domingo, 7 de fevereiro de 2016

SAO LAZARO

Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico. Até os cães iam lamber-lhe as chagas.(Lucas 16:19-31)
Este mendigo, chamado Lázaro, que não deve ser confundido com o Lázaro de Betânia, que foi ressuscitado por Jesus, é o único personagem das parábolas de Jesus que possui nome próprio. Por causa disso, muitos teólogos e estudiosos indicam que ele realmente existiu. A tradição da Igreja Católica o venera como santo protetor dos males da lepra e dos mendigos. Sua festa litúrgica é celebrada em 21 de Junho.

Parábola do Rico e Lázaro[editar | editar código-fonte]

Alguns usam a Parábola do Rico e Lázaro, para provar que Jesus ensinou o tormento do pecador um inferno de fogo literal depois de morte. Isto envolve defender a crença na imortalidade da almaLucas 16:19-31 é encarado como uma parábola didáctica para os judeus. Este Lázaro não tem nada a ver com Lázaro de Betânia mencionado em João 11. A Bíblia de Jerusalém (BJ), em uma nota de rodapé, reconhece que é uma "parábola em forma de história sem referência para qualquer personagem histórico."
O "homem rico" caracterizaria os fariseusSeio de Abraão é o lugar de honra no banquete presidido pelo pai dos crentes, negado ao homem rico, mas admitido ao pobre Lázaro. As mortes do homem rico e do pobre Lázaro - igualmente simbólicas - representariam uma mudança das circunstâncias. Assim, o antigamente menosprezado entrou numa posição de favor Divino, e o antigamente aparentemente favorecido foi rejeitado por Deus.
Ou, alternativamente, alguns autores sugerem que a parábola é uma paródia sobre os saduceus, e não sobre os fariseus. [1] Eles argumentam que a coincidência entre os "cinco irmãos na casa do meu pai" Lucas 16:28 e os cinco irmãos de Caifás, na casa de Anás documentada pelo historiador Flávio Josefo é deliberada.[2] Eles também sugerem que a profecia de Abraão, que os cinco irmãos não vai se arrepender, mesmo que Abraão iria ressuscitar o Lázaro da parábola (16:31), é uma alusão à tentativa de Anás e de seus filhos para matar o Lázaro real, quando ele foi ressuscitado por Cristo: "Mas os principais sacerdotes deliberaram matar também a Lázaro" (João 12:10[3]
Contudo, menciona-se também aqui a interpretação aceita por grande parte do ramo protestante do cristianismo, em que na verdade, esta não seria uma parábola, mas uma história real sobre um acontecimento com personagens reais. Em decorrência disto, ficaram firmadas algumas bases doutrinárias, como a antiga existência do Sheol, ou Mundo dos Mortos, dividido em 2 locais distintos separados entre si por um abismo sem fundo: O "Seio de Abraão", onde reuníam-se as almas dos mortos salvos na esperança do verdadeiro paraíso, sob o comando do Pai Abraão, e o Inferno propriamente dito, onde estavam reunidas as almas dos perdidos, como o rico mencionado. Durante a morte física de Jesus Cristo e sua descida ao Ades (Sheh-ol), ele resgatou todas as almas dos salvos no Seio de Abraão e as transportou para o Paraíso, onde o ladrão arrependido na cruz já as aguardava. A partir da Dispensação da Graça até os dias atuais, o Seio de Abraão encontra-se vazio de "habitantes" e assim permanecerá até ser desfeito juntamente com esta Terra atual nos últimos dias.São Lázaro foi discípulo e amigo pessoalde Jesus. Era irmão de duas mulheres que se tornaram conhecidas pelos Evangelhos: Marta e de Maria. Lázaro vivia com sua família no vilarejo chamado Betânia, que ficava a menos de uma hora de caminhada de Jerusalém, em Israel. Jesus, em suas andanças missionárias, anunciando o Reino de Deus, sempre ia se hospedar na casa de Lázaro. O nome Lázaro vem do grego. Em hebraico seria Eleazar, e quer dizer "Deus ajudou".

Vida de São Lazaro

Lázaro era estimado e respeitado pela comunidade hebraica, pela origem nobre, honestidade e religiosidade da família. Lázaro foi um personagem especial na Bíblia, pois é a única pessoa por quem Jesus chora no Novo Testamento. Lázaro foi ressuscitado por Jesus após a sua morte, a pedido de Marta, sua irmã, que foi inabalável na fé. Lázaro já estava cheirando mal. Já fazia quatro dias que estava sepultado, quando Jesus chegou para chamar-lhe à vida novamente.
Foi um dos maiores milagres de Jesus. Trata-se do último grande “sinal” realizado por Jesus, depois do qual os sumos sacerdotes reuniram o Sinédrio e decidiram matá-lo; e decidiram matar também o próprio Lázaro, que era a prova viva da divindade de Cristo, Senhor da vida e vencedor da morte.
Alguns escritos muito antigos afirmam que Lázaro e suas irmãs foram para a ilha de Chipre. Lá, ele se tornou bispo de Citio, hoje Lamaca.

Relíquias

Sua tumba original, feita de mármore, estava localizada no local onde hoje está a igreja de São Lázaro, em Lamaca. De acordo com registros históricos, suas relíquias foram levadas para Constantinopla por ordem do imperador Leão VI, o filósofo, e várias igrejas e capelas foram erigidas em sua honra na Síria. Em 1972, porém, arqueólogos encontraram achados com inscriçõesde que seriam os restos mortais de São Lázaro. Estes restos estavam escondidos abaixo da igreja de Lamaca. Este local, hoje, está bem preservado, debaixo da igreja. Ele é um local de peregrinação e é aberto à visitação pública.
A Basílica de São Lázaro, santo padroeiro de Lamaca, construída em 890 d.C., era um templo cristão do século V, no qual existia um sarcófago com a inscrição: "Lazaro, o amigo de Cristo". Isto reforça a tradição de que ele viveu sua "segunda vida ressuscitado", em Lamaca, na ilha de Chipre.

Devoção a São Lazaro

A devoção a São Lázaro era muito comum na Igreja antiga. São Lázaro começou a ser venerado já no início do cristianismo, como diz São Jerônimo, e as peregrinações eram feitas á sua casa, em Betânia, e ao túmulo de onde Jesus o ressuscitara.
São Lázaro teve o privilégio de ter dois túmulos, pois morreu duas vezes. Muitas vezes pensou-se que São Lázaro fosse o pobre, miserável e cheio de feridas da parábola contada por Jesus. Por isso, na Idade Média, foi tido como o padroeiro dos leprosos. Mas esta  associação é errada e hoje não é mais usada. Sua festa é celebrada no dia 17 de dezembro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário