quinta-feira, 30 de julho de 2015

MASTRITE

Mastite é o nome dado a uma inflamação aguda que ocorre nas glândulas mamárias, que pode ou não evoluir para uma infecção.
Nas mulheres, essa inflamação geralmente se dá na fase do puerpério (período pós-parto), mas pode ocorrer em qualquer fase durante o período da amamentação. Essa inflamação é causada pela ação de vários microrganismos, sendo o Staphylococcus aureus o agente infeccioso em 50% dos casos.
Geralmente a mastite é acompanhada por fatores como ingurgitamento mamário (extração insuficiente de leite pelo bebê), obstrução dos ductos mamários, estresse, fadiga e fissura nos mamilos. Muitos especialistas acreditam que a forma errada com que a mãe segura o bebê no momento da amamentação seja a causa dos ferimentos nos mamilos e ingurgitamento mamário. Uma vez feridos, os mamilos se tornam uma porta de entrada para os microrganismos que podem causar a mastite.
Os sintomas da mastite são: regiões da mama endurecidas, vermelhidão, sensibilidade, dor e inchaço das mamas, seguidos por febre, calafrios, mal-estar, prostração e astenia.
Dependendo do grau da infecção, o médico especialista irá prescrever o tratamento mais adequado. Geralmente há a prescrição de massagens locais para estimular a produção de ocitocina e facilitar a fluidificação do leite. Seguida às massagens, a mãe deverá fazer a ordenha, ingerir muito líquido e manter repouso. Em alguns casos o médico pode prescrever o uso de antitérmicos, analgésicos e antibióticos compatíveis com a amamentação.
Os médicos recomendam que a mãe não pare de amamentar durante a mastite, mesmo se fizer o uso de algum medicamento prescrito. A presença de toxinas dos medicamentos no leite é mínima e não interfere na saúde do bebê. A interrupção das mamadas durante o tratamento pode levar à formação de abcessos, causando problemas psicofisiológicos para a mãe e para o bebê.
A melhor forma de evitar esse tipo de inflamação é segurar o bebê da maneira correta, para que ele consiga sugar maior quantidade de leite sem causar ferimentos nos mamilos, nem ingurgitamento mamário.
A mastite é uma infecção que acomete também fêmeas de outras espécies de mamíferos. Nos rebanhos leiteiros, a mastite tem grande incidência, o que provoca muitos prejuízos econômicos.

Denomina-se mastite a inflamação da mama, perturbação que geralmente é causada por uma infecção e cuja evolução depende de caso para caso, uma vez que pode ter uma evolução aguda ou um desenvolvimento crónico.

Mastite aguda

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A mastite aguda costuma ser consequência de uma infecção de natureza bacteriana, provocada por microorganismos que conseguem alcançar o interior da mama através de diferentes vias. O mais habitual é que os microorganismos penetrem na mama pelo mamilo, através dos orifícios dos canais galactóforos; este mecanismo de infecção é mais frequente no período de amamentação, quando os canais galactóforos estão dilatados e cheios de secreções. Também é possível que cheguem microorganismos por via sanguínea, como pode acontecer durante infecções generalizadas do organismo, ou por via linfática, a partir de lesões dérmicas localizadas no mamilo ou na aréola.
Embora a mastite possa ocorrer em qualquer momento da vida, a forma mais comum é a mastite puerperal, que se desenvolve durante o período de amamentação. A perturbação manifesta-se de forma súbita, com o aparecimento de uma zona mais ou menos extensa, avermelhada, dolorosa, tumefacta e quente. Por vezes, a infecção estende-se pelos vasos linfáticos da zona, linhas roxas visíveis por baixo da pele do seio em direcção à axila. Mais tarde ou mais cedo, às manifestações locais associam-se outras como febre, por vezes acompanhada por arrepios e sensação de mal-estar.
Um tratamento imediato, baseado na administração de antibióticos, costuma resolver o problema em pouco tempo. Pelo contrário, se o tratamento for tardio, é frequente gerar-se um abcesso mamário, ou seja, uma acumulação de pus no interior da mama, possível ponto de origem de uma mastite crónica. Quando o abcesso é muito superficial, o pus pode ser drenado através da pele, mas normalmente não chega a esvaziar-se por completo e volta a formar-se. Além da administração de antibióticos, o tratamento do abcesso requer a intervenção de um médico para drenar por completo o pus contido no seu interior.

Mastite crónica

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A mastite crónica é um processo inflamatório que tem uma evolução lenta e progressiva. Normalmente, deve-se a uma infecção aguda mal curada ou a um abcesso que não foi totalmente drenado, sendo o ponto de partida para uma infecção persistente do tecido mamário. Por vezes, o problema pode ser consequente de um traumatismo mamário.
A perturbação desenvolve-se de forma insidiosa, muitas vezes na sequência de uma mastite aguda aparentemente curada, e os sinais e sintomas são mais inespecíficos do que os de um quadro inflamatório agudo. É habitual a formação de uma ou várias massas endurecidas na profundidade da mama, de contornos irregulares e que provocam dor. Se forem superficiais, estes nódulos podem estar colados à pele, cuja superfície pode estar avermelhada, tensa ou retraída. A intensidade destes sinais e sintomas é muito variável, sendo comum que persistam durante muito tempo, atenuando-se em alguns períodos e agravando-se noutros. De facto, raramente o problema se resolve espontaneamente, uma vez que os focos infecciosos se mantêm activos até que se proceda ao tratamento adequado, o qual costuma requerer, além da administração de antibióticos, a extracção cirúrgica dos tecidos infectados.

Galactoforite crónica

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Esta patologia corresponde a um tipo especial de mastite, que se produz no período da amamentação a partir de infecções repetidas nos canais galactóforos, passando estas despercebidas, pois podem não dar lugar a sinais e sintomas específicos. Estas infecções são favorecidas por secreções lácteas espessas que se acumulam na parte terminal dos canais, junto ao mamilo, e provocam uma inflamação persistente. Progressivamente, os canais vão-se obstruindo ao mesmo tempo que as suas paredes ficam danificadas e se dilatam, acumulando pus no seu interior. Como o pus não pode sair para o exterior através do mamilo, porque os canais infectados estão bloqueados, constituem-se autênticos abcessos, cujo conteúdo tende a elaborar vias de drenagem para o exterior através do tecido mamário, formando-se fístulas que afluem aos pontos mais débeis da superfície da mama, geralmente na união do mamilo com a aréola, por onde saem secreções purulentas de uma forma recorrente. É muito difícil que o problema, chegado a este ponto de evolução, se solucione espontaneamente ou simplesmente com a administração de antibióticos - é preciso recorrer à drenagem cirúrgica das fístulas e do tecido adjacente alterado.
Informações adicionais

Mastite do recém-nascido

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Esta inflamação é muito comum nos recém-nascidos. Caracteriza-se por uma tumefacção nas mamas, durante as horas que se seguem ao parto. Na grande maioria das vezes, não se trata de uma mastite de natureza infecciosa, devendo-se a uma actividade transitória das glândulas mamárias, estimuladas pelas hormonas maternas recebidas pelo bebé antes do nascimento. Nos primeiros dias de vida, é possível que as mamas produzam uma secreção semelhante ao leite, que se denomina popularmente "leite das bruxas". Trata-se de um processo natural que não requer nenhum tratamento específico, já que a tumefacção mamária diminui à medida que decrescem os níveis de hormonas recebidas da mãe pelo organismo do bebé. É muito importante não espremer as mamas tumefactas do bebé com a intenção de extrair as secreções, uma vez que tal acção poderia desencadear uma verdadeira infecção.

Prevenção

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• Durante a amamentação, adoptar as medidas adequadas para prevenir a formação de fissuras no mamilo e, caso apareçam, utilizar uma protecção durante o aleitamento até à cura.

• Lavar os seios e secá-los bem, antes e depois de cada mamada.
- See more at: http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=698#sthash.s9bgRTxq.dpufA mastite puerperal, também chamada de mastite lactacional ou mastite da amamentação, é uma inflamação das glândulas mamárias, que ocorre em mulheres em fase de aleitamento materno e pode causar vermelhidão nos seios, dor e febre alta.
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Neste artigo vamos explicar por que surge a mastite da amamentação, quais são os seus sintomas e como é o seu tratamento.
Como surge a mastite da amamentação?
Até 10% das mulheres desenvolvem pelo menos um episódio de mastite durante o período de amamentação. Na maioria dos casos, a mastite ocorre nos três primeiros meses de aleitamento, mas nada impede que esta inflamação da mama possa ocorrer em fases posteriores.
As mastites são causadas por diversos microrganismos, sendo a bactéria Staphylococcus aureus o agente mais comum, responsável por mais da metade dos casos (para saber sobre a bactéria S. aureus, leia: STAPHYLOCOCCUS AUREUS | Quais os riscos desta bactéria?).
O principal fator de risco para a mastite puerperal é a estase láctea, ou seja, a permanência de leite represado em um dos ductos mamários por prolongado tempo. A estase do leite pode ocorrer por alguma obstrução de um dos ductos da mama ou por um incompleto esvaziamento dos seios pelo bebê durante a amamentação. Outro importante fator de risco são as fissuras do mamilo, que favorecem a invasão de bactérias da pele para dentro do tecido mamário. Portanto, a mastite da amamentação ocorre basicamente quando uma bactéria vinda da pele consegue alcançar uma região da mama em que há estase de leite.
Podemos então concluir que o melhor modo de prevenir a mastite do puerpério é através da correta técnica de amamentação, com adequada pega do bebê, visando um eficaz esvaziamento da mama em cada mamada e evitando a ocorrência de lesões nos mamilos que servem de porta de entrada para a invasão de bactérias.

SINTOMAS DA MASTITE DA AMAMENTAÇÃO

A mastite puerperal apresenta como principais sinais e sintomas o endurecimento da mama (leite empedrado), vermelhidão local, dor, cansaço, calafrios e febre, geralmente acima de 38ºC. Ao toque, a área da mama acometida costuma estar endurecida, com aumento de temperatura e dolorosa. A mastite da amamentação costuma acometer apenas um dos seios, sendo rara a infecção bilateral ao mesmo tempo.
mastite
O quadro costuma começar de forma branda, primeiro com o endurecimento de uma região da mama, indicando estase do leite neste sítio. A partir daí, podem surgir dor e uma pequena vermelhidão local. O esvaziamento adequado da mama neste momento é importante para evitar a progressão da inflamação. Se a estase se mantiver, pode haver infecção do local, surgindo, então, os sintomas de febre alta, calafrios e prostração.
Se não tratada corretamente, a mastite da amamentação pode evoluir com a formação de abscessos (leia: O QUE É INFLAMAÇÃO? O QUE É UM ABSCESSO?), tornando-se um quadro grave com risco de sepse e necessidade de internação hospitalar (leia: O QUE É SEPSE E CHOQUE SÉPTICO?). Se houver sinais de inflamação da mama, procure o seu ginecologista ou o pediatra do seu filho para que o tratamento adequado possa ser iniciado precocemente.

TRATAMENTO DA MASTITE DA AMAMENTAÇÃO

Devido ao desconforto, à prostração e à dor, e também por acreditarem que o leite da mama inflamada está contaminado e fará mal ao bebê, muitas mulheres suspendem precocemente o aleitamento materno. Este procedimento está errado! A suspensão do aleitamento favorece ainda mais o ingurgitamento da mama e a proliferação das bactérias. O esvaziamento frequente da mama é essencial para o sucesso do tratamento.
Em relação à segurança do bebê, não se preocupe. O leite materno é muito rico em anticorpos e substâncias antibacterianas. Além disso, a acidez do estômago do bebê se encarrega de destruir as bactérias e toxinas que venham a ser ingeridas. Portanto, o aleitamento materno durante a mastite puerperal não só é permitido, como é plenamente indicado.
Se o bebê estiver inquieto durante a mamada no seio acometido, pode ser por alguma demora na descida do leite devido à obstrução. Não tome isso como um sinal de que o leite está fazendo mal ao bebê. Mantenha o aleitamento e drene o restante do leite com um bomba, caso necessário, após o final da amamentação. Massagens, compressas ou banhos quentes ajudam na descida do leite.
Nos casos mais brandos apenas o esvaziamento correto da mama pode ser suficiente para o controle da mastite. Porém, quando há febre alta, mal-estar ou prostração, o uso de antibióticos costuma ser necessário (leia: ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações).
Os antibióticos mais usados são as penicilinas ou cefalosporinas, como dicloxacilina, cefalexina (leia:INFORMAÇÕES SOBRE A CEFALEXINA) ou cefradina. O tratamento costuma ser prescrito por 7 a 14 dias, de acordo com a gravidade da infecção.
As classes de antibióticos sugeridas acima são consideradas seguras durante a amamentação, já que as quantidades eliminadas no leite são mínimas e não causam prejuízo ao bebê.
Se após 48-72h de antibióticos não houver sinais de melhoria, indica-se a realização de uma ultrassonografia da mama para descartar a presença de um abscesso.
Após a resolução do quadro, é preciso rever as técnicas de aleitamento para minimizar as chances de um novo episódio de mastite.

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