Imoral é um adjetivo de dois gêneros com origem no latim immoralis que significa uma atitude contrária àmoral ou qualifica uma pessoa que se comporta sem moralidade.
A palavra imoral é formada pelo prefixo "i" e o substantivo "moral", sendo que o prefixo é usado para sugerir uma negação ou ideia contrária, neste caso mudando o sentido do substantivo.
Uma pessoa imoral é alguém sem pudor, que revela imoralidade e está ligado à libertinagem e obscenidades. Uma pessoa assim é muitas descrita como devassa, indecente e desonesta, pois muitas vezes revela falta de caráter e vive sem regras.
Um ato imoral nem sempre é um ato ilegal. Por exemplo, extorquir dinheiro de uma pessoa idosa através de um esquema fraudulento é um ato imoral e ilegal. Uma pessoa que trai o seu/sua namorado/a comete um ato imoral, mas que não é ilegal. No entanto, é importante referir que apesar de existir na sociedade uma noção de moral e imoral que é aceita pela maioria, várias pessoas criam o seu próprio conceito de moral ou imoral. Isto significa que o que é imoral para uma pessoa, pode não ser imoral para outra.
A imoralidade pode ser aplicada a várias áreas da vida. A imoralidade sexual, por exemplo, consiste em comportamentos imorais a nível sexual, indicando um indivíduo que se entrega à luxúria e lascívia.
O imoralismo sugere uma doutrina adotada por alguém que nega o valor moral que está presente na sua sociedade.Imoral é um adjectivo que se utiliza para evocar aquele ou aquilo que se opõe à moral. A moral, por sua vez, é formada pelo conjunto dos valores, dos costumes, das crenças e das normas de uma pessoa ou de uma comunidade.
Moral, por conseguinte, é aquilo que se afasta ou desvia dos bons costumes ou das acções que são consideradas como correctas. Espera-se que as pessoas respeitem uma espécie de guia de convivência e modos de estar que seja regido pela moral: quando se desviam destas normas, incorre-se em comportamentos imorais.
Em alguns grupos, que uma mulher tenha relações sexuais com parceiros ocasionais pode considerar-se como algo imoral. Noutros contextos, porém, um comportamento deste tipo não implica nada anormal ou reprovável, já que é uma decisão que compete à sua esfera íntima.
Também se pode acusar de imoral quem tiver dois companheiros sentimentais em simultâneo, ou quem não vai ao serviço religioso indicado pelas autoridades eclesiásticas. É evidente que a acusação de imoral, por conseguinte, depende de múltiplos factores, desde culturais a geracionais.
Leia mais: Conceito de imoral - O que é, Definição e Significado http://conceito.de/imoral#ixzz3kg1bATXuÉ imoral trazer ao mundo um filho com síndrome de Down, se você tem a escolha. A mulher deveria abortar e tentar novamente. Quem deu essas declarações incendiárias na semana passada foi o biólogo britânico Richard Dawkins, ateu assumido e um dos maiores estudiosos da evolução das espécies. Produziu um “big bang” de ressentimentos, ódios e mágoas. Compreensível.
Dawkins não falou isso do nada. Era uma resposta a uma leitora grávida, que o consultou por estar com um “dilema ético real”, ao saber que seu feto era Down. Em seu perfil no Twitter com mais de 1 milhão de seguidores, Dawkins disse exatamente o que pensava e o que faria se fosse ela. Não mediu consequências. O frenesi foi tamanho que ele pediu desculpas. Lamentou a escassez dos 140 caracteres do Twitter e escreveu um texto mais longo – nem por isso menos polêmico para quem considera aborto um crime. Eis um trecho editado, com alguns cortes:
– Tendo a chance de fazer um aborto cedo ou deliberadamente trazer a criança com Down ao mundo, acho que a escolha moral e sensata seria abortar. E, de fato, isso é o que a grande maioria das mulheres faz, nos Estados Unidos e especialmente na Europa. Concordo que essa opinião pessoal é controversa e precisa ser mais discutida, possivelmente para ser afastada. Em todo caso, você provavelmente estaria se condenando como mãe (ou como casal) a uma vida de cuidar de um adulto com necessidades de criança. Seu filho provavelmente terá uma expectativa de vida curta, mas, se ele viver mais que você, você provavelmente terá de se preocupar com quem cuidará dele depois que você se for.
Discordo de Dawkins quando tacha de “imoral” dar à luz um filho Down. É forte e injusto com as famílias que lutam contra o preconceito e se desdobram em amor. É ofensivo aos filhos Down. Tê-los e cuidar deles é uma opção dos pais, dolorosa e difícil para a maioria. Muitos, por uma questão de religião ou formação, nem cogitam aborto. Não há alternativa.
Levar a gravidez até o fim é, para milhares de famílias, um compromisso moral incondicional, mesmo quando o feto é anencéfalo, mesmo quando não há possibilidade de vida para o bebê, mesmo quando a gravidez resulta de estupro, mesmo quando há risco de morte para a mãe. São os que consideram aborto caso de polícia. Desses, discordo frontalmente. São fundamentalistas, radicais. Mas não imorais.
Também discordo de quem acha a opinião de Dawkins “imoral” e o condena à fogueira da Inquisição. Ele tem todo o direito de defender casais que decidem abortar quando uma síndrome é detectada durante uma gravidez. Ou seriam esses pais “covardes”, “criminosos” e “imorais”, na opinião de tantos outros, inconformados com as diferenças de valores?
Em seu texto maior, Dawkins diz: “Nunca sonharia em tentar impor minha visão a você ou a qualquer outra pessoa”. Visões de foro íntimo não são – ou não deveriam ser – impostas por cientistas, padres, presidentes ou quem quer que seja. A imposição, nesse caso, violenta o livre-arbítrio.
O que é “imoral”? Poucas palavras carregam tanta subjetividade, força e nuances. Poucas questões são tão pantanosas. Embora seu sentido, em sociedades dominadas pela Igreja, lembre a indecência e o pecado, o significado é amplo e cultural. O termo tem origem no latim mores, que significa “costumes”. Bons costumes e maus costumes dependem de onde e quando você nasceu, onde foi educado, quem são seus pais, onde vive, com quem se relaciona, qual é sua fé, qual é sua ideologia.
Os costumes dependem das convenções e da consciência. Dos valores de certo e errado – e até das transgressões aceitáveis, como exercício de liberdade e prazer. Moral e ética se confundem em muitos casos. Na política, fica muito clara essa associação. O ato de um político pode ser legal e imoral.
A discussão sobre a moral numa sociedade fica mais objetiva quando se escolhe a base de argumento: paixão ou razão? Prefiro a escola da razão. Nessa linha, considero imoral um governo que condena à prisão mulheres que decidem abortar. Não importa o motivo. Não se defende aqui o aborto em si, mas o direito de uma mulher interromper a gravidez sem correr o risco de morrer ou de ser algemada.
É imoral que um país empurre grávidas pobres e sem instrução a um aborto clandestino e perigoso ou a uma maternidade indesejada – ao mesmo tempo que permite informalmente a mulheres ricas e instruídas o direito de abortar sem risco, em clínicas com endereço conhecido. Interrompem uma gravidez acidental pelo desejo de não ser mãe jamais ou naquele momento, por circunstâncias pessoais e intransferíveis. Nenhum candidato à Presidência, católico, evangélico ou agnóstico, ousa tocar nesse assunto. A hipocrisia é imoral.
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