segunda-feira, 7 de março de 2016

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sutiã ou soutien (termo francês que significa "apoio, suporte")[1] é um tipo de roupa usado por mulheres, servindo para a proteção e sustentação dos peitos das mulheres.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1914, Mary Phelps Jacob patenteava, nos Estados Unidos, o sutiã. A invenção tinha o objetivo de acomodar o seio, possibilitando moldá-lo, diminuí-lo, escondê-lo ou exibi-lo. Transformou a coadjuvante roupa de baixo em protagonista do figurino da mulher com lingeries sensuais. Antes escondido, hoje é usado até como roupa de cima. Porém, no dia 17 de Julho de 2012, o Departamento de Arqueologia da Universidade de Innsbruck na Áustria descobriu a peça íntima nos porões de um castelo da região austríaca de Lengberg. A descoberta entrou para a história, segundo Hilary Davidson, do Museu de Londres, que afirmou a descoberta ter o poder de "reescrever totalmente" a história da moda.
Esta peça de roupa tornou-se um aliado na busca da beleza, do conforto e da sedução.
Tudo começou com um gesto de rebeldia. Jovem nova-iorquina, Mary Jacobs revoltou-se contra o espartilho de barbatana que não só a apertava como "sobrava" no vestido de noite que acabara de comprar. Com a ajuda de sua empregada, fez uma espécie de porta-seios tendo como material dois lenços, uma fita cor-de-rosa e um cordão. Depois de confeccionar cópias para as amigas, resolveu comercializar a invenção. Mais interessada no sucesso de sua criação nas festas do que nas lojas, acabou por vender a patente por 1 550 dólares estadunidenses para a Warner Bros. Nos 30 anos seguintes, a empresa iria faturar 15 milhões de dólares estadunidenses com esta peça de roupa.
Há milênios, as mulheres vinham procurando uma matéria-prima para confeccionar algo que desafiasse a lei da gravidade e sustentasse os seios. Referências revelam que em 2000 a.C., na Ilha de Creta, elas usavam tiras de pano para modelá-los. Mais tarde, as gregas passaram a enrolá-los para que não balançassem. Já as romanas adotaram uma faixa para diminuí-los. O espartilho surgiria na Renascença para encaixar a silhueta feminina no padrão estético imposto pela aristocracia. Por meio de cordões bem amarrados, ele apertava os seios a tal ponto que muitas desmaiavam. O sutiã apareceu para libertar a mulher daquela ditadura.
Na década de 1920, os sutiãs compunham o estilo dito "garçonne" (termo francês que significa "menina moleque")[2] e achatavam o busto. Nos anos 1930, a silhueta feminina volta a ser valorizada. Surgem os bojos de enchimento e as estruturas de metal para aumentar os seios. Nos 1950, com o advento do nylon, as peças ficam mais sedutoras e conquistam as estrelas de Hollywood. Nos 1960, as feministas queimam em praça pública a peça, que consideravam símbolo da opressão masculina sobre as mulheres.

Referências

  1. Ir para cima Google tradutor. Disponível em http://translate.google.com.br/#fr/pt/soutien. Acesso em 23 de março de 2014.
  2. Ir para cima Google tradutor. Disponível em http://translate.google.com.br/#fr/pt/gar%C3%A7onne. Acesso em 23 de março de 2014.


    Veja também[editar | editar código-fonte]A história do sutiã está ligada ao desenvolvimento da indústria têxtil e também à moda das vestimentas no capitalismo do século XX. Desde a Antiguidade as mulheres utilizavam de algum tipo de indumentária para poder sustentar os seios, ao menos no mundo ocidental.

    Nos finais da Idade Média, entre as mulheres da aristocracia, passou-se a utilizar o espartilho, peça de vestimenta muito justa no busto, utilizada também com um objetivo estético de realce dos seios. Porém, tal peça era extremamente desconfortável e asfixiante.
    Para superar esses incômodos, estilistas de alguns países passaram a desenvolver novas peças que fossem mais agradáveis ao uso cotidiano, ao menos para quem poderia pagar por isso.
    Uma das primeiras alterações do espartilho em direção ao que hoje conhecemos como sutiã foi realizada por Herminie Cadolle. Ela decidiu cortar em duas partes o tradicional espartilho, dando as primeiras configurações do que viria a ser o primeiro sutiã. Como uma mulher de negócios, Cadolle patenteou a invenção em 1889. A ação de criar essas patentes foi comum na origem da peça.
    Em 1914, foi a vez de Mary Polly Jacob, uma jovem socialite nova-iorquina, patentear sua criação. Mary Jacob é considerada a inventora do sutiã, em decorrência de ter desenvolvido uma peça em 1913 para utilizar com um vestido de festa. Com sua empregada, Mary Jacob utilizou algumas fitas e dois lenços para sustentar seus seios sob um vestido mais leve que os comumente utilizados. Apesar de patentear a invenção, não obteve sucesso nas tentativas de venda para empresas têxteis. Mary Jacob vendeu sua criação para a Warner Bros por pouco mais de 1500 dólares. A empresa faturou posteriormente mais de 15 milhões com o produto adquirido.
    A partir daí o sutiã começou a ser popularizado em decorrência da produção em larga escala, da necessidade de um maior conforto para as mulheres em seus trabalhos e também em decorrência de avanços tecnológicos na produção dos tecidos.
    Na década de 1920, Coco Channel influenciaria a produção de sutiãs que achatavam os bustos das mulheres. Na década seguinte os bojos de enchimento e estruturas metálicas seriam adotados para dar a impressão de seios mais fartos.
    Com o desenvolvimento do náilon pela empresa estadunidense Dupont, o sutiã ganharia elasticidade e resistência a partir da década de 1950. Esse novo material possibilitou ainda a criação de peças que buscavam realçar a beleza do busto feminino.
    O advento do movimento feminista na década de 1960 transformou o sutiã em um símbolo de superação do machismo, quando um grupo de mulheres queimou sutiãs nos EUA no final da década em protesto contra um concurso de miss.
    A peça continua a ser produzida em massa e é largamente utilizada por mulheres do mundo todo. O desenvolvimento tecnológico capitalista em máquinas e materiais possibilita que, nos dias atuais, o sutiã possa adquirir formatos, cores e temas muito variados, acompanhando as necessidades criadas pelo mundo da moda.

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