quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ALGAROBA

Algaroba é o nome dado ao fruto da algarobeira, planta largamente difundida e cultivada na região do semi-árido do Nordeste Brasileiro. Cientificamente, pertence à família Leguminosae, subfamília Mimosoideae sendo conhecida por 44 espécies. Ela é utilizada para a produção de madeira, carvão vegetal, estacas, álcool, melaço, alimentação humana e animal, apicultura, reflorestamento, ajardinamento e sombreamento, tornando-se uma cultura de valor econômico e social. 

A algarobeira cresce bem nos desertos do continente americano e em alguns desertos africanos, sendo xerófila. Trata-se de uma cultura nativa de regiões áridas e semi-áridas, que vai do sudoeste norte americano até a Patagônia, na Argentina. E predominante no Brasil é a Prosopis juliflora, originária do deserto do Piura no Peru. Outras espécies foram selecionadas para diversos fins, por meio de estudos vinculados a empresas especializadas como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. 

Dentre estas, destacam-se principalmente, o Prosopis tamarugo, P. nigra, P. alba e P. chilensis, sendo as duas últimas, destinadas especificamente à produção de aguardente e álcool por via fermentativa, É uma árvore de caule tortuoso, tem seis a oito metros de altura. Algumas espécies são arbustos de tamanho médio e grande porte, desprovidas de espinhos que podem atingir uma altura de 20 metros, com tronco de mais de um metro de diâmetro. Outras apresentam porte rasteiro e possuem espinhos axilares, isolados ou geminados; casca pardo-avermelhada, fendida, escamosa e grossa; folhas bipenadas, um jugo, raras vezes dois jugos, folíolos com seis a trinta julos, lineares ou longos, separados entre si por um longo raquis; flores amarelo-pálidas dispostas em espinhos axilares cilíndricas de sete cm; além de possuir uma rede considerável de raízes laterais, desenvolvem raízes pivotantes que vão em busca de água subterrânea com frequência penetram até dez metros de profundidade. 

Produz frutos - vagens achatadas, curvados e medindo aproximadamente 20 cm de comprimento. Na década de 60, com cinco anos de seca consecutivos dos anos 80, que a algarobeira, resistindo às drásticas condições, provou sua importância servindo de alimento. Acredita-se que este fato despertou uma maior valorização da cultura e aumento na área de cultivo. As vagens da algaroba servem para formulação de rações destinadas a diferentes espécies animais e alternativas alimentares para o homem, desde a pré-história nas regiões nativas. São palatáveis, aromáticas, lembrando a baunilha e doces em função do elevado teor de sacarose, podendo chegar a 30%. Ricas em proteínas capazes de alimentar e desenvolver tecidos gerando um crescimento, além de conter açúcares, gordura, vitaminas, sais minerais, e apresentam um bom índice de digestibilidade. 

A algaroba vem sendo usada como alimento para humanos há muito tempo. Algumas variedades permitem o desenvolvimento da apicultura por terem propriedades nectaríferas. Quando moídas de forma artesanal, dão origem a uma espécie de farinha integral usada para diversos fins culinários. O extrato aquoso obtido após cocção das vagens, depois de concentrado, gera um produto escuro e denso, lembrando mel de abelhas. As vagens batidas e torradas são utilizadas no preparo de uma bebida que substitui o café, sendo comum a utilização desses produtos por populações rurais. O uso das vagens da algarobeira na alimentação humana na época do descobrimento, quando os navios espanhóis aportaram na América do Sul e os conquistadores encontraram índios comendo aqueles frutos. O consumo era mais intenso em regiões semidesérticas, que se estendem desde o sul do Equador ao centro do Chile e da Argentina.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/nutricao/artigos/43890/algaroba-na-alimentacao-humana#ixzz3zrrwS6xr
A algarobeira - Prosopis juliflora (Sw) DC - é uma espécie vegetal arbórea da família Fabaceae (leguminosae), subfamília Mimosodae. É conhecida também pelos nomesalgaroba ou algarobo. Espécie pouco exigente em água, natural de zonas tropicais áridas, que não chegam a alcançar índices de 100 mm. É estimada pelos moradores do nordeste brasileiro, sendo usada tanto para alimentação dos animais quanto para alimentação humana. Devido a pequena exigência em água, comprovada capacidade de se desenvolver em solos de baixa fertilidade e de condições físicas imprestáveis a outras culturas, ganhou a alcunha no meio rural nordestino, de "planta mágica". Seus frutos em forma de vagens são coméstiveis e palatáveis, com alto teor de Sacarose.

Características[editar | editar código-fonte]

É uma árvore da família das leguminosas com altura que varia de 4 a 8m, embora em condições ideais possa chegar a 18m. Vegeta desde o nível do mar até 1.500m de altitude, em locais com precipitações entre 150 e 750 milímetros de chuvas por ano. Inicia-se a frutificação aos dois anos.

História[editar | editar código-fonte]

Originária do deserto do Piúra, no Peru[1] e introduzida no Brasil na década de 40, adaptou-se muito bem à região da caatinga.

Nordeste brasileiro[editar | editar código-fonte]

As sementes da algarobeira foram introduzidas no nordeste brasileiro em 1942[1] , no município de Serra Talhada, sertão de Pernambuco, por intermédio da Secretaria de Agricultura deste estado, por recomendação de J. B. Griffing, diretor da Escola Superior de Agricultura de Viçosa (Minas Gerais). Ao passar pelo Peru, Griffing havia descido no aeroporto de Piura, uma região desértica próxima aos Andes, e ficou admirado com o arbusto que permanecia verde, apesar das poucas chuvas que caíam por ali. Griffing então colheu 34 sementes e as trouxe para o Brasil. Ao passar pelo Recife mostrou-as ao governador Agamenon Magalhães, que mandou plantá-las na Estação Agrícola Experimental de Serra Talhada (PE). As sementes foram plantadas pelo agrônomo Laurindo Albuquerque e as primeiras mudas tiveram o cuidado do agrônomo, Lauro Bezerra, que as transportou para o local definitivo. Devido a sua excelente adaptação às regiões áridas e semi-áridas, a planta se espalhou por todos os estados do nordeste brasileiro, chegando até a ser considerada agressiva ao ambiente nativo em alguns lugares.[2] Apesar disso , a espécie é muito estimada pelo nordestino.

A falta de Controle da Algarrobeira Ameaça a Biodiversidade da Caatinga[editar | editar código-fonte]

A contaminação biológica ou invasão biológica é uma das principais causas da perda de biodiversidade atualmente no planeta[3] . A algarrobeira é originária do Peru. No Brasil ela é uma espécie exótica, ou seja, não existia ali no passado e não co-evoluiu com as espécies nativas, por isso não possui inimigos naturais para controlar sua reprodução e crescimento.
Isto somado ao fato da espécie ter capacidade de desenvolver-se em ambientes secos faz dela uma Espécie Exótica Invasora, que ameaça da biodiversidade da Caatinga.
Estudos científicos concluem que a algarrobeira  (P. juliflora) forma densos maciços populacionais e compete com as espécies nativas, afetando severamente a composição florística, a diversidade e a estrutura das comunidades autóctones invadidas[4] . Seu desenvolvimento sem controle ameaça a biodiversidade autóctone da caatinga e ecossistemas associados[5] , incluindo espécies da fauna endêmica, como o tatu bola. Cientistas ressaltam a evidente necessidade de controle da referida invasora, que ora ameaça a biodiversidade autóctone da caatinga e ecossistemas associados, pois no semi-árido nordestino as áreas invadidas por algaroba já ultrapassam um milhão de hectares[6] .

Referências

  1. ↑ Ir para:a b Universidade Federal da Paraíba,URL acessada em 5 de Setembro de 2011
  2. Ir para cima Embrapa,URL acessada em 5 de Setembro de 2011
  3. Ir para cima Ziller, Silvia. . "Plantas exóticas invasoras: a ameaça da Contaminação Biológica.". Ciência Hoje, Dezembro 2001. Visitado em 17/01/2015.
  4. Ir para cima Pegado, Cláudia Maria Alves. . "Efeitos da invasão biológica de algaroba - Prosopis juliflora (Sw.) DC. sobre a composição e a estrutura do estrato arbustivo-arbóreo da caatinga no Município de Monteiro, PB, Brasil". Acta bot. bras. 20(4): 887-898. 2006. Visitado em 17/01/2015.
  5. Ir para cima Andrade, Leonaldo Alves de. . "Invasão biológica por Prosopis julifl ora (Sw.) DC.: impactos sobre a diversidade e a estrutura do componente arbustivo-arbóreo da caatinga no estado do Rio Grande do Norte, Brasil". Acta Botanica Brasilica 23(4): 935-943. 2009. Visitado em 17/01/2015.
  6. Ir para cima Andrade, Leonaldo Alves de. . "Impactos da invasão de Prosopis juliflora (sw.) DC. (Fabaceae) sobre o estrato arbustivo-arbóreo em áreas de Caatinga no Estado da Paraíba, Brasil". Acta Scientiarum. Biological Sciences - Maringá, v. 32, n. 3, p. 249-255, 2010DOI:10.4025/actascibiolsci.v32i3.4535. Visitado em 17/01/2015.
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