As baleias são mamíferos marítimos pertencentes à ordem dos Cetáceos, são animais que vivem desde o nascer até a morte na água. Elas não têm guelras e, por isso, têm de subir para respirar na superfície, periodicamente.
Geralmente as baleias têm mais de 4 metros de comprimento. Atualmente existem 40 espécies de baleias sendo que metade delas está ameaçada de extinção, graças à caça indiscriminada de países que não respeitam a legislação internacional como o Japão, por exemplo.
As narinas das baleias ficam no alto da cabeça e, quando elas sobem para respirar, soltam ar quente, que, quando entra em contato com a atmosfera, se transforma em gotas de água. Quando o ar é expelido, essas gotas podem chegar a 6 metros de altura.
Seu corpo é coberto por uma camada de gordura que a ajuda a baleia a submergir, a manter a temperatura do corpo e a armazenar energia. Seu esqueleto é muito semelhante ao dos mamíferos terrestres de grande porte como, por exemplo, o elefante.
A cauda da baleia é o seu principal modo de locomoção. As nadadeiras das baleias são membros locomotores atrofiados de seus ancestrais, que viviam em terra e eram quadrúpedes. Esses ancestrais viveram, há cerca de 50 milhões de anos, durante a era cenozóica, eles passavam muito tempo na água para buscar alimentos, dessa forma, gradativamente ocorreu a adaptação.
As baleias emitem dois sons conhecidos, sendo que um deles é usado como sonar e o outro como meio de comunicação com os companheiros de sua espécie.
Normalmente estes animais vivem 30 anos, sendo que já houve registros de baleias com 50 anos de idade. As baleias se alimentam principalmente de peixes, sendo que algumas delas (como as jubartes), não têm dentes. Como substituto dos dentes essas baleias têm algumas laminas ósseas (cerca de 400) que são usadas para filtrar a água engolida juntamente com os peixes. A água engolida é devolvida ao mar, e os peixes presos as laminas são, então, engolidos.
Na Idade Média, o objetivo da caça era a obtenção de carne da baleia para o consumo. Já no século XVIII começou a extração do óleo das baleias. Cada baleia rendia 160 barris de óleo. Do fígado do animal é possível extrair um óleo rico em vitamina A.
A Comissão Internacional da Baleia (que reúne somente 15 paises) fixou o limite máximo de 20.000 baleias a serem caçadas por ano. Porém, ainda existem pessoas que insistem em não respeitar a lei, o que acontece sempre que uma lei prejudica a obtenção do lucro. Atualmente existem poucas baleias no mundo e a caça mata mais do que as baleias se reproduzem, o que pode, em pouco tempo, levar estes mamíferos à extinção. As espécies de baleias mais conhecidas são as as Jubartes, as Francas, as Cachalotes e as maiores que existem: as baleias Azuis.A baleia-comum (Balaenoptera physalus), também chamada de baleia-fin e rorqual-comum, é um mamífero marinho que pertence à família dos balenopterídeos, daordem dos cetáceos. É o segundo maior animal existente, depois da baleia-azul[3] , podendo atingir um comprimento de até 27 metros.[3]
Longo e esguio, o corpo da baleia-comum é cinza-amarronzado e sua parte inferior é esbranquiçada. Existem ao menos duas subespécies distintas: a baleia-comum-do-norte, encontrada no Atlântico Norte, e a baleia-comum-antártica do Oceano Antártico. É encontrada em todos os principais oceanos, das águas polares às tropicais. A espécie está ausente somente nas águas próximas aos blocos de gelo dos pólos norte e sul e áreas relativamente pequenas de águas afastadas do alto mar. A maiordensidade populacional da baleia-comum ocorre em águas frias e temperadas.[4] Sua alimentação consiste de pequenos cardumes de peixe, lulas e crustáceos como osmisidáceos e o krill.
Assim como todas as outras grandes baleias, a baleia-comum foi caçada em larga escala durante o século XX e está listada entre as espécies ameaçadas de extinção. AComissão Baleeira Internacional (CBI) obteve uma moratória para a pesca comercial dessa baleia,[5] embora países como a Islândia, Noruega e Japão ainda continuem a caça em determinadas épocas do ano.[6] Para a temporada de 2008, o Japão tencionava matar aproximadamente 1.000 baleias — 850 baleias-minke, 50 baleias-comuns e 50 baleias-jubartes — mas esse número poderá ser menor em virtude de cortes financeiros provocados por protestos ambientais.[7] A espécie também é caçada por aborígenes groenlandeses, através do programa de Pesca de Subsistência Aborígene comandado pela CBI.[8] Em 2007, o programa matou 377 baleias, das quais 12 eram baleias-comuns.[9] Colisões com navios e ruídos da atividade humana nos oceanos também constituem uma significante ameaça para a recuperação da espécie.
Índice
[esconder]Taxonomia[editar | editar código-fonte]
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A baleia-comum é conhecida há muito tempo por taxonomistas. Ela foi primeiramente descrita por Frederik Martens em 1675 e, logo após, por Paul Dudley, em 1725. Essas descrições foram usadas como base para a Balaena physalusde Carolus Linnaeus (1758).[10] O Conde de Lacépède a reclassificou como Balaenoptera physalus no começo doséculo XIX. O nome científico vem do grego physa, que significa soprar.
As baleias-comuns são da família dos rorquais, ou balenopterídeos, que incluem a baleia-jubarte, a baleia-azul, abaleia-de-bryde, a baleia-sei (ou baleia-boreal) e a baleia-minke. A família Balenopteridae divergiu das outras famílias da subordem Mysticeti no Mioceno Médio.[11] Porém, não se sabe quando os membros dessa família divergiram uns dos outros. Pelo menos ocasionalmente, há hibridação entre a baleia-azul e a baleia-comum no Atlântico Norte[12] e no Pacífico Norte.[13]
Em 2006, havia duas subespécies nomeadas, cada uma delas com diferentes características físicas e vocais. B. p. physalus (Linnaeus 1758), ou baleia-comum-do-norte, é encontrada no Atlântico Norte, e B. p. physalus (Fischer, 1829), ou baleia-comum-antártica, é encontrada no hemisfério Sul.[14] A maioria dos cetologistas considera as baleias-comuns do Pacífico Norte como uma terceira subespécie ainda não nomeada.[4] Em escala global, as três subespécies raramente se misturam.
Descrição e comportamento[editar | editar código-fonte]
A baleia-comum é comumente caracterizada por seu grande tamanho e corpo esbelto. A média de tamanho dos machos e fêmeas da espécie é de 19 e 20 metros, respectivamente. Subespécies no hemisfério norte são conhecidas por atingir comprimentos de até 24 metros, e as espécies antárticas, de até 26,8 metros.[3] Ainda não há registros da pesagem de um espécime adulto, mas cálculos sugerem que um adulto de 25 metros pese em torno de 70.000 quilogramas, ou 70 toneladas. A maturidade física completa se atinge entre 25 e 30 anos, embora se saiba que essas baleias costumam viver até os 94 anos de idade.[15]Uma baleia-comum recém-nascida mede aproximadamente 6,5 metros de comprimento e pesa aproximadamente 1.800 quilogramas.[16] O grande tamanho ajuda na identificação do animal, que geralmente é confundido apenas com a baleia-azul, a baleia-sei ou, em águas quentes, com a baleia-de-bryde.
A baleia-comum tem a parte de cima e lados de coloração cinza-amarronzada e a parte inferior esbranquiçada. Ela tem um focinho pontudo, espiráculos emparelhados e um amplo e achatado bico. Dois padrões em forma de V de coloração clara começam atrás dos espiráculos e seguem pelos lados em direção à cauda numa diagonal, inclinada para cima, até a barbatana dorsal, às vezes recurvando-se adiante nas costas.[3] Ela tem uma marca branca na direita da mandíbula inferior, enquanto o lado esquerdo é cinza ou preto[16] Apesar de poder ser ocasionalmente observada em baleias-minke, essa assimetria é universal na baleia-comum e rara entre os cetáceos, constituindo-se uma das chaves para a identificação dessa espécie. Uma hipótese que explica o desenvolvimento desta assimetria é a preferência da baleia em nadar em seu lado direito quando sobe à superfície para se lançar novamente à água, e circular à direita quando se encontra na superfície, acima de uma presa. Porém, geralmente outras baleias circulam à esquerda. Apesar da existência de várias hipóteses, nenhuma é aceita no meio científico para explicar essa assimetria.[17]
A baleia tem uma série de 56 a 100 pregas ou sulcos ao longo da parte inferior do corpo que se espalham da ponta do queixo ao umbigo, o que permite que a área da garganta se expanda largamente durante a alimentação. Tem uma barbatana dorsal curva e proeminente (60 centímetros) sobre três quartos das costas. As suas barbatanas são pequenas e afiadas, e sua cauda é larga, pontuda, e com entalhes no centro.[3]
Quando a baleia atinge a superfície, a barbatana dorsal é visível logo após o focinho. O focinho é vertical e estreito e pode alcançar 6 metros de comprimento.[16] A baleia sopra de uma a várias vezes, pelos espiráculos, a cada visita à superfície, ficando próxima a esta por aproximadamente um minuto e meio a cada vez. A cauda permanece submergida durante a seqüência na superfície. Ela então mergulha à profundidade de até 250 metros, cada mergulho durando entre 10 e 15 minutos. As baleias-comuns são conhecidas por saltar completamente para fora da água.[16]
Reprodução[editar | editar código-fonte]
O encontro entre machos e fêmeas ocorre em mares e tem cerca de 3 reproduções sexuais por dia, a cada reprodução a baleia solta 2 mil litros de esperma e pelo menos mil litros vazam para o mar, e o período de gestação dura de onze meses a um ano. Um filhote desmama de sua mãe 6 ou 7 meses após o nascimento, quando alcança 11 ou 12 metros de comprimento, e o filhote acompanha a mãe para a área de alimentação de inverno. As fêmeas se reproduzem a cada 2 ou 3 anos, produzindo até 6 fetos, mas nascimentos únicos são mais comuns. As fêmeas alcançam a maturidade sexual entre 3 e 12 anos de idade.[16]
Alimentação[editar | editar código-fonte]
A baleia-comum é um filtrador, alimentando-se de pequenos cardumes de peixe, lulas e crustáceos incluindo misidáceos e krill.[16] Ela se alimenta pela abertura de suas mandíbulas enquanto nada a uma velocidade relativamente alta — 11 quilómetros por hora, segundo um estudo[18] —, o que faz com que engolfe mais de 70 metros cúbicos de água em uma engolida. Ela então fecha suas mandíbulas e empurra a água de volta para fora através de suas barbas de baleia, o que permite que a água escoe enquanto captura as presas. Um adulto tem entre 262 e 473 barbas de baleia em cada lado da boca. Cada placa é composta por queratina, que se desfia em pequenos pêlos perto da língua. Cada placa chega a medir 76 centímetros de comprimento e 30 centímetros de largura.[3]
A baleia realiza mergulhos rotineiros a profundidades maiores que 200 metros (650 pés), onde ela executa uma média de quatro "botes", alimentando-se de agregações de krill. Cada engolida fornece à baleia cerca de 10 quilogramas de krill.[18] Uma baleia pode consumir até 1.800 quilogramas de comida por dia[3] , o que levou os cientistas a concluir que a baleia gasta anualmente cerca de três horas de cada dia alimentando-se para satisfazer suas necessidades energéticas, aproximadamente o mesmo que os seres humanos. Se as aglomerações de presas não são suficientemente densas, ou estão localizadas em águas muito profundas, a baleia tem que gastar uma parcela maior do seu tempo à procura de alimento.[18] As baleias-comuns também têm sido observadas circundando cardumes de peixe em alta velocidade, compactando o cardume em uma bola comprimida, e depois virando de lado antes de engolfar os peixes.[3]
Comportamento[editar | editar código-fonte]
A baleia-comum é um dos cetáceos mais rápidos e pode manter velocidades de até 37 quilômetros por hora,[16] e alcançar velocidades superiores a 40 quilómetros por hora, como já foi registrado, razão pela qual essa baleia é chamada de “galgo das profundezas”.[19] As baleias-comuns são mais gregárias que outros rorquais, e comumente vivem em grupos de 6 a 10 indivíduos, embora em áreas de alimentação seja possível observar até 100 baleias juntas.[15]
Vocalização[editar | editar código-fonte]
| Multimédia relacionada à baleia-comum
Observe que o canto da baleia foi acelerado em 10 vezes sobre sua velocidade original.
| ||||
| ||||
Como outras baleias, os machos dessa espécie emitem sons longos, altos e de baixa frequência.[16] As vocalizações das baleias azul e fin produzem as mais baixas freqüências conhecidas entre os animais.[20] A maioria dos sons são de modulação em freqüência (FM) de pulsos infra-sônicos de 16 a 40 hertz (o ouvido humano capta sons entre as faixas de 20 e 20.000 hertz). Cada som dura entre um e dois segundos, e várias combinações de sons ocorrem em seqüências de 7 a 15 minutos cada. Essas seqüências são então repetidas por vários dias.[21] As seqüências vocais têm nível de fonte de 184 a 186 decibéis relativos a 1micropascal (µPa) a uma distância de referência de um metro, e podem ser detectadas a centenas de quilômetros de sua fonte.[22]
Quando os sons da baleia-comum foram gravados pela primeira vez por biólogos americanos, os pesquisadores não se deram conta de que esses sons raros, altos, longos, puros e regulares estavam sendo emitidos por baleias. Primeiro investigaram a possibilidade de que os sons eram devido ao mau funcionamento dos equipamentos, fenômenos geofísicos ou parte de um esquema da União Soviética para a detecção de submarinos. Eventualmente, biólogos determinaram que os sons eram emitidos pelas vocalizações da baleia-comum.[20]
Associações diretas dessas vocalizações com a temporada reprodutiva da espécie e somado ao fato de somente machos emitirem esse som sugerem que essas vocalizações sejam utilizadas como possível estratégia para a reprodução.[23] [24] Ao longo dos últimos 100 anos, o dramático acréscimo de ruído nos oceanos, por conta de atividades de navegação, podem ter freado a recuperação da população da baleia-comum, impedindo a comunicação entre machos e fêmeas sexualmente receptivas.[25]
Habitat e migração[editar | editar código-fonte]
Como muitos dos grandes rorquais, a baleia-comum é uma espécie cosmopolita. É encontrada em todos os principais oceanos, e em águas que variam de polares a tropicais. A espécie está ausente somente nas águas próximas aos blocos de gelo dos pólos norte e sul e áreas relativamente pequenas de águas afastadas dos grandes oceanos, como o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o leste do Mar Mediterrâneo e o Mar Báltico. A maior densidade populacional ocorre em águas temperadas e frias. A menor densidade ocorre nas águas mais quentes, em regiões equatoriais. As baleias-comuns preferem águas profundas para além das plataformas continentais e águas rasas.[26]
A baleia-comum do Atlântico Norte é amplamente distribuída, ocorrendo do Golfo do México ao Mar Mediterrâneo, em direção ao norte até os limites dos blocos de gelo doÁrtico. No geral, baleias-comuns são mais abundantes no norte na latitude 30ºN aproximadamente, mas há consideráveis confusões sobre sua ocorrência ao sul dessa latitude pela dificuldade em distinguir a baleia-comum da baleia-de-bryde.[27] Muitas pesquisas marinhas levaram pesquisadores a concluir que o local de alimentação da baleia-comum durante o verão no oeste do Atlântico Norte ocorre principalmente entre as latitudes 41º20'N e 51º00'N, contornando a costa a 1.800 m desta.[28]
A distribuição da baleia-comum no Pacífico Norte durante o verão ocorre nas imediações das águas marginais desde a Baja California (Baixa Califórnia) central ao Japão, e ao norte até o Mar de Chukchi, bordeando o Oceano Ártico.[29] Elas ocorrem em maior densidade no norte do Golfo do Alasca e no sul do Mar de Bering entre maio e outubro, com algum movimento através das Ilhas Aleútas para dentro e fora do Mar de Bering.[30] Muitas baleias marcadas entre novembro e janeiro no sul da Califórnia foram mortas na Califórnia central, Oregon,Colúmbia Britânica e no Golfo do Alasca.[29] Baleias-comuns foram observadas alimentando-se nas águas do Havaí em meados de maio, e muitos avistamentos da espécie durante o inverno foram realizadas ali.[31]Alguns pesquisadores sugerem que as baleias migram para as águas havaianas principalmente no outono e inverno.[32]
Apesar de as baleias-comuns serem certamente migratórias, movendo-se entre as estações para dentro e fora das áreas de alimentação em altas latitudes, o padrão geral de migração dessas baleias não é bem compreendido. Leituras acústicas de escutas passivas pelo hidrofone indicam uma migração das baleias-comuns do Atlântico Norte em direção ao sul, ocorrendo durante o outono desde a região de Labrador-Terra Nova, passando pelas Bermudas, até às Índias Ocidentais.[33] Uma ou mais populações de baleias-comuns são conhecidas por permanecer em altas latitudes, movendo-se pelas regiões costeiras, mas não em direção ao sul no fim do outono.[33] No Pacífico, padrões de migração são difíceis de serem entendidos. Apesar de algumas baleias-comuns estarem aparentemente presentes no Golfo da Califórnia, há um aumento significante em sua população no inverno e primavera.[34] De acordo com a época, as baleias-comuns antárticas migram de áreas de alimentação antárticas de alta latitude durante o verão para áreas de parturição e criação em baixas latitudes durante o inverno. A localização das áreas de parturição de inverno são ainda desconhecidas, já que essas baleias tendem a migrar ao oceano aberto, cujas exatas localizações têm sido difíceis de determinar.[4]
Abundância e tendências[editar | editar código-fonte]
A falta de entendimento do padrão migratório da baleia-comum combinado com as pesquisas de população que são geralmente contraditórias faz com que a estimativa dos níveis históricos e atuais das populações da baleia sejam difíceis e controversos. Devido a uma longa história de caça a essa baleia, os níveis de população da baleia pré-exploração são difíceis ou impossíveis de serem determinados; porém, estimativas são importantes para medir a taxa de recuperação da espécie.
Atlântico Norte[editar | editar código-fonte]
No Atlântico Norte, as baleias-comuns são definidas pela Comissão Baleeira Internacional (CBI) como existentes em uma das sete zonas de população discretas: Nova Escócia, Labrador-Terra Nova, Oeste da Groenlândia, Islândia-Leste da Groenlândia, Norte da Noruega, Leste da Noruega–Ilhas Feroé, e Ilhas Britânicas–Espanha–Portugal. Resultados de pesquisas cuja metodologia consiste em marcar os animais e depois recapturá-los indicaram que alguns movimentos atravessam os limites dessas zonas de população, sugerindo que cada zona não é inteiramente discreta e que algumas imigrações e emigrações ocorrem.[28]
Em 1995, J. Sigurjónsson estimou que o total da população de baleias-comuns pré-exploração em todo o Atlântico Norte variava entre 50.000 e 100.000 animais,[35] mas sua pesquisa é criticada por não conter dados que suportem sua tese ou uma explicação para seu raciocínio.[4] Em 1997, D. E. Sergeant sugeriu um agregado “primitivo” total de 30.000 a 50.000 baleias-comuns em todo o Atlântico Norte.[36] Desse número, cerca de 8.000 ou 9.000 residiriam nas áreas de Terra Nova e Nova Escócia, sendo que as baleias que passam o verão nas águas dos Estados Unidos ao sul de Nova Escócia presumivelmente não foram tidas totalmente em conta.[4] [37] J. M. Breiwick estimou que, em 1964, o componente “explorável” (acima do limite de tamanho legal de 15 metros) da população da Nova Escócia seria de 1.500 a 1.600 animais, reduzido a apenas 325 em 1973.[38]
Duas pesquisas aéreas conduzidas em águas canadenses desde o começo dos anos 70, dando números de 79 a 926 baleias no leste da zona de Ilha de Terra Nova-Labrador em agosto de 1980,[39] e algumas centenas no norte e na área central do Golfo de Saint Lawrence em agosto de 1995 a 1996.[40] Estimativas do número de baleias-comuns em águas do oeste da Groenlândia durante o verão estão entre 500 e 2.000,[41] e em 1974, Jonsgard considerou que as baleias-comuns do oeste da Noruega e das Ilhas Feroé “seriam consideravelmente esgotadas em anos posteriores, provavelmente por sobre-exploração”.[42]
A população ao redor da Islândia parece ter se saído muito melhor, e em 1981, a população mostrou ter diminuído apenas um pouco desde o início dos anos 60.[43] Pesquisas desenvolvidas durante os verões de 1987 e 1989 produziram estimativas na ordem de 10.000 a 11.000 baleias-comuns entre o leste da Groenlândia e a Noruega.[44] Isso mostra uma recuperação substancial quando comparada a uma pesquisa em 1976 mostrando uma estimativa de 6.900 baleias, que foi considerada como tendo um pequeno declive desde os níveis de 1948.[45] Estimativas dos níveis de população nas áreas das Ilhas Britânicas–Espanha–Portugal no verão têm variado de 7.500[46] a mais de 17.000.[47] No total, estima-se que o agregado populacional da baleia-comum do Atlântico Norte esteja entre 40.000[48] e 56.000[12] indivíduos.
Pacífico Norte[editar | editar código-fonte]
O total da população histórica do Pacífico Norte tem sido estimado em torno de 42.000 a 45.000 antes do começo da caça às baleias. Desse, a população na parte leste do Pacífico Norte seria estimada entre 25.000 e 27.000.[49] Em 1975, a população estimada declinou para cerca de 8.000 a 16.000 baleias.[50] [51] Pesquisas conduzidas em1991, 1993, 1996 e 2001 produziram estimativas entre 1.600 e 3.200 baleias-comuns na Califórnia e 280 a 380 baleias-comuns em Oregon e Washington.[52] O mínimo estimado para a população de Califórnia–Oregon–Washington, como definido no U.S. Pacific Marine Mammal Stock Assessments: 2005 (Avaliações do Estoque de Mamíferos Marinhos do Pacífico dos Estados Unidos: 2005) é de cerca de 2.500.[53] Pesquisas perto das Ilhas Pribilof no Mar de Bering indicaram um aumento substancial na abundância local de baleias-comuns entre 1975 e 1978 e entre 1987 e 1989.[54] Em 1984, a população total de baleias-comuns no Pacífico Norte foi estimada em menos de 38% de sua capacidade histórica.[55]
Antártica[editar | editar código-fonte]
Relativamente pouco é conhecido sobre os níveis históricos de população e atuais da baleia-comum Antártica. A CBI oficialmente estima que a população de baleias-comuns Antárticas pré-caça no hemisfério sul seria de 400.000 baleias, e que a população em 1979 seria de 85.200.[56] Ambas as estimativas, histórica e atual, devem ser consideradas como estimativas pobres, pois sabe-se que a metodologia e dados usados no estudo são defeituosos.[4] Outras estimativas citam que os níveis de população atuais não seria mais do que 5.000 baleias e possivelmente tão baixos quanto 2.000 a 3.000 baleias.[16] Até 2006 não havia uma estimativa cientificamente aceita da população atual ou tendências em abundância.[4]
Interação humana[editar | editar código-fonte]
No século XIX, a baleia-comum era caçada ocasionalmente pelas embarcações de pesca, mas estava relativamente em segurança por causa de sua velocidade rápida e a preferência pelo mar aberto. Entretanto, a introdução de métodos mais modernos de pesca tornou possível matar e obter baleias-comuns e baleias-azuis em uma escalaindustrial. Enquanto outras espécies se tornaram sobrecaçadas, a indústria baleeira se voltou para a baleia-comum, ainda abundante, como um substituto.[57] Foi caçada primeiramente por sua gordura, óleo, e barbas de baleia. Aproximadamente 704.000 baleias-comuns foram recolhidas na Antártica apenas em operações entre 1904 e 1975.[58] Depois da introdução de fábricas de embarcações para caça de baleias em 1925, o número das baleias caçadas por ano aumentou substancialmente. Em 1937, apenas, mais de 28.000 baleias foram recolhidas. De 1953 a 1961, calcularam a média de aproximadamente 25.000 por ano. Em 1962, os pescadores da baleia-sei começaram a aumentar enquanto as baleias-comuns se tornaram escassas. Em 1974, menos de 1.000 baleias-comuns eram caçadas todos os anos. A CBI proibiu a retirada de baleias-comuns do hemisfério sul em 1976.[58] No Pacífico Norte, um total relatado de aproximadamente 46.000 baleias-comuns foi morto por comerciantes entre 1947 e1987.[59] Foi reconhecido que a União Soviética continuou a matança ilegal de espécies protegidas de baleia no Pacífico Norte significando que a coleta dos dados relatados está incompleta.[60] A baleia-comum obteve proteção total no comércio pela CBI no Pacífico Norte em 1976, e no Atlântico norte em 1987, à exceção de pequenos pescadores e dos pescadores para finalidades da pesquisa.[16] Todas as populações da baleia-comum ao redor do mundo estão listadas como espécie ameaçada pelo Serviço dos Peixes e da Fauna dos Estados Unidos e pela lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, além de estar também no apêndice 1 da CITES.[2] [16] [61] [62] [63]
A baleia-comum é caçada no hemisfério do norte na Groenlândia, sob o procedimento da CBI, para pesca de subsistência. Carne e outros produtos das baleias mortas nestas caças são extensamente introduzidos no mercado dentro da economia da Groenlândia, mas sua exportação é ilegal. A CBI atribui uma quota de 19 baleias-comuns por ano para a Groenlândia apesar de preocupações sobre a incerteza dos níveis atuais da população. A Islândia e a Noruega não são limitadas pela moratória do CBI na pesca de baleias comercial pois ambos os países arquivaram objeções à moratória.[4] Em outubro de 2006, o ministro de pesca da Islândia autorizou a caça de nove baleias-comuns até agosto de 2007.[64] No hemisfério sul, o Japão colocou as baleias-comuns no programa especial da Antártica de pesca de baleias, tendo licença para as estações de 2005-2006 e 2006-2007 em 10 baleias mortas por ano.[65] A proposta para 2007-2008 e as 12 estações subseqüentes incluíam 50 baleias-comuns por ano[4] , mas por causa do fechamento da estação 2007-2008 em abril de 2008, as baleias-comuns não poderão ser caçadas.[66]
As colisões com navios são uma causa importante adicional na mortalidade da baleia-comum. Em algumas áreas, isso representa uma porção substancial dos encalhamentos de grandes baleias. Os ferimentos mais letais e sérios são causados pelos navios grandes, em movimentos rápidos ou ao se aproximarem da plataforma continental.[67]
No Brasil[editar | editar código-fonte]
A baleia-comum raramente é vista no litoral brasileiro, embora vários relatos de avistamentos dessa espécie tenham sido noticiados, principalmente no estado de Santa Catarina, em que o clima, subtropical, favorece o aparecimento da baleia-comum durante a época migratória.[68]
No Brasil, a caça de qualquer espécie de baleia é proibida por tratados internacionais, dos quais o país aparece como signatário.[69]
No Museu de Pesca, localizado em Santos, estado de São Paulo, existe um esqueleto de baleia-comum que encalhou na praia do município de Peruíbe em 1942. Pesando 7 toneladas, essa ossada apresenta 23 metros de comprimento.[70]
Em agosto de 2003 foi encontrada, encalhada numa praia do município de Jaguaruna, Santa Catarina, uma baleia-comum. O animal, bastante raro na região, tinha 9,2 metros de comprimento.[71]
Referências
- ↑ Mead, J.G.; Brownell Jr., R.L.. Order Cetacea. In: Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.). Mammal Species of the World. 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. 723–743 p. ISBN 978-0-8018-8221-0 OCLC62265494
- ↑ a b (em inglês) Reilly, S.B., Bannister, J.L., Best, P.B., Brown, M., Brownell Jr., R.L., Butterworth, D.S., Clapham, P.J., Cooke, J., Donovan, G.P., Urbán, J. & Zerbini, A.N. (2008). Balaenoptera physalus. 2008Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. IUCN 2008. Obtido em 7 de outubro de 2008.
- ↑ a b c d e f g h Balaenoptera physalus Fin Whale MarineBio.org. Visitado em 2006-10-23.
- ↑ a b c d e f g h i National Marine Fisheries Service. Draft recovery plan for the fin whale (Balaenoptera physalus). Silver Spring, Maryland: National Marine Fisheries Service, 2006.
- ↑ Revised Management Scheme Comissão Baleeira Internacional. Visitado em 2006-11-07.
- ↑ Richard Black (19 de maio de 2008). Go-ahead for Iceland's whale hunt BBC News. Visitado em 14 de outubro de 2008.
- ↑ Shane McLeod (15 de abril de 2008). Japan says protests cut whale catch numbers ABC News. Visitado em 14 de outubro de 2008.
- ↑ Aboriginal Subsistence Whaling Comissão Baleeira Internacional. Visitado em 14 de outubro de 2008.
- ↑ Aboriginal Subsistence Whaling catches since 1985 Comissão Baleeira Internacional. Visitado em 14 de outubro de 2008.
- ↑ Linnaeus, C. Systema naturae per regna tria naturae, secundum classes, ordines, genera, species, cum characteribus, differentiis, synonymis, locis. Tomus I. Editio decima, reformata.. [S.l.]: Holmiae. (Laurentii Salvii)., 1758. 824 p.
- ↑ Gingerich, P.. McGraw-Hill Yearbook of Science & Technology. [S.l.]: The McGraw Hill Companies, 2004.ISBN 0071427848
- ↑ a b Bérubé, M.; A. Aguilar. (1998). "A new hybrid between a blue whale, Balaenoptera musculus, and a fin whale, B. physalus: frequency and implications of hybridization". Mar. Mamm. Sci. 14: 82 – 98.DOI:10.1111/j.1748-7692.1998.tb00692.x.
- ↑ Doroshenko, V.N.. (1970). "A whale with features of the fin and blue whale (in Russian)". Izvestia TINRO 70: 225–257.
- ↑ Balaenoptera physalus (TSN 180527) (em inglês) . Integrated Taxonomic Information System(www.itis.gov). Página visitada em 23 de outubro de 2006..
- ↑ a b Martin, Anthony R.. Whales and dolphins. London: Salamander Books, 1991.
- ↑ a b c d e f g h i j k Fox, David (2001). Balaenoptera physalus (fin whale) Animal Diversity Web. Visitado em 2006-10-22.
- ↑ Tershy, B. R.; D. Wiley. (1992). "Asymmetrical pigmentation in the fin whale: a test of two feeding related hypotheses". Marine Mammal Science 8 (3): 315–318. DOI:10.1111/j.1748-7692.1992.tb00416.x.
- ↑ a b c Lin, Brian (7 de junho de 2007). Whale Has Super-sized Big Gulp University of British Columbia. Visitado em 2007-06-08.
- ↑ Fin Whale nature.ca: Canadian Museum of Nature. Visitado em 2006-10-22.
- ↑ a b Payne, Roger. Among Whales. New York: Scribner, 1995. 176 p. ISBN 0-684-80210-4
- ↑ Finback Whales Bioacoustics Research Program, Cornell Lab of Ornithology. Visitado em 26 de outubro de2006.
- ↑ W. J. Richardson, C. R. Greene, C. I. Malme and D. H. Thomson, Marine Mammals and Noise (Academic Press, San Diego, 1995).
- ↑ Croll, D.A.; Clark, C.W., Acevedo, A., Flores, S., Gedamke, J., and Urban, J.. (2002). "Only male fin wales sing loud songs" (pdf). Nature 417: 809. DOI:10.1038/417809a.
- ↑ Watkins, W.; Tyack, P., Moore, K., Bird, J.. (1987). "The 20 Hz signals of finback whales (Balaenoptera physalus)". The Journal of the Acoustical Society of America 82 (6): 1901–1902. DOI:10.1121/1.395685.
- ↑ Segelken, R. (19 de junho de 2002). Humanity's din in the oceans could be blocking whales' courtship songs and population recovery Cornell University. Visitado em 11 de novembro de 2006.
- ↑ Balaenoptera physalus Data Extent Map Ocean Biogeographic Information System. Visitado em 16 de outubro de 2008.
- ↑ Mead, J.G.. (1977). "Records of Sei and Bryde's whales from the Atlantic Coast of the United States, the Gulf of Mexico, and the Caribbean". Rep. int. Whal. Commn Spec. Iss. 1: 113–116. ISBN 0-906975-03-4.
- ↑ a b Mitchell, E.. In: W.E. Schevill (ed.). The Whale Problem: A Status Report. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1974. 108–169 p. ISBN 0-674-95075-5
- ↑ a b Rice, D.W.. In: W.E. Schevill (ed.). The Whale Problem: A Status Report. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1974. 170–195 p. ISBN 0-674-95075-5
- ↑ Reeves, R.R.; M.W. Brown. (1985). "Whaling in the Bay of Fundy". Whalewatcher 19 (4): 14–18.
- ↑ Mobley, J.R., Jr.; M. Smultea, T. Norris and D. Weller. (1996). "Fin whale sighting north of Kaua'i, Hawai'i".Pacific Science 50 (2): 230–233.
- ↑ Thompson, P.O.; W.A. Friedl. (1982). "A long term study of low frequency sound from several species of whales off Oahu, Hawaii". Cetology 45: 1–19.
- ↑ a b Clark, C.W.. (1995). "Application of US Navy underwater hydrophone arrays for scientific research on whales". Rep. Int. Whal. Commn 45: 210–212.
- ↑ Tershy, B.R.; D. Breese and C.S. Strong. (1990). "Abundance, seasonal distribution and population composition of balaenopterid whales in the Canal de Ballenas, Gulf of California, Mexico". Rep. Int. Whal. Commn Spec. Iss. 12: 369–375. ISBN 0-906975-23-9.
- ↑ Sigurjónsson, J.. In: A.S. Blix, L. Walløe, and Ø. Ulltang (ed.). Whales, Seals, Fish and Man. [S.l.]: Elsevier Science, 1995. 425–441 p. ISBN 0-444-82070-1
- ↑ D.E. Sergeant. (1977). "Stocks of fin whales Balaenoptera physalus L. in the North Atlantic Ocean". Rep. Int. Whal. Commn 27: 460–473.
- ↑ Allen, K.R.. (1970). "A note on baleen whale stocks of the north west Atlantic". Rep. Int. Whal. Commn 20: 112–113.
- ↑ Breiwick, J.M. (1993). "Population dymanics and analyses of the fisheries for fin whales (Balaenoptera physalus) in the northwest Atlantic Ocean". (Ph.D. thesis) University of Washington, Seattle. 310 pp..
- ↑ Hay, K.. (1982). "Aerial line-transect estimates of abundance of humpback, fin, and long-finned pilot whales in the Newfoundland-Labrador area". Rep. Int. Whal. Commn 31: 373–387.
- ↑ Kingsley, M.C.S.; R.R. Reeves. (1998). "Aerial surveys of cetaceans in the Gulf of St. Lawrence in 1995 and 1996". Marine Mammal Science 17 (1): 35–75. DOI:10.1139/cjz-76-8-1529.
- ↑ Larsen, F.. (1995). "Abundance of minke and fin whales off West Greenland". Rep. Int. Whal. Commn 45: 365–370.
- ↑ Jonsgard, A.. In: W.E. Schevill (ed.). The Whale Problem: A Status Report. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1974. 97–107 p. ISBN 0-674-95075-5
- ↑ Rørvik, C.J.; J. Sigurjónsson. (1981). "A note on the catch per unit effort in the Icelandic fin whale fishery".Rep. Int. Whal. Commn 31: 379–383.
- ↑ Buckland, S.T.; K.L. Cattanach and Th. Gunnlaugsson. (1992). "Fin whale abundance in the North Atlantic, estimated from Icelandic and Faroese NASS-87 and NASS-89 data". Rep. Int. Whal. Commn 42: 645–651.
- ↑ Rørvik, C.J.; J. Jónsson, O.A. Mathisen, and Å. Jonsgård. (1976). "Fin Whales, Balaenoptera physalus (L.), Off the West Coast of Iceland. Distribution, Segregation by Length and Exploitation". Rit Fiskideildar 5: 1–30. ISSN 0484-9019.
- ↑ Goujon, M.; J. Forcada and G. Desportes. (1995). "Fin whale abundance in the eastern temperate North Atlantic for 1993.". Rep. Int. Whal. Commn 45: 287–290.
- ↑ Buckland, S.T.; K.L. Cattanach and S. Lens. (1992). "Fin whale abundance in the eastern North Atlantic, estimated from Spanish NASS-89 data". Rep. Int. Whal. Commn 42: 457–460.
- ↑ Bérubé, M.; Aguilar, A., Dendanto, D., Larsen, F., Notarbartolo di Sciara, G., Sears, R., Sigurjónsson, J., Urbán-R, J. and Palsbøll, P.J.. (1998). "Population genetic structure of North Atlantic, Mediterranean Sea and Sea of Cortez Fin Whales, Balaenoptera physalus (Linnaeus 1758): analysis of mitochondrial and nuclear foci". Molecular Ecology 7: 585–599. DOI:10.1046/j.1365-294x.1998.00359.x. ISSN 1471-8278.
- ↑ Ohsumi, S.; S. Wada. (1974). "Status of whale stocks in the North Pacific, 1972". Rep. Int. Whal. Commn 24: 114–126.
- ↑ Rice, D.W.. In: W.E. Schevill (ed.). The Whale Problem: A Status Report. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1974. 170–195 p. ISBN 0-674-95075-5
- ↑ Chapman, D.G.. (1976). "Estimates of stocks (original, current, MSY level and MSY)(in thousands) as revised at Scientific Committee meeting 1975". Rep. Int. Whal. Commn 26: 44–47.
- ↑ Barlow, J. (2003). "Preliminary estimates of the Abundance of Cetaceans along the U.S. West Coast: 1991–2001". Administrative report LJ-03-03, available from Southwest Fisheries Science Center, 8604 La Jolla Shores Dr., La Jolla CA 92037.
- ↑ Caretta, J.V., K.A. Forney, M.M. Muto, J. Barlow, J. Baker, B. Hanson, and M.S. Lowry. "U.S. Pacific Marine Mammal Stock Assessments: 2005" (PDF). U.S. Department of Commerce Technical Memorandum, NOAA-TM-NMFS-SWFSC-388.
- ↑ Baretta, L.; G.L. Hunt, Jr.. (1994). "Changes in the numbers of cetaceans near the Pribilof Islands, Bering Sea, between 1975–78 and 1987–89" (PDF). Arctic 47: 321–326.
- ↑ Mizroch, S.A.; D.W. Rice, and J.M. Breiwick. (1984). "The fin whale, Balaenoptera physalus". Mar. Fish. Review 46: 20–24.
- ↑ IWC. (1979). "Report of the sub-committee on protected species. Annex G, Appendix I". Rep. Int. Whal. Commn 29: 84–86.
- ↑ American Cetacean Society. American Cetacean Society Fact Sheet: Fin Whale, Balaenoptera physalus. Visitado em 16 de outubro de 2008.
- ↑ a b IWC. (1995). "Report of the scientific committee". Rep. Int. Whal. Commn 45: 53–221.
- ↑ Barlow, J., K. A. Forney, P.S. Hill, R.L. Brownell, Jr., J.V. Caretta, D.P. DeMaster, F. Julian, M.S. Lowry, T. Ragen, and R.R. Reeves. "U.S. Pacific Marine Mammal Stock Assessments: 1996" (PDF) (inglês). NOAA Technical Memo NMFD-SWFSC-248. Acessado em 16 de outubro de 2008.
- ↑ Yablokov, A.V.. (1994). "Validity of whaling data". Nature 367: 108. DOI:10.1038/367108a0.
- ↑ UNEP-WCMC Species Database: CITES-Listed Species UNEP-WCMC (16 de outubro de 2008). Visitado em 16 de outubro de 2008.
- ↑ Species Profile for Finback whale U.S. Fish & Wildlife Service. Visitado em 16 de outubro de 2008.
- ↑ Appendices I, II and III (em inglês) CITES (2008). Visitado em 16 de outubro de 2008.
- ↑ Iceland to Resume Whale Hunting, Defying Global Ban Bloomberg.com (2006-10-18). Visitado em 2006-10-23.
- ↑ U.S. Protests Japan’s Announced Return to Whaling in Antarctic Bureau of International Information Programs, U.S. Department of State (20 November 2006). Visitado em 2006-11-27.
- ↑ Less food for hungry migrants The Dominion Post (21 June 2008). Visitado em 2008-06-21.[ligação inativa]
- ↑ Laist, D.W.; Knowlton, A.R., Mead, J.G., Collet A.S., and Podesta, M.. (2001). "Collisions between ships and whales" (PDF). Marine Mammal Science 17: 35–75. DOI:10.1111/j.1748-7692.2001.tb00980.x.
- ↑ Presença ilustre Instituto Baleia Franca (21 de janeiro de 2005). Visitado em 16 de outubro de 2006.
- ↑ Baleias Ministério das Relaçõex Exteriores do Brasil. Visitado em 16 de outubro de 2006.
- ↑ Ossada de Baleia Museu da Pesca. Visitado em 16 de outubro de 2006.
- ↑ Baleia da espécie Fin encontrada morta em Jaguaruna, SC EcoAgência (31 de agosto de 2003). Visitado em 16 de outubro de 2006.
Referências gerais[editar | editar código-fonte]
- National Audubon Society Guide to Marine Mammals of the World, Reeves, Stewart, Clapham and Powell, ISBN 0-375-41141-0
- Whales & Dolphins Guide to the Biology and Behaviour of Cetaceans, Maurizio Wurtz and Nadia Repetto. ISBN 1-84037-043-2
- Encyclopedia of Marine Mammals, editors Perrin, Wursig and Thewissen, ISBN 0-12-551340-2
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- ARKive - imagens e vídeos da baleia-comum (em inglês)
- Vocalizações da baleia-comum (em inglês)
- Entrada na Lista Vermelha da IUCN (em inglês)
- Fotografias subaquáticas da baleia-comum (em inglês)
- Fotografias de uma baleia-comum saltando fora d'água (em inglês)Designação genérica atribuída a várias espécies de mamíferos marinhos pertencentes à ordem Cetacea, que também inclui os golfinhos e os botos. Os cetáceos são os únicos mamíferos que se adaptaram a uma vida exclusivamente aquática, apresentando os membros anteriores transformados em barbatanas e sem vestígios externos visíveis dos membros posteriores. Têm uma barbatana caudal horizontal.A ordem Cetacea está dividida em duas subordens: cetáceos com dentes (Odontoceti) e cetáceos com barbas (Mysticeti). Os cetáceos com dentes (sessenta e seis espécies) são predadores, alimentando-se de peixe, lulas e outros animais. Incluem-se neste grupo os golfinhos e os botos, bem como os cachalotes, cujo tamanho é muito superior ao das espécies antes referidas.Baleia-Cinzenta - Eschrichtius robustusO termo baleia é utilizado para os cetáceos da subordem Mysticeti, representada por animais de grandes dimensões, apesar de alguns odontocetos serem designados por baleias, como as baleias-de-bico, pertencentes à superfamília Ziphioidea. As barbas dos misticetos são placas córneas franjadas que se prolongam para baixo do maxilar superior. Estas barbas filtram a água a fim de obter alimento, que é principalmente constituído por plâncton. Entre as espécies de baleias com barbas incluem-se a baleia-comum ou rorqual-comum, a baleia-branca-boreal e a baleia-azul, sendo esta última o maior animal que alguma vez existiu na Terra, podendo atingir 30 metros de comprimento.Quando vêm à superfície para respirar, o ar quente que expiram através do espiráculo (com duas aberturas), localizado na parte superior da cabeça, condensa-se, formando um «jacto». As baleias são animais inteligentes, com um sistema de comunicação complexo, de que os «cantos» dos jubartes, ou baleias-de-bossa, são exemplo. Apresentam uma distribuição mundial.As baleias são caçadas desde tempos remotos (ver caça à baleia); actualmente, a maior parte apresenta o estatuto de espécie vulnerável ou, como é o caso da baleia-azul e da baleia-branca ou baleia-basca, em perigo de extinção, apresentando os restantes misticetos o estatuto de espécie insuficientemente conhecida.As baleias perderam quase totalmente a cobertura pilosa característica dos outros mamíferos, que permanece, no entanto, em certas zonas da cabeça dos animais jovens e dos animais adultos de algumas espécies. Abaixo da pele encontra-se uma espessa camada de gordura. A propulsão através da água é conferida pelos movimentos da barbatana caudal. Nasce, normalmente, uma única cria de cada vez, o que se verifica após um período de gestação de 10 a 12 meses.Espécies de Baleias
A subordem Mysticeti compreende dez espécies, que são classificadas em quatro famílias: Balaenidae, Neobalaenidae, Eschrichtiidae e Balaenopteridae.
As espécies da família Balaenidae apresentam uma enorme cabeça, que atinge mais de um terço do seu comprimento total. A baleia franca, Eubalaena glacialis, com apenas algumas centenas de exemplares, encontra-se praticamente extinta. A baleia-azul, Balaenoptera musculus, pode atingir cerca de 30 m de comprimento e pesar mais de 160 toneladas. Alimenta-se quase exclusivamente de krill.
A subordem Archaeoceti, é conhecida apenas a partir do registo fóssil. Paleontólogos dos EUA e do Paquistão descobriram, em 1993, um fóssil de uma baleia com patas. Este fóssil, designado por Ambulocetus, tem cerca de 50 milhões de anos e o tamanho aproximado do de um leão-marinho macho. Era capaz de se deslocar em terra mas passava a maior parte do tempo na água.Baleia-Azul - Balaenoptera musculusPerigo de extinção
Aliado ao problema da caça, as baleias correm novo risco, com o aumento da poluição. Em Julho de 2001, na reunião anual da Comissão Baleeira Internacional, o Japão e a Noruega tentaram levantar a proibição de caça à baleia, contrariamente à Austrália e à Nova Zelândia que propuseram a formação de um santuário para as baleias, no Pacífico Sul - uma proposta que foi recusada, constituindo a primeira derrota desta reunião.
Já existem dois santuários de baleias: no Oceano Índico, desde 1979 e no Oceano Antárctico, desde 1994.
No meio dos interesses económicos surge assim o risco da poluição que ameaça a sobrevivência de muitas espécies. O Fundo Mundial para a Natureza afirmou que sete das 13 espécies correm risco de extinção, ao serem confrontadas com o ataque dos efluentes químicos e dos pesticidas que são lançados ao mar.
As substâncias poluentes fixam-se na gordura dos cetáceos e, posteriormente, no leite materno que alimenta os baleotes. Mais tarde, provocam ainda disfuncionamentos nos sistemas imunitário, nervoso e reprodutivo.
Entre a ameça da poluição, contam-se ainda as colisões com os barcos, as redes de pesca, a exploração do gás e do petróleo em off-shore nas zonas de alimentação, a degradação dos habitats e a mudança climática.
Apesar da interdicção à sua caça desde 1986, todos os anos, mil baleias são mortas. Depois disso, foram mortas oficialmente 21 573 baleias.
O Fundo Mundial para a Natureza encoraja a «observação das baleias». Em 2000, nove milhões de pessoas em 87 países dedicaram-se a este tipo de observação, gerando um lucro global de um milhão de dólares, o dobro da quantia obtida seis anos antes. Um estudo mostrou que esta actividade daria mais lucros à economia islandesa do que uma eventual retoma da caça comercial.Baleia-Comum - Balaenoptera physalusLongevidadeAssim como diversos outros aspectos de sua história natural, a idade que podem atingir as grandes baleias é ainda uma incógnita. Muito do que se sabe a respeito da idade que podem atingir as baleias provém de exames dos cadáveres de animais vitimados pela matança comercial no século XX; estima-se que o plug de cera existente no ouvido das baleias, pelo número de camadas de deposição, possa indicar a idade de seu portador, mas esse plug só pode ser removido de animais mortos.Calcula-se que alguns misticetos, como as baleias azuis e fin, possam atingir mais de 80 anos de idade; as baleias francas, de 60 a 80 anos; e as jubartes mais de 50 anos. É preciso reiterar que nosso conhecimento a respeito é muito fragmentário e que, possivelmente, as grandes baleias devam regular em idades máximas e atingir longevidade muito semelhante, senão superior, à humana .Cachalote - Physeter macrocephalus
Nenhum comentário:
Postar um comentário