quinta-feira, 30 de julho de 2015

CORDÃO UMBILICAL

cordão umbilical é um anexo exclusivo dos mamíferos que permite a comunicação entre o feto e a placenta.
É um longo cordão constituído por duas artérias e uma veia além de um material gelatinoso (substância/geleia de Wharton). Além da garantia de nutrientes é responsável pela troca gasosa que é feita da seguinte maneira: o sangue que chega pela veia cava inferior (sangue oxigenado que veio da placenta) cai no átrio direito e daí diretamente para o átrio esquerdo através do forame oval, ou seja, ele não passa pelo ventrículo direito. Este sangue, vai para o ventrículo esquerdo que se responsabiliza de bombear para os vasos da cabeça e membros superiores.
O sangue, pouco oxigenado, que retorna da cabeça e membros superiores chega através da veia cava superior no átrio direito e pela válvula tricúspide cai finalmente no ventrículo direito depois segue em direção à artéria pulmonar, porém, ao invés de se dirigir aos pulmões (que ainda não está em funcionamento) este sangue deságua na aorta descendente, caindo, por fim, nas artérias umbilicais seguindo para a placenta para ser oxigenado e recomeçar o ciclo.
Resumindo, ao contrário do normal, a veia umbilical transporta sangue rico em oxigênio proveniente da placenta e as artérias carregam sangue pobre em oxigênio. Assim, já que os pulmões do feto não estão em funcionamento, a placenta é que fica responsável em fazer o papel deles. 1
O cordão ainda é formado a partir do saco amniótico (forma o epitélio do cordão), do alantoide (forma a veia e as artérias umbilicais) e da vesícula vitelínica. O feto fica dentro de uma bolsa cheia de líquido amniótico.
No endotélio e subendotélio da veia do cordão umbilical podem ser encontradas células-tronco mesenquimais. Essas células multipotentes ainda não têm sua função definida e por um processo de diferenciação (ainda não bem definido )podem se transformar em outras células do corpo.

Referências

  1. Ir para cima Guyton, Arthur C.; Hall, John E., Fisiologia Humana e mecanismos da doenças. Sexta edição. Editora Guanabara Koogan.
Wiki letter w.svgEste artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.O que são células-tronco?
As células-tronco são células muito especiais. Elas surgem no ser humano, ainda na fase embrionária, previamente ao nascimento. Após o nascimento, alguns órgãos ainda mantêm dentro de si uma pequena porção de células-tronco, que são responsáveis pela renovação constante desse órgão específico. Essas células têm duas características distintas:
  • conseguem se reproduzir, duplicando-se, gerando duas células com iguais características;
  • conseguem diferenciar-se, ou seja, transformar-se em diversas outras células de seus respectivos tecidos e órgãos.
Um exemplo é a célula-tronco hematopoética, que no adulto se localiza na medula óssea vermelha. Na medula óssea, ela é responsável pela geração de todo o sangue.
Essa é a célula que efetivamente é substituída quando é feito um transplante de medula óssea.
Onde podemos encontrar as células-tronco?Além da célula-tronco hematopoética, pesquisas recentes têm demonstrado a presença de células-tronco específicas, presentes em tecidos como, fígado, tecido adiposo, sistema nervoso central, pele etc. A utilização para fins terapêuticos dessas células também tem sido alvo de vários estudos.
O sangue do cordão umbilical e placentário é utilizado para que tipo de tratamento?Durante a gravidez, o oxigênio e nutrientes essenciais passam do sangue materno para o bebê por meio da placenta e do cordão umbilical. O sangue que circula no cordão umbilical é o mesmo do recém-nascido. Quando pesquisadores identificaram no cordão umbilical um grande número de células-tronco hematopoéticas, que são células fundamentais no transplante de medula óssea, este sangue adquiriu importância, pela doação voluntária, para pessoas que necessitem do transplante.
O sangue do cordão umbilical é utilizado para que tipo de tratamento?O sangue do cordão é uma das fontes de células-tronco para o transplante de medula óssea e este é o único uso deste material atualmente. O transplante é indicado para pacientes com leucemia aguda; leucemia mieloide crônica; leucemia mielomonocítica crônica; linfomas ; anemias graves; anemias congênitas; hemoglobinopatias; imunodeficiências congênitas; mieloma múltiplo; Síndrome mielodisplásica hipocelular; Imunodeficiência combinada severa; osteopetrose; mielofibrose primária em fase evolutiva; Síndrome mielodisplásica em transformação; talassemia major, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune (cerca de 70 indicações).

As células-tronco podem ser utilizadas em tratamento de outras doenças?Sim, mas a fonte utilizada atualmente para indicações diferentes do transplante de medula óssea, como a medicina regenerativa de determinados órgãos, são as células-tronco da medula óssea do próprio indivíduo.

O tecido do próprio cordão também possui células-tronco?Esta é mais uma especulação desta área. Há conhecimento de que existem células-tronco em vários tecidos do organismo há pelo menos 10 anos. Sua obtenção, entretanto, é difícil, cara e ainda sem utilidade prática. No campo da ciência é prudente aguardar que os resultados deixem o campo da experimentação e sejam aplicados na prática médica. Não existem ainda logística, recursos e indicação para que as células do próprio cordão sejam utilizadas em curto e médio prazo. Trata-se de antecipação de estudos ainda sem resultados práticos, o que em geral causa muita ansiedade e expectativa nos que aguardam perspectivas de cura para doenças graves.

As células-tronco do SCUP são células-tronco embrionárias?Não, as células-tronco do SCUP têm características adultas, porém são mais imaturas e ainda pouco estimuladas.

O que é Brasilcord? É uma rede que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical. Hoje, estão em funcionamento as unidades do INCA no Rio de Janeiro, do Hospital Albert Einstein, do Hospital Sírio Libanês e dos hemocentros da Unicamp e de Ribeirão Preto, todos no estado de São Paulo. No restante do Brasil estão funcionando as unidades de Brasília, Florianópolis, Fortaleza e Belém. A instalação de bancos em todas as regiões do país é imporante para contemplar a diversidade genética da população brasileira. O INCA é responsável pela coordenação da Rede. APortaria Ministerial nº 903/GM de 16/08/2000 e o RDC da Anvisa 153 de 14/06/2004 regulamentam os procedimentos da Rede. A criação da Rede Brasilcord foi regulamentada pela Portaria Ministerial nº 2381 de 28/10/2004.

Como é feita a doação do sangue do cordão para um Banco Público?A doação é realizada em maternidades credenciadas do programa da Rede BrasilCord, que reúne os bancos públicos de sangue de cordão. Existem alguns controles no momento da coleta do sangue do cordão, necessários para um bom aproveitamento das unidades. Portanto, não se trata de uma doação universal como ocorre com sangue e que pode ser feita em qualquer hospital ou por qualquer pessoa, sendo limitada aos hospitais que fazem parte do programa.
Como é feita a coleta de SCUP?Após o nascimento, o cordão umbilical é pinçado (lacrado com uma pinça) e separado do bebê, cortando a ligação entre o bebê e a placenta.
A quantidade de sangue (cerca de 70 - 100 ml) que permanece no cordão e na placenta é drenada para uma bolsa de coleta.
Em seguida, já no laboratório de processamento, as células-tronco são separadas e preparadas para o congelamento.
Estas células podem permanecer armazenadas (congeladas) por vários anos no Banco de Sangue de Cordão Umbilical e disponíveis para serem transplantadas. Cabe ressaltar que a doação voluntária é confidencial e nenhuma troca de informação será permitida entre o doador e o receptor.
Quanto tempo o sangue do cordão pode ficar congelado?O tempo é indefinido, existem bolsas de sangue de cordão congeladas há mais de 25 anos.
Qualquer gestante está apta a doar? Não, a gestante tem que atender a critérios específicos. Dentre eles, deve ter mais de 18 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas, estar com idade gestacional acima de 35 semanas no momento da coleta e não possuir, no histórico médico, doenças neoplásicas (câncer) e/ou hematológicdas (anemias hereditárias, por exemplo).
Por que as doações não podem ser feitas em qualquer hospital?O programa de doação trabalha com planejamento e eficiência. Não adianta quantidade sem qualidade porque seria desperdício coletar sem que o procedimento tenha sido realizado por equipe treinada ou com critério. O planejamento segue as normas internacionais. Há pelo menos dois hospitais conveniados para cada Banco da Rede BrasilCord. São hospitais públicos ou com credenciamento específico para coleta.

Quais são as vantagens do SCUP?A principal vantagem é que as células do cordão estão imediatamente disponíveis. Não há necessidade de localizar o doador e submetê-lo à retirada da medula óssea. Além disso, não é necessária a compatibilidade total entre o sangue do cordão e o paciente. Com o uso do cordão umbilical é permitido algum nível de não compatibilidade, ao contrário do transplante com doador de medula óssea, que exige compatibilidade total.
Existem desvantagens?Existem sim, mas não para a doadora. A maior desvantagem é a dose de utilização, uma vez que a doação ocorre em uma única coleta (sem possibilidade de nova coleta), e o volume é restrito, o número de células-tronco pode ser limitado. Assim, existe um limite de peso para o paciente, em função da quantidade de células-tronco retiradas do sangue do cordão. Os pacientes precisam ter entre 50kg e 60kg. No entanto, hoje se utiliza uma técnica de adicionar dois cordões para um mesmo paciente, o que proporciona o uso em adultos com maior peso.
Onde o INCA está recolhendo os cordões?O material é coletado atualmente no município do Rio em três maternidades: Maternidade Municipal Carmela Dutra, Hospital Naval Marcílio Dias e na Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda. Nas maternidades, o INCA possui uma equipe de enfermeiras devidamente especializadas e capacitadas para a triagem e coleta de SCUP, de segunda a sexta-feira, de 7h às 19h.
Existe algum risco para a mãe ou para o bebê? Não, não existe nenhum risco. Lembre-se que tanto a placenta, quanto o sangue que fica armazenado nela, têm sido tratados, até então, como lixo. Obviamente, as equipes de coleta atuam somente com o consentimento do obstetra, garantindo que nada interfira no parto.
O que acontece após a doação?As unidades coletadas recebem um identificador numérico que passa a ser a identidade da bolsa. Toda referência à ela passa a ser realizada com esse número, e não mais com o nome da gestante. A unidade é então levada ao laboratório, no INCA, onde passará por diversas etapas.
Inicialmente é avaliado o número de células presentes na unidade. Caso o número destas seja suficiente para um transplante, a mesma é processada, tendo seu volume reduzido a 20ml e congelada (criopreservada). Assim, a unidade fica aguardando os resultados dos exames realizados, inclusive exames maternos, que avaliarão a presença de marcadores para doenças infecto-contagiosas do sangue.

Então, o SCUP coletado e congelado já está pronto para transplante?
Não, a legislação vigente prevê que, para uma unidade ser liberada para transplante, se deve repetir os exames sorológicos da mãe, em um período de dois a seis meses, após o parto. Isso é muito importante, pois sem esse novo exame todo o trabalho terá sido em vão, e a unidade não poderá ser utilizada.

Quanto tempo depois da doação, então, a unidade fica disponível para transplante?Somente de 3 a 6 meses depois do parto as unidades são liberadas para uso. Durante este tempo, são realizados testes no sangue do cordão para excluir doenças infecciosas e genéticas. Este é um procedimento de segurança, para evitar as janelas imunológicas das doenças infecciosas. Como hoje existem testes mais precisos, principalmente para HIV e hepatite, será proposta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a alteração desta norma, para que as unidades com estes testes negativos sejam liberadas mais rapidamente, sem obrigatoriedade dos testes de seguimento da mãe. Como hoje existem testes mais precisos, principalmente para HIV e hepatite, será proposta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a alteração desta norma, para que as unidades com estes testes negativos sejam liberadas mais rapidamente, sem obrigatoriedade dos testes de seguimento da mãe. Desta forma, haverá um crescimento mais rápido e eficiente do número de unidades disponíveis para uso, nos moldes do que acontece na maioria dos países que possuem Bancos de Sangue de Cordão públicos. O aproveitamento final, depois de exclusão por critérios de segurança e qualidade (contagem mínima das células e volume), é de cerca de 40% das unidades coletadas.
Caso o filho(a) da gestante que doou seu SCUP necessitar de um transplante de células-tronco, ele(a) terá prioridade?Não. Entenda que a doação, por todos os fatores que mencionamos, não significa que o material foi crioprerservado, pois terá que atender critérios de qualidade estipulados pela lei. Uma vez que o SCUP esteja criopreservado e disponível para uso, caso não tenha sido utilizado por outro paciente, o mesmo será selecionado para o doador.
Quantas coletas são feitas em cada maternidade por dia?São coletados, em média, de três a cinco cordões em cada maternidade, por dia.
Quanto custa este procedimento?A doação é gratuita. Nenhuma gestante que adere ao programa de doação dos Bancos Públicos tem qualquer custo. A coleta e o armazenamento de cada unidade custam em torno de R$ 3 mil para o Sistema Único de Saúde (SUS). Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical, vindas de registros internacionais, fica em torno de R$ 72 mil.
Qual a capacidade do Banco?O Banco do INCA possui quatro tanques com capacidade para estocar cerca de 11.000 mil unidades. Neste espaço estão armazenados, até o momento, 4.292 mil bolsas.
Quantas unidades de sangue de cordão estocadas em Bancos Públicos brasileiros já foram utilizadas em transplantes?Das 15.345 mil bolsas que estão armazenadas nas unidades em funcionamento da Rede BrasilCord, 163 já foram utilizadas para transplantes. 
Como os pacientes receberão estas células?O processo de transplante é semelhante ao utilizado com doador de medula óssea, ou seja, após um regime de preparação com quimioterapia e/ou radioterapia, o paciente recebe as células-tronco em um procedimento semelhante a uma transfusão.
Os pacientes com indicações para transplante não-aparentado deverão ser cadastrados pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REREME). O médico insere no sistema características da doença, dados cadastrais do paciente e o resultado do teste de HLA, um teste genético. Depois, é feito um cruzamento de informações entre o REREME e o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), que inclui os dados das unidades armazenadas em bancos da Rede BrasilCord e dos doadores voluntários, a fim de identificar um doador ou unidade de cordão compatível.
Existem bancos semelhantes no exterior?Sim. No exterior, existem mais de 350 bancos, com mais de 600 mil unidades de cordão congeladas.
Ainda é muito difícil encontrar doador compatível para os pacientes brasileiros, mesmo com o aumento das unidades de sangue de cordão em Bancos Públicos?
Está cada vez mais fácil encontrar um doador porque os Bancos Públicos de Sangue de Cordão e os Registros de Doadores Voluntários estão se multiplicando em todo o mundo. Hoje, encontramos doadores para cerca de 70% dos pacientes, 60% no Brasil e mais 40% no exterior. 
Quais as principais diferenças entre os bancos públicos e privados?
São serviços diferentes. O banco público disponibiliza as unidades imediatamente para quaisquer pacientes brasileiros que precisem de transplante de medula óssea e não tenham um doador familiar. A coleta é realizada com controles de qualidade e segurança e as unidades são utilizadas para indicações precisas, sem ônus para o paciente que irá se beneficiar. É a única modalidade recomendada pelos organismos internacionais e por publicações científicas. O banco privado tem legislação específica, de cunho comercial, com ônus para as famílias que desejam armazenar o sangue. Além disso, as indicações e aproveitamento do material são duvidosos, já que não existem publicações extensas sobre os resultados obtidos com uso de cordões armazenados em bancos privados. Armazenar o sangue do cordão em um banco privado é uma aposta num futuro que a ciência ainda não comprovou.
Qual o posicionamento do Ministério da Saúde com relação aos bancos privados?
O Ministério da Saúde e a coordenação da Rede Brasilcord são contrários a esta atividade, principalmente pela falta de utilidade pública e pela forma enganosa como tem sido feita a propaganda dos bancos privados. Os órgãos internacionais recomendam que não deve ser feito investimento público em bancos privados.O sangue do cordão umbilical do recém-nascido, antes descartado, passou a ter um outro valor, pois é rico em  células-tronco, capazes de se diferenciar nos diversos tipos de células do sangue. Agora, o cordão umbilical pode ser doado e o sangue proveniente dele armazenado em baixíssimas temperaturas. O objetivo é utilizar esse sangue nas terapias que antes exigiam o transplante de medula óssea.
O uso do sangue de cordão umbilical para restaurar o funcionamento da medula óssea, afetada pela leucemia, é prática comum desde a década de 1990. No Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) o domínio da técnica data de 1996, quando os primeiros transplantes com sangue de cordão começaram a ser feitos.
No transplante de células de cordão, as células-tronco têm a capacidade comprovada de formar novas células de sangue
No transplante de células de cordão, as células-tronco têm a capacidade comprovada de formar novas células de sangue. O sangue de cordão umbilical pode ser utilizado, também, em outras três situações:
  • como suporte durante o tratamento de outros tipos de câncer, quando as células-tronco entram como uma ajuda extra para a recuperação do sistema imunológico, enfraquecido pelas sessões de quimioterapia;
  • no tratamento da anemia aplástica, uma situação rara em que a medula óssea do paciente não é capaz de manter a produção de células do sangue;
  • em imunodeficiências congênitas graves em crianças, quando há falhas na geração das células do sangue que participam da defesa do organismo contra infecções.
As células do sangue de cordão umbilical exigem menor compatibilidade genética – semelhança genética entre doador e receptor - do que as de medula óssea, o que facilita o uso dessas células em transplantes. A única desvantagem é que a quantidade de células encontradas no cordão do recém-nascido é suficiente apenas para suprir as necessidades de uma criança ou de um adulto pesando até 60 quilos. Essa limitação começa a ser vencida com o crescimento dos bancos públicos de sangue de cordão umbilical.

Banco Público

Para garantir os estoques de sangue de cordão umbilical e o atendimento à população brasileira, foi criada pelo Ministério da Saúde, em setembro de 2004, a Rede Nacional de Bancos Públicos de Cordão Umbilical, denominada BrasilCord. Atualmente, há duas unidades de Banco Público de Cordão Umbilical no Brasil ligadas ao BrasilCord : uma no Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, e outra no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em São Paulo.
A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein SBIBAE, por meio do IIRS, faz a manutenção do banco brasileiro de células de cordão umbilical para utilização terapêutica em reconstituição hematopoiética como alternativa ao transplante de medula óssea e, futuramente, em novas aplicações terapêuticas envolvendo células tronco hematopoiética.

De outubro de 2004 a dezembro de 2009 foram...O que são células tronco ou estaminais? As células tronco são células básicas – “coringas” que, se originam após o encontro do espermatozóide com o óvulo as quais durante o desenvolvimento embrionário, se convertem em todos os tipos de células (células do miocárdio, células nervosas, glóbulos vermelhos, células cutâneas, etc.). A Natureza torna isto possível através da existência de CÉLULAS TRONCO ADULTAS: células que se dividem numa nova célula tronco e numa célula especializada como, por exemplo, uma célula nervosa, célula dérmica, hepática…  Em etapas avançadas da vida, as células tronco “reparam” os tecidos danificados. Por isso são VITAIS para cada um de nós.

Quais os tipos de células tronco ou estaminais? Existem três tipos diferentes de células tronco:
  • 1.Células tronco embrionárias: formadas após a fertilização, estas células não especializadas evoluem para todas as outras células. Para ser possível a coleta destas células tronco embrionárias para o desenvolvimento de um tratamento, os embriões têm que ser destruídos em laboratório. Obviamente, isto levanta muitos problemas éticos. Por isto, o BCU não faz qualquer coleta de células tronco embrionárias.
  • 2.Células tronco adultas: são células que não desaparecem após o parto; permanecem no nosso corpo e desempenham um papel na reparação de tecidos danificados. Estas “reservas” vão gradualmente diminuindo, e perdem cada vez mais a vitalidade (I). Estas células tronco adultas também se podem desenvolver para outros tipos de células (II). Estas células são geralmente obtidas através de punção da medula óssea, da gordura descartada após cirurgia plástica, do folículo do pêlo e da polpa dentária.
  • 3.Células tronco do sangue do cordão umbilical e placentário – SCUP: têm a capacidade de se diferenciar para uma ampla gama de outros tipos de células (III) Estas células são muito novas, com muita vitalidade, sem a ação dos fatores do ambiente e também muito fáceis de obter. Estas células podem ser congeladas para uma posterior utilização no tratamento de doenças nos doadores e para outros doentes. As células tronco do sangue do cordão umbilical  apresentam uma série de vantagens em relação as células tronco da medula óssea, da gordura, entre outras:
    • têm maior vitalidade
    • são mais fáceis de coletar
    • a coleta não está sujeita a objeções de ordem ética
    • não causam a rejeição
Porque existe menor quantidade de aplicação em doenças das células tronco adultas do cordão umbilical e placentário em relação as da medula óssea?
Até muito recentemente, o sangue do cordão umbilical era, na grande maioria dos casos, simplesmente jogado fora, este é o motivo na demora de sua aplicação nas doenças, portanto mais um motivo para se incentivar a congelar estas células tronco.
Editor: considere marcar com um esboço mais específico.

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