ANGICO E SUAS LENDAS

FONTE DE CONHECIMENTO

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

SEBO

Caro amigo , qual a origem da palavra sebo para designar loja de livros usados? Vi em uma reportagem sobre o tema que a palavra teria as seguintes prováveis origens: 1. Antes do advento da iluminação elétrica a leitura era auxiliada pelo uso de velas de onde escorria o sebo para os livros, tornando-os ensebados; 2. Derivaria das sílabas iniciais de ‘SEcond hand BOok’, termo, em inglês, para designar livro de segunda mão. Em rápida consulta na internet li, ainda, mais uma provável origem para o termo: teria relação com o fato de o livro ser manuseado constantemente, o que deixa os volumes engordurados, ‘ensebados’.” (Bruno Corrêa)
A menos que algum estudioso desencave um documento de época que nunca veio à luz, a consulta de Bruno não tem uma resposta definitiva, do tipo que se possa escrever na pedra. Sebo como sinônimo de alfarrábio, ou seja, loja de livros usados, é um brasileirismo que surgiu informalmente, a princípio como gíria, e sobre sua origem tudo o que há são especulações. Isso não nos impede de, por eliminação, chegar a uma resposta provavelmente correta, como veremos adiante.
Primeiro, vamos às eliminações.
A tese do SEcond-hand BOok me parece mais falsa do que promessa de candidato a vereador. Talvez fosse defensável se houvesse em inglês, mesmo que apenas num vilarejo esquecido do País de Gales, a palavra sebo com o mesmo sentido, mas não há. Seria necessário imaginar a existência em algum ponto da história de um estabelecimento comercial brasileiro, anglófono e com peso cultural suficiente para dar origem a uma acepção popular – e do qual, apesar dessa popularidade, não restasse registro algum. Na seara da etimologia fantasiosa, que agrada a tanta gente, prefiro a tese que deriva sebo das iniciais S.E.B.O., isto é, Suprimentos Econômicos para Bibliófilos Obsessivos. Soa melhor, não soa? O único problema é que acabo de inventá-la.
A história da velha vela de sebo que escorre sobre as páginas não chega a ser exatamente delirante, mas também reluto em comprá-la – mesmo a preço de sebo. O maior problema aqui é cronológico: tudo indica que a acepção livreira de sebo entrou em circulação em meados do século 20, quando a leitura à luz de velas já era história antiga.
Há quem cite ainda, para acrescentar à confusão uma tese não mencionada por Bruno, o caminho erudito que o etimologista brasileiro Silveira Bueno encontrou para explicar o sentido da palavra “sebenta”, que em Portugal é sinônimo de apostila, caderno de apontamentos das lições dadas em sala de aula. O estudioso foi buscar a origem do termo no português arcaico “assabentar”, isto é, instruir, o que é interessante. Mas Silveira Bueno em momento algum sugere que se recorra à etimologia de “sebenta” para explicar sebo. Além do fato de a primeira palavra ser portuguesa e a segunda, brasileira, apostilas usadas nunca foram itens característicos de tal tipo de comércio.
Resta de pé, assim, a hipótese mais simples: a de que essa acepção de sebo (do latim sebum, “gordura”) tenha surgido como metonímia brincalhona a partir da ideia irrefutável de que livros muito manuseados ficam ensebados, sujos, engordurados. Com poucas exceções, a simplicidade costuma ser um bom norte para quem navega no mar alto da etimologia. Essa tese eu compro sem susto – pelo menos até alguém descobrir num sebo um volume sebento no qual fique provado que S.E.B.O. não era uma ideia tão maluca, afinal.sebo pode referir-se a:
  • Sebo (alfarrabista)
  • Sebo (culinária)
  • Sebo (medicina)

Ver também

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    • Este texto é disponibilizado nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Compartilha Igual 3.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.0); pode estar sujeito a condições adicionais. Para mais detalhes, consulte as Condições de Uso.O que é um Sebo
      Sebo ou alfarrabista é o nome popular dado a livrarias que compram, vendem e trocam livros usados. Todos os sebos são livrarias, mas nem todas as livrarias são sebos. O trabalho deste livreiro é considerado uma atividade essencial para historiadores e pesquisadores em geral. Os significados das palavras memória, preservação, cultura, educação e conhecimento encontram no sebo um grande aliado.
      Geralmente os preços dos livros vendidos nestes estabelecimentos são mais baixos, mas existem as exceções pelo seu valor histórico como os livros raros, autografados, primeiras edições, os que levam encadernações especiais, etc. Os sebos são lojas freqüentadas por curiosos, estudiosos, colecionadores, amantes da leitura e muitos outros.
      Com o advento das novas tecnologias de informação, muitos sebos agora disponibilizam seus acervos na internet, criando oportunidade para que todos os interessados e internautas tenham acesso aos livros. Os sebos têm o grande mérito de disponibilizarem uma oferta muito mais ampla de autores do que as livrarias convencionais, que estão cada vez mais restritas aos últimos lançamentos e aos best-sellers.
      Há quem diga: “Será livro novo ou usado? Dependerá do referencial! Para quem ainda não leu, será sempre um livro novo...” Há também quem diga: “Amo a leitura e sempre quando houver oportunidades, prefiro o livro usado. Meu bolso e as florestas agradecem!”. O objetivo de preservar o planeta, poluindo o mínimo possível e reduzindo o desmatamento, passa pela importância de reciclar os livros através dos sebos.
      “A pessoa que não lê, mal ouve, mal fala, mal vê.”

      Veja abaixo palavras e expressões correlatas:

      DICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUESA. 1 EDIÇÃO, 2001. 
      ALFARRÁBIO. s. m. 1. Livro antigo ou velho de pouca ou nenhuma importância. 2.livro velho ou há muito editado e que tem valor por ser antigo.
      ALFARRABISTA. adj. 2 g. 1. que, ou aquele que compra e vende alfarrábio e livros usados . 2. que ou quem coleciona, lê ou consulta alfarrábios com freqüência. 3. local onde se vendem alfarrábios, antiquário de livros, sebo.
      BELCHIOR. 1. negociante de roupas ou objetos usados. 2. proprietário de sebo (livraria) ; alfarrabista. 3. estabelecimento de Belchior. BELCHIOR: nome do comerciante que estabeleceu no Rio de Janeiro a primeira casa de compra e venda de roupas e objetos usados.
      CAGA-SEBO. Designação comum e imprecisa de diversas espécies de aves passariformes de proporção diminuta a que o povo do interior não dá importância. CAGA-SEBO. Livraria.
      CAGA-SEBISTA. Vendedor de livros usados; dono de sebo.
      SEBO. Livraria onde se compram e vendem livros usados.
      SEBISTA. Que ou aquele que compra e vende livros usados ; proprietário de sebo.

      DICIONÁRIO BRASILEIRO GLOBO. FRANCISCO FERNANDES, CELSO PEDRO LUFT, F. MARQUES GUIMARÃES. 43 EDIÇÃO, 1996.
      ALFARRÁBIO. s. m. Livro antigo e de pouca importância. (do ár. Ál-Farabi, n. p.)
      ALFARRABISTA. s. 2 gên. Pessoa que coleciona ou vende alfarrábios.
      CAGA-SEBISTA. S. 2 gên. (bras. Do nordeste) Alfarrabista; pessoa que negocia em livros usados. (Pl.: caga-sebistas).
      CAGA-SEBO. s. m. (bras. do nordeste) homem que negocia em livros usados ; belchior; loja onde se vendem livros usados ; sebo. (Pl.: caga-sebos.)
      SEBENTA. s. f. Lição ou explicação litografada, para uso de estudantes das universidades. (De sebo.)
      SEBENTEIRO. adj. s. m. Diz-se do autor, editor ou vendedor de sebentas; aplica-se ao aluno que só estuda pela sebenta.

      NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA. 1 EDIÇÃO, 1975. 
      ALFARRÁBIO. (do ant. ár. (antopônimo árabe) Al-Farabi, filósofo. S. m. Livro antigo ou velho e de pouco préstimo. Ou valioso por ser antigo: “Um dia num alfarrábio/ eu li que um louco vivia/ toda a noite e todo o dia/ uma estátua a namorar.” (Guimarães Passos, Versos de um Simples, p. 35.) ALFARRABISTA. S. 2 g. Vendedor ou colecionador de alfarrábios.
      ALFARRABÍSTICO. Adj. Relativo a alfarrabista, ou a alfarrábios.
      CAGA-SEBISTA. (de cagar + sebo (3) + -ista) S. 2 g. Bras. Dono de sebo (3); alfarrabista. (Pl.: caga-sebistas.)
      CAGA-SEBO. 2. Bras., PE. V. (3) (Pernambuco. Veja) (Pl.: caga-sebos)
      SEBENTA. S. f. Lus. (Lusitano). Apostila (5), litografada para uso dos estudantes da Universidade de Coimbra.
      SEBENTEIRO. Adj. s. m. Lus. Que, ou aquele que escreve sebentas, que as litografa.
      SEBO. (do Latim sebu) s. m. 3. Bras. Livraria onde se vendem livros usados; caga-sebo.

      DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUÊSA. FRANCISCO DA SILVEIRA BUENO. 4 EDIÇÃO. 1963.

      ALFARRÁBIO. s. m. Livro antigo.
      ALFARRABISTA. s. 2 gên. Vendedor ou colecionador de alfarrábios.
      ALFARRABÍSTICO. adj. Relativo a alfarrabista.
      SABENÇA. s. f. Sabedoria; erudição, saber.
      SEBENTA. s. f. Nome que dão os estudantes da Universidade de Coimbra à lição ou explicação litografada, para uso dêles; postilas ou apostilas. (de sapientia, sabença; posteriormente houve influência da palavra sebo, porque, passando de mão em mão as apostilas ficavam ensebadas.)
      SEBENTEIRO. adj. s. m. Que, ou aquêle que escreve ou litografa sabentas.

      DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO BRASILEIRO ILUSTRADO. ALVARO MAGALHÃES. 1953. 
      ALFARRÁBIO. m. Livro muito velho e de pouco préstimo.
      CALHAMAÇO. m. Livro volumoso e antigo. Alfarrábio.
      CARTAPÁCIO. m. Carta muito grande. Livro de anotações. Livro onde foram anotados diversos assuntos. Coletânea de documentos avulsos, em forma de livro. calhamaço; livro grande, velho e em mau estado de conservação.

      DICIONÁRIO DE SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS DA LÍNGUA PORTUGUÊSA. FRANCISCO FERNANDES. 4 EDIÇÃO. 1951.
      ALFARRÁBIO. sin. Livro, manuscrito (velho); calhamaço, cartapácio.
      CALHAMAÇO. sin. Alfarrábio, canhamaço.
      CARTAPÁCIO. sin. Alfarrábio, canhamaço.

      DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA (Especialmente dos períodos medieval e clássico). AUGUSTO MAGNE. 1950 
      ALFARRÁBIO. m. deprec. Livro velho e de leitura enfadonha, cartapácio. (do nome pr. ár. Al-Farabi, filósofo que viveu em Bagdad no século IX).
      ALFARRABISTA. m. f. deprec. Coleccionador ou vendedor de alfarrábios, o que manuseia alfarrábios, caturra.
      ALFARRABISTA. adj. uniforme. Relativo a alfarrábio. Camilo. Vingança, c. 18, 1863, p. 169: três santos que citei com mais crítica que um pregador alfarrabista.
      ALFARRABÍSTICO. adj. biforme. Relativo a alfarrabista, próprio de alfarrabista: aspecto alfarrabístico.
      CARTAPÁCIO. sin. Alfarrábio, calhamaço.

      NOVO DICIONÁRIO ILUSTRADO DA LÍNGUA PORTUGUESA. LELLO & IRMÃO. 1948. 
      ALFARRÁBIO. s. m. Livro antigo e de pouco valor.
      ALFARRABISTA. s. m. f. pessoa que colecciona alfarrábios ou que com eles negoceia.
      CAGA-SEBO. s. m. pleb. (plebeísmo). Alfarrabista, revendedor de livros.
      SEBENTA. s. f. Nome dado em Coimbra às explicações litografadas das lições.
      SEBENTEIRO. s. m. Autor de sebentas; editor de sebentas ou o que as vende; estudante que para não se dar ao trabalho do estudo faz uso das sebentas.

      DICCIONARIO PRÁTICO ILUSTRADO. JAYME DE SÉGUIER, 1947. 
      ALFARRÁBIO. s. m. Livro antigo e pouco útil.
      ALFARRABISTA. s. m. Aquele que lê ou coleciona livros antigos. Aquele que negocia com eles.

      DICIONÁRIO GRAMATICAL. CÂNDIDO DE OLIVEIRA. 
      SEBENTA. Caderno de anotações, entre os estudantes de Coimbra; apostila: “Concordei, contei a velha estima que me prendia a Vidigal, desde o primeiro ano de Coimbra, dos nossos tempos estouvados de Concertina e sebenta” (Eça – xxxv 29).

      PEQUENO DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUÊSA. HILDEBRANDO DE LIMA, GUSTAVO BARROSO. 9 EDIÇÃO, 1957.
      ALFARRÁBIO. s. m. Livro antigo e de pouco préstimo.
      ALFARRABISTA. s. 2 gên. Vendedor ou colecionador de alfarrábios.
      ALFARRABÍSTICO. adj. Relativo a alfarrabista.
      BELCHIOR. s. m. (Bras.) mercador de objetos velhos e usados; ferro-velho; alfarrabista.
      CAGA-SEBISTA. s. m. (Bras.) dono de caga-sebo, vendedor de livros usados; alfarrabista. (Pl.: caga-sebistas.)
      CAGA-SEBO. s. m. (Bras.) (ver caga-sebinho); (Pernambuco) casa onde se vendem livros usados, o mesmo que sebo. (Pl.: caga-sebos.)
      SEBENTA. s. f. Nome que dão os estudantes da Universidade de Coimbra à lição ou explicação litografada, para uso dêles.
      SEBENTEIRO. adj. s. m. Que, ou aquêle que escreve sebentas, que as litografa.
      SEBO. s. m. (Bras.) Livraria onde se vendem livros usados.

      DICIONÁRIO PRÁTICO DA LÍNGUA NACIONAL. J. MESQUITA DE CARVALHO.

      ALFARRÁBIO. s. m. Ár. Al-Farabi. Livro velho de leitura árida, enfadonha. Livro velho sem importância comum. DERIVADOS: alfarrabista (s. m. : o que vende, coleciona ou lê livros usados, antigos); alfarrabístico (adj. : relativo ao alfarrabista).
      CALHAMAÇO. s. m. corrupt. (corruptela) de canhamaço. Livro grande velho, livro antigo e volumoso. Alfarrábio.
      SEBO. s. m. Livraria onde se compram e vendem livros usados.
      COGNATOS: sebenta (s. f. : explicação de lições litografadas para uso dos estudantes); sebenterio (adj. : que redige sebentas, que nelas estuda).

      DICCIONÁRIO ENCYCLOPÉDICO ILLUSTRADO 
      ALFARRÁBIO. s. m. Livro antigo e pouco util.
      ALFARRABISTA. s. m. Aquelle que lê ou colleciona livros antigos. Aquelle que negocia com elles.
      ALFARRABÍSTICO. adj. Relativo a alfarrabista: aspecto alfarrabístico.

      NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. CÂNDIDO DE FIGUEIREDO, 8 EDIÇÃO, 1939. 
      ALFARRÁBIO. m. Livro antigo e pouco prestadio: “o tempo que emprego em ler quatro alfarrábios que comprei a vintém.” Filinto, Poes, I, 95. (do ár.?)
      ALFARRABISTA. m. Aquele que lê ou coleciona livros antigos. Aquele que negocia com eles. (de alfarrábio)
      ALFARRABÍSTICO. adj. Relativo a alfarrabista: aspecto alfarrabístico.
      CACA-SEBO. m. Bras. Pop. Alfarrabista. (da alcunha de um alfarrabista).
      CAGA-SEBO. m. O mesmo que caca-sebo.
      SEBENTA. f. Lição ou explicação litografada, para uso de estudantes de Coimbra. (de sebo).
      SEBENTARIA. f. T. De Coimbra (termo). Oficina, onde se litografam sebentas.
      SEBENTEIRO. m. adj. Estudante que redige ou escreve a sebenta. O que só estuda a sebenta. Aquele que litografa sebentas.
      SEBO. Bras. Casa de alfarrabista, o mesmo que caca-sebo.

      DICCIONARIO PROSODICO DE PORTUGAL E BRAZIL. ANTONIO JOSE DE CARVALHO, JOÃO DE DEUS. 1895.
      ALFARRABIO. (álfârrábiu). s. m. livro velho.
      ALFARRABISTA. (álfârrábíxtâ). s. c. Pessoa que negocía em livros velhos ; maniaca por elles.
      SEBENTA. (çebetâ) s. f. licção lithografada (em Coimbra).
      SEBENTEIRO. (çebetêiru). adj. s. m. o estudante que escreve a sebenta; o que só estuda por sebenta.

      DICCIONARIO COMTEMPORANEO DA LINGUA PORTUGUESA. CALDAS AULETE, 1881. 
      ALFARRABIO. (ál-fa-rrá-bi-u). s. m. (depreciativo) livro velho e de enfadonha leitura. F. ar. (formação arabe) Alfarrabi (nome de um antigo escriptor arabe.
      ALFARRABISRTA. (ál-fa-rrá-bis-ta). s. m. (depreciativo) homem que compra, vende ou manuseia alfarrabios; caturra. F. (formação) Alfarrabio + ista.
      SEBENTA. (sse-ben-ta). s. f. nome que dão em Coimbra os estudantes às licções ou explicações lithographadas dos compendios.
      SEBENTEIRO. (sse-ben-tei-ru). adj. s. m. o estudante que escreve a sebenta; o que não estuda pelo compendio, fazendo só uso da sebenta. F. (formação). Sebenta + eiro.

      DICCIONARIO DE LINGUA PORTUGUESA. ANTONIO DE MORAES SILVA. FAC-SIMILE DA SEGUNDA EDIÇÃO 1813. 
      ALFARRÁBIO. s. m. Livro velho.
      ALFARRABISTA. s. m. O que contrata em livros em segunda mão.
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