sábado, 5 de dezembro de 2015

ASTEROIDE

Asteroide é um corpo cósmico que circula pelo espaço sideral ao redor do Sol, principalmente entre as órbitas de Marte e Júpiter. Os asteroides possuem algumas centenas de quilômetros e formas irregulares, que se incendeiam quando entram em contato com a atmosfera terrestre.
Os asteroides são normalmente constituídos por rocha, metal e carbono, possuindo uma dimensão superior a de um meteoro e inferior a um planeta.
Etimologicamente, a palavra asteroide surgiu a partir da junção das palavras gregas "aster", que significa "estrela" e o sufixo "eidos", que quer dizer "semelhança", ou seja, asteroide significa "semelhante à estrela" ou "pequeno planeta".
No final do século XVIII e começo do século XIX, os cientistas e astrônomos pensavam que um indistinto corpo que vagava entre as órbitas de Marte e Júpiter era um pequeno planeta. No entanto, descobriu-se que se tratava de uma categoria nunca antes vista de astro, pois possuía um tamanho bastante menor do que a média dos planetas.
O asteroide em questão era Ceres, o maior já detectado pelo ser humano, com aproximadamente 950 quilômetros de diâmetro. Novas observações, no entanto, mostraram que Ceres tem características distintas dos demais asteroides. No começo do século XXI, após 150 anos sendo considerado um asteroide, Ceres passou a ser classificado como um planeta-anão.
A região conhecida do Sistema Solar que mais possui asteroides é conhecida como Cinturão de Asteroides, e está localizada entre as órbitas do planeta Marte e Júpiter.
Existem duas principais teorias sobre a existência do Cinturão de Asteroides:
  1. Fragmentos de corpos celestes maiores que se chocaram e formaram pedaços menores;
  2. Fragmentos de planetas que, por razões desconhecidas, durante os primórdios do Sistema Solar, não se formaram;
Após o Acordo Ortográfico de 1990, a grafia correta é asteroidesem o acento agudo.

Asteroides próximos da Terra

Por causa da forma gravitacional dos planetas ou mesmo do Sol, os asteroides podem ser "arremessados" para outras direções, atingindo os planetas, luas ou mesmo o sol.
De acordo com a NASA - National Aeronautics and Space Administration(Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, em português), para que haja uma provável colisão de um asteroide com a Terra, este deve ser mais de 150 metros de diâmetro e passar a menos de 20 mil quilômetros de distância do planeta.
O asteroide Apophis é considerado um dos mais perigosos para a vida terrestre. A grande preocupação é devido o seu tamanho (cerca de 270 metros de diâmetro) e a da rota de colisão com a Terra, prevista para antes do ano 2036. As chances do Aposhis atingir o planeta são pequenas, no entanto os dados preveem que o objeto passe no máximo a 29 mil quilômetros de distância da Terra.Os asteroides (pré-AO 1990: asteróide)[1] são corpos rochosos e metálicos que possuem órbita definida ao redor do Sol[2] . Fazem parte dos corpos menores do sistema solar.
Possuem, geralmente, apenas algumas centenas de quilômetros. Historicamente, chegaram a ser igualmente denominados planetoides, planetas menores ou pequenos planetas - mas na resolução B5 de 24 de Agosto de 2006 tomada em Praga, a União Astronômica Internacional (UAI) recomenda que todos estes sinônimos deixem de ser usados, devido à sua ambiguidade[3] . O termo "asteroide" deriva do grego "astér", estrela, e "oide", sufixo que denota semelhança. São semelhantes aos meteoroides, porém com dimensões bem maiores, possuindo formas e tamanhos indefinidos.[2]
Minor Planet Center possui dados de mais de 1,1 milhão de planetas menores no Sistema Solar interno e externo, dos quais mais de 680 mil têm designações numeradas.[4] A grande maioria desses objetos está no cinturão de asteroides.
São desconhecidos quase todos os de menor tamanho, os quais acredita-se que existam cerca de 1 milhão. [2] Estima-se que mais de quatrocentos mil possuam diâmetro superior a um quilômetro. Entretanto, se juntássemos a massa de todos os asteroides conhecidos, ela seria inferior à massa da Lua[2]
Cinturão de asteroides em branco, entre Marte e Júpiter.
Ceres é o maior asteroide conhecido, possuindo diâmetro de aproximadamente 900 quilômetros[5] , e, desde 24 de Agosto de 2006, passou a ser considerado também umplaneta anão. Possui brilho variável, o que é explicado pela sua forma irregular, que reflete como um espelho a luz do Sol em diversas direções.
Os asteroides estão concentrados em uma órbita cuja distância média do Sol é de cerca de 2,1 a 3,2 unidades astronômicas, entre as órbitas de Marte e Júpiter.[5] Esta região é conhecida como Cinturão de Asteroides, que é uma fonte de pequenos corpos.[6] No entanto, dentro deste cinturão há diversas faixas que estão praticamente vazias (são as chamadas Lacunas de Kirkwood), que correspondem a zonas de ressonância onde a atração gravitacional de Júpiter impede a permanência de qualquer corpo celeste.
Alguns asteroides, no entanto, descrevem órbitas muito excêntricas, aproximando-se periodicamente dos planetas TerraVênus e, provavelmente, Mercúrio. Os que podem chegar perto da Terra são chamados EGA (earth-grazers ou earth-grazing asteroids). Um deles é o famoso Eros.
Os troianos constituem outros espécimes particulares de asteroides que orbitam fora do cinturão.
Há muitas técnicas utilizadas para se estudar as características físicas dos asteroides: fotometriaespectrofotometriapolarimetriaradiometria no infravermelho etc. A superfície da maior parte deles é comparável à dos meteoritos carbônicos ou a dos meteoritos pétreos.
De acordo com as teorias mais modernas, os asteroides seriam resultado de condensações da nebulosa solar original, mas que não conseguiram aglomerar toda a matéria em volta na forma de um planeta devido às perturbações gravitacionais provocadas pelo gigantesco planeta Júpiter.[5] Outra teoria afirma que aí existia um planeta, mas que foi destroçado pela sua proximidade com Júpiter.[5]

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