Os Correios tiveram sua origem no Brasil em 25 de janeiro de 1663 e, desde então, vêm se modernizando, criando e disponibilizando serviços de qualidade que correspondam às expectativas dos seus clientes.
A empresa realiza importante função de integração e de inclusão social, papel indispensável para o desenvolvimento nacional. Na composição do seu faturamento, aufere 54,3% da receita com os serviços exclusivos (carta, telegrama e correspondência agrupada), de modo que a reserva de mercado desses três serviços é fator essencial para a sobrevivência e para a garantia da universalização dos serviços postais.
Lado a lado com a vertente social, os Correios oferecem soluções, com tecnologia de ponta, para atender às necessidades de comunicação das empresas e instituições em um mercado cada vez mais competitivo. É o caso do Sedex, criado em 1982, que se tornou um dos principais produtos da empresa e lidera o setor de encomendas expressas no Brasil. Nos últimos anos, o serviço passou a contar com outras modalidades, como o e-Sedex, Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje e Sedex Mundi, agilizando ainda mais a entrega de encomendas.
Devido à forte capilaridade da empresa, a prestação de serviços financeiros nas agências dos Correios constitui-se, cada vez mais, numa importante contribuição para a inclusão bancária de milhões de brasileiros. Desde a criação do Banco Postal, milhares de pessoas, que antes tinham que se deslocar para uma cidade vizinha para realizar uma simples operação bancária, agora contam com a comodidade de tudo poder ser feito na própria cidade onde moram.
Impulsionados pelas mudanças tecnológicas, econômicas e sociais, os Correios iniciaram em 2011 um profundo processo de modernização. Com a sanção da Lei 12.490/11, a empresa teve seu campo de atuação ampliado e foi dotada de ferramentas modernas de gestão corporativa para enfrentar a concorrência com a prestação de serviços mais ágeis e eficientes para toda a sociedade.
Com a nova lei, os Correios podem atuar no exterior e nos segmentos postais de serviços eletrônicos, financeiros e de logística integrada; constituir subsidiárias, adquirir controle ou participação acionária em empresas já estabelecidas e firmar parcerias comerciais que agreguem valor a sua marca e a sua rede de atendimento.
Essa nova postura contribuirá para que a ECT se torne uma empresa de “classe mundial”, destacada por suas práticas e resultados, à altura da confiança que o cidadão brasileiro sempre depositou nos Correios.Correio é um sistema de comunicação que envolve o envio de documentos (cartas, facturas) e encomendas entre um remetente e um destinatário, que podem estar numa mesma cidade ou em lugares muito distantes entre si.
A princípio, o serviço postal pode ser privado ou público. Governos podem instituir restrições para que empresas privadas assumam o sistema postal.
Desde a metade do século XIX, o sistema postal nacional passou geralmente a ser estabelecido por monopólios governamentais através de um papel pré-pago, que era na forma de estampas adesivas, os selos. Em geral, os monopólios governamentais apenas entregavam as encomendas para prestadoras de serviços, e estas responsáveis pela entrega da encomenda até o endereço correto.
Índice
[esconder]Etimologia[editar | editar código-fonte]
É uma palavra comum a várias línguas românicas. Sua origem é duvidosa, ainda que se suponha que provém do provençal antigo 'corrieu', palavra composta de 'corir' (correr) e 'lieu' (lugar), que também designava a pessoa que ia de um lugar a outro com cartas e mensagens. Além disso, também se chamou a atenção para a importância que pode ter tido o vocábulo do castelhano antigo 'correo', que nos tempos do Cid Campeador significava 'bolsa para levar dinheiro'. Esta hipótese não explica como a palavra teria chegado ao italiano 'corriere' e ao francês 'courrier', além do catalão 'correu' e ao provençal 'corrieu', naqueles tempos de comunicações difíceis e de viagens difíceis e intermináveis.
A etimologia do adjetivo 'postal' é mais clara, provém do latim 'positus', nome dos postos de correio situados ao longo dos caminhos para dar descanso aos cavalos dos mensageiros.
História[editar | editar código-fonte]
O primeiro serviço organizado de difusão de documentos escritos que se tem notícia remonta a 2400 anos antes de Cristo, tendo surgido no Antigo Egito, quando os faraós usavam mensageiros para a difusão de decretos em todo o território do Estado.[1]
Egípcios[editar | editar código-fonte]
No século XII a.C. os egípcios já dispunham de um eficiente sistema postal, sobretudo a partir da IXX dinastia, quando foi criado um serviço permanente de correios. Os mensageiros realizavam o percurso a pé – mesmo os mais longos, e repousavam em estações de pernoite distribuídas ao longo dos "caminhos postais". Os encarregados das estações exerciam rigorosa vigilância durante o repouso para garantir a pontualidade.[1]
O texto a seguir revela carta enviada pelo faraó Amenófis IV do Egito ao seu amigo Kadashman Kharbe, rei da Babilônia: "Meu irmão Possas tu estar bem. Tua casa, tuas mulheres, teus carros, tua terra, possam estar muito bem. Eu estou bem e minha casa, minhas mulheres, meus filhos, meus nobres, meus cavalos, meus carros, os guerreiros do meu exército estão bem e toda minha terra vai muito bem."[1]
Em 1888, camponeses encontraram entre as ruínas da cidade de Amarna pranchetas de barro com inscrições hieroglíficas. Os egiptólogos concluíram tratar-se de "cartas" (gravadas em baixo-relêvo sobre ladrilhos de cerâmica) que, geralmente, continham introduções demasiado corteses e bem elaboradas. Carta de um príncipe vassalo ao seu faraó: "Ao rei, meu senhor, meu deus, meu sol, sol do céu, assim fala Yapakhi, o homem de Gazri, teu servo, pó de teus pés, servo de teus cavalos; aos dois pés do rei meu senhor, meu deus, meu sol, sol do céu, eu me prosterno sete vezes e sete vezes na verdade, com o ventre e as costas."[1]
Persas[editar | editar código-fonte]
Os persas aperfeiçoaram as normas postais do Egito. O historiador grego Xenofonte descreveu a organização do correio da Pérsia: "Eis uma invenção utilíssima... Por meio dela, Ciro é prontamente informado de tudo o que acontece nas regiões mais longínquas"...[1]
Gregos[editar | editar código-fonte]
Os gregos, a despeito do grau de civilização atingido por eles, não conseguiram estruturar um sistema postal eficiente, entre outras razões, prejudicado pela falta de unidade política. Assim, nos moldes do correio persa, constituíram o angarion, cujos mensageiros eram chamados astandes. A correspondência era dividida em categorias: epistolai - constituída apenas por maços de cartas; e culistoi - incluíam comunicações governamentais. Os "carteiros" na antiga Grécia – funcionários responsáveis pela distribuição local, eram chamados bibliaforoi. Os fiscais de pontualidade eram denominados orógrafos e controlavam o horário dos funcionários. Além do zelo com a pontualidade, havia grande preocupação com a segurança, que era exercida pelos éfodos – encarregados de impedir extravios.[1]
Cretenses e fenícios[editar | editar código-fonte]
Os cretenses e fenícios também desenvolveram um sistema de comunicação postal e foram os primeiros a utilizar pombos e andorinhas como mensageiros.[1]
Chineses[editar | editar código-fonte]
Segundo alguns historiadores e relato do viajante veneziano Marco Polo (século XIII) os chineses foram pioneiros no serviço postal: "...por todas as estradas, o mensageiro que partisse de Cambaluc e cavalgasse por 40 km, encontrava um belíssimo e enorme palácio destinado aos mensageiros, com magníficas camas guarnecidas de ricos lençóis de seda – adequado até mesmo a um rei.". O modelo do serviço postal chinês permaneceu inigualável até à formação do Império Romano.[1]
Romanos[editar | editar código-fonte]
Desenvolvido pelo imperador Augusto, o sistema de correios dos romanos sobressaiu-se pela vasta rede de estradas. A infra-estrutura que permitia aos soberanos governar a enorme extensão de territórios do império a partir de Roma, naturalmente ia além das rodovias. Os romanos denominavam cursus publicus o sistema que garantia a transmissão de notícias, a viagem dos funcionários e o transporte de bens em nome do Estado. Os mensageiros eram chamados tabellarii pelo fato de conduzirem as tabellae - pranchetas de madeira, em suas bolsas de couro. Além dos mensageiros, o Estado utilizava o cisium – espécie de biga puxada por cavalos velozes para despachos rápidos. As clabulas ebirotas - puxadas por bois e mulas, eram usadas para serviços de menor urgência.[1]
O correio romano era regulamentado por lei. O Estado mantinha as mutationes (postos de troca de animais) e as mansiones ou stationes (paradas com estalagens e instalações para viajantes). As estradas eram balizadas pelos miliarium, que eram marcos colocados em intervalos de cerca de mil passos (1480 metros). Em sua base estava escrito o número da milha relativo à estrada em questão.[1]
Com o tempo, o serviço postal passou a ser privilégio de poucos.
Astecas e Incas[editar | editar código-fonte]
Os correios asteca e inca, na América pré-colombiana, possuíam desenhistas e reproduziam em telas figuras representativas de pessoas e animais de monta: eram os correios de Montezuma, imperador asteca. Os mensageiros usavam uma rica vestimenta (manta) atada ao corpo, eram respeitados e detentores de imunidades: a ninguém era permitido bloquear a passagem do "correio real". Os colonizadores espanhóis, quando souberam dos "desenhistas" e tiveram informações do organizado serviço postal dos nativos, esforçaram-se para eliminá-lo, receando que o sistema ameaçasse o domínio da terra.[1]
Os astecas dispunham de excelentes caminhos: canais de drenagem, pavimentação e muros protetores. Possuíam um incipiente sistema telegráfico: as almenaras. Outros sistemas de comunicação dos astecas, além do percurso a pé, eram os rios, onde o mensageiro atravessava a nado ou agarrado a um tronco com a correspondência atada à cabeça. Em abismos, era utilizada uma cesta grande, presa por uma corda e impulsionada por outras duas.[1]
O "chasque" era o correio dos incas. Percorriam dois grandes caminhos: o da costa e o das serras, nos quais havia postos para repouso e um organizado sistema de revezamento para mensagens mais urgentes.[1]
O selo[editar | editar código-fonte]
Os diferentes sistemas postais que ligavam as regiões da Europa, no fim da Idade Média, tinham cada qual sua própria tarifa, o que resultava em um complexo e variado sistema de pesagens, medidas e verificações, ocasionando muita insatisfação. Por conta disso, organizações clandestinas passaram a oferecer o serviço mais barato e com menos formalidades.[1]
Esse movimento, e o franco progresso do sistema não oficial, levou as autoridades inglesas a uma reforma radical no serviço de correio, projeto idealizado por um funcionário, Rowland Hill, de unificação do sistema. Uma das propostas estabelecia que as tarifas pagas pelo usuário fossem confirmadas por meio de um comprovante afixado na correspondência. A 6 de maio de 1840, as agências postais inglesas venderam os primeiros selos adesivos.[1]
O bom resultado do novo sistema (a emissão de cartas passou de 78 milhões, em 1839, para 170 milhões, em 1840) provocou rápida difusão da reforma. O primeiro selo emitido no mundo (Inglaterra) foi o Penny Black. No Brasil, a emissão de selos teve seu início com a série "olho-de-boi" (1843) – segundo país a emitir selos no mundo.[1]
Os selos começaram a despertar o interesse de colecionadores que passaram a se dedicar a atividade de manipulá-los e conservá-los, dando origem a um dos hobbies mais praticados em todo o mundo: a Filatelia.[1]
Na esteira desses acontecimentos, vieram os acordos internacionais e as melhorias nos meios de transportes, permitindo um serviço mais rápido e eficiente.[1]
Ver também[editar | editar código-fonte]
- Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
- CTT Correios de Portugal
- Royal Mail
- La Poste
- US PostEmpresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ou, simplesmente, Correios, é uma empresa pública federal responsável pela execução do sistema de envio e entrega de correspondências no Brasil.
Índice
[esconder]Histórico[editar | editar código-fonte]
Os Correios tiveram sua origem no Brasil em 25 de janeiro de 1663, com a criação do Correio-Mor no Rio de Janeiro, então capital da Colônia. Em 1931 o decreto 20.859, de 26 de dezembro de 1931[4] funde a Diretoria Geral dos Correios com a Repartição Geral dos Telégrafos e cria o Departamento dos Correios e Telégrafos.[5]A ECT foi criada a 20 de março de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações mediante a transformação da autarquia federal que era, então, Departamento de Correios e Telégrafos (DCT).A mudança não representou apenas uma troca de sigla, foi seguida por uma transformação profunda no modelo de gestão do setor postal brasileiro, tornando-o mais eficiente.Nos anos que se seguiram, vários serviços foram sendo incorporados ao portfólio da empresa. Além dos tradicionais serviços de cartas, malotes, selos e telegramas, entre os novos serviços podem ser destacados os pertencentes à família SEDEX, serviço de encomendas expressas. Ao todo são mais de cem produtos e serviços oferecidos pela maior empregadora do Brasil (no início de 2008 com mais de 109 mil empregados próprios, além dos terceirizados), sendo a única empresa a estar presente em todos os municípios do país, com uma vasta rede de unidades próprias e franqueadas. Diversos dos produtos e serviços da ECT podem ainda ser adquiridos pela internet.Museu Postal e Telegráfico da ECT[editar | editar código-fonte]
A ECT criou em Brasília, em 1980, o Museu Postal e Telegráfico da ECT. Atualmente denomina-se Museu Nacional dos Correios e de acordo com a página oficial[6] tem mais de um milhão de peças da história postal, telegráfica e filatélica brasileira.Monopólio postal no Brasil[editar | editar código-fonte]
A constituição federal do Brasil prevê a exclusividade da união sobre a entrega de correspondências de interesse específico do destinatário.Essa prática, em maior ou menor grau, é adotada por quase todos os países do mundo, até mesmo por aqueles com histórico de liberalização de mercado, como os Estados Unidos, sendo utilizado como alternativa para financiar o operador na universalização dos serviços postais, garantindo sua presença em regiões remotas, principalmente nos locais onde não existe o interesse das empresas privadas na sua operacionalização.No Brasil esse serviço reservado só pode ser prestado, exclusivamente, pelo operador encarregado pela sua universalização, a ECT, como forma de financiar a prestação dos serviços deficitários aos cidadãos - Decreto-Lei nº 509/69, ratificado pela Lei nº 6.538/78.A legislação brasileira prevê o monopólio somente nos serviços de:- carta: objeto de correspondência, com ou sem envoltório, sob a forma de comunicação escrita, de natureza administrativa, social, comercial, ou qualquer outra, que contenha informação de interesse específico do destinatário;
- cartão postal: objeto de correspondência, de material consistente, sem envoltório, contendo mensagem e endereço;
- correspondência agrupada: reunião, em volume, de objetos da mesma ou de diversas naturezas, quando, pelo menos um deles, for sujeito ao monopólio postal, remetidos a pessoas jurídicas de direito público ou privado e/ou suas agências, filiais ou representantes; e
- telegrama: mensagem transmitida por sinalização elétrica ou radioelétrica, ou qualquer outra forma equivalente, a ser convertida em comunicação escrita, para entrega ao destinatário.
Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos[editar | editar código-fonte]
O Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) é um fundo de pensão que gerencia a previdência complementar dos funcionários da Correios. É o maior fundo de pensão em número de participantes no país.[7]Produtos e serviços postais e filatélicos[editar | editar código-fonte]
- Aerograma
- Aviso de recebimento (A/R)
- Caixa postal
- Carimbo comemorativo
- Carta
- Cartão-resposta e carta-resposta
- Carta via internet
- Cecograma
- Devolução garantida
- Disque coleta
- Encomenda customizada
- Encomenda PAC
- Entrega direta
- EMS: Serviço de entrega expressa internacional
- Exporta Fácil
- FAC: Franqueamento Autorizado de Cartas
- Fax-post
- Importa fácil
- Impresso
- Logística Integrada
- Mala Direta Postal
- Posta restante
- Rastreamento
- Reembolso postal
- Registro
- SEDEX: Serviço de Entrega Expressa
- SEDEX 10
- SEDEX 12
- SEDEX Hoje
- SEDEX Mundi: Serviço Especial de Entrega Expressa Internacional
- SEED: Serviço Especial de Entrega de Documentos
- Selo postal
- Selo personalizado
- SERCA: Serviço de Correspondência Agrupada (Malotes)
- Telegrama
- Telegrama via internet
- Vale postal
Produtos e serviços de conveniência[editar | editar código-fonte]
- Achados e Perdidos
- Agenda
- Caixas para embalagens
- Camisas da Griffe Via Postal
- Canal virtual de compras CorreiosNet Shopping
- Cartão telefônico
- Declaração anual de isento
- Declaração de Imposto de Renda
- Envelope
- Emissão de CPF
- Pin
- Quebra-cabeças
- Recebimento de Contas
- Serviços bancários (Banco postal)
350 anos[editar | editar código-fonte]
Em 25 de janeiro de 2013 o serviço postal oficial brasileiro fez 350 anos — em 1663 foi criado o cargo de Correio-mor das cartas do mar — e os Correios, para celebrar a data, lançou selos e logomarca alusivas ao evento.[8]Ver também[editar | editar código-fonte]
- Sistema endereçamento postal no Brasil
- Carta
- Carteiro
- Correio (substantivo)
- Filatelia
- Revista COFI
- Palácio dos Correios
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- Website oficial (em português)
- Correios no Facebook
Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]
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