Etimologia é o estudo gramatical da origem e história das palavras, de onde surgiram e como evoluiram ao longo dos anos.
Do grego etumología, a etimologia se preocupa em encontrar os chamados étimos (vocábulos que originam outros) das palavras. Afinal, toda a palavra conhecida possui um significado e derivação de alguma outra palavra, que pode pertencer a outro idioma ou a uma língua que já foi extinta.
Um grande exemplo é o latim, língua que está há muitos anos em desuso e que é a responsável pela formação de várias palavras utilizadas atualmente na língua portuguesa, espanhola, italiana, francesa, entre outras, que são chamadas de "línguas latinas".
Porém, não apenas do latim construímos nosso vocabulário. Mesmo nos dias de hoje, inúmeros termos que usamos no cotidiano tiveram sua origem em idiomas estrangeiros ou de culturas que já não existem, como o tupi-guarani. No português falado no Brasil, existem muitas expressões e palavras que possuem seus étimos da língua tupi, como ipanema, copacabana, abacaxi, caju e inúmeras outras.
Os responsáveis pelo estudo da origem e história das palavras são os etimologistas, que tentam explicar os motivos que levam certos termos serem escritos de determinada maneira, mesmo que a pronúncia seja diferente. Exemplo: "casa" ("s" com som de "z") ou "maçã" ("ç" com som de "s").
Existem também as falsas etimologias, normalmente atribuídas pelo senso comum e cultura popular à uma palavra que simplesmente é similar a outra, mas sem comprovação de um etimologista.
Por exemplo, a palavra forró, de acordo com a falsa etimologia, teria sido derivada do inglês for all ("para todos", em português), porém, os etimologistas dizem que na verdade o termo não passa de uma abreviação da expressão forrodobó, que já existia há muito tempo no Brasil.
Confira exemplos da origem etimológica de algumas palavras da língua portuguesa:
- Abacaxi: do tupi iba-cati (fruto que cheira muito)
- Trabalho: do latim tripaliu (ser torturado)
- Coração: do latim cor ou cordis (coração)
- Cidadania: do latim civitas (cidade)
- Amor: do latim amor (a grafia e significado continuam os mesmos do original latim)(do grego antigo ἐτυμολογία, composto de ἔτυμον e -λογία "-logia"[1] ) é a parte da gramática que trata da história ou origem das palavras e da explicação do significado de palavras através da análise dos elementos que as constituem.[2] Por outras palavras, é o estudo da composição dos vocábulos e das regras de sua evolução histórica.[3]Algumas palavras derivam de outras línguas, possivelmente de uma forma modificada (as palavras-fontes são chamadas étimos). Por meio de antigos textos e comparações com outras línguas, os etimologistas tentam reconstruir a história das palavras - quando eles entram em uma língua, quais as suas fontes, e como a suas formas e significados se modificaram.Os etimólogos também tentam reconstruir informações sobre línguas que são velhas demais para que uma informação direta (tal como a escrita) possa ser conhecida. Comparando-se palavras em línguas correlatas, pode-se aprender algo sobre suas línguas afins compartilhadas. Deste modo, foram encontrados radicais de palavras que podem ser rastreadas por todo o caminho de volta até a origem da família de línguas indo-europeias.A própria palavra etimologia vem do grego ἔτυμον (étimo, o verdadeiro significado de uma palavra, de 'étymos', verdadeiro) e λόγος (lógos, ciência, tratado).
Exemplos[editar | editar código-fonte]
- O numeral quatro provém de kwetwores (proto-indo-europeu), que deu origem tanto ao sânscrito chatur quanto ao latim quattuor. O vocábulo latino por sua vez chega até os nossos dias sob as formas quatro ecuatro (português e castelhano, respectivamente), entre outras.
- O jogo de xadrez tem seu nome originário do sânscrito pela associação dos termos chatur e anga (quatro partes, em referência aos quatro elementos dos exércitos na época: elefantes, cavalaria, carruagens (ou barcos) e infantaria, os quais eram as peças que compunham o jogo antecessor do xadrez, o chaturanga). O vocábulo chegou à nossa língua através da seguinte evolução: (sânscrito) chatur anga →chaturanga → (persa) schatraya
n → schatrayn → shadrayn / shadran → (árabe) al xedrech → alxedrez → ajedrez (castelhano) e xadrez (português). No oriente se tornou Xiangqi (China) e (xiangi → xongi) Shogi (Japão).O estudo da origem das palavras pode, contudo, levar a armadilhas e a falácias etimológicas, que formam a pseudoetimologia ou a etimologia popular. Um exemplo, bastante discutido, é o da palavra cadáver que, segundo alguns autores, teria origem na inscrição latina "caro data vermibus" (carne dada aos vermes), que supostamente seria inscrita nos túmulos. Na verdade, não se encontrou, até hoje, nenhuma inscrição romana deste género. Hoje é defendido pelos etimologistas que a palavra deriva da raiz latina "cado", que significa "caído". A favor desta teoria está o facto de santo Isidoro de Sevilha referir que o corpo deixa de ser cadáver a partir do momento em que é sepultado.Um exemplo de armadilha brasileira é a etimologia da palavra forró. Muitos acreditam que tenha vindo de for all, do inglês, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os estadunidenses tinham bases no nordeste brasileiro. Entretanto, a palavra é uma simples derivação de forrobodó e já existia há muito mais tempo.Não podemos esquecer também da palavra moleque, que alguns religiosos acreditam que vem de Moloque um antigo deus que aceitava sacrifícios de crianças, porem a palavra moleque vem de quimbundo (língua banta africana)e significa garoto criança pequena(ver Houaiss).Entretanto, pesquisadores concordam que devido a existência, mesmo destas "armadilhas", as palavras se tornam mais conhecidas, instigadas, e até mesmo ganham um significado mais fixo.Referências
Ver também[editar | editar código-fonte]
- Etimologia dos nomes dos países
- Etimologia dos nomes das unidades federativas do Brasil
- Etimologia dos nomes das capitais do Brasil
- Toponímia do Brasil
- Etimologia de termos usados na computação
- Linguística histórica
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
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