A vasectomia é a ligadura (fechamento) dos canais deferentes no homem. É uma pequena cirurgia feita com anestesia local em cima do escroto (saco), na qual é cortado o canal que leva os espermatozoides do testículo até as outras glândulas que produzem o esperma (líquido) masculino. Após a vasectomia, a ejaculação continua normal, só que ocorrerá sem a presença de espermatozoides.
Não é necessária a internação. É uma cirurgia de esterilização voluntária definitiva e, por isso, o homem deve ter certeza de que nunca mais quer ter filhos. A possibilidade de reversão dessa cirurgia existe, porém não é fácil. Portanto, a vasectomia deve ser considerada como um método definitivo. Esse procedimento geralmente é realizado no consultório médico e o tempo gasto é inferior a uma hora.
Esse método contraceptivo é indicado para homens que já possuem filhos, acima dos 30 anos, visando um planejamento familiar com sua companheira. Também é uma solução alternativa para as mulheres que não podem tomar anticoncepcional ou possuem problemas de saúde.
Muitos homens confundem a esterilização com castração. Entretanto, castração é a remoção dos testículos, diferente do procedimento simples de impedir que os espermatozoides sigam para o pênis.
O homem não fica estéril imediatamente após a vasectomia, pois ainda há espermatozoides armazenados na parte superior do canal, nas vesículas seminais e nos dutos ejaculatórios. A produção dos espermatozoides continua, pois ocorre nos testículos.
São necessárias de dez a dezesseis ejaculações para que o esperma não contenha mais gametas. Caso haja contato sexual nesse período, recomenda-se o uso de outros métodos contraceptivos como a camisinha. E seu uso deve ser continuado até o médico confirmar que não há mais rastro de espermatozoides.
Não se esqueça: a vasectomia não torna impotente o homem, não há uma queda na libido e não há perda de sensibilidade no órgão genital durante o ato sexual.Vasectomia é um procedimento cirúrgico que interrompe a circulação dos espermatozoides produzidos pelos testículos e conduzidos através do epidídimo (tubo em forma de novelo que se localiza na parte superior dos testículos) para os canais deferentes que desembocam na uretra.
Trata-se de um método de contracepção muito seguro que secciona os dois deferentes. Muitos homens, porém, se recusam a fazer essa cirurgia porque imaginam que ela possa provocar distúrbios de ereção, no que estão completamente enganados. A vasectomia torna o homem estéril, mas não interfere na produção de hormônios masculinos nem em seu desempenho sexual.
É interessante notar que grande parte dos homens brasileiros não se incomoda que suas mulheres façam laqueadura das trompas (uma cirurgia mais invasiva), mas foge da vasectomia como o diabo da cruz.
REAÇÃO MASCULINA DIANTE DA VASECTOMIA
Drauzio – Como você interpreta esse medo do homem em relação à vasectomia?
Sami.Arap – O homem tem medo de qualquer coisa que o leve à sala de cirurgia, ainda que saiba que se trata de uma pequena cirurgia com anestesia local. Homens e mulheres são muito diferentes nesse aspecto. Se ela se interessa por algum resultado, pergunta como faz para obtê-lo e submete-se ao procedimento indicado. O homem, ao contrário. Quer limitar o número dos filhos, consulta o médico, diz que vai pensar no assunto e chuta o problema para frente.
Drauzio – Quando ele aparece no consultório, você já percebe se vai voltar ou não?
Sami Arap – Eles relutam, mas acabam voltando, porque se trata de um problema importante na vida do casal que já possui dois ou três filhos e, às vezes, até mais. Camisinha, eles não gostam de usar. Pular fora na hora do orgasmo é desagradável. A mulher pressiona e fala que vai fazer ligadura de trompas, se ele não se decidir. Ele acaba cedendo, mas teme que a vasectomia implique um pouco na diminuição de sua virilidade. Compara-a a uma espécie de castração. Não poder ter mais filhos faz com que se sinta diminuído em suas funções.
Os homens são complicados na área sexual. No entanto, acabam se rendendo à pressão externa. Os amigos, que já passaram pela experiência, insistem que a vida sexual do casal melhora e que, feita a cirurgia, pode-se namorar sem grandes preocupações. De fato, enquanto não se dispõem a fazer a vasectomia, é um drama! Eles não conseguem conduzir a vida sexual de maneira tranquila e agradável.
PROPRIEDADE DA INDICAÇÃO DA VASECTOMIA
Drauzio – Que argumentos você usa quando recebe alguém que quer fazer vasectomia e se mostra um pouco preocupado?
Sami Arap – Eu jogo um pouco como advogado do diabo com todos os casais que querem fazer vasectomia. Em geral, os homens vão sozinhos, mas chamo as esposas, sobretudo se eles tiverem menos de 40 anos. Eu lhes explico que, nos Estados Unidos, de 6% a 8% das vasectomias são revertidas em algum momento da vida, isto é, o homem procura assistência médica para religar os canais deferentes, porque se separa da esposa e a nova companheira quer ter um filho com ele. Aos jovens conto que me casei com 37 anos e tenho três filhos.
Na verdade, tento dissuadi-los. Explico para ele e à sua mulher que, no futuro, podem divorciar-se e que não estão livres da fatalidade de perder um filho. Procuro dissuadi-los, porque ele pode arrepender-se de ter tomado uma atitude radical.
Drauzio – A partir de que idade você acha que a vasectomia pode ser indicada?
Sami Arap — Se o indivíduo tem mais de 40 anos e alguns filhos, eu lhe pergunto: “Como vai seu casamento?” Todo o mundo sabe quando a união está instável. Se ele admite que as coisas não vão bem, aconselho: “Primeiro esteja feliz no casamento e depois assuma uma medida radical como essa. Antes decida se quer continuar casado ou se só não quer ter mais filhos”. É uma atitude ética, de certo modo paternalista, que considero essencial para orientar quem me procura para fazer vasectomia.
Drauzio – Mas, se um jovem de 28 anos insiste, diz que vive bem com a mulher, tem três filhos e que, nem que se case com outra, quer ter mais um, qual é sua conduta?
Sami Arap – Torço para que ele não se arrependa no futuro, na hora em que se casar com outra. Entretanto, se está convicto, o casamento estável e os filhos gozam de boa saúde, faço a vasectomia, porque acho importante o casal usufruir uma vida sexual sem preocupações nem ansiedade. Meu papel é conscientizá-los dos prós e contras do procedimento, porque julgo que essa decisão deve ser madura e tomada de comum acordo pelo homem e pela mulher.
PROCEDIMENTO CIRÚRGICO SIMPLES
Drauzio – Vamos explicar de forma bastante simples o procedimento cirúrgico da vasectomia.
Sami Arap – A vasectomia é uma operação realmente muito simples. O indivíduo não precisa estar em jejum. Na sala de cirurgia, é feita uma pequena infiltração local com anestésico e uma incisão de 1cm em cada lado do saco escrotal. O maior desconforto que o paciente experimenta é quando o médico isola digitalmente os deferentes, canais que levam os espermatozoides do epidídimo para a uretra e anestesia de novo. A seguir, corta-se o deferente, interpõe-se tecido conjuntivo entre os dois pontos para não recanalizar e fecha-se a incisão. Pronto. O indivíduo está liberado para voltar para casa. Muitos saem do hospital e vão direto para o trabalho sem problema.
O curioso é que, em 2% ou 3% dos casos, por alguma razão, a ligadura da parte que vai do testículo para o deferente, forma um granuloma espermático e vasa um pouco de esperma. Por isso, depois de um ou dois meses, quem fez vasectomia deve fazer um espermograma, já que a possibilidade de gravidez existe, uma vez que ainda pode haver espermatozoides no esperma.
Drauzio – Isso ocorre numa porcentagem pequena de casos, não é?
Sami Arap — É uma porcentagem pequena, em 2% ou 3% dos casos, mas é obrigatório fazer o espermograma. Uma vez, fiz vasectomia num médico. Tempos depois, encontrei-me com ele e perguntei se tudo estava em paz. “Comigo tudo em paz, mas se encontrar minha mulher, atravesse a rua, porque ela está grávida”. Hoje, porém, eles até me agradecem, porque essa gravidez resultou numa filha que lhes proporcionou muita alegria na vida.
Drauzio – Quer dizer que normalmente a pessoa pode fazer vasectomia e ir trabalhar?
Sami Arap – Vasectomia é uma cirurgia muito simples. Alguns pacientes ficam com pequeno desconforto testicular, porque ela bloqueia a passagem dos espermatozoides para o sêmen que vai ser ejaculado e o epidídimo fica um pouco hipertenso. Fora isso, é um procedimento absolutamente inócuo, que raramente traz qualquer inconveniente e que soluciona um problema importante. É ridículo propor a esterilização da mulher, porque o homem tem medo da cirurgia, de perder a masculinidade, ou de outra coisa qualquer.
PRODUÇÃO DOS ESPERMATOZOIDES PÓS-VASECTOMIA
Drauzio – O que acontece com os espermatozoides depois que se cortam os deferentes, canais por onde eles passam para serem eliminados durante a ejaculação?
Sami Arap – Quando se interrompe o canal de passagem, os espermatozoides ficam retidos no epidídimo, tubo único e muito longo, todo enrolado, que se localiza na parte superior dos testículos. O epidídimo se distende e dentro dele, os espermatozoides amadurecem. Essa parada na produção e eliminação dos espermatozóides provoca uma certa atrofia da linhagem espematogênica do testículo.
Antigamente, quando se fazia a histologia do homem vasectomizado, verificava-se aumento das células testiculares produtoras de hormônios no microscópio, o que permitiu pensar que a vasectomia melhorasse a função sexual masculina por meio da elevação dos níveis hormonais. Na verdade, a função sexual melhora mesmo, não por isso, já que a concentração de hormônios não aumenta, mas por causa da naturalidade e descontração do indivíduo diante do ato sexual.
Drauzio – Apesar dessa modificação na produção de espermatozóides, a produção do líquido espermático e a ejaculação continuam ocorrendo normalmente?
Sami Arap – A vasectomia não altera a produção nem a quantidade de líquido espermático eliminado na ejaculação. Talvez, ele fique um pouco mais fluido do que o esperma normal, mas isso não é sequer percebido.
IMPOTÊNCIA E VASECTOMIA
Drauzio – Existe alguma relação entre potência sexual e vasectomia?
Sami Arap – Não existe nenhum prejuízo ou vantagem orgânica objetiva com relação à potência ou à performance sexual. O que melhora é a libido do vasectomizado, porque ele passa a transar sem preocupação, sem ter que pular fora, sem usar camisinha. Além disso, a mulher se solta e passa a ser mais participativa, porque desaparece o medo de engravidar. Como se vê, do ponto de vista sexual, a vasectomia representa um benefício para o casal.
Drauzio – Desculpe insistir, mas isso significa que o medo da impotência relacionado à vasectomia dos homens é absolutamente injustificado.
Sami Arap – Na verdade, a maioria dos homens não pensa que vai ficar impotente. Eles são tomados por um sentimento tênue e fluido de medo da diminuição da própria masculinidade, uma vez que se tornaram estéreis. Uma coisa nada tem a ver com a outra.
A vasectomia é um método contraceptivo excelente que deve ser adotado. No HC, fazemos 30 vasectomias por mês, mas o homem precisa tomar essa decisão conhecendo as vantagens e desvantagens que acarreta, porque reverter o processo demanda uma cirurgia cara e delicada.
Em contrapartida, trabalhar com essas pessoas deu origem à minha idéia de criar, no Hospital das Clínicas, o Centro de Reprodução Humana, pois me senti na obrigação de oferecer para o casal que não consegue ter filhos, a possibilidade de conceber uma criança. As pessoas que se interessarem podem entrar em contato com o Centro pelo telefone (11) 3069 – 7242.
REVERSÃO DA VASECTOMIA
Drauzio – Quando se pode fazer a reversão da vasectomia?
Sami Arap – A reversão da vasectomia é um ato tecnicamente viável e possível. Se a reversão for feita três ou quatro anos depois da vasectomia, em 90% dos casos o espermograma é bom e, em 70% existe a chance de a mulher engravidar. À medida que o tempo passa, a hiperpressão no epidídimo vai gerando fibrose e surgem obstruções não no lugar em que foi feita a ligadura, mas abaixo desse ponto, o que complica a cirurgia. Embora o índice de repermeabilização seja sempre o mesmo, os espermatozoides não aparecem. Então, em vez de tirar aquele segmento e ligar os dois ductos deferentes, é preciso levá-los ao epidídimo num ponto proximal a esses que apresentam fibrose, fazendo uma conexão que deixa fora a área obstruída.
Drauzio – Quais são as exigências dessa cirurgia delicada?
Sami Arap – É tão delicada que exige um microscópio capaz de aumentar entre 20 e 25 vezes, porque o tubo epididimálio é minúsculo. É um procedimento caro e complicado que só deve ser feito por mãos de gente bem treinada.
Drauzio – Que esperança pode ter um homem de reverter a vasectomia feita dez anos antes?
Sami Arap – Existem tabelas mostrando que ele pode reverter o processo e qual a expectativa em relação aos resultados. Reverter significa repermeabilizar os deferentes e, eventualmente, obter espermatozoides. O índice de gravidez, porém, cai com o tempo. Dez anos depois de feita a vasectomia, a probabilidade de gravidez oscila entre 30% e 40%.
Entretanto, o casal pode contar também com métodos modernos e avançados de reprodução assistida como bebês de proveta, fertilização in vitro, etc., pois é possível retirar um espermatozoide do testículo, introduzi-lo num óvulo colhido da esposa, criá-los em estufa, implantá-los no útero da mulher e obter a gravidez desejada. No entanto, se houver a possibilidade de reverter a vasectomia, sempre vale a pena tentar visando à produção permanente de espermatozoides e a dispensa da biópsia do testículo.
Drauzio – Como o espermatozoide é retirado do testículo?
Sami Arap – Pode-se retirá-lo por punção ou durante uma biópsia testicular, método que permite a gravidez em 90% dos casais inférteis, inclusive quando o homem tem azoospermia, isto é, ausência total de espermatozoides no sêmen. É um procedimento caro que deve ser repetido a cada filho e que envolve a mulher, porque sua ovulação precisa ser induzida e o ovário puncionado para captar o óvulo. Depois disso, seguem-se os passos da técnica do bebê de proveta.
CADA CASO É UM CASO
Drauzio – Vamos levantar três situações hipotéticas. Você é procurado por três homens que querem ter um filho. Um fez vasectomia há cinco anos; o segundo, há dez anos e o terceiro, há quinze anos. O que você aconselha para cada um deles?
Sami Arap – É provável que aquele que fez vasectomia há 15 anos esteja na faixa dos 50 anos de idade e queira ter apenas mais um filho. Eu discutiria com ele a possibilidade de um procedimento mais simples como a punção direta do testículo.
Em tese, porém, a revascularização do deferente é sempre melhor. Com a técnica do bebê de proveta, o máximo de aproveitamento por punção que se consegue gira em torno de 25% ou 30%. Em média, é preciso tentar quatro vezes para obter sucesso. Puncionar o espermatozoide quatro vezes aumenta o risco de lesões testiculares, enquanto reverter a vasectomia pode representar a conquista de uma fonte permanente de espermatozoides à disposição. Por isso, para um jovem que tenha feito vasectomia cinco anos antes, indicaria a repermeabilização mesmo que ele diga que quer ter só mais um filho. Quando nasce a criança, é comum esse homem mudar de idéia e querer outros filhos.
Drauzio – Você já fez reversão de vasectomia em alguém que se arrependeu?
Sami Arap – Isso nunca aconteceu.
REALIDADE BRASILEIRA
Drauzio – Você disse que nos Estados Unidos, ao redor de 6% dos homens que fizeram vasectomia se arrependem e querem reverter o processo. O que indica a casuística a esse respeito no Brasil?
Sami Arap – No Brasil, não existem dados a respeito. Nos Estados Unidos, onde a incidência de divórcios talvez seja um pouco mais elevada do que em nosso País, de 6% a 8% dos homens querem fazer a reversão da vasectomia. Pessoalmente, acredito que nossos números sejam parecidos com os dos americanos, porque a moral das duas sociedades é muito semelhante. As coisas começam por lá, mas 20 ou 30 anos depois, somos todos iguais. Não existe diferença significativa nos comportamentos.
Drauzio – Particularmente, acho que um dos problemas mais graves do Brasil é a explosão demográfica nas classes sociais menos favorecidas que têm, em média, cinco filhos por casal. Que acesso o homem pobre tem à vasectomia?
Sami Arap – Até bem pouco tempo, era uma situação complicada porque oficial e legalmente a vasectomia não era bem aceita. De uns anos para cá, isso mudou. Podemos fazer essa cirurgia nos hospitais públicos. No entanto, é preciso pensar que o Hospital das Clínicas é um hospital de referência, terciário para casos complicados, e não deveria ser utilizado para intervenções simples como a vasectomia. Mas nós estamos fazendo, em média, 30 vasectomias por mês no HC, primeiro porque não fazia sentido encaminhar nossos pacientes para outro lugar e depois porque esses casos servem de base para alguns estudos científicos.
Em outros hospitais públicos não sei como isso funciona, mas acho de extrema importância que as autoridades da saúde estimulem a realização da vasectomia em larga escala, porque o problema social causado pela explosão demográfica existe. Os casais têm mais filhos do que podem cuidar e muitas crianças acabam nas ruas, vivendo na marginalidade, mal alimentadas e sem direito à educação.
Além disso, é extremamente importante informar a população das vantagens desse método para o controle da natalidade, desfazer os preconceitos machistas que o cercam e divulgar os lugares onde o serviço está à disposição.
PLANOS DE SAÚDE NÃO COBREM VASCETOMIA
Drauzio – Os planos de saúde cobrem as despesas com a vasectomia?
Sami Arap — Não cobrem. O problema maior, porém, não atinge quem tem plano de saúde. Esses, em geral, possuem condição econômica melhor e, de um modo ou outro, feita a opção, pagam pela cirurgia. O problema maior encontra a clientela atendida pelo SUS nos hospitais públicos que deveriam adequar-se para informar a população e atender a todos que desejassem fazer vasectomia.
Drauzio – Isso é um contrassenso. Não cobrem a vasectomia, mas cobrem a gestação e o nascimento das crianças.
Sami Arap – Os convênios médicos não cobrem a vasectomia nem os métodos mais modernos, tecnologicamente mais complexos e avançados de reprodução assistida para obter a gravidez.
Drauzio – Você tem ideia do custo da vasectomia para o Estado?
Sami Arap – Não saberia dizer. O trabalho no HC é muito complexo. É um hospital terciário onde fazemos coisas complicadas como grandes cirurgias de câncer, transplantes, reconstrução urológica. Roubar tempo de toda a equipe médico-hospitalar envolvida no atendimento dessas patologias complexas para fazer uma cirurgia simples pressupõe um gasto adicional. Por isso, fica difícil calcular o custo médio. Agora, num pequeno ambulatório, o custo é irrisório especialmente se comparado com o benefício que esse procedimento traz em termos de saúde pública, orçamento familiar e para as outras crianças da família que receberão mais atenção e carinho. O custo no ambulatório é realmente baixo. São necessários apenas uma caixinha de cirurgia estéril, uma ampola, anestésico local e dois fios de sutura para fazer uma vasectomia.A vasectomia ou deferentectomia é um método contraceptivo através da ligadura dos canais deferentes no homem. É uma pequena cirurgia feita com anestesia local em cima do escroto e que não é necessário de internação. É uma cirurgia de esterilização voluntária. Este método impede que se produzam espermatozóides, evitando assim uma gravidez.
Segurança e eficiência[editar | editar código-fonte]
As taxas de falha da vasectomia, são menores que 1%, mas a eficiência da operação e os índices de complicações variam com o nível de experiência do cirurgião que faz a operação e a técnica cirúrgica utilizada. A maioria dos homens sofrerá com pequenos problemas na pele do escroto por três a cinco dias depois da operação. Dados humanos e animais indicam que a vasectomia não aumenta a aterosclerose e que o aumento em complexos imunes circulantes após a vasectomia são temporários. Sugere-se também que homem com vasectomia não têm um risco aumentado de câncer de próstata e testículo.1 .
Embora uma falha tardia (causada pela recanalização dos ductos deferentes) seja muito rara, ela também foi documentada.2 Algumas fontes recomendam anualmente examinar a próstata a partir dos 40 anos de idade.
A vasectomia é o método contraceptivo a longo prazo mais eficiente que existe, e está entre as opções mais seguras para o planejamento familiar. Actualmente muitos homens em seus 30 ou 40 anos são os que mais fazem a vasectomia, a fim de um controlo de natalidade. As taxas de vasectomia em relação às ligações de tuba variam muito no mundo, e as estatísticas estão baseadas principalmente em estudos de questionários do que em contagem dos procedimentos realmente realizados. Nos Estados Unidos, a ligação de tuba está a frente da vasectomia, mas não em grandes proporções. No Reino Unido, a vasectomia é mais popular que a ligação de tuba. Os casais que optam pela ligação de tuba :
- Recusa do homem a se submeter a uma vasectomia devido ao medo dos possíveis efeitos colaterais.
Os casais que escolhem a vasectomia são motivados por, entre outros factores:3
- O baixo custo e a simplicidade da vasectomia
- Poucas complicações
- A baixa mortalidade da vasectomia
- Medo de cirurgia pelas mulheres
- Conhecem homens que fizeram a cirurgia e estão satisfeitos com os resultados
- Uma motivação mais forte pela esterilização no homem
Ver também[editar | editar código-fonte]
- Contraceptivo masculino
- Esterilização (procedimento cirúrgico)
- Ligadura de trompas
- Vasovasostomia, a cirurgia de reversão da vasectomia
Referências
- ↑ Pamela J. Schwingl, Ph.D., and Harry A. Guess, M.D.. (2000). "Safety and effectiveness of vasectomy". Fertility and Sterility 73 (5): 923–936.
- ↑ Philp, T; Guillebaud et al. (1984). "Late failure of vasectomy after two documented analyses showing azoospermic semen". British Medical Journal (Clinical Research Ed.) 289 (6437): 77–79. PMID 6428685.
- ↑ William R. Finger. (Spring 1998). "Attracting Men to Vasectomy". Network 18 (3).
546556ara entender como funciona a reversão, é preciso saber primeiro o que é a vasectomia. O tratamento feito por homens que não querem mais ter filhos. A cirurgia consiste em um corte na bolsa testicular, que interrompe a passagem de espermatozoides pelos dois canais deferentes. O sêmen continua sendo expelido na relação, mas sem gametas. Esse procedimento, porém, pode ser revertido em alguns casos, através de uma cirurgia um pouco mais complexa, que envolve a religação desses canais.
Outros nomes
Vaso-vasostomia, vaso-epididimostomia, recanalização de deferentes
Como é feita a Reversão de Vasectomia
Para tanto, é preciso reconectar as duas partes dos canais deferentes anteriormente separadas, o que só é possível quando o corte não foi muito grande. Para isso, é feita uma microcirurgia, em que é preciso fazer uma pequena incisão no saco escrotal, de 3 a 5 centímetros. As pontas dos canais deferentes são localizadas e preparadas para o procedimento, que consiste na costura, também chamada de sutura, das duas partes. Ela é feita com fios finos e usando um microscópio. Depois o saco escrotal é costurado novamente.
O procedimento é feito com anestesia geral, mas sem intubação, e sim com máscara laríngea. Se a cirurgia for feita pela manhã, no mesmo dia a tarde o homem já pode receber alta. Após 45 dias é feito um espermograma para avaliar a quantidade de espermatozoides no sêmen, além de sua motilidade e morfologia (ou seja, seu formato).
O procedimento é feito com anestesia geral, mas sem intubação, e sim com máscara laríngea. Se a cirurgia for feita pela manhã, no mesmo dia a tarde o homem já pode receber alta. Após 45 dias é feito um espermograma para avaliar a quantidade de espermatozoides no sêmen, além de sua motilidade e morfologia (ou seja, seu formato).
Para quem é indicada
Normalmente a cirurgia é indicada para homens que fizeram a vasectomia há menos de 14 anos, pois só assim é possível ter maiores chances de sucesso. Isso ocorre porque com o tempo vai ocorrendo um processo de fibrose, criando obstruções abaixo de onde foi feito o rompimento do canal deferente. Nesses casos é preciso fazer uma conexão fora da área obstruída.
O procedimento também é mais indicado para quem tem parceiras sem problemas de fertilidade.
O procedimento também é mais indicado para quem tem parceiras sem problemas de fertilidade.
Duração da operação
Depende de cada procedimento, mas a operação pode durar entre duas e quatro horas e é considerada pouco invasiva apesar de ser trabalhosa para o cirurgião.
O que esperar da Reversão de Vasectomia
Ao religar os ductos do canal deferente, eles voltam a funcionar normalmente. Porém, quanto maior for o intervalo entre a vasectomia e sua reversão, menores as chances de sucesso. Os valores são de 70% de chances de gravidez quando a reversão for feita após 3 ou 4 anos e chega a cair para 30 a 40% após 10 anos. A idade do homem também influencia, já que a fertilidade do homem também cai após os 45 anos. Além disso, é preciso avaliar o casal como um todo: o marido pode voltar a ter sua fertilidade normal, mas a idade da mulher também interfere nas chances da gravidez.
Contraindicações da Reversão de Vasectomia
Dificilmente a reversão é contraindicada. Mas pode ser desencorajada quando a vasectomia foi feita há mais de 14 anos ou a esposa está perto dos 40 anos, pode ser melhor para o casal buscar diferentes alternativas para engravidar, como afertilização in vitro.
Alguns tipos de cirurgia de vasectomia incluem a cauterização dos canais deferentes. Nesses casos não é possível reverter o procedimento.
Alguns tipos de cirurgia de vasectomia incluem a cauterização dos canais deferentes. Nesses casos não é possível reverter o procedimento.
Pré-operatório
Antes de a operação ser indicada, é feito uma pesquisa para ver se não há causa de infertilidade na esposa também, o que torna mais viável outros tipos de tratamentos de fertilização, como a fertilização in vitro, que pode coletar os espermatozoides através de uma punção. Depois são pedidos exames pré-operatórios de rotina, como hemograma completo. Além deles, é feito um espermograma, para verificar se não há mesmo espermatozoides no sêmen.
Pós-operatório
Após a cirurgia, a alta costuma ser no mesmo dia ou no dia seguinte, mas a recuperação em casa demora cerca de 10 dias, com repouso absoluto nos 3 primeiros dias. É importante que o homem evite a ejaculação e sexo por 45 dias, para que ocorra a cicatrização da sutura dos canais deferentes. Evitar traumas no local também é importante. Alguns remédios são indicados pelo médico, como anestésicos e antibióticos para evitar infecções.
Onde encontrar a Reversão de Vasectomia
O procedimento não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e normalmente não é coberto pelos planos de saúde, mas pode ser feito em clínicas particulares de urologia ou reprodução humana e em hospitais particulares e universitários.
Fontes Consultadas
Ginecologista especialista em reprodução humana Joji Ueno (CRM SP 48.486), diretor na Clínica Gera, em São Paulo
Urologista Conrado Alvarenga (CRM SP 116.006), da Clínica Vida Bem Vinda, em São Paulo
Fontes Consultadas
Ginecologista especialista em reprodução humana Joji Ueno (CRM SP 48.486), diretor na Clínica Gera, em São Paulo
Urologista Conrado Alvarenga (CRM SP 116.006), da Clínica Vida Bem Vinda, em São Paulo
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