quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

PAPELAO

papelão é um tipo mais grosso e resistente de papel, geralmente utilizado na fabricação de caixas, podendo ser liso ou enrugado. É produzido dos papéis compostos das fibras da celulose, que são virgens ou reciclados.
Por este motivo o papelão e seus produtos são frequentemente alvo de processos de reciclagem, gerando toda uma indústria deste processo, desde sua coleta até sua logística e reprocessamento na indústria de produção de papelão.
O tipo mais comum de papelão é o papelão ondulado, composto de três camadas. Tomando como exemplo uma caixa de papelão, teremos a camada mais externa, que tem função de proteção e revestimento. A camada intermediária, também conhecida como "enchimento", é a camada mais volumosa, geralmente composta de um papel grosso disposto de forma ondulada. Finalmente, temos a camada mais interna, com função de revestimento da mesma forma que a primeira camada, porém sendo de um material menos grosseiro.

Tipos de papelão.

Papelão ondulado[editar | editar código-fonte]

O papelão ondulado geralmente é composto por elementos;
  1. Capa externa (ascendente)
  2. Miolo (entrelaçada)
  3. Capa interna (fechadura)
As capas são também chamadas "forros".
As placas assim formadas são então cortadas e moldadas em uma variedade infinita de formas e tamanhos para transformarem-se em caixas e componentes internos de caixas.
Podem-se ter cinco ou mais elementos no caso de papelão de parede simples, ou ainda elevar o número destas camadas inclusive para produzir preenchimentos internos de embalagens adequadas a acomodar produtos de formatos irregulares.
Estas três camadas básicas de papel são montadas em uma maneira que dê à estrutura total uma resistência melhor do que aquela de cada camada distinta. Esta construção engenhosa dá forma, fixa as dimensões de uma série dos arcos conectados levando a não só a geometria ter maior resistência a flexão, tendo a rigidez e resistência consideráveis, mas até suporte pesos sobre sua superfície.
Além disso o ar que fica imobilizado nos espaços internos também como um isolante térmico que fornece a proteção excelente às variações de temperatura durante o transporte.
Existem diversos tipos de ondulados, cada um com tamanhos diferentes de miolos e de perfis que oferecem muitas combinações projetadas para conter produtos com as características e os desempenhos diferentes.
As embalagens de papelão ondulado evoluíram no tempo para muito mais que caixas que acomodem produtos para entrega.
Novas tecnologias em embalagens transformam o que seria a embalagem secundária em embalagem de prateleira. Exemplo são as embalagens em papel Coathing que vem tomando lugar de destaque no mercado sul-americano, sendo seu uso muito comum nos países europeus.
Além de versáteis as embalagens de papelão contribuem para minimizar o impacto ambiental pois para se usamos 1  de madeira uma caixa, podemos fazer cinco caixas de papelão com as mesma características físicas de resistência ao empilhamento.

História[editar | editar código-fonte]

A história do papelão ondulado vem evoluindo continuamente desde a metade do século XIX. Quando a primeira patente com os princípios básicos da corrugação foi criada em 1856, quem poderia imaginar que a embalagem de papel ondulado seria um fator importante para o crescimento da economia mundial até os dias de hoje.
Para dar um exemplo específico, com a revolução era necessário transportar alimentos frescos por longas distâncias, que seria impossível naquela época sem o desenvolvimento das caixas de papelão ondulado.
No início não passava de ficção científica, quando em 1871 Albert L. Jones achou a aplicação da patente para manufaturar papel corrugado, fazendo passar por dois rolos corrugadores aquecidos uma folha de papel umedecido.
Não muito tempo depois, o americano Oliver Long fez uma importante descoberta. Verificou que uma folha plana colada ao papel ondulado mantinha sua forma e aumentava a resistência, denominou face simples.
Com esta percepção de aumento da resistência, nasceu a indústria de papelão ondulado.
A companhia chamada Thompson & Norris começou a trabalhar com as patentes em 1875, seguido por outra companhia, Robert Gair em 1878. Inicialmente ambas nos Estados Unidos e poucos anos depois naFrançaInglaterra e Alemanha.
A patente para a chapa de parede simples surgiu em 1889, iniciava-se a produção das primeiras caixas montadas, porém somente em 1895 começou de maneira regular nos Estados Unidos.
A indústria de papelão ondulado não decolou até 1914. Antes disso eram aplicadas taxas discriminatórias em sua utilização que dificultavam a passagem entre fronteiras de estados. Foi criado nesse ano uma comissão interestadual que legalizou e padronizou sua utilização criando condições para isso.
Deste ponto em diante a indústria de papelão ondulado não olhou para trás novamente.
Atualmente olhando em nossa volta nós podemos encontrar caixas de papelão em qualquer lugar, cada produto manufaturado é transportado e distribuído por todo o mundo graças a elas, com eficiência para o comércio.
A evolução das onduladeiras e das máquinas de papel permitiu que hoje, existam embalagens com qualidades das mais diversas, podendo substituir praticamente qualquer outra feita de outros materiais..


    Ver também[editar | editar código-fonte]O papel é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do cotidiano. Quando não está sendo mais utilizado, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do papel reciclado.O papel reciclado tem praticamente todas as características do papel comum, porém sua cor pode variar de acordo com o papel utilizado no processo de reciclagem. 


    Importância

    A reciclagem do papel é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o papel é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o papel ou compramos papel reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois árvores deixaram de ser cortadas. Não podemos esquecer também, que a reciclagem de papel gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de papel.


    Coleta 

    Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de papel é a separação e coleta seletiva do papel. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de papel.


    Tipos de papéis recicláveis

    Tipos de papel que podem ser reciclados: papel sulfite, papelão, caixas de embalagens de produtos, papel de presente, folhas de caderno, entre outros.


    Como fazer papel reciclado em casa (reciclagem caseira)


    1º - Separe o papel que não está mais sendo utilizado, recorte em pequenos pedaços e coloque num recipiente com água. Deixe assim durante um dia completo.

    2º - Pegue este papel molhado e bata num liquidificador ou mexa bastante até dissolver e virar uma espécie de massa.

    3º - Coloque esse massa espalhada (no formato fino) numa espécie de rede fina e cubra com um peso que terá a função de prensar.

    4º - Depois de 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar, de preferência em ambiente seco ou ao sol.  

    Você sabia?

    - Cerca de 45,7% do papel, produzido e comercializado no Brasil, é reciclado e volta para a cadeia produtiva (dado relativo ao ano de 2012).
    Os registros pré-históricos de desenhos e sinais nas pedras e cavernas foram o início de uma história contínua que retrata a cultura e os hábitos de cada sociedade.
    Na Antiguidade, o povo egípcio desenvolveu uma forma de utilizar o junco (papiro), ensopando-o com água e sovando até obter uma forma de pergaminho, com espessura semelhante a um tecido.
    papel
    Mas o papel, tal como o conhecemos hoje, teve origem na China: misturando cascas de árvores e trapos de tecidos. Depois de molhados, eram batidos até formarem uma pasta.
    Esta pasta, depositada em peneiras para escorrer a água, depois de seca tornava-se uma folha de papel.
    Ainda hoje os trapos de algodão e linho são utilizados por alguns países na fabricação de papéis resistentes, como o papel-moeda.
    Os árabes assimilaram a técnica e a espalharam na Península Ibérica, quando a conquistaram (isto se iniciou lá por 1300). Os demais países europeus só a conheceram por volta dos séculos XIII e XIV.
    Graças ao trabalho de copiar manuscritos, na Idade Média, em formas artesanais de papel, foi possível conservar os mais importantes registros da história da humanidade até então. Com a invenção da “imprensa”, permitindo a impressão por linotipos em papel, a disseminação da informação passou a ser muito mais veloz e acessível a todos, e a Revolução Industrial impulsionou ainda mais essas mudanças; hoje o papel talvez seja o produto mais utilizado e corriqueiro.

    Composição

    Atualmente, a maior parte dos papéis (95%) é feita a partir do tronco de árvores cultivadas; as partes menores, como ramos e folhas, não são aproveitadas, embora as folhas e galhos possam também ser utilizados no processo. No Brasil o eucalipto é a espécie mais utilizada, por seu rápido crescimento, atingindo em torno de 30 m de altura em 7 anos.
    O papel é formado por milhões de fiapos que vêm de plantas, que chamamos de FIBRAS. (você pode fazer uma experiência simples, rasgando uma folha de papel e observando a borda irá notar os fiapinhos). Existem vários tipos de papel. Ele pode variar em peso, espessura, entre outras coisas.
    Mas é sua estrutura porosa, semelhante a algumas rochas (como a pedra pome), que lhe dá características especiais, diferenciando-o dos tecidos de algodão.

    Tipos de Papel

    TIPOS
    APLICAÇÕES
    Cartões perfurados
    Cartões para computação de dados
    Branco
    Papéis brancos de escritório, manuscritos, impressos, cadernos usados sem capas;
    Kraft
    Sacos de papel para cimento, sacos de papel de pão;
    Jornais
    Jornais;
    Cartolina
    Cartão e cartolina;
    Ondulado
    Caixa de papelão ondulado;
    Revistas
    Revistas;
    Misto
    Papéis usados mistos de escritórios, gráficas, lojas comerciais, residências;
    Tipografia
    Aparas de gráficas e tipografias
    CAIXA DE PAPELÃO ONDULADO
    A caixa de papelão ondulado tornou-se uma das mais importantes e conhecidas embalagens nas últimas décadas. Resistente, leve e de fácil obtenção, tem a maior parte de sua produção – cerca de 80% – advinda da recuperação do papel velho. A produção mundial de 1998 foi de 1 bilhão e 600 milhões de toneladas, com uma taxa de reciclagem de 71,6%, uma das maiores do mundo se comparada a outras embalagens.
    Dentre seus maiores consumidores estão as indústrias de produtos alimentícios e bebidas, eletrodomésticos, fruticultura e avicultura.
    O papelão é reciclado no Brasil há muitas décadas e tem reaproveitado mais de 1,6 milhão de toneladas de aparas de papel velho por ano. No entanto, muito se desperdiça: o papelão ainda representa cerca de 5% dos resíduos sólidos urbanos coletados.
    Composição
    Diferente de outras caixas de papelão, a caixa de papelão ondulado é feita de várias combinações de papéis que compõem a capa e o miolo – papel-capa e papel-miolo. São realizados diversos testes físicos, quanto ao desempenho que se deseja da embalagem.
    papel
    Reciclagem
    Para enviar as embalagens de papelão para a reciclagem, é necessário:
    1. Desmontar a caixa, obedecendo aos vincos das dobras, a fim de diminuir o volume e facilitar o armazenamento.
    2. Retirar, se possível, quaisquer adesivos, fitas e/ou grampos, para reduzir a quantidade de elementos contaminantes do processo.
    Na reciclagem do papelão ondulado, o aparista ou papeleiro tem grande importância; é ele o responsável pela triagem e qualidade do material destinado às indústrias recicladoras.
    Reaproveitamento
    As fibras de melhor qualidade são utilizadas para o papel-capa, isto é, para as partes externas. As de qualidade inferior servem para produzir o papel-miolo.
    Dependendo das características do produto a ser embalado, são utilizados diferentes acessórios, os quais complementam a proteção para estocagem ou transporte; são os separadores, tabuleiros, divisões, reforços de canto, etc.
    A reutilização dessas embalagens já é tradicional no Brasil. Os supermercados e atacadistas, que são grandes usuários, formam a rede de reaproveitamento existente. Faz parte da rotina de transporte e distribuição recolhê-las de volta devidamente desmontadas e acondicionadas.

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