sábado, 10 de outubro de 2015

BEIJO

beijo é uma demonstração de afeto entre as pessoas e existem diversos tipos de beijos. O beijo na orelha, por exemplo, é mais dado entre casais, mas também existe o beijo no nariz, no olho, no queixo, e muitos outros.
Beijo na orelha é uma das diversas variações de demonstração de carinho. Geralmente é uma forma de beijar dos namorados, de casais apaixonados, porque o beijo é o termômetro de uma relação.
O beijo na orelha significa desejo. Geralmente os beijos nas orelhas e no pescoço são preliminares de uma entrega maior, é a maneira de demonstrar que o parceiro está sendo receptivo ao amor.
Beijo no nariz é conhecido como o beijo dos esquimós, porque consiste em esfregar os narizes um no outro, simultaneamente, da esquerda para a direita ou ao contrário, e serve para demonstrar um carinho mutuo. Este beijo também pode ser dado entre amigos para demonstrar o afeto que existe entre eles.
Beijo no olho ou nos olhos, significa ternura, carinho, dedicação, amor. Geralmente é um beijo que os pais costumam dar em seus filhos à noite quando já estão na cama e pedem um beijo de boa noite.
Beijo no ombro significa que o parceiro está sempre pensando no outro, lembrando, e com o desejo de estar sempre por perto.
Já o beijo no queixo, significa desejo pela mulher amada, desejo pelo companheiro, necessidade de estar junto, necessidade de compartilhar todos seus momentos.O beijo na boca é o maior gesto de demonstração de carinho, amor e paixãoentre um casal, desde o simples tocar de lábios até o beijo mais intenso e apaixonado. O dia 13 de Abril é o Dia do Beijo, uma data instituída para celebrar o amor através do beijo.
Beijo na BocaO beijo na boca traz muitos benefícios para a saúde. Estudos comprovaram que o ato de beijar na boca estimula o cérebro a liberar endorfina, uma substância responsável pela sensação de prazer e bem-estar.
Quanto mais prolongado e apaixonado, maiores os benefícios. Já se sabe que o beijo movimenta 29 músculos (17 da língua). Por isso, além de queimar cerca de 12 calorias por beijo, mantém o rosto mais jovem porque o trabalho muscular dá firmeza à pele.

Primeiro beijo

A expressão "primeiro beijo" significa a primeira vez que uma pessoa deu um beijo de língua (beijo francês) na boca de outra. Os jovens usam a sigla BV (Boca Virgem) para designarem aquela pessoa que ainda não deu o primeiro beijo na boca.
Às vezes, há alguma insegurança, nervosismo e timidez associados a esse ato. No entanto, não existe uma fórmula. O "encaixe" acontece de forma instintiva e com a prática os beijos vão sendo cada vez melhores. Algumas dicas para o primeiro beijo: relaxe, seja carinhoso (a), feche os olhos, comece com calma e desfrute cada momento.

Beijo na boca ou tapa na cara

O beijo na boca ou tapa na cara era um quadro do programa "Pânico na TV", apresentado por Fábio Rabin (Silveira) e Daniel Zukerman (Silveirinha). Neste quadro, os dois apresentadores paqueram várias mulheres que se encontram na praia. Dependendo da cantada deles, eles ganham "beijo na boca ou tapa na cara".

Beijo na boca - recorde

No livro de recordes do Guinness existem vários recordes relacionados com beijos. Entre eles está o beijo mais caro de sempre. Em 2003, o americano Joni Rimm pagou 50.000 dólares num leilão de beneficência para poder beijar a atriz Sharon Stone. A atriz leiloou o beijo para poder ajudar uma instituição de caridade que oferece refeições para pessoas com AIDS.
O beijo mais longo gravado em vídeo aconteceu durante um episódio do "The Bachelor" programa americano da ABC. Nesse episódio Sean Lowe e Lesley M. se beijaram durante cerca de 3 minutos e 17 segundos, quebrando assim o anterior recorde de 3 minutos e 15 segundos. Uma das regras era que se os lábios se separassem durante qualquer altura, eles seriam desclassificados. O beijo mais longo de sempre aconteceu durante um concurso na Tailândia, onde um casal se beijou durante 50 horas, 25 minutos e 1 segundo.Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios em outra pessoa ou objeto. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado comocumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual - neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo. Ainda há o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas.

História[editar | editar código-fonte]


Romeu e Julieta se beijando em uma obra de Sir Frank Dicksee
Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.
Era uma espécie de prova de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática. Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.
Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia. Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.
No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente. No latim, beijo significa toque dos lábios. Na cultura ocidental, ele é considerado gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida; entre amantes e apaixonados, como prova da paixão.
Mas é também um sinal de reverência, ao se beijar, por exemplo, o anel do Papa ou de membros da alta hierarquia da Igreja. No BrasilD. João VI introduziu a cerimônia do beija-mão: em determinados dias o acesso ao Paço Imperial era liberado a todos que desejassem apresentar alguma reivindicação ao monarca. Em sinal de respeito, tanto os nobres, como as pessoas mais simples, até mesmo os escravos, beijavam-lhe a mão direita antes de fazer seu pedido. Esse hábito foi mantido por D. Pedro I e por D. Pedro II.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Kristoffer Nyrop identificou uma série de tipos de beijos, como beijos de amor, carinho, paz, respeito e amizade. Ele observa, porém, que as categorias são um tanto artificiais e sobrepostas e que algumas culturas têm outros tipos de gestos desse tipo.[1]

Expressão de carinho e amor[editar | editar código-fonte]


Dois homens se beijam; os beijoshomossexuais não possuem aspectos que os diferenciem dos beijos heterossexuais.
Beijar os lábios de outra pessoa tornou-se uma expressão comum de afeto em muitas culturas ao redor do mundo. No entanto, em certas sociedades, o beijo só foi introduzido através da colonização europeia, sendo que antes não era uma ocorrência rotineira. Tais culturas incluem certos povos nativos da Austrália, os taitianos e muitas tribos na África.[2]
Beijar na boca é uma expressão física de afeição, amor ou desejo sexual entre duas pessoas em que as sensações de tatopaladar e olfato estão envolvidas.[3] De acordo com o psicólogo Menachem Brayer, embora muitos "mamíferos, pássaros e insetos troquem carícias", parece que os beijos de afeto não são beijos no sentido humano. O psicólogo William Cane observa que beijar na sociedade ocidental é mais frequentemente visto como um ato romântico e descreve alguns de seus atributos:
Não é difícil dizer quando duas pessoas se amam. Talvez elas tentem esconder isso do mundo, ainda que não possam esconder sua excitação interior. Os homens se entregam por um certo tremor animado nos músculos da mandíbula ao verem suas amadas. As mulheres, muitas vezes, ficam pálidas imediatamente ao ver seu amante e depois ficam com o rosto avermelhado quando seu amado se aproxima. ... Este é o efeito da proximidade física de duas pessoas que estão apaixonadas.[4] :9
O beijo romântico em culturas ocidentais é um desenvolvimento relativamente recente e raramente é mencionado, até mesmo na literatura grega antiga. Durante a Idade Média, tornou-se um gesto social e era considerado um sinal de refinamento das classes superiores.[3] :150–151 Outras culturas têm diferentes definições e usos do ato de beijar, observa Brayer. Na China, por exemplo, uma expressão similar de afeto consiste em esfregar o nariz contra o rosto de outra pessoa. Em outras culturas orientais se beijar não é comum. Nos países do Sudeste Asiático o beijo "entre narizes" é a forma mais comum de afeto e o costume ocidental de beijar na boca é frequentemente reservado para as preliminares sexuais.
Pesquisas indicam que o beijo é a segunda forma mais comum de intimidade física entre os adolescentes dos Estados Unidos (depois do ato de andar de mãos dadas) e que cerca de 85% dos adolescentes entre 15 e 16 anos de idade no país já fizeram isso.[5] Em muitas culturas, considera-se um costume inofensivo que adolescentes se beijem ou se envolvam em jogos de beijar com os amigos. Estes jogos servem como quebra-gelos em festas e podem ser a primeira exposição de alguns dos participantes com a sexualidade. Há muitos tipos desses jogos, como, por exemplo, Verdade ou Desafio.

Beijo de afeto[editar | editar código-fonte]


Uma mulher beijando um bebê na bochecha.
Um beijo também pode ser usado para expressar sentimentos, sem um elemento erótico, mas pode ser, no entanto, "muito mais profundo e duradouro", escreve Nyrop. Ele acrescenta que esses beijos podem ser expressões de amor "no sentido mais amplo e abrangente da palavra, trazendo uma mensagem de afeto, fidelidade, gratidão, compaixão, simpatia, alegria intensa ou profunda tristeza."[1] :79
O exemplo mais comum é o "sentimento intenso que une pais e sua prole", escreve Nyrop, mas acrescenta que os beijos de afeto não são apenas comum entre pais e filhos, mas também entre os outros membros da mesma família, o que pode incluir os que estão fora o círculo familiar imediato, "em todos os lugares onde um profundo afeto une as pessoas."[1] :82 Essa tradição está escrita na Bíblia, como quando Orfa beijou a sua sogra e quando Moisés foi ao encontro de seu sogro, ele "fez reverência e beijou-o; e perguntaram um ao outro de seu bem-estar; e entraram na tenda" (Êxodo 18:07); e quando Jacó lutou com o Senhor e se encontrou com Esaú, correu em direção a ele, caiu em seu pescoço e o beijou. O beijo de família era tradicional entre os romanos e beijos de afeto são frequentemente mencionados pelos antigos gregos, como quandoUlisses, ao chegar a sua casa, encontra seus pastores fiéis.[1] :82–83
O afeto pode ser um motivo para se beijar "em todas as idades, em momentos grave e solenes", observa Nyrop, "não só entre aqueles que se amam, mas também como uma expressão de profunda gratidão." Quando o apóstolo Paulo despediu-se dos anciãos da congregação em Éfeso, "todos choraram muito e caíram sobre o pescoço de Paulo e o beijaram" (Atos 20:37). Os beijos também podem ser trocados entre completos estranhos, como quando há uma profunda simpatia ou algum interesse com outra pessoa.[1] :85

Um marinheiro estadunidense beijando seu filho.
A poesia folclórica tem sido uma fonte de beijos carinhosos, onde, por vezes, eles desempenham um papel importante, como quando têm o poder de lançar feitiços ou de quebrar laços de bruxaria e feitiçaria, muitas vezes, causando a restauração de um homem à sua forma original. Nyrop observa que histórias poéticas sobre o "poder redentor do beijo podem ser encontradas na literatura de muitos países, especialmente, por exemplo, nos antigos romances arturianos franceses (LancelotGuiglainTirant Le Blanc), em que a princesa é transformada, através de feitiçarias do mal, em um dragão terrível e só pode retomar sua forma humana quando um cavaleiro for corajoso o suficiente para beijá-la." Na situação inversa, no conto A Bela e a Fera, um príncipe é transformado em uma fera por um feitiço aplicado por uma fada má e não poderia voltar a ser humano a menos que uma plebeia se apaixonasse por ele e o beijasse, apesar de sua feiura.[1] :95–96
Um beijo de afeto também pode ter lugar após a morte. Em Gênesis está escrito que quando Jacó estava morto, "José se lançou sobre o rosto de seu pai e chorou sobre ele e o beijou." Abu Bakr, sogro, sucessor e primeiro discípulo de Maomé, entrou na tenda onde estava o corpo do profeta quando ele foi morto, descobriu seu rosto e beijou-o. Nyrop escreve que "o beijo é a última prova afetuosa de amor que agraciamos a quem amamos, e era acreditado, nos tempos antigos, para acompanhar a humanidade ao mundo inferior."[1] :97

Religião[editar | editar código-fonte]


Homem beija um crucifixo cristão.
O beijo é comum no contexto religioso. Em períodos anteriores ao cristianismo ou ao islamismo o beijo tornou-se um gesto ritual e ainda é tratado como tal em certos costumes, como quando se "beija o pé do Papa, relíquias, ou o anel de um bispo."[3] No judaísmo, o beijo de livros de oração, como a Torá, juntamente com o beijo em xales de oração, também é comum.[6] Crawley observa que foi "muito significativo o elemento carinhoso na religião" ao dar uma parcela tão importante ao beijo como parte de seu ritual. No cristianismo primitivo, aquele que havia sido batizado era beijado pelo celebrante após a cerimônia e o uso do gesto foi estendido até mesmo como uma saudação aos santos e heróis religiosos, com Crawley, acrescenta: "Assim José beijou Jacó e os seus discípulos beijaram Paulo. José beijou seu pai morto e o costume foi mantido em nossa civilização", sendo o beijo um gesto de despedida para parentes mortos, apesar de certas seitas proibirem isso atualmente.[7] :126
Um elemento distintivo no ritual cristão foi notado por Justino no século II, agora referido como o "beijo da paz", e que foi parte do rito nas missas primitivas. Frederick Cornwallis Conybeare afirma que este ato se originou dentro de antigas sinagogas hebraicas e Fílon de Alexandria, o antigo filósofo judeu, chamou-o de "beijo da harmonia", onde, como explica Crawley, "a Palavra de Deus traz coisas hostis juntas em concórdia e beijo de amor."[7] :128 São Cirilo também escreve: "este beijo é o sinal de que nossas almas estão unidas e que nós banimos toda a recordação de injúria.[7] :128
Uma das primeiras referências ao beijo está contida no segundo verso familiar do livro do Antigo TestamentoCântico dos Cânticos, um antigo poema de amor em hebraico:
Beije-me ele com os beijos da sua boca:
Porque teu amor é melhor do que o vinho
[8] [9] :41

Sinal de respeito[editar | editar código-fonte]


Denis Thatcher, o marido deMargaret Thatcherbeija a mão deNancy Reagan, a esposa do então presidente estadunidense, em 1988.
O beijo de respeito é de origem antiga, observa Nyrop. Ele escreve que "desde os tempos mais remotos que encontramos ele foi aplicado a tudo o que é santo, nobre e de adoração a deuses, suas estátuas, templos e altares, bem como a reis e imperadores; fora da reverência, as pessoas ainda beijavam o chão e tanto sol quanto a lua eram recebidos com beijos."[1] :114
Ele observa alguns exemplos, como "quando o profeta Oséias lamenta sobre a idolatria dos filhos de Israel, ele diz que eles fazem imagens de fundição de bezerros e as beija." Em tempos clássicos homenagem semelhante foi muitas vezes paga aos deuses e as pessoas eram conhecidas por beijar as mãos, joelhos, pés e bocas de seus ídolos. Cícero escreve que os lábios e a barba da famosa estátua de Hércules em Agrigento foram desgastados pelos beijos dos devotos.[1] :115
As pessoas beijavam a cruz com a imagem do Crucificado e tal beijo na cruz é sempre considerado um ato sagrado. Em muitos países, é exigido beijar a cruz durante um juramento, como a mais alta afirmação de que a testemunha estaria falando a verdade. Nyrop observa que "como um último ato de caridade, a imagem do Redentor é entregue à morte ou o condenado a morte é beijado." Acredita-se que beijar a cruz traz bênção e felicidade. As pessoas beijam a imagem de Nossa Senhora e as imagens e estátuas de santos — não só as suas imagens, "mas até mesmo as suas relíquias são beijadas", observa Nyrop. "Elas fazem a alma e o corpo inteiro." Há várias lendas de pessoas doentes que recuperaram a sua saúde por terem beijado relíquias sagradas, ressalta.[1] :121
O beijo de respeito também representa uma marca de lealdadehumildade e reverência. Seu uso em tempos antigos foi generalizado e Nyrop fornece exemplos: "Pessoas se jogavam no chão diante de seus governantes, beijavam as suas pegadas, literalmente "lambiam o pó", como é denominado."[1] :124 "Quase em toda parte, onde quer que um inferior encontrasse um superior, observamos o beijo de respeito, como quando os escravos romanos beijavam as mãos de seus mestres; alunos e soldados os seus respectivos professores e capitães e assim por diante.[1] :124 Pessoas também beijam o chão pela alegria de retornar à sua terra natal depois de uma ausência prolongada, como quando Agamenon voltou daGuerra de Troia. Nyrop aponta, no entanto, que nos tempos modernos o beijo cerimonioso de respeito "ficou fora de moda nos países mais civilizados" e é só manteve na Igreja e que, em muitos casos, "a prática seria ofensiva ou ridícula."[1] :130

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

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Cinema[editar | editar código-fonte]

  • 1927: O primeiro filme vencedor do Oscar de melhor filme, Wings (Asas), também foi o primeiro filme (de que se tem registro) a mostrar dois homens beijando-se. Trata-se de um beijo na face, entre dois grandes amigos, os personagens Jack Powell e David Armstrong, no momento em que esse último estava à morte, ferido em batalha aérea. O beijo foi apresentado de forma fraternal, absolutamente não-sexual e não-erótica.

Rock Hudson e Julie Andrews se beijam em uma cena do filme Darling Lili (1968)

Literatura[editar | editar código-fonte]


O beijo, por Francesco Hayez.
  • No conto do príncipe encantado, a princesa dá um beijo ao sapo, transformando-se este em príncipe.
  • Em Dom Casmurro de Machado de Assis, o protagonista Bentinho começa seu romance com Capitu com um beijo enquanto ele penteava os cabelos da jovem.

Televisão[editar | editar código-fonte]

  • 1968: No papel da Tenente Uhura, Nichelle Nichols participou do primeiro beijo interracial da televisão norte-americana, no seriado Star Trek com o ator canadenseWilliam Shatner (atuando como o capitão James T. Kirk) no episódio "Plato's Stepchildren".[10]
  • 1991: Um episódio do aclamado seriado dramático norte-americano L.A. Law causou enorme controvérsia ao mostrar um beijo entre as personagens Abby (Michele Greene) e C.J. (Amanda Donohoe). Tal cena foi reconhecida como o primeiro beijo homossexual (neste caso mulher-mulher) da história dos seriados norte-americanos, e foi responsável por quebrar um enorme tabu televisivo.
  • 2000: No episódio "Acting Out" da famosa série cômica norte-americana Will & Grace, os personagens Will (Eric McCormack) e Jack (Sean Hayes) se beijam ao protestarem por causa de uma cena de beijo de um seriado fictício da NBC que não foi ao ar (semelhante ao beijo de América).
  • 2005: No último episódio da telenovela brasileira América causou muito furor quando um prometido beijo homossexual masculino - que seria o primeiro em telenovela brasileira - dos personagens Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro) não ocorreu. A cena foi escrita pela autora e gravada, mas a Rede Globo optou por não exibi-la, frustrando os telespectadores.
  • 2007: A propaganda de trinta segundos da linha de relógios Time da companhia italiana Dolce & Gabbana mostra dois rapazes se beijando e causa furor no mundo inteiro.

Em animais[editar | editar código-fonte]


Dois membros da espécieCynomys ludovicianus, um tipo de cão-da-pradaria, se "beijam"
Dentro do mundo natural dos animais, existem inúmeras analogias ao beijo, observa Crawley, como "o raspar de bicos dos pássaros [...] e o jogo de antenas de alguns insetos." Mesmo entre os animais superiores, como o cão, o gato e o urso, comportamento semelhante é observado.[7] :114
Os antropólogos não chegaram a uma conclusão sobre se o beijo é aprendido ou se é comportamento do instinto. Ele pode estar relacionado a um comportamento de preparação também visto entre os outros animais, ou que surja como resultado da pré-mastigação da comida feita pelas mães para seus filhotes. Os primatas não-humanos também apresentam um comportamento que pode ser considerado um beijo.[11] Cães, gatos, pássaros e outros animais exibem gestos com lambidas e carícias entre si, mas também fazem isso comseres humanos ou outras espécies. Isso às vezes é interpretado por observadores como um tipo de beijo.
O ato de beijar em humanos é postulado como uma evolução que surgiu a partir da regurgitação direta boca-a-boca de alimentos dos pais para seus filhos (beijo de alimentação) ou entre machos e fêmeas e tem sido observado em vários tipos de mamíferos.[12] As semelhanças entre os métodos usados no beijo de alimentação e nos beijos de língua humanos são bastante acentuadas; no primeiro caso, a língua é usada para empurrar o alimento da boca da mãe para a da criança, que recebe os alimentos da mãe através dos movimentos de sucção da língua; e o último é basicamente o mesmo movimento, mas sem a presença de comida pré-mastigada. Na verdade, através de observações de várias espécies e culturas, pode ser confirmado que o beijo e a pré-mastigação provavelmente evoluíram a partir de comportamentos semelhantes de alimentação com base no relacionamento.[12] [13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k l m Nyrop, Christoper. The Kiss and its History, Sands & Co., London (1901) Read full text
  2. Ir para cima Dyer, Tristeleton T.F. "The History of Kissing", The American Magazine, vol. 14 1882, pp. 611–614
  3. ↑ Ir para:a b c Brayer, Menachem M. The Jewish Woman in Rabbinic Literature, KTAV Publishing House (1986)
  4. Ir para cima Cane, William. The Art of Kissing, Macmillan (1991)
  5. Ir para cima 12,015 Add Health surveys (1995) considered: Halpern, Carolyn Tucker. "Smart teens don't have sex (or kiss much either)", Society for Adolescent Medicine, Elsevier Science, March 2000, pp. 213–225. Página visitada em 7 de novembro de 2009.
  6. Ir para cima Kuraweil, Arthur.The Torah for Dummies, Wiley Publishing (2008) p. 218
  7. ↑ Ir para:a b c d Crawley, Ernest. Studies of Savages and Sex, Kessinger Publishing (revised and reprinted) (2006)
  8. Ir para cima Song. 1:2
  9. Ir para cima Magonet, Jonathan. Jewish Explorations of Sexuality, Berghahn Books (1995)
  10. Ir para cima Shatner, Willian. Star Trek Memories. Ed. Harpercollins, 1993.
  11. Ir para cima "How animals kiss and make up", BBC News, 13 de outubro de 2003.
  12. ↑ Ir para:a b Eibl-Eibesfeldt, Irenäus. (1971). "Love and hate: the natural history of behavior patterns". Aldine Transaction.
  13. Ir para cima Eibl-Eibesfeldt, Irenäus. Comparing behavior: studying man studying animals. [S.l.]: Routledge, 1983.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios em outra pessoa ou objeto. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado comocumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual - neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo. Ainda há o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas.

História[editar | editar código-fonte]


Romeu e Julieta se beijando em uma obra de Sir Frank Dicksee
Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.
Era uma espécie de prova de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática. Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.
Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia. Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.
No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente. No latim, beijo significa toque dos lábios. Na cultura ocidental, ele é considerado gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida; entre amantes e apaixonados, como prova da paixão.
Mas é também um sinal de reverência, ao se beijar, por exemplo, o anel do Papa ou de membros da alta hierarquia da Igreja. No BrasilD. João VI introduziu a cerimônia do beija-mão: em determinados dias o acesso ao Paço Imperial era liberado a todos que desejassem apresentar alguma reivindicação ao monarca. Em sinal de respeito, tanto os nobres, como as pessoas mais simples, até mesmo os escravos, beijavam-lhe a mão direita antes de fazer seu pedido. Esse hábito foi mantido por D. Pedro I e por D. Pedro II.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Kristoffer Nyrop identificou uma série de tipos de beijos, como beijos de amor, carinho, paz, respeito e amizade. Ele observa, porém, que as categorias são um tanto artificiais e sobrepostas e que algumas culturas têm outros tipos de gestos desse tipo.[1]

Expressão de carinho e amor[editar | editar código-fonte]


Dois homens se beijam; os beijoshomossexuais não possuem aspectos que os diferenciem dos beijos heterossexuais.
Beijar os lábios de outra pessoa tornou-se uma expressão comum de afeto em muitas culturas ao redor do mundo. No entanto, em certas sociedades, o beijo só foi introduzido através da colonização europeia, sendo que antes não era uma ocorrência rotineira. Tais culturas incluem certos povos nativos da Austrália, os taitianos e muitas tribos na África.[2]
Beijar na boca é uma expressão física de afeição, amor ou desejo sexual entre duas pessoas em que as sensações de tatopaladar e olfato estão envolvidas.[3] De acordo com o psicólogo Menachem Brayer, embora muitos "mamíferos, pássaros e insetos troquem carícias", parece que os beijos de afeto não são beijos no sentido humano. O psicólogo William Cane observa que beijar na sociedade ocidental é mais frequentemente visto como um ato romântico e descreve alguns de seus atributos:
Não é difícil dizer quando duas pessoas se amam. Talvez elas tentem esconder isso do mundo, ainda que não possam esconder sua excitação interior. Os homens se entregam por um certo tremor animado nos músculos da mandíbula ao verem suas amadas. As mulheres, muitas vezes, ficam pálidas imediatamente ao ver seu amante e depois ficam com o rosto avermelhado quando seu amado se aproxima. ... Este é o efeito da proximidade física de duas pessoas que estão apaixonadas.[4] :9
O beijo romântico em culturas ocidentais é um desenvolvimento relativamente recente e raramente é mencionado, até mesmo na literatura grega antiga. Durante a Idade Média, tornou-se um gesto social e era considerado um sinal de refinamento das classes superiores.[3] :150–151 Outras culturas têm diferentes definições e usos do ato de beijar, observa Brayer. Na China, por exemplo, uma expressão similar de afeto consiste em esfregar o nariz contra o rosto de outra pessoa. Em outras culturas orientais se beijar não é comum. Nos países do Sudeste Asiático o beijo "entre narizes" é a forma mais comum de afeto e o costume ocidental de beijar na boca é frequentemente reservado para as preliminares sexuais.
Pesquisas indicam que o beijo é a segunda forma mais comum de intimidade física entre os adolescentes dos Estados Unidos (depois do ato de andar de mãos dadas) e que cerca de 85% dos adolescentes entre 15 e 16 anos de idade no país já fizeram isso.[5] Em muitas culturas, considera-se um costume inofensivo que adolescentes se beijem ou se envolvam em jogos de beijar com os amigos. Estes jogos servem como quebra-gelos em festas e podem ser a primeira exposição de alguns dos participantes com a sexualidade. Há muitos tipos desses jogos, como, por exemplo, Verdade ou Desafio.

Beijo de afeto[editar | editar código-fonte]


Uma mulher beijando um bebê na bochecha.
Um beijo também pode ser usado para expressar sentimentos, sem um elemento erótico, mas pode ser, no entanto, "muito mais profundo e duradouro", escreve Nyrop. Ele acrescenta que esses beijos podem ser expressões de amor "no sentido mais amplo e abrangente da palavra, trazendo uma mensagem de afeto, fidelidade, gratidão, compaixão, simpatia, alegria intensa ou profunda tristeza."[1] :79
O exemplo mais comum é o "sentimento intenso que une pais e sua prole", escreve Nyrop, mas acrescenta que os beijos de afeto não são apenas comum entre pais e filhos, mas também entre os outros membros da mesma família, o que pode incluir os que estão fora o círculo familiar imediato, "em todos os lugares onde um profundo afeto une as pessoas."[1] :82 Essa tradição está escrita na Bíblia, como quando Orfa beijou a sua sogra e quando Moisés foi ao encontro de seu sogro, ele "fez reverência e beijou-o; e perguntaram um ao outro de seu bem-estar; e entraram na tenda" (Êxodo 18:07); e quando Jacó lutou com o Senhor e se encontrou com Esaú, correu em direção a ele, caiu em seu pescoço e o beijou. O beijo de família era tradicional entre os romanos e beijos de afeto são frequentemente mencionados pelos antigos gregos, como quandoUlisses, ao chegar a sua casa, encontra seus pastores fiéis.[1] :82–83
O afeto pode ser um motivo para se beijar "em todas as idades, em momentos grave e solenes", observa Nyrop, "não só entre aqueles que se amam, mas também como uma expressão de profunda gratidão." Quando o apóstolo Paulo despediu-se dos anciãos da congregação em Éfeso, "todos choraram muito e caíram sobre o pescoço de Paulo e o beijaram" (Atos 20:37). Os beijos também podem ser trocados entre completos estranhos, como quando há uma profunda simpatia ou algum interesse com outra pessoa.[1] :85

Um marinheiro estadunidense beijando seu filho.
A poesia folclórica tem sido uma fonte de beijos carinhosos, onde, por vezes, eles desempenham um papel importante, como quando têm o poder de lançar feitiços ou de quebrar laços de bruxaria e feitiçaria, muitas vezes, causando a restauração de um homem à sua forma original. Nyrop observa que histórias poéticas sobre o "poder redentor do beijo podem ser encontradas na literatura de muitos países, especialmente, por exemplo, nos antigos romances arturianos franceses (LancelotGuiglainTirant Le Blanc), em que a princesa é transformada, através de feitiçarias do mal, em um dragão terrível e só pode retomar sua forma humana quando um cavaleiro for corajoso o suficiente para beijá-la." Na situação inversa, no conto A Bela e a Fera, um príncipe é transformado em uma fera por um feitiço aplicado por uma fada má e não poderia voltar a ser humano a menos que uma plebeia se apaixonasse por ele e o beijasse, apesar de sua feiura.[1] :95–96
Um beijo de afeto também pode ter lugar após a morte. Em Gênesis está escrito que quando Jacó estava morto, "José se lançou sobre o rosto de seu pai e chorou sobre ele e o beijou." Abu Bakr, sogro, sucessor e primeiro discípulo de Maomé, entrou na tenda onde estava o corpo do profeta quando ele foi morto, descobriu seu rosto e beijou-o. Nyrop escreve que "o beijo é a última prova afetuosa de amor que agraciamos a quem amamos, e era acreditado, nos tempos antigos, para acompanhar a humanidade ao mundo inferior."[1] :97

Religião[editar | editar código-fonte]


Homem beija um crucifixo cristão.
O beijo é comum no contexto religioso. Em períodos anteriores ao cristianismo ou ao islamismo o beijo tornou-se um gesto ritual e ainda é tratado como tal em certos costumes, como quando se "beija o pé do Papa, relíquias, ou o anel de um bispo."[3] No judaísmo, o beijo de livros de oração, como a Torá, juntamente com o beijo em xales de oração, também é comum.[6] Crawley observa que foi "muito significativo o elemento carinhoso na religião" ao dar uma parcela tão importante ao beijo como parte de seu ritual. No cristianismo primitivo, aquele que havia sido batizado era beijado pelo celebrante após a cerimônia e o uso do gesto foi estendido até mesmo como uma saudação aos santos e heróis religiosos, com Crawley, acrescenta: "Assim José beijou Jacó e os seus discípulos beijaram Paulo. José beijou seu pai morto e o costume foi mantido em nossa civilização", sendo o beijo um gesto de despedida para parentes mortos, apesar de certas seitas proibirem isso atualmente.[7] :126
Um elemento distintivo no ritual cristão foi notado por Justino no século II, agora referido como o "beijo da paz", e que foi parte do rito nas missas primitivas. Frederick Cornwallis Conybeare afirma que este ato se originou dentro de antigas sinagogas hebraicas e Fílon de Alexandria, o antigo filósofo judeu, chamou-o de "beijo da harmonia", onde, como explica Crawley, "a Palavra de Deus traz coisas hostis juntas em concórdia e beijo de amor."[7] :128 São Cirilo também escreve: "este beijo é o sinal de que nossas almas estão unidas e que nós banimos toda a recordação de injúria.[7] :128
Uma das primeiras referências ao beijo está contida no segundo verso familiar do livro do Antigo TestamentoCântico dos Cânticos, um antigo poema de amor em hebraico:
Beije-me ele com os beijos da sua boca:
Porque teu amor é melhor do que o vinho
[8] [9] :41

Sinal de respeito[editar | editar código-fonte]


Denis Thatcher, o marido deMargaret Thatcherbeija a mão deNancy Reagan, a esposa do então presidente estadunidense, em 1988.
O beijo de respeito é de origem antiga, observa Nyrop. Ele escreve que "desde os tempos mais remotos que encontramos ele foi aplicado a tudo o que é santo, nobre e de adoração a deuses, suas estátuas, templos e altares, bem como a reis e imperadores; fora da reverência, as pessoas ainda beijavam o chão e tanto sol quanto a lua eram recebidos com beijos."[1] :114
Ele observa alguns exemplos, como "quando o profeta Oséias lamenta sobre a idolatria dos filhos de Israel, ele diz que eles fazem imagens de fundição de bezerros e as beija." Em tempos clássicos homenagem semelhante foi muitas vezes paga aos deuses e as pessoas eram conhecidas por beijar as mãos, joelhos, pés e bocas de seus ídolos. Cícero escreve que os lábios e a barba da famosa estátua de Hércules em Agrigento foram desgastados pelos beijos dos devotos.[1] :115
As pessoas beijavam a cruz com a imagem do Crucificado e tal beijo na cruz é sempre considerado um ato sagrado. Em muitos países, é exigido beijar a cruz durante um juramento, como a mais alta afirmação de que a testemunha estaria falando a verdade. Nyrop observa que "como um último ato de caridade, a imagem do Redentor é entregue à morte ou o condenado a morte é beijado." Acredita-se que beijar a cruz traz bênção e felicidade. As pessoas beijam a imagem de Nossa Senhora e as imagens e estátuas de santos — não só as suas imagens, "mas até mesmo as suas relíquias são beijadas", observa Nyrop. "Elas fazem a alma e o corpo inteiro." Há várias lendas de pessoas doentes que recuperaram a sua saúde por terem beijado relíquias sagradas, ressalta.[1] :121
O beijo de respeito também representa uma marca de lealdadehumildade e reverência. Seu uso em tempos antigos foi generalizado e Nyrop fornece exemplos: "Pessoas se jogavam no chão diante de seus governantes, beijavam as suas pegadas, literalmente "lambiam o pó", como é denominado."[1] :124 "Quase em toda parte, onde quer que um inferior encontrasse um superior, observamos o beijo de respeito, como quando os escravos romanos beijavam as mãos de seus mestres; alunos e soldados os seus respectivos professores e capitães e assim por diante.[1] :124 Pessoas também beijam o chão pela alegria de retornar à sua terra natal depois de uma ausência prolongada, como quando Agamenon voltou daGuerra de Troia. Nyrop aponta, no entanto, que nos tempos modernos o beijo cerimonioso de respeito "ficou fora de moda nos países mais civilizados" e é só manteve na Igreja e que, em muitos casos, "a prática seria ofensiva ou ridícula."[1] :130

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

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Cinema[editar | editar código-fonte]

  • 1927: O primeiro filme vencedor do Oscar de melhor filme, Wings (Asas), também foi o primeiro filme (de que se tem registro) a mostrar dois homens beijando-se. Trata-se de um beijo na face, entre dois grandes amigos, os personagens Jack Powell e David Armstrong, no momento em que esse último estava à morte, ferido em batalha aérea. O beijo foi apresentado de forma fraternal, absolutamente não-sexual e não-erótica.

Rock Hudson e Julie Andrews se beijam em uma cena do filme Darling Lili (1968)

Literatura[editar | editar código-fonte]


O beijo, por Francesco Hayez.
  • No conto do príncipe encantado, a princesa dá um beijo ao sapo, transformando-se este em príncipe.
  • Em Dom Casmurro de Machado de Assis, o protagonista Bentinho começa seu romance com Capitu com um beijo enquanto ele penteava os cabelos da jovem.

Televisão[editar | editar código-fonte]

  • 1968: No papel da Tenente Uhura, Nichelle Nichols participou do primeiro beijo interracial da televisão norte-americana, no seriado Star Trek com o ator canadenseWilliam Shatner (atuando como o capitão James T. Kirk) no episódio "Plato's Stepchildren".[10]
  • 1991: Um episódio do aclamado seriado dramático norte-americano L.A. Law causou enorme controvérsia ao mostrar um beijo entre as personagens Abby (Michele Greene) e C.J. (Amanda Donohoe). Tal cena foi reconhecida como o primeiro beijo homossexual (neste caso mulher-mulher) da história dos seriados norte-americanos, e foi responsável por quebrar um enorme tabu televisivo.
  • 2000: No episódio "Acting Out" da famosa série cômica norte-americana Will & Grace, os personagens Will (Eric McCormack) e Jack (Sean Hayes) se beijam ao protestarem por causa de uma cena de beijo de um seriado fictício da NBC que não foi ao ar (semelhante ao beijo de América).
  • 2005: No último episódio da telenovela brasileira América causou muito furor quando um prometido beijo homossexual masculino - que seria o primeiro em telenovela brasileira - dos personagens Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro) não ocorreu. A cena foi escrita pela autora e gravada, mas a Rede Globo optou por não exibi-la, frustrando os telespectadores.
  • 2007: A propaganda de trinta segundos da linha de relógios Time da companhia italiana Dolce & Gabbana mostra dois rapazes se beijando e causa furor no mundo inteiro.

Em animais[editar | editar código-fonte]


Dois membros da espécieCynomys ludovicianus, um tipo de cão-da-pradaria, se "beijam"
Dentro do mundo natural dos animais, existem inúmeras analogias ao beijo, observa Crawley, como "o raspar de bicos dos pássaros [...] e o jogo de antenas de alguns insetos." Mesmo entre os animais superiores, como o cão, o gato e o urso, comportamento semelhante é observado.[7] :114
Os antropólogos não chegaram a uma conclusão sobre se o beijo é aprendido ou se é comportamento do instinto. Ele pode estar relacionado a um comportamento de preparação também visto entre os outros animais, ou que surja como resultado da pré-mastigação da comida feita pelas mães para seus filhotes. Os primatas não-humanos também apresentam um comportamento que pode ser considerado um beijo.[11] Cães, gatos, pássaros e outros animais exibem gestos com lambidas e carícias entre si, mas também fazem isso comseres humanos ou outras espécies. Isso às vezes é interpretado por observadores como um tipo de beijo.
O ato de beijar em humanos é postulado como uma evolução que surgiu a partir da regurgitação direta boca-a-boca de alimentos dos pais para seus filhos (beijo de alimentação) ou entre machos e fêmeas e tem sido observado em vários tipos de mamíferos.[12] As semelhanças entre os métodos usados no beijo de alimentação e nos beijos de língua humanos são bastante acentuadas; no primeiro caso, a língua é usada para empurrar o alimento da boca da mãe para a da criança, que recebe os alimentos da mãe através dos movimentos de sucção da língua; e o último é basicamente o mesmo movimento, mas sem a presença de comida pré-mastigada. Na verdade, através de observações de várias espécies e culturas, pode ser confirmado que o beijo e a pré-mastigação provavelmente evoluíram a partir de comportamentos semelhantes de alimentação com base no relacionamento.[12] [13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k l m Nyrop, Christoper. The Kiss and its History, Sands & Co., London (1901) Read full text
  2. Ir para cima Dyer, Tristeleton T.F. "The History of Kissing", The American Magazine, vol. 14 1882, pp. 611–614
  3. ↑ Ir para:a b c Brayer, Menachem M. The Jewish Woman in Rabbinic Literature, KTAV Publishing House (1986)
  4. Ir para cima Cane, William. The Art of Kissing, Macmillan (1991)
  5. Ir para cima 12,015 Add Health surveys (1995) considered: Halpern, Carolyn Tucker. "Smart teens don't have sex (or kiss much either)", Society for Adolescent Medicine, Elsevier Science, March 2000, pp. 213–225. Página visitada em 7 de novembro de 2009.
  6. Ir para cima Kuraweil, Arthur.The Torah for Dummies, Wiley Publishing (2008) p. 218
  7. ↑ Ir para:a b c d Crawley, Ernest. Studies of Savages and Sex, Kessinger Publishing (revised and reprinted) (2006)
  8. Ir para cima Song. 1:2
  9. Ir para cima Magonet, Jonathan. Jewish Explorations of Sexuality, Berghahn Books (1995)
  10. Ir para cima Shatner, Willian. Star Trek Memories. Ed. Harpercollins, 1993.
  11. Ir para cima "How animals kiss and make up", BBC News, 13 de outubro de 2003.
  12. ↑ Ir para:a b Eibl-Eibesfeldt, Irenäus. (1971). "Love and hate: the natural history of behavior patterns". Aldine Transaction.
  13. Ir para cima Eibl-Eibesfeldt, Irenäus. Comparing behavior: studying man studying animals. [S.l.]: Routledge, 1983.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]Pendência é um estado de expectativa em relação à propriedade, títulos ou cargos, quando o direito a eles não é investido em qualquer pessoa, mas aguarda o aparecimento ou a determinação do dono verdadeiro. No Direito civil, o termo pendência só pode ser aplicado a tais propriedades futuras que ainda não tenham sido investidas ou, provavelmente, não podem ser investidas. Por exemplo, um imóvel é concedido a "A" enquanto este viver, com reserva para o herdeiro de "B". Durante o tempo de vida de "B", o direito de propriedade do herdeiro de "B" está em suspenso, até a morte de "B" é incerto quem é o seu herdeiro. Do mesmo modo, as terras alodiais adquiridas através de benefícios, com a morte do titular, são consideradas em pendência até o próximo titular tomar posse.

Pariato[editar | editar código-fonte]

O uso mais comum do termo é, no caso do pariato da Inglaterra. A maioria dos títulos de nobreza passa para herdeiros do sexo masculino, mas os antigos baronatos criados por editais de convocação, bem comocondados muito antigos, empregam a sucessão de herdeiros-geral, também conhecida como primogenitura masculina. Neste sistema, os filhos mais velhos têm precedência sobre os mais jovens, os herdeiros de um filho sobre o filho seguinte, e qualquer filho sobre as filhas, mas não há precedência entre as filhas: elas ou os seus herdeiros herdam igualmente.
Se a filha é apenas uma criança ou suas irmãs são falecidos e não tem nenhum problema de saúde, ela (ou seus herdeiros) é investida com o título; caso contrário, uma vez que o pariato não pode ser compartilhado, nem dividido, a titularidade fica em pendência entre as irmãs, ou seus herdeiros, e não fica na posse de ninguém. Se por ausência de filhos, de casamento ou de ambos, eventualmente, apenas uma pessoa representa as reivindicações de todas as irmãs, ele ou ela pode reivindicar a titularidade como uma questão de direito, e a pendência é considerada encerrada. Por outro lado, o número de presumidos herdeiros pode crescer muito, pois cada interesse potencialmente pode ser dividido entre as filhas.
Um co-herdeiro pode requerer à Coroa o encerramento da pendência. A Coroa pode optar por acatar o pedido, mas se houver qualquer dúvida quanto à linhagem do requerente, o pedido é normalmente encaminhado ao Comitê de Privilégios. Se for aceito por unanimidade, o Comitê irá geralmente conceder o crédito, salvo se houver indícios de colusão, se o pariato estiver em pendência por mais de um século, ou se o requerente detém menos de um terço do crédito.
É totalmente possível que um pariato fique em pendência durante séculos. Por exemplo, o Baronato de Grey de Codnor estava em pendência há mais de 490 anos, entre 1496 e 1989, e o Baronato de Hastingsesteve igualmente em pendência por mais de 299 anos (1542-1841). Alguns outros baronatos tornaram-se pendentes no século XIII, e a pendência ainda não terminou. Os únicos títulos, que não sejam de baronato, e que ainda estão em pendência são os do condado de Arlington e o viscondado de Thetford, que estão unidos, e o condado de Cromartie.
Os títulos no Pariato da Escócia não podem entrar em pendência. Na Escócia, a irmã mais velha tem preferência sobre as irmãs mais jovens; as irmãs não são consideradas co-herdeiras igualitárias.
É comum, mas incorreto, falar que os títulos de pariatos estejam latentes (ou seja, não reclamados), quando estiverem em pendência.

Referências

Wikisource  "Abeyance". Encyclopædia Britannica (11th). (1911). Ed. Chisholm, Hugh. Cambridge University Press. 

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