A horta[1] ou horto é um local em que são cultivados legumes e hortaliças. Nela também podem plantar-se temperos e ervas medicinais.
As hortas geralmente ficam em um terreno que toma sol o dia todo, plano ou levemente inclinado, que pode ser adubado e organizado em canteiros.
O ramo da agricultura que trata deste tipo de cultura é a olericultura.
Plantas típicas da horta[editar | editar código-fonte]
- Hortaliças: cenoura, couve, abóbora, cebola, agrião, alho, alface, espinafre
- Temperos: salsa, tomilho, manjerona, manjericão, hortelã, alecrim
- Outros: tomate, melancia.Antes de tudo, devemos ver qual é o espaço no qual iremos fazer nossa horta, checando o nosso local disponível. Cheque se há iluminação suficiente, se o solo está em boas condições, etc.A escolha do que plantar é primordial para iniciarmos a nossa horta. Existem muitas hortaliças com sementes disponíveis à venda em pequenas embalagens. O que devemos levar em conta para escolher o que plantar?
• clima exigido pela planta. Geralmente essa informação é encontrada na embalagem das sementes.
• espaço disponível para a horta.
• grau de dificuldade de cultivo - preste atenção, há plantas que são difíceis de manter.
• número de colheitas possíveis - plantas como o repolho são colhidas de uma vez só, já a couve-manteiga, ou alface podem ser colhidas aos poucos, ao longo da vida da planta.
Alface obtida em uma horta orgânica caseiraNão sabe o que plantar?
Temos sugestões: Couve-manteiga, alface, cebolinha, rabanetes, beterrabas, tomate-cereja (exige suporte), cenoura, inhame, ervas aromáticas, milho-verde, rúcula, vagem, etc. Essas são plantas que geralmente se dão bem com iniciantes na maioria dos ambientes. É fácil, está tudo escrido na embalagem das sementes. Entenda melhor as embalagens de sementes.
Verifique na embalagem das sementes se é necessária a semeadura em bandejas ou a semeadura pode ser feita diretamente no solo. Caso vá semear diretamente no solo, pule o item seguinte do nosso artigo, indo ao item 4 - Como preparar o canteiro.Manual para Escolas A Escola promovendo hábitos alimentares saudáveis. Elaboração Clarissa Hoffman Irala, Patrícia Martins Fernandez Coordenação Elisabetta Recine Brasília, 2001 Universidade de Brasília - Campus Universitário Darcy Ribeiro - Faculdade de Ciências da Saúde Departamento de Nutrição - Asa Norte cep 70910-900 nut@unb.br escolasaudavel@ieg.com.br Todas as publicações e instrumentos do Projeto “A escola promovendo hábitos alimentares saudáveis’’ fazem parte do programa de parceria da FUNSAUDE/ Departamento de Nutrição com o Departamento de Política de Alimentação e Nutrição da Secretaria de Políticas de Saúde do Ministério da SaúdePromoção da Saúde A promoção da saúde permite que as pessoas adquiram maior controle sobre sua própria qualidade de vida. Através da adoção de hábitos saudáveis não só os indivíduos mas também suas famílias e comunidade se apoderam de um bem, um direito e um recurso aplicável à vida cotidiana. Baseado nesse conceito de integração entre grupos de indivíduos, a Organização Mundial da Saúde (1997) define que uma das melhores formas de promover a saúde é através da escola. Isso porque, a escola é um espaço social onde muitas pessoas convivem, aprendem e trabalham, onde os estudantes e os professores passam a maior parte de seu tempo. Além disso, é na escola onde os programas de educação e saúde podem ter a maior repercussão, beneficiando os alunos na infância e na adolescência. Nesse sentido, os professores e todos os demais profissionais tornam-se exemplos positivos para os alunos, suas famílias e para a comunidade na qual estão inseridos. Alimentação saudável através da escola A alimentação equilibrada e balanceada é um dos fatores fundamentais para o bom desenvolvimento físico, psíquico e social das crianças. A alimentação de todos os indivíduos deve obedecer as “Leis da Nutrição” descritas por Pedro Escudero. Segundo essas leis, devese observar a qualidade e a quantidade dos alimentos nas refeições e, além disso, a harmonia entre eles e sua adequação nutricional. Uma alimentação que não cumpra essas leis pode resultar, por exemplo, em aumento de peso e deficiências de vitaminas e minerais(Silva, 1998). Para fortalecer o vínculo positivo entre a educação e a saúde, devemos promover um ambiente saudável melhorando a educação e o potencial de aprendizagem ao mesmo tempo que promovemos a saúde(Ministério da Saúde,1999). Do conjunto de temas que podem compor esse ambiente promotor, a alimentação tem papel de destaque, pois permite que a criança traga as suas experiências particulares e exercite uma experiência concreta. Além disso, a alimentação é essencial para o bom desenvolvimento das crianças; dessa forma o estímulo da alimentação saudável irão propiciar um excelente desenvolvimento físico e mental. A formação e a adoção dos hábitos saudáveis deve ser estimulada em crianças, pois é durante os primeiros anos de vida que ela estará formando seus hábitos, por exemplo, alimentares e atividade física. Dessa forma, a promoção da saúde assume um papel de educa- ção para a saúde. O papel da horta na escola A Horta pode ser um laboratório vivo para diferentes atividades didáticas. Além disso, o seu preparo oferece várias vantagens para a comunidade. Dentre elas, proporciona uma grande variedade de alimentos a baixo custo, no lanche das crianças, permite que toda a comunidade tenha acesso a essa variedade de alimentos por doação ou compra e também se envolva nos programas de alimentação e saúde desenvolvidos na escola. Portanto, o consumo de hortaliças cultivadas em pequenas hortas auxilia na promoção da saúde. Há várias atividades que podem ser utilizadas na escola com o auxílio de uma horta onde o professor relaciona diferentes conteúdos e coloca em prática a interdisciplinaridade 4 com os seus alunos. A matemática pode ser um exemplo com o estudo das diferentes formas dos alimentos cultivados, além disso, o estudo do crescimento e desenvolvimento dos vegetais pode ser associado com o próprio desenvolvimento. Isto é, a importância da terra ter todos os nutrientes para que a semente se desenvolva em todo o seu potencial, livre de qualquer doença. Essas atividades também asseguram que a criança e a escola resgatem a cultura alimentar brasileira e, consequentemente, estilos de vida mais saudáveis. Ainda em relação a cultura alimentar, destaca-se que no Brasil, cada região apresenta uma cultura com características diferentes e isso está diretamente relacionado com seus hábitos alimentares. A vasta quantidade de frutas e hortaliças garante uma variedade de cores, formas, cheiros e nutrientes importantes para a qualidade da alimentação. Por exemplo, na Região Norte, há consumo de chicória, coentro e mandioca, enquanto que na Região Centro-oeste, o consumo é de tubérculos como cará e guariroba (Ministério da Saúde, 2000). Assim, a horta também assume um papel importante no resgate da cultura alimentar de cada região. Esse manual aborda a grande variedade das hortaliças no Brasil e que podem ser cultivadas em uma horta pela comunidade, por escolas, por creches, orfanato e demais institui- ções. O Manual também apresenta conceitos dos principais nutrientes contidos nos alimentos, a importância das hortaliças no hábito de crianças, adolescentes, adultos e idosos e também mostra a necessidade de higiene na manipulação das hortaliças. COMO FAZER UMA HORTA? Quem deve ser responsável pelo preparo da horta? Caso seja possível, o preparo da horta deve ser feito, sob orientação de um agrônomo ou técnico agrícola. Porém, se a escola já tem algum pai, professor ou funcionário com conhecimento prático sobre cultivo de hortaliças, essa pessoa poderá ajudar. A escolha das hortaliças deve ser de forma diversificada, garantindo uma grande variedade de cores, formas e, assim, diferentes nutrientes. Embrapa- Centro Nacional Pesquisa Hortaliças - Brasília- DF Telefone para contato: (0xx61) 3859000 Fax: (0xx61) 5565744 Serviço de Atendimento ao consumidor (SAC): sac.hortaliças@embrapa.br ou sac@sede.embrapa.br Home page: www.cnph@embrapa.br Lembrem-se que a escolha das hortaliças e todo o processo de planejamento e execu- ção da horta deve ser feita com a participação direta das crianças. As diferentes turmas devem podem ter uma escala de preparo, plantio e cuidado dos canteiros. Isso garante que elas se envolvam nos trabalhos e, além de modificar hábitos alimentares, elas também estarão obtendo informações diversas e administrando com responsabilidade um projeto da escola. Assim, a participação direta das crianças proporciona motivação para o trabalho e
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