quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

SAO JANUARIO

São Januário, ou Gennaro em italiano, viveu no final do terceiro século. Januário chamava-se Prócolo e pertencia à família patrícia dos Ianuarii. Ainda jovem, graças às suas atitudes de fé e caridade, foi nomeado Bispo da cidade de Benevento, vizinha de Nápoles, da qual se tornou patrono. Ele é venerado como santo e mártir tanto pela Igreja Católica Romana como pelas Igrejas Católicas Ortodoxas.

Perseguição e morte

Naquele tempo, quando a Igreja e os cristãos eram perseguidos pelo império romano por causa de sua fé em Jesus Cristo, Januário estava preparado para o martírio. A palavra mártir vem do grego e quer dizer testemunha. Assim, Januário preparava-se para testemunhar seu amor a Jesus Cristo com a própria vida se fosse preciso. Como Bispo, ele foi um homem zeloso, conhecido pela grande bondade e pela sabedoria. Mas, então, como previsível, ele foi preso pelas forças romanas.
No ano 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou a última e também a mais violenta perseguição contra a Igreja. São Januário foi jogado, juntamente com seus diáconos, na arena da pequena cidade Pozzuoli. A arena, claro, estava cheia de leões famintos. O povo que assistia ao espetáculo espera ansiosamente por ver o sangue dos cristãos derramado pelos leões. Todavia, ao se aproximarem do grupo, os animais ficaram dóceis e passaram a lamber os pés do Santo.
Acontecera como a Daniel, o profeta. As feras não os atacaram. O povo ficou pasmo, pois sabia que os leões estavam famintos. Muitos dos que estava na arena se converteram ao verem que aqueles homens eram protegidos pelo próprio Jesus. Então, por ordem de Diocleciano, o último imperador que perseguiu os cristãos, eles foram decapitados em 305.

Relíquias de São Januário

Alguns cristãos cheios de piedade e veneração pelo santo mártir recolheram o sangue de São Januário e coloram numa ampola para guardá-lo como relíquia preciosa. Seu corpo foi levado para a Catedral da cidade de Nápoles onde foi sepultado. Assim, a população começou a venerar São Januário como protetor contra a peste. Eles também pediam sua proteção contra as erupções do Vesúvio.

Milagres de São Januário

O maior dos milagres de São Januário é o do seu sangue, que fica em exposição na Catedral, todo dia 19 de setembro, dia da sua festa. Durante a cerimônia, quando o relicário é exposto aos fieis, seu sangue, que está sólido passa para o estado líquido, sua cor se transforma e seu volume fica com o dobro do peso. O fenômeno acontece sempre no primeiro sábado que precede o primeiro domingo de maio; no dia 19 de setembro, dia em que é festejado pela Igreja, e 16 de dezembro, aniversário da erupção do Vesúvio em 1631.

Comprovação científica

Em 1902, o sangue das ampolas foi examinado diante de testemunhas, a fim de se acabar com a incredulidade de muitas pessoas. O cientista que coordenou o exame, Dr. Sperindeo, declarou que, não há dúvida de que se trata de sangue humano que, uma vez coagulado, não perde o estado sólido, transformando-se em líquido por puro milagre.
O mais incrível é que a ciência ainda não conseguiu chegar a uma conclusão de como o sangue, depositado num vidro em estado sólido, de repente se torna líquido, mudando a cor e a consistência. Assim, através dos séculos, a liquefação do sangue de são Januário segue como um mistério que só mesmo a fé pode entender e explicar.

Curiosidades

Uma curiosidade da fé popular é que quando o fenômeno da liquefação do sangue não acontece é prenúncio de alguma desgraça futura. Pesquisadores estão estudando o fenômeno e estão tentando responder o que ocorre cientificamente com o sangue de San Gennaro. Talvez nunca encontrem uma resposta.

Devoção a São Januário

Januário é um santo de especial devoção no bairro da Mooca, na cidade de São Paulo. É, também, o santo que dá nome ao estádio do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro (Estádio de São Januário).

Oração a São Januário

Ó Deus, Pai de Bondade, São Januário derramou o seu sangue em nome de Jesus. Animados por seu testemunho, vivamos hoje atentos aos sinais de vossas maravilhas no mundo e em nossos corações. Amém.
São Januário, rogai por nós.Januário (Latim: Ianuarius; Italiano: Gennaro - século III) é considerado um santo católico; alega-se que foi bispo de Benevento, Itália, e é mártir tanto para a Igreja Católica Romana como para as Igrejas Católicas Ortodoxas.
Januário (em italiano Gennaro), patrono de Nápoles, foi bispo de Benevento no século III. De acordo com a tradição, Januário chamava-se Prócolo e pertencia à família patrícia dos "Ianuarii", consagrada ao deus Jano.
Condenado à morte no ano 305, segundo conta-se, durante as perseguições de Diocleciano, é considerado santo e mártir tanto para as igrejas católicas como ortodoxas.
É festejado no dia 19 de setembro, quando se repete o milagre da liquefação de seu sangue, armazenado num relicário.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

É um santo de especial devoção na Mooca, tradicional bairro da colônia italiana na cidade de São Paulo. No bairro está localizada a única Igreja de São Januário do Brasil[1]e, anualmente, o Santo recebe uma festa em sua homenagem: a Festa de San Gennaro, que é feita de setembro a outubro, sendo uma das festas religiosas mais tradicionais da cidade de São Paulo.
São Januário também é o santo padroeiro do Clube Atlético Juventus, tradicional clube do Futebol Paulista fundado por imigrantes italianos que trabalhavam no Cotonifício Crespi, e viviam no bairro da Mooca.
No Rio de Janeiro o santo dá nome ao estádio do Club de Regatas Vasco da Gama, o Estádio de São Januário. O nome São Januário se popularizou devido à rua homônima que fica próxima ao estádio. São Januário também é padroeiro da cidade de Ubá, em Minas Gerais, onde é feriado em 19 de setembro, dia do santo.

Tesouro de São Januário[editar | editar código-fonte]

A riqueza oferecida durante séculos pelos devotos do santo, patrono de Nápoles, é de um valor incalculável. O tesouro é considerado a maior coleção de pedras preciosas do mundo e suplanta largamente outras coleções de referência, as joias do Czar da Rússia e da Coroa Britânica.
A coleção foi enriquecida ao longo dos anos pelas ofertas feitas por papas, reis, imperadores (Napoleão Bonaparte foi um deles), aristocratas europeus e ricas famílias napolitanas[2] .

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