sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

JUA

Planta da família das Rhamnaceae, também conhecida como joá, joazeiro, juá-de-espinho, juazeiro, jurubeba, jurupeba, raspa-de-juá, juá-fruta, enjuá, enjoaá, juá-mirim, laranjeira-do-vaqueiro. Joazeiro.
Árvore alta, de até 10m de altura, muito bonita, frondosa, espinhosa. Esgalhada desde o solo, produzindo sombra para o gado e para o homem do sertão.
Folhas coriaceas, lustrosas, elípticas; Flores pequenas, axilares, em caches, amarelo-esverdeadas, em formato de estrela.
O fruto e globoso, amarelo, comestível com pedúnculo orlado, lembra uma pitomba, porem menor, branco por dentro, doce, com 1 semente dura que se parte em duas metades.
Conserva-se verde durante as secas, cresce lentamente e vivem mais de 100 anos.
Ha mais de 100 espécies e aparece em todas as regiões tropicais do mundo, sendo estas especies tansagem utilizadas na medicina popular de todos os países onde cresce.
Parte utilizada: Folhas, frutos, casca, raiz.
Habitat: E native da caatinga nordestina. Aparece em Reader secas da Argentina, Bolívia, Paraguai.
História: Árvore muito respeitada pelos caboclos, serve de alimento para o gado na seca, fornece frutos para alimentação humana, medicamento e madeira muito durável para a movelaria, cabos de ferramentas agrícolas, entalhes e carvão.
Princípios Ativos: Ácido betulínico, ácido oleamólico, amido, anidrido fosfórico, cafeína, celulose, hidratos de carbono, óxido de cálcio, proteína, sais minerais, saponina, vitamina C.
Propriedades medicinais: Adstringente, anti-inflamatória, antigripal, caspa, cicatrizante, desopilante, expectorante, favorece o crescimento e evitar a queda dos cabelos, febrífuga, higienizante, sudorífero, tônico capilar. Frutos: ricos em vitamina C.
Juazeiro
Indicações: Caspa, febre, gengivite, má digestão, mal do estômago, órgãos sexuais, placa bacteriana, queda de cabelo, vias urinárias.
Uso pediátrico: Contraindicada
Uso na gestação e na amamentação: Contraindicada por seu conteúdo de saponinas.
Contraindicações/cuidados: Gestantes, nutrizes e crianças. Por conter saponina, a planta é considerada tóxica e deve-se ter cuidado em seu consumo.
Modo de usar:
- fitocosmética (fabricação de): shampoos, loções (doenças de pele), produtos de higiene bucal;
- decocto de folhas e entre cascas: lavar o couro cabeludo, gargarejo (gengivite etc.), males do estômago;
- decocção da raiz: má digestão, febres e problemas nos órgãos sexuais e das vias urinárias.
- frutos consumidos “in natura” ou na fabricação de geleias e doces.
Farmacologia: A saponina encontrada nas cascas é responsável pela espuma e pela sua alta capacidade de limpeza.
Por isso é usada na fabricação de sabonetes e shampoos.
O juazeiro é uma boa fonte de ácido betulínico assim como 3 esteres derivados somente encontrados nele até agora.
O ácido betulínico é reconhecido há muito tempo como possuidor de atividade antibiótica moderada e atividade anticancerosa.
Mas a descoberta de seus 3 esteres derivados no juazeiro revelaram agentes bactericidas potentes; Hoje em dia há pesquisas sendo realizadas com o ácido betulínico para tratamento e prevenção do melanoma humano; Em um estudo clínico in vivo com cobaias marcadas com melanomas humanos, o ácido betulínico inibiu completamente o crescimento do tumor e sem toxidade; Em outro estudo in vitro o ácido betulínico inibiu a cultura de um carcinoma humano de boca e linhagens de células de melanoma humano; Embora o mecanismo não seja ainda conhecido, foi comprovada sua eficácia para febres em geral; Cientistas brasileiros validaram seu uso como bactericida.
E demonstraram sua atividade anti-inflamatória. E mais, o extrato da folha cura e previne as infecções bacterianas secundárias causadas pelo bicho-geográfico.


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Passar um creme hidratante nas mãos ou fazer uma maquiagem bem elaborada: não importa o que seja, a maioria das pessoas dedica pelos menos alguns minutos do seu dia para manter uma rotina de beleza, seja ela simples ou complexa;
Segundo uma pesquisa publicada pelo Instituto Euromonitor International, a vaidade nossa de cada dia rende relevantes lucros para indústria de beleza e cuidados pessoais. Isso porque o mercado brasileiro representa o terceiro maior mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e o Japão. Esses dados mostram que a população brasileira apresenta o traço comportamental de se preocupar com a sua aparência e de investir nela. E a tendência é a de que esse traço seja reforçado nos próximos anos.
De acordo com o estudo mencionado acima, é possível concluir que há quatro fatores principais que indicam o reforço dessa tendência: o envelhecimento populacional, que faz com que surja um perfil de consumo dedicado a preservar uma aparência jovial; o crescente acesso das classes C e D à indústria de cosméticos e a constante inovação que se verifica nesse setor, o que resulta numa diversificação de produtos que chegam às prateleiras.
A quantidade e a variedade de produtos oferecidos é imensa. E nem sempre eles são alternativas sustentáveis. Mas e se você pudesse cuidar da sua aparência sem precisar abrir a carteira em lojas de cosméticos e farmácias? A natureza oferece também uma imensa quantidade e variedade de opções que substituem esses produtos que são adquiridos por meio da indústria de cosméticos. E uma dessas opções, recém descoberta e ainda não muito conhecida pelo público brasileiro, atende pelo nome de pó de juá.
Beleza que vem do nordeste
O nome do pó de juá vem do tupi a-ju-á e que significa "fruto extraído dos espinhos". O pó de juá é extraído do juazeiro, uma árvore típica do nordeste brasileiro. Na verdade,  juazeiro é o apelido carinhoso de Ziziphus joazeiro. 
juazeiro é uma árvore de copa frondosa e caule espinhento, que oferece benefícios que vão da raiz até as pontas. Ou melhor dizendo, até os frutos. Os frutos do juazeiro são tradicionalmente usados na alimentação do gado em épocas de seca, além de servirem para fazer geleias. Já a casca é rica numa substância chamada saponina, que tem ação detergente, higienizante, adstringente e anti-séptica. Por essas razões, as saponinas têm presença praticamente garantida na composição de sabões e pastas de dentes (confira aqui uma receita de pasta de dentes a base de pó de juá).
Beleza em pó
O pó de juá tem sido muito empregado entre os veganos e seus benefícios já são velhos conhecidos dos povos indígenas, que o usavam para higienizar seus corpos e cabelos.
O estilo de vida vegano não consome produtos que possuam quaisquer extratos de origem animal e isso se estende até os hábitos de beleza e higiene pessoal. Isso pode ser um problema, já que a maioria dos cosméticos, produtos de limpeza e higiene pessoal disponíveis no mercado são feitos a base de substâncias de origem animal, como a glicerina animal, o colágeno e a lanolina.
Por ainda não ser muito conhecido no mercado consumidor brasileiro, ainda não há muitas empresas e lojas que disponibilizam esse extrato, mas já é possível obtê-lo via internet. Mas lembre-se sempre de observar qual é a origem do produto e se a empresa que está vendendo é confiável e não agride ao meio ambiente. Um consumidor sustentável é um consumidor atento.
Juá para os cabelos
Portal eCycle selecionou uma receita simples de xampu para que você e os seus cabelos usufruam dos benefícios do pó de juá.
Como essa receita não leva conservantes, é provável que ela se degrade rapidamente se não for devidamente armazenada. Por isso, é importante que você a deixe reservada na geladeira e só coloque em temperatura ambiente a quantidade que você for consumir. Outra dica diz respeito à aquisição dos demais ingredientes: todos eles podem ser adquiridos em farmácias homeopáticas e lojas de produtos naturais.

Ingredientes

•500 ml de água filtrada;
•3 colheres de sopa de pó de juá;•1 folha de babosa;•2 colheres de sopa de jaborandi;•2 colheres de sopa de alecrim;•8 cravos da índia;•1 colher de sopa de canela;•3 gotas de óleo de copaíba.

Modo de preparo

Coloque o jaborandi, o alecrim, os cravos e a água filtrada numa panela até que a água comece a ferver. Depois, desligue o fogo e retire a panela e deixe a mistura em infusão por 30 minutos. Ela deve ficar com o aspecto de um chá. Assim que esfriar, bata essa mistura no liquidificador com a polpa da babosa. Junte o pó de juá, a canela e o óleo de copaíba e misture até ficar com um aspecto homogêneo. Por fim, coloque em um frasco da sua preferência e deixe o xampu descansar por 24 horas.

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