domingo, 11 de outubro de 2015

CARNAÚBA

carnaúba (Copernicia prunifera), também chamada carnaubeira e carnaíba[1] é uma árvore da família Arecaceae endêmica do semiárido da Região Nordeste do Brasil[2] É a árvore-símbolo do Estado do Ceará, conhecida como "árvore da vida", pois oferece uma infinidade de usos ao homem. Como exemplos, as raízes têm usomedicinal como eficiente diurético e antivenéreo; os frutos são um rico nutriente para a ração animal; o tronco é madeira de qualidade para construções; as palhas servem para a produção artesanal, adubação do solo e extração de cera (cera de carnaúba), um insumo valioso que entra na composição de diversos produtos industriais, tais como cosméticos, cápsulas de remédios, componentes eletrônicos, produtos alimentícios, ceras polidoras e revestimentos. [3] [4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Carnaúba" e "carnaíba" provêm do tupi karana'iwa, "árvore do caraná". [1] "Carandá" provém do tupi karã'dá. [5]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Por tratar-se de uma planta adaptada ao clima semiárido, a carnaúba oferece grandes possibilidades de uso em atividades econômicas mesmo durante o período de estiagem, tratando-se, portanto, de importante alternativa na composição da renda familiar das comunidades rurais.
Os carnaubais formam florestas que têm predominância nas planícies aluviais dos principais rios do CearáPiauíMaranhãoRio Grande do Norte e Bahia, cumprindo importantes funções para a manutenção do equilíbrio ecológico da região, como a conservação dos solos, fauna, cursos d'água e mananciais hídricos.
Na últimas décadas, em virtude da desvalorização dos preços da cera vegetal, a carnaúba voltou a ser alvo de desmatamentos para a introdução de outras atividades produtivas, como a agricultura irrigada e a criação de camarão.

A cera da carnaúba[editar | editar código-fonte]

cera de carnaúba é um produto usado em um grande número de indústrias. Popularmente conhecida como "rainha das ceras", a cera de carnaúba tem um ponto de derretimento muito maior que outras (78°C), além de ser extremamente dura. Isso faz com que seja ideal para criar coberturas extremamente fortes para pisos, automóveis, entre outros. Adicionalmente, a cera de carnaúba aparece em doces, polimentos, vernizes, produtos cosméticos e em muitos outros lugares.
Ela também não é facilmente solúvel. A água não pode romper uma camada de cera de carnaúba, apenas outros solventes o podem, geralmente em combinação com calor. Isso significa que o material possui alta durabilidade, tornando inclusive uma superfície um tanto quanto resistente à água. Muitos surfistas, por exemplo, usam cera para suas pranchas que contém carnaúba. Também é usada como cobertura de pratos de papelfio dental e uma alternativa para gelatina vegetariana. Na indústria farmacêutica, aparece como cobertura de tabletes e em um grande número de embalagens de alimentos. Ao contrário de muitas outras ceras, o acabamento com cera de carnaúba não se desfaz com o tempo, apenas fica opaco. Apesar de a cera de carnaúba ter sido substituída em grande parte por sintéticos, ainda é um produto muito usado em muitas partes do mundo. Também é muito usada em cera de carros.
A cera de carnaúba é utilizada, ainda, na conservação de frutas. Ela é dissolvida com água e outros ingredientes e aplicada sobre as frutas, formando uma película protetora que impede a ação oxidante do oxigênio e evita a perda de líquido com a evaporação. Estudos demonstram que a aplicação dessa proteção em tomatesmangas, e tantas outras frutas pode prolongar o seu viço quase o dobro do tempo de uma fruta que não recebeu essa aplicação.

Bagana[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
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Bagana é a palha resultante da extração da cera da folha da carnaúba. A cera tem diversas aplicações industriais, e é também exportada. A palha pode ser aproveitada para finsagrícolas em compostagem ou como cobertura morta, para ajudar a conservar a umidade do solo.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Também compõe materiais para uso arquitetônico seja ele rústico ou requintado. A palha de carnaúba serve para cobertura de casas residenciais e ou para expossições; o caule serve para enripamento, encaibramento e enforquilhamento[6] .

Artesanato[editar | editar código-fonte]

A palha da carnaúba também é muito utilizada para desenvolver peças artesanais como cestas, trançados, bolsas, chapéus e caixas. É muito apreciada por turistas que visitam a região, tornando-a importante fonte de renda da população local. A palha da carnaúba também é usada como alimentação animal. Estes, em tempo de escassez, comem as folhas (palhas) das carnaubeirinhas pequenas, chamadas pindoba.

Símbolo do Ceará[editar | editar código-fonte]

Por meio do Decreto Lei N° 27.413 de 30 de março de 2004, o então governador, Lúcio Alcântara, instituiu a carnaúba como árvore símbolo do Ceará. A decisão foi tomada considerando a importância de promover a conservação da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do reconhecimento do valor histórico, cultural e paisagístico da árvore. Além disso, em seu Art.2º, o dispositivo legal condiciona o corte da carnaúba à autorização dos órgãos e entidades estaduais competentes. [7]

Referências

  1. ↑ Ir para:a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.354
  2. Ir para cima Carnaúba Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST. Visitado em 08 de novembro de 2014.
  3. Ir para cima A planta e suas utilidades Portal da Carnaúba. Visitado em 08 de novembro de 2014.
  4. Ir para cima Cera de Carnaúba Portal da Carnaúba. Visitado em 08 de novembro de 2014.
  5. Ir para cima FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.348
  6. Ir para cima SILVA FILHO, Olavo Pereira da.Carnaúba, Pedra e Barro na Capitania de são José do Piauí, 3 V. Belo horizonte; Maria de Fátima, 2007. ISBN 8590683737
  7. Ir para cima [FREITAS, Vicente. BELA CRUZ — biografia do município. Joinville: Clube de Autores, 2013, pp. 144-53. ISBN: 978-85-916141-0-3A carnaúba, cujo nome científico éCopernicia prunifera, deriva do Tupi e significa árvore que arranha. É encontrada no nordeste brasileiro, principalmente nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Essa planta típica produz cera em suas folhas, um tipo de lipídeo capaz de evitar a perda da umidade através de transpiração em razão de o clima do local onde se encontram ser muito quente.
    Ela é conhecida também como “Árvore da vida”, carandaúba, carnaba, carnaubeira, caranaíba, carnaúva, dentre outros. Sua planta atinge cerca de 15 metros de altura, os frutos se formam em cachos.
    Solos argilosos e margens de rios, salinidade alta são algumas das características suportáveis pela carnaúba. Mesmo sofrendo estresse hídrico, essas plantas conseguem resistir às adversidades da caatinga.
    Sua cera não é perecível e sua retirada ocorre para a fabricação de cosméticos, plásticos, papel carbono, tintas, chips, códigos de barra, assim como era muito utilizada na produção de discos de vinil e baterias. Produtos como lubrificantes, impermeabilizantes e vernizes também são feitos a partir de cera de carnaúba. Além disso, a cera também pode ser utilizada para a manufatura de um álcool denominado alifático, que é útil em plantios e horticultura.
    A carnaúba também produz um fruto comestível, do qual pode ser extraído óleo, palmito do caule e as raízes são usadas como medicinais. A madeira pode ser utilizada para construções e as fibras são utilizadas para fabricação de redes, chapéus, cestos e diversos outros artesanatos que são comercializados na região e no exterior em virtude da beleza e singularidade. A cera também é um produto normalmente exportado.
    A carnaúba é utilizada de forma que não prejudica o meio ambiente. Suas palhas são retiradas de forma que não prejudica a planta e são secadas ao sol, sem consumo de energia produzida de maneira poluente. Na retirada da cera, o que resta se torna adubo. Além de importante para a natureza, essa planta é também imprescindível para a economia local.
    Por Giorgia Lay-Ang
    Graduada em Biologia
    Equipe Brasil Escola

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