terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

LAPIS

Um lápis é um instrumento de escrita ou de desenho que apresenta uma barra (mina) de grafite fechada num cilindro de madeira ou de outro material. Desta forma, é possível agarrar o cilindro com a mão e deslocar a ponta de grafite sobre um papel ou outra superfície semelhante para deixar marcados os traços e escrever ou desenhar.
Exemplos: “A minha mãe deu-me uma prenda pelo meu aniversário: uma caixa de lápis de cor”, “Emprestas-me o teu lápis, por favor? Quero fazer alguns apontamentos”, “Olha só para o desenho que fez a minha tia com um lápis num guardanapo”.
Por outro lado, lápis também é o nome genérico que se dá a várias substâncias minerais que se costumam usar para desenhar.
Os historiadores afirmam que, no século XVII, se deixou um depósito de grafite em Inglaterra e os habitantes locais rapidamente repararam que este material lhes permitia marcar as suas ovelhas com facilidade. A partir de então, a grafite começou a ser encapsulada em cilindros para a criação do instrumento que hoje conhecemos pelo nome de lápis. Diz-se que os Italianos foram os primeiros a recorrer a cilindros de madeira.
Uma das vantagens dos lápis é que se pode apagar os respectivos traços. O norte-americano Hymen Lipman foi quem patenteou o primeiro lápis com uma borracha integrada na extremidade, o que aconteceu em Março de 1858.
Actualmente, podemos encontrar lápis com diferentes características. Há lápis pretos e outros de cor, com mina fina ou grossa, com estrutura arredondada ou hexagonal, etc.


Leia mais: Conceito de lápis - O que é, Definição e Significado http://conceito.de/lapis#ixzz3zeu032uj
A fabricação do lápis é simples: consiste em colocar a grafite dentro de tábuas de madeira. Mas nem sempre foi assim. Apesar de a humanidade usar ferramentas de escrita desde os primórdios, a grafite só foi descoberta no século 16, na Inglaterra - os ingleses confundiram o material com chumbo, engano desfeito no fim do século 18. Nos primeiros lápis, pedaços de grafite eram enrolados em cordas ou pele de animais para facilitar o manuseio. Mais tarde, alemães começaram a usar pedaços de madeira para cobrir a grafite. O apetrecho foi evoluindo até ganhar uma borracha na ponta em 1858, invenção do americano Hyman Lipman. A idéia, bastante simples, acontece na última etapa da produção: uma das extremidades é afinada, recebe uma cinta de metal para segurar a borracha, que é então colada e prensada. Depois, é só escrever: um só lápis é capaz de anotar 45 mil palavras ou riscar uma linha de 56 quilômetros de comprimento!
É pau, é pedra.....No fim do caminho, as tábuas de madeira com grafite ganham camadas de verniz e pintura
1. Ao chegar aos 18 anos, o pinheiro (Pinus caribea) está pronto para virar lápis. Muita gente pensa que o objeto é feito com um pedaço inteiriço de madeira com um furo no meio. Na verdade, a madeira é cortada em tábuas finas, de 18 x 7,5 centímetros de tamanho. Essa madeira é seca, tingida com corantes para ficar rosada e ganha camadas de gordura para ficar mais macia
2. Durante os processos de secagem e tintura, a madeira reage e pode "empenar" caso seja utilizada imediatamente. Para evitar esse problema, a madeira fica descansando por 60 dias. Depois desse período, começa a linha de produção: uma máquina abre oito pequenas canaletas em forma de semicírculo, com metade do diâmetro da grafite, nas tábuas
3. As minas de grafite ou de lápis colorido são coladas em uma dessas canaletas. A grafite que se usa hoje não é pura - uma mistura de barro seco e água é acrescentada à grafite para amaciar o material, que é então comprimido sob altas temperaturas até virar um cilindro. Já a mina do lápis de cor não tem grafite - no lugar, entram barro, goma, cera e pigmentos coloridos
4. Uma segunda tábua com canaletas é colada sobre a tábua que contém a mina, formando um "sanduíche", que é prensado até que as minas e a madeira tornem-se uma peça única. A madeira, além de proteger a mão da sujeira do grafite, evita que a mina se quebre ao cair no chão. Depois, uma máquina retira o excesso de cola e as tábuas passam algumas horas secando
5. O sanduíche pronto segue para uma máquina com lâminas de aço. De um lado, a máquina corta a face superior e, de outro, o lado inferior da tábua, até os lápis serem separados individualmente. O corte pode ser circular ou hexagonal - os lápis hexagonais têm a vantagem de não saírem rolando sobre superfíceis lisas. Um só sanduíche pode produzir de seis a nove lápis
6. Os lápis são lixados, mergulhados em verniz e secos. A pintura pode ser por imersão ou com jatos de spray - são até cinco camadas de tinta. Já secos e com os excessos removidos, os lápis recebem o nome do fabricante com uma prensa de metal quente. Para acabar, eles são apontados em um dos lados e estão prontos para escrever. No fim da história, cada pinheiro rende até 9 mil lápis

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