quinta-feira, 23 de julho de 2015

FRUTA DE PALMA

No RN, agricultores valorizam o fruto da palma, planta típica da caatinga

Em Angicos, a palma é muito utilizada para a alimentação do gado.
Fruto produzido pela planta começa a ganhar uma nova utilidade.

Do Globo Rural
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Pequena e resistente à seca, a palma é um dos símbolos da caatinga e nasce em praticamente todo o sertão do Nordeste.
O fruto da palma, também conhecido como gogoia ou palmatória miúda, tem o tamanho de um limão e uma polpa semelhante a do maracujá, só que de sabor mais azedo.
Em Angicos, na região central do Rio Grande do Norte, o fruto da palma é chamado de pelo por conta de uma penugem que nasce na casca e que em contato com a pele provoca irritação e coceira.
Ainda não há plantações da cultura no município para fins comerciais e é esse o grande desafio dos pesquisadores da Universidade Federal Rural do Semiárido, convencer os pequenos agricultores da região que o fruto da palma é um bom negócio.
Os pesquisadores chegaram a esta conclusão depois que experimentaram a invenção desenvolvida por Kaline Castro, uma microempresária de Angicos. Ela criou o sorvete de pelo, um sorvete do fruto da palma. A sobremesa que parecia meio indigesta surpreendeu no sabor.
Hoje, por semana são produzidos cerca de 50 litros de sorvete de pelo e para haver fabricação são necessários 15 quilos da matéria-prima. Para o professor Fernando Viana, que é também agrônomo, é preciso estudar mais o potencial da palma no Nordeste. 
Outras ideias para aproveitar o fruto da palma são as compotas e doces, mas tem gente que prefere comer a iguaria in natura, com açúcar.
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No RN, agricultores valorizam o fruto da palma, planta típica da caatinga

Em Angicos, a palma é muito utilizada para a alimentação do gado.
Fruto produzido pela planta começa a ganhar uma nova utilidade.

Do Globo Rural
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Pequena e resistente à seca, a palma é um dos símbolos da caatinga e nasce em praticamente todo o sertão do Nordeste.
O fruto da palma, também conhecido como gogoia ou palmatória miúda, tem o tamanho de um limão e uma polpa semelhante a do maracujá, só que de sabor mais azedo.
Em Angicos, na região central do Rio Grande do Norte, o fruto da palma é chamado de pelo por conta de uma penugem que nasce na casca e que em contato com a pele provoca irritação e coceira.
Ainda não há plantações da cultura no município para fins comerciais e é esse o grande desafio dos pesquisadores da Universidade Federal Rural do Semiárido, convencer os pequenos agricultores da região que o fruto da palma é um bom negócio.
Os pesquisadores chegaram a esta conclusão depois que experimentaram a invenção desenvolvida por Kaline Castro, uma microempresária de Angicos. Ela criou o sorvete de pelo, um sorvete do fruto da palma. A sobremesa que parecia meio indigesta surpreendeu no sabor.
Hoje, por semana são produzidos cerca de 50 litros de sorvete de pelo e para haver fabricação são necessários 15 quilos da matéria-prima. Para o professor Fernando Viana, que é também agrônomo, é preciso estudar mais o potencial da palma no Nordeste. 
Outras ideias para aproveitar o fruto da palma são as compotas e doces, mas tem gente que prefere comer a iguaria in natura, com açúcar.
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 De origem mexicana, largamente difundida no Nordeste brasileiro - recebendo o nome genérico de palma (é, ainda, conhecida por: urumbeta, cacto, cacto-de-cochonilha, palma-de-engorda, palma-miúda, palma-forrageira, palma-doce, palmatória-doce, nopal, cardo-de-cochonilha, cacto-sem-espinhos).
Seu uso varia desde a alimentação ao gado e humana, paisagístico,cerca-viva e alimentação para o gado.
 Típico do semi-árido, o vegetal é um alimetno rico e pouco difundidoPara as pastagens, o emprego da palma forrageira é bastante conhecido na s regiões onde há longos períodos de estiagem, água escassa e pouca alternativa de alimento. Já na alimentação humana, o vegetal vem sendo utilizado em preparações culinárias, tradicionalmente, no México, desde o Império Asteca. Só muito depois, chegou à Itália, difundindo-se pela Europa.

 Hoje, esses preparos recebem toques sofisticados da alta gastronomia, em pratos e bebidas saborosos e nutritivos. Principalmente, porque a palma forrageira passou a ser vista como uma das possibilidades de combater a fome e a desnutrição, tão presentes no semi-árido nordestino. Inclui o fato desta planta ser aliada nos tratamentos de saúde (é rica em vitaminas minerais, contendo 17 tipos de aminoácidos).

 palma forrageira é um alimento nobre em vários países, embora seja uma riqueza pouco explorada para a alimentação humana no Nordeste. A polpa da planta serve de base para o preparo de vários pratos doces e salgados



Estudos sobre os componentes nutricionais da palma forrageira indicam se tratar de um vegetal mais nutritivo do que os comumente encontrados na culinária vegetariana, como a couve, a beterraba e a banana, com a vantagem de ter baixo custo, sem pesar no orçamento das populações mais carentes. Vale reforçar que em países como o México, Estados Unidos e Japão este vegetal é um alimento nobre, tradicionalmente servido em restaurantes e hotéis de luxo, em preparos como sucos, saladas, pratos guisados, cozidos e doces.

No Brasil, o preconceito impede o consumo humano da palma em maior escala, sobretudo pelo nordestino que vive no campo. Este aceita, no máximo, a planta para ração animal, informa o engenheiro agrônomo, chefe do departamento técnico da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, Jorge Prado, um dos maiores difusores da palma em nossa região. O agrônomo foi um dos organizadores do I Simpósio Nordestino de Palma e outras Cactáceas, realizado este mês em Fortaleza, durante o XIV Seminário Nordestino de Pecuária (PECnordeste). "No México, a palma é considerada a terceira hortaliça mais consumida pela população", salienta.
Desde 2006 Jorge Prado vem se dedicando ao estudo aplicado da palma e seus benefícios econômicos e sociais. Implementar o plantio e esclarecer o produtor rural de seus benefícios tanto no consumo animal como no humano é o que mais interessa hoje. O agrônomo estima já ter trabalhado com cerca de 800 criadores de ovinos e bovinos. "A produção de palma minimiza as perdas, nos períodos de estiagem. É uma riqueza pouco explorada", diz

Além da alimentação, há uma série de subprodutos que podem ser obtidos por meio da palma forrageira, confirma o Chefe Geral da Embrapa Tropical, Victor Hugo. Explica que estão relacionados com celulose e a nanocelulose, através das quais são obtidos produtos como adesivos, bioadesivos, xaropes e bebidas utilizadas em dietas especiais.

A Embrapa Tropical, informa, possui um Laboratório de Valorização de Resíduos da Biomassa, onde são realizados estudos que avaliam as propriedades fitoterápicas da planta. Já sinalizam que ela ajuda a eliminar as toxinas do álcool e do fumo absorvidas pelo organismo.

Também ajuda no metabolismo da gordura, contribuindo para reduzir a concentração de açúcar no sangue e das taxas de colesterol, assim como no controle do diabetes. Os estudos revelam que, por contar com muitas fibras solúveis e insolúveis, a palma ajuda no bom funcionamento do sistema digestivo, além de impedir a concentração de elementos cancerígenos.

Nutrição infantil

Há três tipos de palmas comestíveis. Em muitas localidades, o fruto da planta já é comercializado nos supermercados, conhecido como "figo da índia".

Os diversos micronutrientes contidos neste vegetal (incluindo, uma grande quantidade de vitamina A, do complexo B e C, e minerais como o ferro, cálcio potássio e outros), de acordo com a professora da Universidade Federal da Paraíba e engenheira de alimentos, Ione Diniz, ajudam a evitar a cegueira noturna nos recém nascidos, além de colaborar para o crescimento das crianças. Ao alimentá-las desde cedo com a hortaliça, é observada uma melhora na saúde geral por se tratar de uma excelente fonte de nutrientes essenciais.

A professora Ione Diniz ministrou oficina sobre os diferentes preparos da palma forrageira na alimentação humana durante o PECnordeste. Sugeriu algumas formas de preparo como ingrediente de molhos de tomate, no picadinho ou como recheio. Durante o evento, foram produzidas refeições com a palma, a exemplo de tortas de forno e sucos. Os participantes tiveram a oportunidade de conferir a forma como é produzida a polpa da palma, que serve de base para a preparação de diferentes tipos de pratos.

O bônus do consumo desta forrageira são os efeitos medicinais devido a suas propriedades anti-inflamatórias. Estudos recentes revelam que o consumo do vegetal pode contribui para a melhora dos quadros de dores crônicas e osteoporose.

Usos diversificadosOs frutos e raquetes (ou brotos) da palma forrageira são empregados em múltiplos usos:

Alimentação animal: por ser um vegetal rico em água e fibras, é empregado no preparo com silagem ou feno;

Alimentação humana: tanto a fruta da palma como as raquetes, na preparação de mais de 200 pratos e sucos;

Agroindústria: com preparação de diversos produtos e derivados, que resultam no uso das raquetes jovens e dos frutos;

Medicamento popular: é considerado antidiarreico, antidisentérico, peitoral, antiasmático , diurético, cardiotônico, antinflamatório, da bexiga e da uretra (no alívio das dores) e no tratamento do diabetes;

Corantes: os índios mexicanos produziam corantes (carmim);

Cosméticos: são produzidos vários produtos, a exemplo de xampus, loções e sabonetes;

Outras aplicações estão sendo pesquisadas, como adesivos, bioadesivos, xaropes e bebidas utilizadas em dietas especiais.

Fonte: "Palma Forrageira", de Francisco Brandão, Augusto Mesquita e Jucimara dos Santos

Receita
Quibe de broto de palma com soja
chá de azeite - 1 xícara
chá de açúcar - 1 colher
sobremesa de sal - 1 colher
palma fatiada em tirinhas - 4 copos
soja texturizada ou carne moída - 4 copos

Lave a raquete da palma; retire os espinhos e ferva por três minutos em água com um pouco de vinagre para retirar a substância viscosa ou "baba". Passe os temperos em uma panela e adicione a carne moída ou a soja, deixando refogar tampada. Adicione a água aos poucos, até que a carne/soja fique suave. Misture a palma até reduzir o caldo ao mínimo. Coloque em uma travessa e cubra com a nata ou creme de leite (opcional). Decore e sirva acompanhado de purê de batata doce, batatinha, inhame, aipim, polenta ou xerém.

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