004)[25] ). Por fim, existem ainda os que preferem deixar a causa em aberto, não mencionando palavra sobre a mesma (como no filme Zombieland (2009)[26] ou na série The Walking Dead (2010)[27] [28] ).
A infecção espalha-se pela população através do contato agressivo com um zumbi (o que ocorre em praticamente todos os casos), exposição à causa da transformação (citando novamente Planeta Terror à exemplo disto), ou mesmo após qualquer morte, seja ela natural ou acidental (Romero e seus filmes como mais notório exemplo[29] ).
A contaminação, em certos casos, pode ainda afetar outros seres vivos que não só os humanos (jogos da série Resident Evil já mostraram toda a sorte de animais zumbificados ou mutacionados pelo vírus, comocães, aranhas, tubarões e até mesmo plantas transformados pelo vírus, sendo que em Resident Evil: Outbreak: File 2 já viu-se um monstruoso elefante zumbificado[30] ). Por fim, a causa pode transformar a pessoa em zumbi e não necessariamente lhe tirar sua consciência, ainda que esta fique gravemente prejudicada (como visto no filme Colin (2008)[31] [32] ).
Eliminação[editar | editar código-fonte]
As obras nos mostram que é possível destruir os zumbis definitivamente danificando-lhes o cérebro ou a estrutura neural, o que pode ser conseguido atirando-lhes na cabeça (como na grande maioria das obras) ou lhes quebrando o pescoço (mais especificamente nos filmes de Resident Evil e na obra literária "Orgulho e Preconceito e Zumbis"[33] - em certas obras, como nos filmes de George Romero, nem mesmo adecapitação é capaz de exterminar definitivamente um zumbi, uma vez que a cabeça decepada ainda tentará morder).
Apocalipse zumbi[editar | editar código-fonte]
Apocalipse zumbi é um cenário apocalíptico hipotético. Cultuado - e até mesmo aguardado - por muitas pessoas com base na ficção científica e no gênero doterror, a expressão refere-se à uma infestação de zumbis em escala catastrófica, que, rapidamente, transformaria esta espécie na dominante sobre a Terra. Tais criaturas, hostis à vida humana, atacariam a civilização em proporções esmagadoras, impossíveis de serem controladas por forças militares, mesmo com os recursos atuais à disposição.
Em algumas hipóteses, vítimas de um ataque de zumbi também transformariam-se nestas criaturas se sofressem uma mordida ou arranhão de um infectado. Em outras, o vírus pode ser transmissível através do ar. Finalmente, existe ainda o quadro mais caótico: todo o ser humano que morre, seja lá qual for a causa, torna-se um morto-vivo. Nestes cenários, os zumbis caçam seres humanos para alimentarem-se, sua mordida causando a infecção, que faz com que um sobrevivente de ataque também torne-se um zumbi posteriormente. Isso rapidamente tornaria-se uma infestação absolutamente incontrolável, com o pânico causado pela "praga zumbi" acarretando no rápido colapso do conceito de civilização como hoje a conhecemos. Em pouco tempo, a existência de vida humana no planeta seria reduzida a poucos grupos de sobreviventes - nômades ou isolados - buscando por alimento, suprimentos e lugares seguros num mundo pré-industrial, pós-apocalíptico e devastado.
O conceito, nascido na década de 1960, ganhou grande popularidade ao longo dos anos, servindo de tema para incontáveis filmes, seriados, livros, histórias em quadrinhos, videogames e outras obras de variadas mídias. Como já mencionado, há até mesmo os que acreditam na concretização de tal cenário, e preparam-se para sua suposta chegada.
Zumbi filosófico[editar | editar código-fonte]
Um zumbi filosófico é um conceito usado na filosofia da mente, campo de pesquisa que examina a associação entre pensamento consciente e o mundo físico. Um zumbi filosófico é uma pessoa hipotética que não possui consciência plena mas tem a biologia ou o comportamento de um ser humano normal. O termo é usado como uma hipótese nula nos debates filosóficos sobre o tema problema mente-corpo. O uso filosófico do termo "zumbi" foi cunhado pelo filósofo David Chalmers na metade da década de 1990.[34]
Ativismo social[editar | editar código-fonte]
Zombie Walk (traduzido do inglês, "caminhada zumbi") é um flash mob composto por um grande grupo de pessoas que se vestem de zumbis. Geralmente caminhando ou correndo por grandes centros urbanos, os participantes organizam uma rota através das ruas da cidade, passando por shoppings, parques e outros locais com grande público. Alguns fãs de zumbis continuam a tradição de George A. Romero de usar os zumbis como um evento social. Esses eventos, divulgadas principalmente de pessoa a pessoa, são regularmente organizadas em alguns países. Normalmente são organizados como uma performance de artesurrealista, mas, ocasionalmente, são usados como parte de um protesto político único.[35] [36] [37] [38] [39]
Referências
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O QUE É UM ZUMBI?
Um zumbi não necessariamente é um morto vivo. Um zumbi basicamente é uma pessoa que não age mais de forma racional, agindo basicamente agora por instinto (como no filme: 28 Days Later), ou por controle (como nos filmes White Zombie – controle feito por outro humano, ou Evil Dead ou [REC]² – possessão demoníaca).O QUE É UM MORTO VIVO/DESMORTO?
Já um morto vivo, não necessariamente é um zumbi. Vampiros (aqueles que morrem e voltam) são mortos vivos e tem consciência do que fazem e não são controlados por ninguém.OBS.: No caso de vampiros, temos alguns casos onde os mesmos não são mortos vivos. Temos histórias onde os mesmos nascem como vampiros (os puro sangue de Blade), ou que o vampirismo funciona como uma doença/infecção, onde o contaminado não necessariamente precisa morrer para se tornar um vampiro.Um morto vivo, ou desmorto, é uma pessoa ou criatura que foi clinicamente dada como morta, e que depois retorna a vida.Esse retorno a vida pode ocorrer de diferentes modos (falaremos isso em outra oportunidade), porém o resultado geralmente só podem ser dois:No primeiro resultado, a pessoa ou criatura retorna a vida da mesma maneira de antes de morrer, sem nenhuma mudança física ou mental, nesses casos chamamos este retorno a vida de ressurreição (como Jesus Cristo da Bíblia Católica, ouGoku do anime Dragon Ball). Ela é a mesma pessoa/criatura de antes de morrer.No segundo resultado, a pessoa ou criatura retorna a vida, mas com características físicas e/ou mentais modificadas. Ela não é a mesma pessoa/criatura de antes de morrer. Neste caso normalmente chamamos eles de “Mortos-vivos”.DIFERENÇA ENTRE MORTO VIVO E DESMORTO.
O termo desmorto, até onde sei, não é oficial, pois não consta em dicionários e enciclopédias. Porém “desmorto” seria uma tradução literal da palavra inglesa “undead”, a qual nós traduzimos como morto vivo.O “un” do undead pode ser traduzido com “des”, tendo como exemplo a palavra “unlock”, em português “destrancado”. Ou seja, aquilo que estava trancado, não está mais, está destrancado. Então para desmorto, o significado é: “aquilo que estava morto, e não está mais”.Desmorto é toda pessoa ou criatura que morreu, e depois voltou a vida.Morto vivo é a pessoa ou criatura que morreu, voltou a vida, e ainda carrega características de um morto ou no mínimo características incomuns de uma pessoa/criatura viva.EXEMPLOS
Vejamos alguns exemplos para ilustrar melhor essas diferenças.ZUMBIDESMORTOMORTO-VIVOJesus CristoNãoSimNãoZumbi dos jogos Resident Evil 1, 2 e 3SimSimSimZumbi dos jogos Resident Evil 4 e 5SimNãoNãoZumbi do filme “Extermínio”SimNãoNãoVampiro do filme “Entrevista com o Vampiro”NãoSimSimZumbis do Haiti (link)SimNãoNãoZumbis de The Walking DeadSimSimSimVampiro puro sangue do filme “Blade”NãoNãoNãoCONCLUSÃO
Todo morto vivo é um desmorto. Mas nem todo desmorto é um morto vivo.Um zumbi pode ser um morto vivo, mas há zumbis que não precisam ter morrido para ser zumbi.Aqueles que ressuscitaram são considerados desmortos (undead).—
Espero que tenham gostado desse primeiro texto explicativo, em um futuro próximo teremos mais. Opinem se há algo que discordam, ou algo a complementar.Visitado em 2009-10-01.
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