terça-feira, 26 de janeiro de 2016

ESPERMATOZOIDE

Os espermatozóides são geralmente células, muito menores que os óvulos e estão estruturados de modo a permitir o máximo de eficiência de deslocamento, o que aumenta a chance de eles chegarem ao óvulo. São células pequenas, alongadas com formato hidrodinâmico e com uma longa cauda que é utilizada na propulsão.
Esquema do espermatozóide humano

Apesar de a imensa maioria dos espermatozóides dos animais ser flagelada, existem espermatozóides que não possuem flagelo. É o caso dos espermatozóides dos nematódeos, animais vermiformes cujo representante mais conhecido é a lombriga (Ascaris lumbricóides), um parasita do intestino humano.
Os espermatozóides variam muito em tamanho e forma entre as diferentes espécies.
1- Espermatozóide de caracol (gastrópode)
2- Espermatozóide de Ascaris (nemátoda)

3- Espermatozóide de salamandra (anfíbio)


4- Espermatozóide de sapo (anfíbio)

5- Espermatozóide de galo (ave)

6- Espermatozóide de rato (mamífero)

7- Espermatozóide de carneiro.

8 - Espermatozóide do homem

O espermatozóide é o gameta (célula sexual) masculino dos animais. É produzido nos testículos em grande quantidade. Os homens produzem, em média, de 20 a 200 milhões de espermatozóides por milímetro cúbico de esperma. 

Composição 

O corpo do espermatozóide é formado por duas partes: cabeça e cauda (flagelo). Na cabeça (maior volume do espermatozóide), fica o material genético. A cauda tem a função de mobilidade. 

Objetivo e função 

O objetivo do espermatozóide é atingir o óvulo (célula reprodutora feminina) para garantir a fecundação.

Curiosidade:

- Um espermatozóide sadio move-se, em média, a uma velocidade de 10 centímetros por hora. Eles sobrevivem, no sistema reprodutor feminino, de 1 a 3 dias.Espermatozoide (AO 1945: espermatozóide) é a célula reprodutiva masculina de todos os animais que se reproduzem a partir de reprodução sexuada.
É uma célula com mobilidade ativa, capaz de nadar livremente, consistindo em uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A cabeça, que constitui o maior volume do espermatozoide, consiste no núcleo, onde o material genético se encontra concentrado. Os dois terços anteriores do núcleo estão cobertos pelo acrossoma, que, limitado por uma membrana contendo enzimas, facilita a penetração do espermatozoide no ovócito (célula reprodutora feminina). A cauda é responsável pela motilidadedo espermatozoide e na área intermediária da cauda encontramos as mitocôndrias.[1]
Vivem em média 24 horas no trato genital feminino, porém alguns espermatozoides são capazes de fecundar o ovócito (em algumas espécies o óvulo) após três dias.

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No ser humano, bem como em todos mamíferos, existem dois tipos de espermatozoides normais. Um deles portador do cromossomo X (responsável pela formação de um ser do sexo feminino) e o outro portador do cromossomo Y (responsável pela formação de um ser do sexo masculino).
Em algumas espécies, nem todos os espermatozoides estão "programados" para fecundar a célula reprodutora feminina (dependendo da espécie, numas o óvulo, noutras o oócito II). A cada ejaculação, vão à frente espermatozoides que possuem certa capacidade de fagocitose, capazes de furar a parede da célula reprodutora feminina. Outros obstroem os canais de muco, dificultando a passagem de outros espermatozoides. Assim, se uma fêmea tiver copulado com dois parceiros, as chances de fecundação por um gâmeta do primeiro é substancialmente maior.

Fatores hormonais da espermatogênese em humanos[editar | editar código-fonte]

Testosterona: é secretada pelas células de Leydig, é essencial ao crescimento e a divisão das células germinativas na formação dos espermatozoides.
Hormônio luteinizante: estimula a célula de Leydig.
Estrogênios: são formados a partir da testosterona pelas células de Sertoli. Fica disponível para o amadurecimento do espermatozoide.
Hormônio do crescimento: é necessário para controlar as funções metabólicas de fundo dos testículos. Promove a divisão inicial das próprias espermatogônias.

Defeitos[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipos de espermatozoides designados como anormais, os que apresentam problemas cromossômicos e os que apresentam problemas morfológicos. Nos seres humanos por exemplo, durante ameiose das células, alguns erros podem acontecer e assim algumas células germinativas poderão ter 24 cromossomas ou 22 cromossomas, acontecendo uma anomalia cromossômica. Os raios X, as reações alérgicas intensas e certos agentes antiespermatogênicos são os principais responsáveis por alterações morfológicas patogênicas, porém se a percentagem dos espermatozoides alterados por menor do que 10%, a anormalidade não influenciará na fertilidade, pois os espermatozoides com anormalidades morfológicas são incapazes de fecundar a célula reprodutora feminina.

Fecundação[editar | editar código-fonte]

O objetivo dos espermatozoides é encontrar uma célula reprodutora feminina, que numas espécies será o oócito II (como no caso dos seres humanos e maioria dos mamíferos) e noutras será o óvulo.
No seu percurso até o óvulo, o espermatozoide tem de enfrentar diversas barreiras biológicas. A primeira delas é o baixo pH vaginal, que acaba por acarretar a morte de diversos espermatozoides; outro obstáculo se encontra no cérvix da mulher, onde se encontram as glândulas mucosas, que liberam um muco que impede a passagem de vários espermatozoides. Mesmo com todos esses obstáculos, ainda é grande o número de espermatozoides que podem entrar no útero e dirigirem-se para as trompas.
Em humanos, entre 200 a 500 milhões de espermatozoides são depositados na parte posterior da vagina humana e apenas 300 a 500 conseguem alcançar o local da fecundação.

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