Thomas Alva Edison (Milan, Ohio, 11 de fevereiro de 1847 — West Orange, Nova Jérsei, 18 de outubro de 1931)2 foi um empresário dos Estados Unidos que patenteou e financiou o desenvolvimento de muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial. O Feiticeiro de Menlo Park (The Wizard of Menlo Park), como era conhecido, foi um dos primeiros a aplicar os princípios da produção maciça ao processo da invenção.3
Na sua vida, Thomas Edison registrou 2.332 patentes.2 O fonógrafo foi uma de suas principais invenções. Outra foi o cinematógrafo, a primeira câmera cinematográfica bem-sucedida, com o equipamento para mostrar os filmes que fazia. Edison também aperfeiçoou o telefone, inventado por Antonio Meucci, em um aparelho que funcionava muito melhor. Fez o mesmo com a máquina de escrever.4 Trabalhou em projetos variados, como alimentos empacotados a vácuo, um aparelho de raios X e um sistema de construções mais baratas feitas de concreto.
Entre as suas contribuições mais universais para o desenvolvimento tecnológico e científico encontra-se a lâmpada elétrica incandescente,5 o gramofone, o cinescópioou cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Edison é um dos precursores da revolução tecnológica do século XX. Teve também um papel determinante na indústria do cinema.
Índice
[esconder]Biografia[editar | editar código-fonte]
Thomas Alva Edison nasceu numa família de classe média, em 11 de fevereiro de 1847, em Milan Ohio, Estados Unidos. O pai, Samuel Edison, canadense de origensholandesas, usava a mão com o que podia: vendia bugigangas, é marceneiro, carpinteiro, negociante de imóveis. A mãe, Nancy Eliot Edison, ex-professora canadense, tem a cargo sete crianças, das quais três faleceram ainda pequenas.2 Thomas é o mais novo, e, por isso, sua mãe lhe dedica especial atenção.
Em 1853, a família mudou-se para Port Huron. Na escola, a única da cidadezinha, o rapaz tinha problemas. Seu professor, o padre Engle, dizia que ele "tem o bicho no corpo, que é um coça-bichinhos estúpido, que não pára de fazer perguntas e que lhe custa a aprender". Além disso, o garoto recusava-se a fazer as lições. Vão-se três meses de aulas e Thomas Edison deixa a classe. Nunca mais voltaria a frequentar uma escola. A mãe toma a seu cargo a educação do menino e ele, por seu lado, aprende o que mais lhe interessa. Acaba por devorar todos os livros da mãe com temas sobre ciência. Monta um laboratório de química no sótão e, de vez em quando, faz tremer a casa.
Arranja, entretanto, um emprego como ardina no comboio que faz a ligação entre Port Huron e Detroit. Vende jornais, sanduíches, doces e frutas dentro dos trens. O guarda da estação local deixa-o guardar os doces e os jornais num vagão vazio. Sobrava tempo para leituras e para experiências no laboratório que, sorrateiramente, Edison havia instalado num dos vagões.6 7
Thomas aprendeu no código Morse e construiu telégrafos artesanais. Havia mais tarde de apelidar como "Dot" (ponto) a filha e "Dash" (traço) o filho.8 Frequentava um curso e tornava-se telegrafista na terra natal. Mas, como não dispensa a companhia dos instrumentos, provoca outro acidente e quase faz explodir o gabinete.
Carreira[editar | editar código-fonte]
Durante cinco anos trabalhou por toda a parte. Aproveitou um emprego que tinha, à noite, para se entreter com as suas engenhocas. Para evitar surpresas (às vezes mete-se a dormir), inventa um sistema elétrico que envia de hora a hora um sinal aos vigilantes. Inventa também uma ratoeira elétrica para caçar os ratos no quarto da pensão.
Edison registrou seu primeiro invento - uma máquina de votar, pela qual ninguém se interessou - quando tinha 21 anos. Muda-se para Nova Iorque em 1869 para se estabelecer como inventor independente. Chega esfomeado e sem dinheiro. Dois anos mais tarde, inventou um indicador automático de cotações da bolsa de valores. Vendeu-o por 40 mil dólares e ainda assinou um contrato com a Western Union, situação que lhe permitiu estabelecer-se por conta própria em Newark, subúrbio de Nova York.
No Natal de 1871, casou-se com uma jovem de 16 anos, Mary Stilwell, uma de suas empregadas, que era perfuradora de fitas telegráficas. Ele a pediu em casamento batendo uma moeda em código Morse. Diz-se que, terminada a cerimônia, o noivo esqueceu as núpcias, enfiou-se na oficina e de lá só voltaria de madrugada. Mary morreria doze anos depois, de febre tifóide. Edison se casaria mais uma vez, com Mina Miller.4Nos dois casamentos, teve seis filhos, três de cada um.
Em 1876, já famoso, a grandeza de seus recursos e a amplitude de suas atividades motivaram a construção de um verdadeiro centro de pesquisas em Menlo Park. Era quase uma cidade industrial, com oficinas, laboratórios, assistentes e técnicos capacitados. Nessa época, Edison chegou a propor-se a meta de produzir uma nova invenção a cada dez dias.4 Não chegou a tanto, mas é verdade que, num certo período de quatro anos, conseguiu patentear 300 novos inventos, o que equivale praticamente a uma criação a cada cinco dias.
Em 1877 inventou o fonógrafo. O aparelho consistia em um cilindro coberto com papel de alumínio. Uma ponta aguda era pressionada contra o cilindro. Conectados à ponta, ficavam um diafragma (um disco fino em um receptor onde as vibrações eram convertidas de sinais eletrônicos para sinais acústicos e vice-versa) e um grande bocal. O cilindro era girado manualmente conforme o operador ia falando no bocal (ou chifre). A voz fazia o diafragma vibrar. Conforme isso acontecia, a ponta aguda cortava uma linha no papel de alumínio.
Quando a gravação estava completa, a ponta era substituída por uma agulha; a máquina desta vez produzia as palavras quando o cilindro era girado mais uma vez. Thomas Edison trabalhou nesse projeto em seu laboratório enquanto recitava a conhecida canção infantil "Maria tinha um carneirinho" (Mary had a little lamb), e reproduzia-a.
Em 1878, com 31 anos, propôs a si mesmo o desafio de obter luz a partir da energia elétrica. Outros pesquisadores já haviam tentado construir lâmpadas elétricas. Nernst e Swan, por exemplo, haviam obtido alguns resultados, mas seus dispositivos tinham vida bastante curta.
Edison tentou inicialmente utilizar filamentos metálicos. Foram necessários enormes investimentos e milhares de tentativas para descobrir o filamento ideal: um fio de algodão parcialmente carbonizado. Instalado num bulbo de vidro com vácuo, aquecia-se com a passagem da corrente elétrica até ficar incandescente, sem porém derreter, sublimar ou queimar. Em 1879, uma lâmpada assim construída brilhou por 48 horas contínuas e, nas comemorações do final de ano, uma rua inteira, próxima ao laboratório, foi iluminada para demonstração pública.
Edison ainda aperfeiçoou o telefone (com o microfone a carvão empregado até hoje), o fonógrafo, e muitas outras invenções. Em conjunto, essas realizações modificaram os hábitos de vida em todo o mundo e consagraram definitivamente a tecnologia.
Em 1903, houve uma disputa comercial entre Edison e o inventor Nikola Tesla. Um defendia o uso da corrente alternada e, o outro, da corrente contínua. Edison teve, então, a desumana ideia de eletrocutar animais, dentre eles uma elefanta, para convencer o público dos perigos da corrente alternada.
Thomas Alva Edison morreu a 18 de outubro de 1931. Encontra-se sepultado em Edison National Historic Site, West Orange, Condado de Essex, Nova Jersey nos Estados Unidos.9
Invenções[editar | editar código-fonte]
Em 1868 patenteia seu primeiro invento, um contador automático de votos. Dois anos depois, funda uma empresa em Newark,Nova Jersey. Inventa um equipamento electromecânico que transmite telegraficamente as cotações da bolsa de valores. Enriquece com a comercialização do aparelho e inventa outros dispositivos sem aplicações comerciais. Cria um aparelho que facilita as transmissões em código Morse: uma pena elétrica que simplifica a duplicação em mimeógrafo. O microfone de carvão, outro invento, torna possível as transmissões telefônicas.10
Muda-se para Menlo Park, Nova Jersey. Diversifica suas pesquisas, abordando as mais diversas tecnologias. Aplica-se na investigação em telefonia, aperfeiçoa ofonógrafo, cria a primeira lâmpada incandescente com filamento de carvão. Trabalha já com uma grande equipe de profissionais, constrói o primeiro dínamo de alta potência. Patenteia muitas invenções, como o gerador de alto vácuo para a fabricação de lâmpadas, o contador de electricidade, o regulador de corrente para máquinas de soldar elétricas.
Em outubro de 1879 a Edison Electric Light Company é já uma potência económica dominando a época da electricidade nos Estados Unidos. Patenteia a lâmpada incandescente de filamento fino de carvão a alto vácuo. O produto, devido à nova tecnologia, permite aumento substancial da vida útil do produto. Em 1883, após ter descoberto o efeito Édison, regista o primeiro dispositivo termiónico, um díodo termiônico ou válvula de Edison, precursora da válvula de rádio, ou válvula termiônica.
A Edison General Electric é fundada em 1888. Será um dos maiores conglomerados industriais do planeta. Fabrica todos os tipos de dispositivos elétricos, como geradores,motores, gigantescas válvulas solenóides. A empresa transforma-se num dos maiores fabricantes multinacionais.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a General Electric entra no campo de metalurgia naval, produzindo gigantescas máquinas e novos equipamentos para os navios construídos em diversos estaleiros americanos. A GE entra no ramo da indústria química, aperfeiçoando os métodos de fabrico de novos produtos e substâncias.
Edison é considerado um dos inventores mais prolíficos do seu tempo, registrando 2.332 patentes em seu nome. Esse número é discutivel, sendo que todos os inventos feitos pelos empregados da "Edison General Eletric" eram registrados em seu nome. A maioria desses inventos não é completamente original, mas as patentes compradas por Edison foram melhoradas e desenvolvidas pelos seus numerosos empregados. Edison tem sido criticado por não compartilhar os seus créditos.
Inventos cinematográficos[editar | editar código-fonte]
Thomas Edison teve um papel determinante no surto da indústria do cinema. São estes os aparelhos que inventou ou lançou no mercado:
- Cinematógrafo (Kinetograph): máquina de filmar
- Cinescópio ou Cinetoscópio (Kinetoscope): caixa com imagens filmadas vistas no seu interior
- Cinefone (Kinetophone): versão do cinescópio com som síncrono gerado por um fonógrafo
- Vitascópio (Vitascope): projector de filmes em tela
Filmes de Thomas Edison[editar | editar código-fonte]
Mudos[editar | editar código-fonte]
- 1895: The Execution of Mary Stuart
- 1896: Fatima's Coochee-Coochee Dance
- 1896: Blackton Sketches, No. 3
- 1896: Blackton Sketches, No. 2
- 1897: Butterfly Dance
- 1898: The Passion Play of Oberammergau
- 1903: Electrocuting an Elephant
- 1904: Parsifal
- 1910: Frankenstein or the Modern Prometheus
- 1911: Lucia di Lammermoor
Sonoros[editar | editar código-fonte]
- 1913: Nursery Favorites
- 1913: A Minstrel Show
- 1913: The Irish Policeman
- 1913: Her Redemption
- 1913: Julius Caesar
- 1914: The Patchwork Girl of Oz
Referências
- ↑ John Fritz Medal Past Recipients (em inglês) American Association of Engineering Societies. Visitado em 30 de junho de 2015. Cópia arquivada em 30 de junho de 2015.
- ↑ a b c The Life of Thomas A. Edison (em inglês) Memory.loc.gov. Visitado em 8 de fevereiro de 2010.
- ↑ UOL. 10 invenções desconhecidas de Thomas Edison Ciencia.hsw.uol.com.br. Visitado em 23 de fevereiro de 2012.
- ↑ a b c Thomas Alva Edison (em português) UOL - Educação. Visitado em 14 de outubro de 2012.
- ↑ Super Interessante. Thomas Edison, o gênio da Lâmpada Super.abril.com.br. Visitado em 23 de fevereiro de 2012.
- ↑ Thomas Alva Edison – inventor
- ↑ THOMAS EDISON - Mais um "burrinho" (e surdo) que deu a volta por cima
- ↑ Thomas Edison's Children (em inglês)
- ↑ Thomas Edison (em inglês) no Find a Grave.
- ↑ Lavras 24 Horas. O que Thomas Edison previu para 2011, há 100 anos? Lavras24horas.com.br. Visitado em 23 de janeiro de 2012.
Ver também[editar | editar código-fonte]
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- Assistir Frankenstein or the Modern Prometheus no Commons
- O Homem que veio de Milan (em português)
- A casa de Thomas Edison (em inglês)
- Thomas Alva Edison in America’s Story (em inglês)
- O fonógrafo e outros inventos (em About.com) (em inglês)
- Citações de Edison (em inglês)
- Página oficial mantida por Gerald Beals (em inglês)
| Precedido por Augusto Righi | Medalha Matteucci 1887 | Sucedido por Heinrich Hertz |
| Precedido por — | Medalha Franklin 1915 com Heike Kamerlingh Onnes | Sucedido por John Joseph Carty e Theodore William Richards |
| Precedido por Alexander Graham Bell | Medalha John Fritz 1908 | Sucedido por Charles Talbot Porter |
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omas Alva Edison foi um inventor e cientista dos Estados Unidos que viveu entre os anos de 1847 e de 1931. Há uma lista extensa de objetos patenteados em seu nome e que, se não chegaram a virar realidade em vida, pelo menos serviram de base para que algo posterior fosse criado.
A princípio, você deve se lembrar de que o sujeito da foto ai em cima foi o criador da lâmpada elétrica incandescente, a sua grande invenção. Mas é provável que você não saiba que, além disso, objetos como caneta de tatuagem, embalagem a vácuo, rodas de borracha e até mesmo câmeras de vídeo foram pensadas por este gênio.
Nós preparamos uma lista com alguns desses itens que foram evoluindo ao longo dos anos, mas tiveram um de seus passos iniciais dados há muito tempo por meio de algum projeto elaborado por Thomas Edison.
1. Lâmpada Elétrica Incandescente
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
Para abrir a lista, nada melhor do que a grande invenção de Edison: a lâmpada elétrica incandescente. Um artigo relativamente simples, mas que causou (e ainda causa) um enorme impacto em nossas vidas. Não importa que tipo de lâmpada você usa em sua casa, o fato é que o ancestral delas é a criação do cientista estadunidense.
Aliás, dá para dizer que questões envolvendo luz elétrica foram de grande preocupação para ele, que registrou exatas 424 patentes sobre o tema. Antes de Edison, vários outros inventores tentaram criar uma lâmpada do tipo, mas foi ele que, em 1879, conseguiu criar uma lâmpada incandescente comercializável com um filamento de haste de carvão.
2. Estrada de ferro eletromagnética
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
Apesar de relativamente pouco utilizadas no Brasil, as estradas de ferros eletromagnéticas surgem como alternativa eficaz e limpa para a mobilidade urbana e também para o trânsito entre cidades, estados e países em várias partes do mundo. Em 13 de maio de 1880, Thomas Edison fazia o primeiro teste de sua estrada de ferro elétrica em Menlo Park, nos Estados Unidos.
Há mais de 130 anos, então, quando temas como sustentabilidade e alternativas ao uso de combustíveis fósseis não estavam tão em vogas, o cientista já iniciava uma ideia que floraria anos depois em várias partes do mundo. As maiores cidades do planeta utilizam trens e metrôs elétricos para levar passageiros e carga de um lado a outro.
3. Câmera cinematográfica
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
As filmadoras modernas registram e reproduzem imagens com áudio e vídeo em alta definição e apresentam dezenas de funções diferentes para garantir a qualidade do material produzido. Mas voltando na árvore genealógica das câmeras mais modernas da atualidade está a câmera cinematográfica de Edison.
Ele inventou ainda uma tela para exibir as imagens que capturava em sequência e, quando reproduzidas de forma rápida, davam a impressão de movimento — se pensarmos que os filmes digitais estão aí há muito tempo, dá para dizer que a ideia básica de Edison perdurou durante um longo período na indústria cinematográfica.
4. Bateria de carro elétrico
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
Thomas Edison poderia tranquilamente ser chamado de “homem-eletricidade”, pois a base de suas invenções era a energia elétrica. Outra prova disso foi a concepção de baterias de níquel-ferro que ele desenvolvia no início do século 20 e que serviam para prover energia a alguns veículos da época.
Em 1901, ele apresentou a bateria de níquel-ferro e ela era mais eficiente do que as de ácido de chumbo usadas até então. Suas vantagens eram tanto ecológicas quanto de desempenho, pois causavam menos impacto ambiental e levavam menos tempo para serem recarregadas.
5. Fonógrafo
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
Se você pode escutar músicas saindo dos alto-falantes dos mais modernos sistemas de som, saiba que o bisavô de tudo isso é o fonógrafo. Este aparelho, que lembra muito uma vitrola antiga, foi criado em 1877 para gravar e reproduzir sons por meio de um cilindro, o primeiro do gênero registrado pela humanidade.
Edison ainda foi visionário quando projetou reduzir o tamanho de seus fonógrafos a ponto de eles caberem dentro de bonecas e outros brinquedos, dando mais vida a eles. Ou seja, pense na imensidão de coisas que contam com pequenos alto-falantes e que fazem parte da nossa vida todos os dias e a dimensão do pensamento de Edison se amplia ainda mais.
6. Microfone de carbono
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
Há uma dúvida entre quem realmente inventou o telefone, se Graham Bell ou Antonio Meucci, mas uma coisa é certa: foi o microfone de carbono inventado entre 1877 e 1878 por Thomas Edison que deu mais eficiência ao projeto. O dispositivo contava com um sistema capaz de converter som em um sinal elétrico, permitindo que a voz fosse transmitida a longas distâncias.
Edison disputou a autoria de sua patente com outro inventor, o germano-americano Emile Berliner, mas a corte federal dos Estados Unidos garantiu a ele a autoria do projeto. Então, até mesmo o captador de áudio do smartphone moderno que você usa hoje tem como ancestral o microfone de carbono de Thomas Edison.
7. Caneta elétrica de estêncil
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
Marcações e desenhos na pele são coisas comuns na história das mais diversas sociedades humanas, nas mais variadas épocas da humanidade. Atualmente, isso é feito com máquinas modernas que riscam a pele de forma precisa e competente, mas talvez você não saiba que isso começou há 137 anos justamente com Thomas Edison.
O norte-americano desenvolveu uma caneta de perfuração que, a princípio, não foi feita para desenhar na pele humana. Isso foi pensado posteriormente, em 1891, por um inventor chamado Samuel O’Reilly, que fez algumas modificações à criação de Edison e adicionou um reservatório de tinta.
8. Embalagem a vácuo
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
Em 1881, Edison patenteou um sistema de preservação de frutas com tecnologia a vácuo que consistia em embalar os produtos em uma jarra. Mais de um século depois, o sistema evoluiu bastante e a ideia básica ainda é aplicada nas embalagens a vácuo que você encontra em qualquer supermercado.
Alimentos como carnes, frutas, legumes, café e erva-mate são alguns dos itens comumente encontra embalados a vácuo. Isso garante alimentos livres de germes e bactérias e também assegura maior durabilidade ao sabor do produto.
9. Gravador de voto eletrográfico
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
A nossa urna eletrônica e outros sistemas digitais de votação têm como antepassado comum o gravador de voto eletrográfico de Thomas Edison, patenteado em 1869, quando ele tinha apenas 22 anos. Essa invenção, que foi sua primeira patente, era conectada à mesa do escriturário, e o eleitor podia mover um tipo de metal para marcar uma das duas colunas (“sim” ou “não”) em cada candidato.
O sinal elétrico era enviado à mesa do escriturário e, em contato com as substâncias químicas, registrava o voto. Décadas e décadas depois, o sistema já foi analógico e agora é eletrônico, com métodos que em tese garantem a inviolabilidade do sistema e agilizam bastante a contagem dos votos.
10. Rodas de borracha
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Patents)
A roda é provavelmente a mais revolucionária das invenções humanas, mas antes de Thomas Edison ninguém havia registrado a intenção de cobri-las de borracha. Em sua época, os veículos utilizavam rodas de madeira sem nenhum tipo de cobertura, o que, convenhamos, causava sérios riscos à segurança dos passageiros.
Edison então teve a ideia de revestir as rodas de madeira com borracha, dando o pontapé inicial em algo crucial para praticamente todo e qualquer veículo equipado com rodas nos dias de hoje.Born on February 11, 1847, in Milan, Ohio, Thomas Edison rose from humble beginnings to work as an inventor of major technology. Setting up a lab in Menlo Park, some of the products he developed included the telegraph, phonograph, electric light bulb, alkaline storage batteries and Kinetograph (a camera for motion pictures). He died on October 18, 1931, in West Orange, New Jersey.
Younger Years
Inventor Thomas Alva Edison was born on February 11, 1847, in Milan, Ohio. He was the last of the seven children of Samuel and Nancy Edison. Thomas's father was an exiled political activist from Canada. His mother, an accomplished school teacher, was a major influence in Thomas’ early life. An early bout with scarlet fever as well as ear infections left him with hearing difficulties in both ears, a malady that would eventually leave him nearly deaf as an adult. Edison would later recount as an adult, with variations on the story, that he lost his hearing due to a train incident where his ears were injured. But others have tended to discount this as the sole cause of his hearing loss.
In 1854, the family moved to Port Huron, Michigan, where Edison attended public school for a total of 12 weeks. A hyperactive child, prone to distraction, he was deemed "difficult" by his teacher. His mother quickly pulled him from school and taught him at home. At age 11, he showed a voracious appetite for knowledge, reading books on a wide range of subjects. In this wide-open curriculum Edison developed a process for self-education and learning independently that would serve him throughout his life.
Early Career
At age 12, Edison set out to put much of that education to work. He convinced his parents to let him sell newspapers to passengers along the Grand Trunk Railroad line. Exploiting his access to the news bulletins teletyped to the station office each day, Thomas began publishing his own small newspaper, called the Grand Trunk Herald. The up-to-date articles were a hit with passengers. This was the first of what would become a long string of entrepreneurial ventures where he saw a need and capitalized on opportunity.
Edison also used his access to the railroad to conduct chemical experiments in a small laboratory he set up in a train baggage car. During one of his experiments, a chemical fire started and the car caught fire. The conductor rushed in and struck Thomas on the side of the head, probably furthering some of his hearing loss. He was kicked off the train and forced to sell his newspapers at various stations along the route.
While he worked for the railroad, a near-tragic event turned fortuitous for the young man. After Edison saved a 3-year-old from being run over by an errant train, the child’s grateful father rewarded him by teaching him to operate a telegraph. By age 15, he had learned enough to be employed as a telegraph operator. For the next five years, Edison traveled throughout the Midwest as an itinerant telegrapher, subbing for those who had gone to the Civil War. In his spare time, he read widely, studied and experimented with telegraph technology, and became familiar with electrical science.
In 1866, at age 19, Edison moved to Louisville, Kentucky, working for The Associated Press. The night shift allowed him to spend most of his time reading and experimenting. He developed an unrestrictive style of thinking and inquiry, proving things to himself through objective examination and experimentation. Initially, Edison excelled at his telegraph job because early Morse code was inscribed on a piece of paper, so Edison's partial deafness was no handicap. However, as the technology advanced, receivers were increasingly equipped with a sounding key, enabling telegraphers to "read" message by the sound of the clicks. This left Edison disadvantaged, with fewer and fewer opportunities for employment.
In 1868, Edison returned home to find his beloved mother was falling into mental illness and his father was out of work. The family was almost destitute. Edison realized he needed to take control of his future. Upon the suggestion of a friend, he ventured to Boston, landing a job for the Western Union Company. At the time, Boston was America's center for science and culture, and Edison reveled in it. In his spare time, he designed and patented an electronic voting recorder for quickly tallying votes in the legislature. However, Massachusetts lawmakers were not interested. As they explained, most legislators didn't want votes tallied quickly. They wanted time to change the minds of fellow legislators.
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Becoming an Inventor
In 1869, Edison moved to New York City and developed his first invention, an improved stock ticker, the Universal Stock Printer, which synchronized several stock tickers' transactions. The Gold and Stock Telegraph Company was so impressed, they paid him $40,000 for the rights. Edison was only 22 years old. With this success, he quit his work as a telegrapher to devote himself full-time to inventing.
In 1870, Thomas Edison set up his first small laboratory and manufacturing facility in Newark, New Jersey, and employed several machinists. As an independent entrepreneur, Edison formed numerous partnerships and developed his products for the highest bidder. Often that was Western Union Telegraph Company, the industry leader, but just as often, it was one of Western Union's rivals. In one such instance, Edison devised for Western Union the quadruplex telegraph, capable of transmitting two signals in two different directions on the same wire, but railroad tycoon Jay Gould snatched the invention from Western Union, paying Edison more than $100,000 in cash, bonds and stock, and generating years of litigation.
With his ever-increasing financial success, in 1871 Edison married 16-year-old Mary Stilwell, who was an employee at one of his businesses. During their 13-year marriage, they had three children, Marion, Thomas and William, who became an inventor. Mary died of a suspected brain tumor at the age of 29 in 1884.
By the early 1870s, Thomas Edison had acquired a reputation as a first-rate inventor. In 1876, he moved his expanding operations to Menlo Park, New Jersey, and built an independent industrial research facility incorporating machine shops and laboratories. That same year, Western Union encouraged him to develop a communication device to compete with Alexander Graham Bell's telephone. He never did. However, in December of 1877, Edison developed a method for recording sound: the phonograph. Though not commercially viable for another decade, the invention brought him worldwide fame.
Edison Illuminating Company
The 1880s were a busy time for Thomas Edison. After being granted a patent for the light bulb in January 1880, Edison set out to develop a company that would deliver the electricity to power and light the cities of the world. That same year, Edison founded the Edison Illuminating Company—the first investor-owned electric utility—which later became the General Electric Corporation. In 1881, he left Menlo Park to establish facilities in several cities where electrical systems were being installed.
In 1882, the Pearl Street generating station provided 110 volts of electrical power to 59 customers in lower Manhattan. In 1884 Edison's wife, Mary, died, and in 1886, he married Mina Miller, 19 years his junior. In 1887, Edison built an industrial research laboratory in West Orange, New Jersey, which served as the primary research laboratory for the Edison lighting companies. He spent most of his time there, supervising the development of lighting technology and power systems. He also perfected the phonograph, and developed the motion picture camera and the alkaline storage battery.
Industrialist and Business Manager
Over the next few decades, Edison found his role as inventor transitioning to one as industrialist and business manager. The laboratory in West Orange was too large and complex for any one man to completely manage, and Edison found he was not as successful in his new role as he was in his former one. Edison also found that much of the future development and perfection of his inventions was being conducted by university-trained mathematicians and scientists. He worked best in intimate, unstructured environments with a handful of assistants and was outspoken about his disdain for academia and corporate operations.
He eventually became embroiled in a longstanding rivalry with Nikola Tesla, an engineering visionary with academic training who worked with Edison's company for a time, parting ways in 1885. The two would publicly clash about the use of direct current electricity, which Edison favored, vs. alternating currents, which Tesla championed. The latter inventor entered into a partnership with George Westinghouse, an Edison competitor as well, and thus a major business feud over electrical power came into being. One of the unusual and cruel ways Edison tried to convince people of the dangers of alternating current was through public demonstrations in which animals were electrocuted. One of the most infamous of these shows was the 1903 electrocution of a circus elephant named Topsy in New York's Coney Island.
On a couple of occasions, Edison was able to turn failure into success. During the 1890s, he built a magnetic iron-ore processing plant in northern New Jersey that proved to be a commercial failure. Later, he was able to salvage the process into a better method for producing cement. On April 23, 1896, Edison became the first person to project a motion picture, holding the world's first motion picture screening at Koster & Bial's Music Hall in New York City.
As the automobile industry began to grow, Edison worked on developing a suitable storage battery that could power an electric car. Though the gasoline-powered engine eventually prevailed, Edison designed a battery for the self-starter on the Model T for friend and admirer Henry Ford in 1912. The system was used extensively in the auto industry for decades.
During World War I, the U.S. government asked Thomas Edison to head the Naval Consulting Board, which examined inventions submitted for military use. Edison worked on several projects, including submarine detectors and gun-location techniques. However, due to his moral indignation toward violence, he specified that he would work only on defensive weapons, later noting, "I am proud of the fact that I never invented weapons to kill."
By the end of the 1920s Thomas Edison was in his 80s and he slowed down somewhat, but not before he applied for the last of his 1,093 U.S. patents, for an apparatus for holding objects during the electroplating process. Edison and his second wife, Mina, spent part of their time at their winter retreat in Fort Myers, Florida, where his friendship with automobile tycoon Henry Ford flourished and he continued to work on several projects, ranging from electric trains to finding a domestic source for natural rubber.
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Final Years
Thomas Edison died of complications of diabetes on October 18, 1931, in his home, "Glenmont," in West Orange, New Jersey. He was 84 years old. Many communities and corporations throughout the world dimmed their lights or briefly turned off their electrical power to commemorate his passing. Edison's career was the quintessential rags-to-riches success story that made him a folk hero in America. An uninhibited egoist, he could be a tyrant to employees and ruthless to competitors. Though he was a publicity seeker, he didn’t socialize well and often neglected his family. By the time he died he was one of the most well-known and respected Americans in the world. He had been at the forefront of America’s first technological revolution and set the stage for the modern electric world.
Edison, considered one of America's leading businessmen, is credited today for helping to build America's economy during the nation's vulnerable early years.
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