domingo, 11 de outubro de 2015

SÃO CRISTÓVÃO

São Cristóvão (em gregoΆγιος Χριστόφορος, em latimChristophorus) é um santo venerado por Católicos RomanosOrtodoxos e Umbandistas (no sincretismo afro-brasileiro).
Considerado um mártir cristão, São Cristóvão foi morto durante o reinado de Décioimperador romano do século III.[1] [2] Apesar de ser um dos santos mais populares do mundo, muito pouco se sabe ao certo sobre sua vida.[3]
São Cristóvão é venerado em 9 de março na Grécia, em 9 de maio pela Igreja Ortodoxa, em 16 de novembro em Cuba e em 10 de julho em algumas localidades daEspanha.[1] O Calendário Tridentino da Igreja Católica permitia a celebração de São Cristóvão no dia 25 de julho, apenas em missas privadas. Esta restrição foi removida mais tarde. Apesar da Igreja Católica ainda aprovar a devoção a ele, o listando entre os mártires romanos venerados em 25 de julho,[4] ela removeu seu dia festivo docalendário católico de santos em 1969. Na época, a igreja declarou que a celebração não era de tradição romana, tendo em vista sua adesão tardia (por volta do ano de 1550) e limitada ao calendário romano.[5]
A Igreja Católica argumenta que quase nada de histórico é conhecido sobre a vida e a morte de São Cristóvão,[6] apesar de várias lendas serem atribuídas a ele. A mais popular se origina da Legenda Áurea, uma compilação de histórias de santos do século XIII.

Lenda de São Cristóvão[editar | editar código-fonte]

Um rei pagão em Canaã ou na Arábia, através das preces de sua esposa teve um filho a quem batizou de Reprobus (Offerus), dedicando-o ao deus Apolo.[3] Adquirindo tamanho e força extraordinárias com o tempo, Reprobus resolveu servir apenas aos mais fortes e bravos.[3] Em sua busca por tais indivíduos, ele acabou servindo a um rei poderoso e a um indivíduo que alegava ser o próprio Satanás, mas acabou por achar que faltava coragem a ambos, uma vez que o primeiro temia o nome do diabo e o último se assustara com a visão de uma cruz na estrada.[3] Em seguida, ele encontra um eremita que lhe educou na fé cristã, batizando-o.[3] Reprobus se recusou a jejuar e a rezar para Cristo, mas aceitou a tarefa de ajudar as pessoas a atravessar um rio perigoso, no qual muitos haviam morrido ao tentar fazer a travessia.[3]
Certo dia, Reprobus fez a travessia de uma criança que ficava cada vez mais pesada, de tal maneira que ele sentia como se o mundo inteiro estivesse sobre os seus ombros.[3] Após a travessia, a criança revelou ser o Criador e o Redentor do mundo.[3] Daí provém o nome Cristóvão, que significa "aquele que carrega Cristo".[1] [2] Em seguida, a criança ordenou a Reprobus que fixasse seu bastão na terra.[3] Na manhã seguinte, apareceu no mesmo local uma exuberante palmeira.[3] Este milagre converteu muitos, despertando a fúria do rei da região.[3] Cristóvão foi preso e, depois de um martírio cruel, decapitado.[3]
A análise histórica das lendas de São Cristóvão sugere que Reprobus (Christóvão) viveu durante o período de perseguição aos cristãos do imperador Décio ou do imperador Diocleciano, e que ele foi capturado e martirizado pelo governador da Antioquia.[7] De acordo com o historiador David Woods, os restos mortais de Cristóvão foram possivelmente levados para Alexandria por Pedro I, onde teriam sido confundidos com os do mártir egípcio São Menas.[7]

Veneração e padronado[editar | editar código-fonte]

São Cristóvão por Juan Martínez Montañés
A lenda de São Cristóvão, de origem grega, provavelmente teve início no século VI.[3] Em meados do século IX, já havia se espalhado pela França.[3] Originalmente Cristóvão era apenas um mártir e, como tal, é registrado nos antigos martirológios.[3] A passagem simples sobre sua vida logo deu lugar a lendas mais elaboradas.[3] A idéia vinculada a seu nome, primeiramente entendida no sentido espiritual, como "aquele que carrega Cristo no coração", foi tomando um sentido mais literal por volta dos séculos XII e XIII, se tornando o principal feito do santo.[3] O fato dele ser frequentemente chamado de "grande mártir" pode ter dado origem à história de que possuía estatura enorme.[3] O rio e o peso da criança podem ter sido acrescentados como maneira de identificar as provações e lutas de uma alma que têm sobre si o jugo de Cristo neste mundo.[3]
Antes da canonização formal de São Cristóvão no século XV, muitos santos eram proclamados divinos por aclamação popular.[2] Isto significa que os processos de canonização de então se davam de maneira muito mais rápida, mas muitos dos santos eram baseados em lendas, na mitologia pagã ou até mesmo em outras religiões.[2] Em 1969, a Igreja Católica examinou todos os santos de seu calendário para ver se realmente haviam evidências históricas de que eles existiram e viveram uma vida de santidade.[2] Nesta análise, a Igreja concluiu que havia pouca evidência de que muitos santos, incluindo alguns muito populares, existiram de fato.[2] Cristóvão foi um dos santos cuja vida teria sido baseada em grande parte em lendas e, assim sendo, teve seu nome retirado do calendário hagiológico.[2] Alguns santos, como Santa Úrsula, tiveram suas vidas consideradas tão lendárias que seus cultos foram completamente reprimidos.[2] Cristóvão, por sua vez, teve seu culto restrito a calendários locais.[2]
Cristóvão sempre foi um santo muito popular, sendo reverenciado especialmente por atletas, marinheiros, barqueiros e viajantes. Ele é reverenciado como um dos catorze santos auxiliares.[1] Seu padronado é vasto, sendo mais conhecido por assuntos relacionados a viagem.[1] Também é padroeiro de vários locais, tais como BadenBarga,MecklemburgoBrunswickRabSão CristóvãoMondim de Basto,[carece de fontes] Vilnius[carece de fontes] e Havana.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • São Menas, o santo egípcio confundido com São Cristóvão.

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e f g h i (em inglês"Saint Christopher" no Saints.SQPN.com
  2. ↑ Ir para:a b c d e f g h i (em inglêsSt. Christopher no Catholic.org
  3. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k l m n o p q r s (em inglês"St. Christopher" na Catholic Encyclopedia.
  4. Ir para cima Martyrologium Romanum (Libreria Editrice Vaticana, 2001 ISBN 88-209-7210-7)
  5. Ir para cima Calendarium Romanum (Libreria Editrice Vaticana, 1969), p. 131
  6. Ir para cima "FAQ's - Saints & Angels - Catholic Online"
  7. ↑ Ir para:a b David Woods, "St. Christopher, Bishop Peter of Attalia, and the Cohors Marmaritarum: A Fresh Examination"Vigiliae Christianae, Vol. 48, No. 2 (Jun., 1994), p.170Os primeiros porém, foram homens de misericórdia; nunca foram esquecidas as obras de sua caridade... seus corpos foram sepultados em paz, seu nome vive de século em século. Proclamem os povos sua sabedoria, e cante a assembléia os seus louvores”. (Eclo. 44,10; 14-15)

    Mensagem

    Invocado com padroeiro dos viajantes e também contra os perigos representados pelas águas, tempestades e pragas; nosso santo é mais conhecido como padroeiro dos motoristas, tendo em vista que usou o seu próprio corpo como meio de transporte para as pessoas. Daí a palavra “Cristovão”, vinda do grego, que quer dizer “condutor de Cristo”. É contudo um forte convite para que todos nós, não só os motoristas, levemos Cristo em nossa vida, principalmente no serviço aos nossos irmãos mais necessitados.

    Sua bela história

    Pouco ou quase nada se sabe sobre sua infância, seus pais, sua origens. Sabe-se porém, que era um homem de linhagem Cananéia, era muito alto e forte, talvez mais de dois metros e meio e de aparência nada atraente: seu nome era “Réprobo”!
    Quando muito jovem trabalhou com o Rei de Canaã, por sua aparência forte era requisitado para os serviços pesados e de segurança. Enquanto prestava serviços ao rei, veio-lhe à mente procurar o maior príncipe existente no mundo e a ele servir.
    Foi muito longe a sua procura e quando o encontrou, acreditou ser o mais poderoso . O rei quando o viu tomou-o para o seu serviço particular e o fez habitar em sua corte.
    Durante uma festa na corte, um famoso menestrel cantou para sua majestade, cantigas diversas, e uma certa cantiga citava constantemente o demônio. O rei, que era um homem cristão, ao ouvi-lo mencionar o demônio, traçava o sinal da cruz em sua fronte. Ao ver o rei traçar o sinal da cruz, ficou curioso e perguntou que sinal era aquele e porque fazê-lo. Como o rei não queria responder, ele disse: “Se não me disserdes, não mais trabalharei para ti!” Então o rei lhe explicou dizendo: “Sempre que ouço mencionar o nome do demônio, faço o sinal da cruz para me prevenir de suas ciladas, a fim de que não me faça mal”.
    - Temeis que o demônio vos possa fazer mal? perguntou Cristóvão! Então o demônio é mais poderoso e maior do que vós. Por isso fui enganado em minha esperança, pois acreditei ter encontrado o maior e o mais poderoso senhor do mundo. Vou continuar minha busca, e sei que encontrarei o rei mais poderoso do mundo. Despediu-se e partiu.
    Cristóvão apressou-se a ir ao encontro do demônio. Quando passava por um grande deserto avistou um exército no meio do qual destacava-se um soldado de aparência horrível e cruel que, aproximando-se dele, lhe perguntou qual era o seu destino, e Cristóvão respondendo, disse-lhe: “Estou à procura do demônio, para que seja meu senhor!". E o feioso respondeu: “Eu sou quem procuras”. Então Cristóvão ficou contente e pediu-lhe para ser seu servo. Foi prontamente aceito e seguiu seu caminho como seu novo senhor!
    Caminhavam juntos quando, de repente, ao avistar a Santa Cruz, o demônio ficou apavorado e fugiu, deixando o caminho, e fazendo um grande desvio cansativo e longo, retornou a viagem à longa distância da Cruz.
    Cristóvão ficou intrigado com o longo desvio e perguntou ao demônio, em tom de ameaça, qual o seu motivo; ao que o demônio, a contra gosto, explicando, respondeu-lhe: “Houve um homem chamado Jesus Cristo que, por meio de Sua morte na Cruz, trouxe a salvação para a humanidade, e quando vejo Seu sinal, fico apavorado e fujo dele”. Cristóvão disse-lhe: “Então Ele é maior e mais poderoso que tu, já que tens medo de Seu sinal, e eu agora compreendo que te servi em vão. Vou agora encontrar o meu senhor e rei”.
    Procurou por longo tempo e sempre perguntando por Jesus Cristo. Certo dia encontrou um eremita que lhe disse: “Este rei a quem procuras pede de ti uma vida de jejum e oração!”. Cristóvão respondeu-lhe: “Jejuar não posso e não consigo e de orar nada entendo. Pede-me qualquer coisa!”. O eremita lhe disse: “Conheces aquele rio de difícil travessia, onde muitos se perderam? Então pela tua estatura física poderás ajudar muitas pessoas a atravessá-lo”. Cristóvão respondeu-lhe: “Sem dúvida, este serviço posso fazê-lo com muita alegria e por amor ao Rei Jesus”. Construiu sua choupana ali perto e passou a executar sua missão.
    Certa vez, quando dormia, ouviu uma voz de criança a chamá-lo: “Bom homem, sai de dentro e vem carregar-me até a outra margem”.
    Cristóvão pôs aquela criança nos ombros, apanhou seu cajado e entrou no rio. A água do rio começou a subir, seu volume parecia aumentar, e a criança pesava como chumbo. Cristóvão ficou angustiado e temia afogar-se. Conseguiu escapar daquela situação com muito esforço e com segurança colocou a criança em terra firme dizendo a ela: “Menino, pesas tanto como seu tivesse o mundo sobre os meus ombros”. “Bom homem, respondeu-lhe o menino, não te espantes, pois não só carregaste o mundo inteiro como também o dono do mundo. Eu sou Jesus Cristo, o Rei que estás a servir neste mundo, e, para que saibas que digo a verdade, põe teu cajado no chão junto à tua casa e amanhã verás que ele estará coberto de flores e de frutos”. O menino desapareceu e, na manhã seguinte, seu cajado havia se transformado numa bela folhagem florida.
    Cristóvão partiu para Lícia, lá foi ao encontro dos cristãos que estavam presos, para confortá-los, e, quando foi descoberto, apanhou o desafiou seus perseguidores. Jogou seu cajado no chão e pediu ao Senhor que repetisse o prodígio, e seu cajado floriu diante de uma grande multidão e mais de oito mil pessoas foram convertidas.
    Os soldados levaram Cristóvão, nome dado depois do batismo, diante do rei.
    De todas as formas e com mil propostas o rei tentou dissuadi-lo de sua fé: tudo em vão. Sua fé era uma rocha firme.
    Cristóvão foi preso, o rei mandou levar a prisão duas jovens belíssimas, eram Nicéia e Aquilina, foram contratadas para fazê-lo pecar. Depois de muita oração, Cristóvão conseguiu convertê-las ao cristianismo, e em nome de Cristo foram martirizadas.
    Tormentos cruéis o rei ordenou que executassem a Cristóvão: nada atingia nosso santo. Uma flecha disparada contra ele atingiu o tirano deixando-o cego. Cristóvão lhe disse: “Tirano, vou morrer amanhã. Fazei um pouco de lama misturada ao meu sangue, ungi com ela o vosso olho e sereis curado”.
    No dia seguinte depois de suas orações, foi decapitado. O rei meio incrédulo fez o que Cristóvão dissera e no mesmo instante ficou curado.
    O rei, sua corte e seus súditos creram em Cristóvão, e assim o nosso santo conduzira a Cristo uma multidão de convertidos, e sua fama se espalhou sem muita dificuldade!

    O maior milagre que os motoristas podem pedir a Deus, pela intercessão de São Cristóvão, é o da defesa da vida, e de não fazer de seus veículos armas mortais.
    Escolhe, pois, a vida!

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