terça-feira, 21 de julho de 2015

666

A resposta da Bíblia

De acordo com o último livro da Bíblia, o número 666 é o nome da fera, ou besta, de sete cabeças e dez chifres que sai do mar. (Apocalipse 13:1, 17, 18) Essa fera é um símbolo do sistema político mundial que governa sobre “toda tribo, e povo, e língua, e nação”. (Apocalipse 13:7) O nome 666 indica que, do ponto de vista de Deus, esse sistema político é um grande fracasso. Como assim?
Não é um simples número. Os nomes que Deus dá sempre têm um significado. Por exemplo, quando prometeu que faria de Abrão pai de uma multidão de nações, Deus mudou o nome desse servo, que significa “Pai É Enaltecido (Exaltado)”, para Abraão, que quer dizer “Pai de uma Multidão”. (Gênesis 17:5, nota) Do mesmo modo, Deus deu à fera o nome de 666 para representar suas características predominantes.
O número seis significa imperfeição. A Bíblia muitas vezes usa números como símbolos. Sete quase sempre representa algo completo. Como o seis é um a menos que sete, pode ser usado para se referir a algo incompleto ou defeituoso, e às vezes pode estar relacionado aos inimigos de Deus. — 1 Crônicas 20:6; Daniel 3:1.
Três significa ênfase. Quando deseja enfatizar algum ponto, a Bíblia às vezes o repete três vezes. (Apocalipse 4:8; 8:13) Assim, o nome 666 não deixa dúvidas de como Deus encara os sistemas políticos humanos: grandes fracassos. Eles falharam em trazer aquilo que só o Reino de Deus conseguirá — paz e segurança eternas.

A marca da fera

A Bíblia diz que pessoas seguem a fera “com admiração”, chegando a ponto de adorá-la. Por isso, recebem “a marca da fera”. (Apocalipse 13:3, 4; 16:2) Elas fazem isso por prestarem adoração ao seu país, aos seus símbolos ou a sua força militar. Como a obra The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) declara: “O nacionalismo tem se tornado uma forma dominante de religião no mundo moderno.” *
Como a marca da fera é colocada na mão direita ou na testa de alguém? (Apocalipse 13:16) Ao dar seus mandamentos à nação de Israel, Deus disse: ‘Tendes de atá-los como sinal sobre a vossa mão, e eles têm de servir de frontal entre os vossos olhos.’ (Deuteronômio 11:18) Isso não queria dizer que os israelitas deveriam literalmente amarrar as leis nas mãos ou na cabeça. Na realidade, significava que as palavras de Deus deveriam guiar todas as ações e pensamentos deles. Do mesmo modo, a marca da fera não é uma tatuagem literal com o número 666, mas é apenas uma maneira de se referir àqueles que querem ser liderados pelo sistema político. Os que possuem a marca da fera se colocam como inimigos de Deus. — Apocalipse 14:9, 10; 19:19-21.O número 666 é citado na Bíblia Sagrada, como onúmero da besta em Apocalipse 13:18. No livro Apocalipse de São João, Deus aparece julgando e destruindo o mal. Nele aparecem imagens, figuras e números misteriosos.
O número 666 é o nome da besta que encarna o mal e é representada na imagem de um "Dragão de sete cabeças", que de acordo com Apocalipse 12:9, tem como objetivo enganar todo o mundo. A besta faz com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, recebam uma marca na mão direita ou na fronte, essa marca é o nome da besta, representado pelo número 666.
Todas as pessoas que tinham a marca da besta e todos que adoravam a imagem do dragão foram amaldiçoados e ficaram com o corpo cheio de úlceras malignas e dolorosas.
Para os estudiosos da Bíblia, o apóstolo João, ao citar a besta, se referia ao imperador romano Cesar Nero, que perseguiu ferozmente os cristãos, no século I. O número 666, conforme o valor numérico das letras em hebraico corresponde ao nome de Cesar Nero.
No tempo em que o livro do Apocalipse foi escrito, Nero já havia morrido e quem governava Roma era Domiciano, que também perseguia os cristãos e para eles era a encarnação de Nero. A maldade de Nero era revivida no imperador Domiciano.
A imagem do dragão de sete cabeças representava as sete colinas de Roma, que vivia sob um poder político totalitário, ditatorial e opressor.
Para os supersticiosos o número 666 representa o mal e não traz sorte, é um número que deve ser evitado pois só dá azar.

666, O Filho do Mal

666, O Filho do Mal, é um filme rodado em 2006, que relata um terrível acidente de avião, onde morreram todos os passageiros, com exceção de um menino que sai dos escombros. É então adotado por um casal sem filhos, e logo mostra seu lado maligno. A criança é a besta do apocalipse e traz dentro de si o começo do fim.
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Você já deve ter ouvido falar e com um pouco de sorte até chegou a ler o Livro do Apocalipse. Com sua autoria relacionada a João, um dos discípulos de Jesus, o último livro do Novo Testamento relata uma série de acontecimentos que tomarão conta da Terra no fim dos tempos.
Entre os relatos das visões devastadoras que teve do fim do mundo, o profeta relata a chegada de duas bestas no capítulo 13. Nesse momento, o discípulo conta que as criaturas obrigam as pessoas a fazerem marcas em suas mãos ou testas – a famosa “marca da besta” –, sem a qual não conseguiriam comprar ou vender nada.
“Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis”, é o que diz uma das traduções do versículo 18, que encerra o capítulo. E a partir de então, crentes e descrentes passaram a associar o número "666" ao diabo e tudo o que está relacionado ao inferno e ao maligno.

Um novo número

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock
Acontece que um fragmento do Livro do Apocalipse, datado do século 3, foi descoberto e analisado em 2005. O pedaço do texto fazia parte de uma série de manuscritos inteligíveis que haviam sido encontrados anteriormente no Egito. Com novas técnicas de fotografia, especialistas em textos clássicos decifraram o conteúdo do texto original e revelaram que o verdadeiro número da besta é “616”.
David Parker, professor de Crítica Textual no Novo Testamento e Paleontologia na Universidade de Birmingham, na Inglaterra, acredita que “616” seja o número correto, mesmo sendo mais difícil de ser lembrado do que “666”.
“Esse é um tipo de guemátria, onde os números são baseados em valores numéricos que equivale a letras dos nomes das pessoas. Cristãos antigos usavam números para escondem a identidade das pessoas que atacavam. 616 é uma referência ao Imperador Calígula”, explicou o especialista.
Os religiosos acreditam que o número, independente de qual seja, serve apenas como uma representação para o que há de maligno. Para outros, o fato dos estudiosos do assunto encontrarem um novo número pode dar mais credibilidade, não a um provável apocalipse, mas a uma crítica política do Império Romano que foi feita através de números e símbolos escondidos para evitar uma resposta do imperador.
E você, o que acha dessa polêmica? Deixe sua opinião nos comentários.

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