Introdução significa o início ou o começo. É o ato ou efeito de introduzir. É um texto breve que antecede uma obra escrita, e que serve para apresentá-lo ao leitor, é o prefácio da obra.
Quando se refere a trabalhos escolares, a introdução tem a função de apresentar resumidamente ao leitor o tema que será desenvolvido e de que forma será apresentado ao longo do trabalho.
Para todos os trabalhos escolares que exigem a composição de textos para apresentação de ideias (redação, artigos, monografias ou teses), é obrigatório que haja uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma conclusão. O nível de aprofundamento do tema, depende do tipo de trabalho que será escrito.
Numa dissertação simples, a introdução deve anunciar ao leitor qual assunto será discutido ao longo do texto. É uma apresentação sintetizada do tema abordado e uma contextualização com a realidade. Em trabalhos acadêmicos, seguindo uma metodologia científica, a introdução deve também caracterizar o tema abordado, mencionar os objetivos e resultados da pesquisa, indicar a relevância do trabalho, etc.
No contexto da pedagogia, o termo “introdução” designa a ação de introduzir um novo tema ou ideia. Por exemplo, um livro que tenha o objetivo de apresentar as bases de um determinado tema para posterior aprofundamento do mesmo, tem normalmente o título: “Introdução à .... Economia, Psicologia, Filosofia, Informática, etc.”Uma redação é um texto formado de uma passagem escrita, de um todo independente, em torno de uma ideia, de um sentido. Essa organização obedece a certos princípios, de modo que se crie um todo significativo, cumprindo um objetivo e uma determinada situação. Em um texto coerente todas as partes se encaixam; na verdade se completam, não pode haver partes que destoem ou contradigam as demais partes do texto. As conexões entre as partes internas da redação também devem ser estudadas. É o que se chama de coesão textual, está diretamente ligada às conexões gramaticais. De acordo com a finalidade existem diferentes gêneros de texto.
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Existem basicamente três tipos de redação: narração, descriçãoe dissertação. Cada tipo de redação possui característica própria e construção diferenciada.
Narração é contar, relatar uma história sem se preocupar em ser real ou imaginário. Caracteriza-se por uma progressiva de ações; apresenta elementos como personagens, narrador, fato, tempo, espaço. O foco narrativo é parte importante já que centra no ponto de vista do narrador da história. O mesmo pode estar em 1ª pessoa (eu), 3ª pessoa (ele) e narrador-onisciente.
Descrição é descrever objeto, pessoa, coisa ou lugares a que o texto se refere. Caracteriza-se por ter verbos de estado, metáforas e comparações, muitos adjetivos, uso de advérbios de lugar/tempo/modo.
Dissertação é analisar, explicar, refletir, conceituar, avaliar, expor ideias. Quando se quer defender um ponto de vista, uma opinião, uma tese, uma argumentação bem estruturada para se chegar a uma conclusão. Não se passa a dissertação no mundo extenso, mas no foro íntimo do sujeito, a dissertação interpreta a realidade. Uma boa e estruturada redação dissertativa deve englobar umaintrodução (também chamado de início) chamativa; um desenvolvimento (chamado de meio) explicativo, argumentativo e informação consistente em idéias criativas; uma conclusão (chamado de fim) calcada nas ideias que transpassam todo o texto, como um fechamento claro e preciso, sem dúvidas e nem desmentindo o corpo do texto.
Introdução
É o início do texto, contendo o tema a ser desenvolvido, exposto com muita clareza. Envolve o problema a ser analisado. Geralmente pode ser exposto em apenas um parágrafo.Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar ou ficar cansativa para o leitor. Se a redação tiver trinta linhas, aconselha-se a que o escritor use de quatro a seis para a parte introdutória.
Deve-se evitar em uma introdução
- Iniciar uma ideia geral que não transpassa por todo o texto (o uso de ideias totalmente diferentes);
- Usar chavões;
- Iniciar a introdução com as mesmas palavras do título;
- Desviar do assunto principal;
- Escrever em períodos muito longos;
- Escrever de forma pessoal, ou seja, usar a 1ª pessoa.
Desenvolvimento
É o corpo do texto, onde se organiza o pensamento. Compõem os argumentos que no caso é o posicionamento adotado. Os argumentos podem se classificar em: argumento de autoridade, argumento por ilustração, argumento do pensamento lógico, argumentação de prova concreta e argumentação de competência linguística.Argumento por autoridade é a citação de frase ou pensamento de autor do tema em questão. Pode ser uma “faca de dois gumes”, de forma positiva fazendo uma intertextualidade ou negativa se for inadequado ao tema proposto. Argumento por ilustração é o uso de exemplos relativos à realidade. Argumento do pensamento lógico é uma idéia que parte do geral para o particular ou ao contrário do particular para o geral. Argumento de prova concreta é uma prova concreta seja de lei, dados estatísticos, fatos do conhecimento geral, como o reforço da idéia defendida. Argumento da competência linguística é o uso da incorreção gramatical que gera problemas na coerência do texto.
Em uma redação de trinta linhas, o autor deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento.
Deve-se evitar em um desenvolvimento
- Repetições;
- Escrever pormenorizando;
- Exemplos extremamente excessivos;
- Usar de exemplos fracos e fora do contexto.
Conclusão
É a síntese do problema tratado no decorrer do texto, fechamento da redação. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas.Na conclusão, as ideias tratadas no texto propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão.
Deve-se evitar em uma conclusão
- O principal defeito: não conseguir finalizar;
- Evitar as expressões “em resumo”, “concluindo”, “terminando”.
Ela precisa ser direta, simples e objetiva. Na teoria parece difícil, mas é mais simples do que parece. Tenha em mente o seguinte:
1) Todo o texto gira em torno da introdução que você elaborou; é nessa introdução que vamos dizer do que o texto vai falar.
2) O tamanho ideal de uma introdução é de 2 ou 3 frases.
3) Em cada parágrafo posterior do desenvolvimento, devem ser defendidas as frases elaboradas na introdução. Vamos explicar isso com um exemplo para ficar mais claro. Digamos que a introdução de uma redação sobre “Tigres” fosse:
“Tigres são agressivos. Porém, nada impede que sejam domesticados”.
O primeiro parágrafo do desenvolvimento dessa redação teria que explicar o motivo dos tigres serem agressivos, e o segundo parágrafo explicaria como é possível domesticar um tigre. Note que a primeira frase da introdução seria explicada no primeiro parágrafo do desenvolvimento e a segunda frase seria explicada no segundo parágrafo.
Seguindo essa sugestão, garantimos nota no critério “Organicidade”. Esse critério é utilizado por todos os corretores de redações, pois mede o quão organizado é o seu texto. Se você cuidar para que cada frase da introdução seja explorada em um parágrafo, seu texto terá uma estrutura bem lógica e organizada.
Muito bem, agora que já aprendemos os 3 pontos básicos para criar uma introdução, podemos ver que é muito importante ser objetivo na introdução, sem enrolar.
É bom ser direto ao ponto, sem dar voltas e voltas. Se o tema é sobre melancia, não comece falando sobre beterraba. Precisamos ser fiéis ao tema, isso é bastante avaliado. Como já comentamos que o desenvolvimento irá ser criado a partir do que você disse na introdução, é preciso construir uma introdução bem focada no assunto do tema. É fácil de perceber se o texto vai ser fiel ou não lendo a introdução do candidato.
Exemplo de uma boa introdução
Vamos mostrar na prática então como se faz uma introdução. Digamos que o tema seja “O chocolate no mundo moderno” (mesmo tema abordado no artigo anterior).
Apenas relembrando, a introdução pode ser desenvolvida a partir da seguinte pergunta sobre o tema: “o que eu penso sobre isso?”. Então, vamos respondê-la:
Eu penso que chocolate faz bem à humanidade. Só que não dá pra exagerar, pois pode acabar sendo prejudicial.
Já que é isso o que eu penso sobre chocolate, minha introdução pode ser assim:
“Chocolate faz bem à humanidade. Porém, apesar de trazer benefícios, o seu consumo em excesso pode trazer prejuízos“.
E está pronto. Se você perceber, ela está bem abrangente, mesmo sendo curta. Isso é o ideal.
O próximo passo seria começar o desenvolvimento, então no 1º parágrafo a gente diria por que chocolate é bom; e no 2º parágrafo diríamos por que não podemos comer chocolate em excesso.
Repare que, por enquanto, na introdução, apenas afirmamos que chocolate faz bem. Ainda não convencemos ninguém disso. E como convencer? Essa é justamente a tarefa do desenvolvimento. Vamos falar dele depois com detalhes, apenas lembre da grande diferença que existe entre introdução e desenvolvimento.
A introdução serve para apresentar o assunto que você vai abordar. O desenvolvimento serve para explicar as afirmações que você fez na introdução. Isso vai ficar ainda mais claro no próximo exemplo:
Como fazer uma introdução ruim
Considerando o tema anterior sobre chocolate, digamos que um aluno tivesse elaborado essa introdução:
“Chocolate faz bem à humanidade, pois traz uma sensação de bem-estar. Porém, apesar de trazer benefícios, o seu consumo em excesso pode trazer prejuízos, como o ganho de peso e a diabetes”.
Apesar de estar bem escrita, essa introdução é péssima, pois misturou desenvolvimento com introdução (em vez de somente apresentar o assunto, essa introdução explicou e argumentou, o que é tarefa do desenvolvimento).
Para ser coerente, esse aluno agora precisaria explicar no desenvolvimento o motivo do chocolate trazer uma sensação de bem-estar, o motivo dele favorecer o ganho de peso e o motivo dele causar a diabetes. A menos que o aluno esteja muito bem informado sobre o assunto (ou melhor, seja um especialista na área), podemos considerar que ele não vai conseguir cumprir essa missão. O que aconteceria na prática é que esse assunto de diabetes, por exemplo, provavelmente nunca mais seria mencionado no texto, e isso seria um grande equívoco. Afinal, por que você apresentaria seu texto com algo que não vai falar? É como dizer: “Tomates são azuis” e depois falar sobre molho de tomate, salada de tomate, sem nunca mais tocar no assunto de tomates azuis. Alguém iria dizer: “Você não me convenceu que tomates são azuis!”.
Então a dica é simples: não dificulte a sua vida! Faça uma introdução simples, curta e objetiva, mencionando algo que você sabe abordar e desenvolver depois. Introdução não é lugar para argumentação, é para apresentação.
Causando uma boa impressão
Além de ter o poder de definir a organização do texto, a introdução pode causar uma primeira boa impressão. Se ela estiver concisa, clara e organizada, o avaliador já vai ver seu texto com outros olhos, pois vai pensar que você sabe o que está fazendo, que não apenas pegou um lápis e saiu riscando loucamente no papel.
Então concentre-se nisso e passe a olhar a introdução de um jeito diferente; entenda o motivo dela existir e e cumpra com seu papel, como ensinamos aqui. Esse tipo de detalhe faz toda a diferença na sua nota final. Segredos como esse são o que fazem um texto tirar uma excelente nota, mesmo sem ser um artigo extraordinário.
É possível pegar um texto simples, sem nada de excepcional, e fazê-lo tirar uma ótima nota, simplesmente por ser construído nos padrões certos. A maioria das pessoas não faz isso. Como vimos naquele exemplo, a introdução da grande maioria acaba explicando a si mesma, misturando desenvolvimento com introdução. Depois não aborda os assuntos que mencionou, não organiza o texto conforme a introdução foi construída.
É comum ver os candidatos se queixando que sua nota foi baixa, e não é por acaso! Lembre-se: existem muitos critérios de correção em uma redação. A boa notícia é que a maioria deles são simples de se obter, basta que você os conheça.
Agora você já aprendeu como fazer uma boa introdução. É importante que você veja nosso curso completo de redação para praticar os exercícios e ter exemplos de boas introduções para se espelhar.
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