Apuí é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Mesorregião do Sul Amazonense e Microrregião do Madeira, localiza-se a sul de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 408 quilômetros.
Ocupa uma área de 54 239,904 km².[2] De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população era de 20 258 habitantes em 2014,[3] sendo assim o trigésimo oitavo município mais populoso do estado do Amazonas e o menos populoso de sua microrregião.
História[editar | editar código-fonte]
O nome Apuí provém de uma árvore típica da região amazônica, conhecida como Apuiseiro, em que na língua tupi significa braço forte.
O município de Apuí fica situado na Rodovia Transamazônica, foi criado através do projeto do Deputado Hamilton Cidade e aprovado pelo GovernadorAmazonino Mendese em 30 de dezembro de 1987, pela Lei nº 826, a área do município de Novo Aripuanã, foi emancipada, passando a constituir o novo município de Apuí.
O Município teve como primeiro administrador municipal o Sr. João Torres Neto, nomeando em 16 de março de 1988, nos termos de Parágrafo Único do artigo 124 da Constituição do Estado, com a redação determinada pela Emenda Constitucional nº 27 de 28 de dezembro de 1987, pelo Governador do Estado do Amazonas Sr. Amazonino Mendes.
Em 3 de novembro de 1989, foi eleito o primeiro prefeito de Apuí, Sr. Vitor César Catuzzo Marmentini e tendo como primeiro presidente da câmara municipal o Sr. Agenor Mates.
Geografia[editar | editar código-fonte]
Sua população estimada em 2014 foi de 20 258 habitantes.
A área de Apuí na floresta amazônica equivalente ao tamanho de alguns países Europeus, e maior que alguns estado brasileiros.
A geografia do município é rica em belezas naturais, conta com o maior número das mais lindas cachoeiras do estado.
Cultura[editar | editar código-fonte]
No município acontecem várias festas características da região norte, sendo elas a de maior importância A festa do Peão de Boiadeiro com quase duas décadas de existência, é hoje não apenas a principal festa do município, mas também a principal festa do gênero do Estado.
Tal evento, ocorre no mês maio e setembro. Contando com a participação de peões das mais diversas partes do Brasil, sendo que em maior número e com maior frequência, peões do estado de Rondônia e dos municípios de Humaitá e Manicoré, onde a pecuária também é considerada como atividade principal.
A festa em sua primeira edição, já exibia características econômicas de um próspero cenário econômico no setor agropecuário. O evento aos poucos foi crescendo e recebendo merecida admiração em todo o Amazonas e outros Estados da Região Norte.
O principal destaque da festa do peão é a modalidade montaria em touros, além dessa outras são tradição na festa, assim como o tiro de laço, vaquejada, prova dos 3 tambores a esperada cavalgada que ganhou destaque no ano de 2007 com a comitiva Os malkriados organizada por Fabio Mota, baliza e uma prova um tanto quanto diferente a motojada.
Essa é a festa onde trás a cultura raiz do município, que tem laços forte com o campo e graças a força de trabalho desse povo, a cultura sertaneja se tornou uma das mais admiradas no estado do Amazonas.
Economia[editar | editar código-fonte]
Apuí se destaca entre os municípios do Amazonas devido ao seu grande potencial agropecuário. Esse potencial produtivo do município se deve à mão de obra especializada dos colonos oriundos de todos os cantos do Brasil que colonizaram essa região nos anos oitenta.
Com 22 anos de existência (em 2010), Apuí é gerido pela quinta administração municipal e já tem uma população estimada em 18.059 habitantes e produz anualmente, mais de oito mil sacas de café e conta com um rebanho bovino que supera em muito a marca de 100.000 cabeças de gado.
Entretanto, o município ainda não dispõe de acessos pavimentados, pois a única rodovia utilizada para chegar ao município é a Rodovia Transamazônica (BR-230), que nunca foi pavimentada e a AM-174 até Novo Aripuanã o que deixa o município por um longo período (chuvas) quase que incomunicável.
Etnias[editar | editar código-fonte]
População residente por etnia (Censo 2010)[6]
- Pardos - 51,69%
- Brancos - 37,40%
- Indígenas - 0,39%
- Pretos - 8,51%
- Amarelos - 2,00%
- Sem declaração - 0,01%
Religião[editar | editar código-fonte]
População residente por religião (Censo 2000)[7]
- Católicos - 8.953 (64,58%)
- Evangélicos - 3.981 (28,71%)
- Sem religião - 513 (3,70%)
- Testemunhas de Jeová - 50 (0,36%)
- Espíritas - 40 (0,29%)
- Santos dos Últimos Dias (Mórmons) - 7 (0,05%)
Referências
- ↑ a b «Divisão Territorial do Brasil» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial» (PDF). Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010.
- ↑ a b «Estimativa populacional 2014 IBGE». Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014.
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 09 de setembro de 2013.
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2012». IBGE. Consultado em 14 de dezembro de 2014.
- ↑ «Etnias no Brasil». IBGE.
- ↑ «Religião no Brasil». IBGE.
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