Os piolhos são insetos muito pequenos que vivem no couro cabeludo e que podem ser transmitidos pelo contato próximo com outras pessoas. Os piolhos podem viver por um ou dois dias fora do corpo. Eles também podem ser encontrados nas sobrancelhas e nos cílios.
Tipos
Piolhos do couro cabeludo
Esse é o tipo mais comum de piolho, que costuma se desenvolver na pele que reveste o topo da cabeça, chamada de couro cabeludo.
Piolhos do corpo
Esses piolhos vivem em roupas e também em lençóis, edredons e outras roupas de cama. Os piolhos do corpo costumam afetar mais pessoas que não possuem regularidade nas práticas de higiene, como moradores de rua, por exemplo.
Piolhos pubianos
Comumente chamado de caranguejos, estes piolhos ocorrem na pele e nos pelos da região púbica.
Causas
Você pode contrair piolhos ao entrar em contato com o inseto ou com seus ovos – que costumam eclodir em cerca de uma semana, aproximadamente. Confira como uma pessoa pode contrair piolhos:
- Via contato com uma pessoa que já tenha piolho. Isso é muito comum entre crianças e pessoas de uma mesma família, que moram no mesmo local, compartilham de determinados objetos de uso pessoal e que interagem de perto entre si.
- Armazenar roupas infestadas de piolhos em armários ou guardar itens pessoais, como travesseiros, cobertores, pentes e brinquedos de pelúcia pode permitir que os piolhos se espalhem pelo guarda-roupa ou pela casa.
- Itens compartilhados entre amigos ou familiares, como roupas, fones de ouvido, escovas de cabelo, pentes, enfeites de cabelo, toalhas, cobertores, travesseiros e brinquedos de pelúcia.
- O contato sexual com pessoas que tenham piolho na região pubiana também pode causar o surgimento do problema.
sintomas
Sintomas de Piolho
Os principais sinais e sintomas de piolhos incluem:
- Coceira intensa
- Cócegas e sensação de movimento dos cabelos
- Ovos dos piolhos (lêndeas) presentes em fios de cabelo, que podem ser confundidas com caspa, embora não possam ser facilmente escovadas para fora do cabelo
- Pequenas saliências vermelhas no couro cabeludo, no pescoço e ombros.
diagnóstico e exames
Buscando ajuda médica
Assistência médica nem sempre é necessária para acabar com os piolhos. Geralmente, xampus específicos para cabelos com piolho resolvem o problema. No entanto, se o uso deste xampu não resolver, procure um médico. Ele poderá indicar um mais forte.
Na consulta médica
Entre as especialidades que podem diagnosticar piolhos estão:
- Clínica médica
- Dermatologista
- Tricologia
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
- Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
- Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
- Quais são seus sintomas ou de seu filho?
- Seu filho teve contato com outras crianças que tenham piolho recentemente?
- Você sente coceira? Qual a intensidade?
- Você tomou alguma medida para ajudar a aliviar os sintomas? E funcionou?
Diagnóstico de Piolho
Durante o exame, o médico procurará por sinais de piolhos usando uma lente de aumento e, também, verificar se há presença de lêndeas por meio de uma luz especial, chamada de luz de Wood, que faz com que as lêndeas apareçam sob uma cor azul.
tratamento e cuidados
Tratamento de Piolho
Foi-se a época em que uma pessoa com piolhos tinha que raspar a cabeça. Hoje, loções e xampus que contenham permetrina funcionam bem no tratamento contra piolhos. Eles podem ser comprados sem receita médica. Se não surtirem efeito, um médico poderá receitar um medicamento mais forte. Esses medicamentos devem ser usados exatamente conforme a indicação.
Para usar xampu medicinal, primeiro lave e seque o cabelo. Em seguida, aplique o remédio no cabelo e no couro cabeludo. Após 10 minutos, lave o cabelo. Verifique novamente a existência de piolhos e lêndeas dentro de 8 a 12 horas. Se os piolhos não desaparecerem, converse com seu médico antes de repetir o tratamento.
Uma outra parte importante do tratamento é remover os ovos (lêndeas). Determinados produtos facilitam a remoção das lêndeas. Você pode fazer isso com um pente específico. Dica: os pentes de metal com dentes bem finos são mais fortes e mais eficazes que os pentes de plástico. Repita este procedimento com o pente dentro de 7 a 10 dias. A remoção dos ovos é importante, pois poderá evitar o reaparecimento dos piolhos se o medicamento prescrito pelo médico não eliminá-los por completo.
Não se esqueça de lavar todas as roupas de cama em água quente. Isso ajuda a evitar que os piolhos sejam transmitidos para outras pessoas durante o curto período em que eles conseguem sobreviver fora do corpo humano.
O tratamento para piolhos pode provocar efeitos colaterais significativos em crianças com menos de seis meses, em idosos e em qualquer pessoa que pese menos de 50 quilos, principalmente quando o tratamento for realizado várias vezes em um curto período de tempo. Fale com um médico sobre o melhor tipo de tratamento para pessoas dentro dessas características.Quando uma criança (ou adulto) tem prurido (coceira) intenso na cabeça, é sinal que ela pode estar com piolhos – ou pediculose do couro cabeludo . A pediculose pode ser confirmada pela presença de lêndeas ou piolhos no couro cabeludo. As lêndeas são os ovos dos piolhos – aqueles pontinhos brancos que ficam agarrados aos fios dos cabelos. Já o piolho é o parasita, aqueles bichinhos pretos que ficam caminhando pelo couro cabeludo.
Quando a criança está infestada de piolhos, a coceira é tão intensa que pode provocar pequenos ferimentos na cabeça. Por isso, é preciso retirar as lêndeas com pente fino, pois os medicamentos só matam os piolhos. Se as lêndeas continuarem nos cabelos, a criança voltará a ter piolhos.
A transmissão da infecção se dá através de contato direto (inclusive relação sexual) ou indireto (escovas de cabelo, roupas etc). No caso das roupas, estamos nos referindo também à pediculose do corpo e na relação sexual, à pediculose pubiana.
SINTOMAS
Na pediculose da cabeça, além do prurido intenso, podemos visualizar o parasita e seus ovos (lêndeas) no couro cabeludo do indivíduo acometido. Na pediculose do corpo encontramos escoriações, pápulas (“bolinhas”), pequenas manchas hemorrágicas e pigmentação, principalmente no tronco e na região glútea e abdome. Na pediculose pubiana (“chato” pois o parasita responsável tem forma achatada) são encontradas manchas violáceas, escoriações e crostas hemorrágicas, além do prurido intenso. Pode ocorrer também infecção secundária nesta região. Pode ocorrer infecção secundária, em qualquer região. Na pediculose do couro cabeludo, é comum o aparecimento de linfonodomegalia (ínguas) atrás das orelhas e nuca.
TRATAMENTO
No tratamento da pediculose são utilizados, em geral, os mesmos medicamentos tópicos usados na escabiose (“sarna”). É fundamental o tratamento dos familiares ou comunicantes do doente. Raramente é necessário o corte de cabelos de crianças acometidas.
PREVENÇÃO
Para prevenir a pediculose, o ideal é evitar o compartilhamento de roupas, toalhas, acessórios de cabelo e outros objetos de uso pessoal, bem como evitar o contato direto com pacientes infectadosOs piolhos (ou ftirápteros do nome da ordem Phthiraptera, do grego phthirus=achatado; a=sem; ptera=asas) constituem uma ordem de insetos que contém mais de três mil espécies. Estes insectos não têm asas e são parasitas externos (ectoparasitas) de mamíferos (com exceção dos monotremados e morcegos) e das aves. Os piolhos são actualmente classificados em quatro subordens:
- Anoplura: piolhos sugadores/picadores, parasitam exclusivamente mamíferos, onde se inclui o piolho humano
- Rhyncophthirina: parasitas de facóqueros e elefantes
- Ischnocera: piolhos mastigadores de aves e mamíferos
- Amblycera: piolhos mastigadores de aves e mamíferos
Em classificações mais antigas, eles eram divididos em duas ordens: Mallophaga (piolhos mastigadores) e Anoplura (piolhos sugadores).
Os piolhos habitam o cabelo ou penas do hospedeiro, onde se alimentam de sangue, resíduos da epiderme ou de penas e secrecções sebáceas. Cada espécie tem uma relação exclusiva com um determinado tipo de hospedeiro, o que significa que, por exemplo, um piolho de ave não afecta humanos e vice-versa. Esta característica torna os piolhos muito dependentes do sucesso da espécie do hospedeiro. Calcula-se que tenham desaparecido três espécies de iscnocerídeos quando os últimos vintecondores da Califórnia foram trazidos para cativeiro e desinfestados.
Os piolhos têm entre 0,5 e 8 mm de comprimento, corpo achatado e garras que lhes permitem a fixação ao hospedeiro. Os ovos do piolho, ou lêndeas, são esbranquiçados e postos na pelagem ou penas dos hospedeiros. Em humanos, a infestação por piolhos é denominada pediculose.
Índice
[esconder]Tratamento[editar | editar código-fonte]
Antigamente, o combate à pediculose dava-se através de xampus (escabin e outros) com agentes antiparasitários e a coleta de lêndeas e piolhos com o uso de pentes finos. Esse tratamento era doloroso, em especial para as crianças. Hoje esse tratamento ainda existe, mas geralmente complementar ao uso da Ivermectina (medicamento "tarja vermelha", ou seja, deve-se usá-lo sob recomendação médica). Também são usados dispositivos que utilizam apenas ar aquecido para desidratar e matar os piolhos e pentes que dão pequenos choques elétricos.
A Academia Americana de Pediatria afirma que o tratamento para piolhos nunca deve ser iniciado a menos que haja um diagnóstico claro para piolhos, porque todos os tratamentos têm alguns efeitos colaterais.
Leia atentamente as instruções antes de usar qualquer produto antipiolho. Durante o tratamento, é particularmente importante notar a hora de início do tratamento do cabelo, para o período exacto especificado no manual de instruções. Segure uma toalha sobre o rosto para evitar o contato do produto com os olhos da pessoa infestada, e, se o produto entrar em contato com os olhos, lavar bem com água. Enquanto o cabelo ainda está molhado, use um pente para piolhos cada 3-4 minutos, para remover os piolhos e ovos.
Ar aquecido[editar | editar código-fonte]
Dispositivos de sopro de ar quente sobre o couro cabeludo foram testados quanto à eficácia em matar piolhos e seus ovos e demonstraram 98% de mortalidade dos ovos e 80% de mortalidade dos ovos chocados. O piolho perde a umidade do corpo e, dentro do período de tratamento, desidrata-se e morre. 1
Pente eletrônico[editar | editar código-fonte]
Pente eletrônico usa uma pequena carga elétrica para matar o piolho. Os dentes do pente são de metal e têm dentes carregados alternadamente com corrente positiva e negativa, que são alimentados por uma bateria pequena. Quando o pente é usado no cabelo seco, os piolhos fazem contato com vários dentes do pente, fechando o circuito e recebendo uma carga elétrica.
Pentes eletrônicos são considerados uma maneira segura e eficaz para matar piolhos, o mecanismo de ação é fundamentalmente electrocussão.
Piolho como fonte de alimento para os nativos das Américas[editar | editar código-fonte]
Embora sejam considerados uma praga, os piolhos serviam de alimento para os nativos do Novo Mundo2 .
Os índios macuxis da região dos rio Branco e rio Rupununi, compreendendo Brasil e Guiana, e os crixanás de Roraima eram grandes apreciadores de piolhos3 . .
Índias do Rio de Janeiro do século XVI comiam os piolhos à medida que os tirava das cabeças dos seus filhos, como relatou o padre franciscano, cosmógrafo, explorador e escritor francês André Thevet:
- “Existe, também a bicharia que nasce sobre os homens, como grandes piolhos vermelhos que têm por vezes na cabeça. Apanham-nos com tamanho desdém, quando mordidos ou picados, que se vingam deles com risadas. Conversando com esses bárbaros, via, certas ocasiões, as mulheres que catavam os insetos na cabeça de suas filhas e demais crianças, tantos quanto podiam encontrar, e os comiam em seguida, além de zombarem de mim quando me punha a rir de tal vilania.”4 .
Referências
- ↑ Goates, Brad M.; Atkin, Joseph S; Wilding, Kevin G; Birch, Kurtis G; Cottam, Michael R; Bush, Sarah E. and Clayton, Dale H. (5 November 2006). "An Effective Nonchemical Treatment for Head Lice: A Lot of Hot Air". Pediatrics (American Academy of Pediatrics) 118 (5): 1962–1970. doi:10.1542/peds.2005-1847. PMID 17079567. Retrieved 2010-08-01.
- ↑ CAVALCANTE, Messias S. Comidas dos Nativos do Novo Mundo. Barueri, SP. Sá Editora. 2014, 403p.ISBN 9788582020364
- ↑ BASTOS, Abguar. A pantofagia ou as estranhas práticas alimentares da selva: Estudo na região amazônica. São Paulo, Editora Nacional; Brasília DF, INL. 1987, 153 p.
- ↑ THEVET, André (1502-1590). A cosmografia universal de André Thevet, cosmógrafo do Rei. Coleção Franceses no Brasil – Séculos XVI e XVII, vol. II. Rio de Janeiro, Batel; Fundação Darci Ribeiro. 2009, 186p.
- Gratz, N. (1998). Human lice, their prevalence and resistance to insecticides. Geneva: World Health Organization (WHO).
- American Academy of Pediatrics. Council on School Health and Committee on Infectious Diseases., BL; Frankowski BL, Bocchini JA Jr (August 2010). "Head Lice (October 1, 2010 Clinical Report)". Pediatrics. 2010 Aug;126(2): 126 (2): 392–403. doi:10.1542/peds.2010-1308. PMID 20660553. Retrieved 11/7/2010.
- Mumcuoglu, Kosta (2006). "Effective Treatment of Head Louse with Pediculicides". Journal of Drugs in Dermatology 5 (5): 451–452. PMID 16703782.
- Mumcuoglu, Kosta Y.; Barker CS, Burgess IF, Combescot-Lang C, Dagleish RC, Larsen KS, Miller J, Roberts RJ, Taylan-Ozkan A. (2007). "International Guidelines for Effective Control of Head Louse Infestations". Journal of Drugs in Dermatology 6 (4): 409–414. PMID 17668538.
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