quarta-feira, 8 de junho de 2016

CECILIA MEIRELES

Cecília Meireles (Rio de Janeiro7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964), foi uma jornalistapintoraescritora e professora brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cecília Benevides de Carvalho Meireles, nasceu no dia 7 de novembro de 1901, no bairro Rio Comprido, na cidade do Rio de Janeiro, filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil[1] , e de Mathilde Benevides Meireles, professora da rede pública de ensino primário - hoje, no Brasil, denominadaensino fundamental. Antes de Cecília nascer, sua mãe havia perdido seus outros filhos: Carlos, Vítor, Carmem[2] , e Carlos - esse último morreu três meses antes do nascimento de Cecília. Aos três anos de idade, sua mãe também morreu, e a menina se mudou para as imediações das ruas Zamenhoff, Estrela e São Carlos, passando a morar com sua avó materna, Jacinta Garcia Benevides, uma portuguesa nascida na Ilha de São MiguelAçores[1] , na época viúva e única sobrevivente da família[3] [4] [5] . Ela criou a menina com ajuda de Pedrina, a babá da menina, que sempre lhe contava histórias à noite[6] [5] .
Cecília cursou o Ensino Fundamental I na Escola Municipal Estácio de Sá[4] , onde, ao concluir o curso em 1910, recebeu das mãos de Olavo Bilac, inspetor da Escola, uma Medalha de Ouro Olavo Bilac, pelo esforço e excelente desempenho "com distinção e louvor"[5] [7] . Nessa época, a garota já demonstrava paixão por livros, chegando a escrever seus primeiros versos, além do interesse pela música que a levou estudar cantoviolão e violino[6] , no Conservatório Nacional de Música[1] , pois, sonhava em escrever uma ópera sobre o Apóstolo São Paulo[3] . No entanto, posteriormente, acabou se dedicando à literatura, tendo em vista que não conseguiria se dedicar com perfeição às muitas atividades simultaneamente[3] .
Ela possuía olhos azuis-esverdeados, era curiosa e sozinha, sobretudo por que sua avó não a deixava sair de casa para brincar, mesmo quando era chamada por outras crianças[6] . Durante uma entrevista, Cecília disse que "em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar e nem me espantei por perder". A infância solitária rendeu à futura escritora dois pontos que, para ela, foram positivos: "a solidão e o silêncio"[8] .

1917-1935: Formação acadêmica e primeiro casamento[editar | editar código-fonte]

Em 1917, aos dezesseis anos de idade, formou-se na Escola Normal do Distrito Federal, no Rio de Janeiro[9] , onde teve como professores o historiador Basílio de Magalhães, a escritora infantil Alexina Magalhães Pinto e o poeta Osório Duque-Estrada[5] , sendo escolhida por consenso como oradora do grupo que formou-se com ela[3] . A partir de então, passa a lecionar aulas. Em 24 de outubro de 1922, já tendo publicado o seu livro de estreia, casa-se com o pintordesenhistailustrador[2] eartista plásticos[1] português Fernando Correia Dias, que havia se mudado para o Brasil em abril de 1914, radicando-se no Rio de Janeiro[3] . Ele contribuiu para o desenvolvimento das artes gráficas no país[2] , e essa união gerou três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda. Além disso, a união com Correia Dias proporcionou à escritora um contato com o movimento poético em Portugal, no início do século XX, o qual Fernando Pessoa faz parte, e uma parceria na ilustração de sua obra[3] [1] . Porém, o casamento com o ilustrador não foi fácil. O casal passou por grandes dificuldades financeiras, e o preconceito da época, prejudicou o artista plástico e a professora. "Segue-se um período difícil, de perseguição mais ou menos velada, em que durante quatro anos, por ironia e desagravo de sua capacidadepedagógica, Cecília Meireles mantém uma página diária sobre Educação, no "Diário de Notícias"[1] .

Carreira docente[editar | editar código-fonte]

Cecília iniciou sua carreira docente em 1918, quando foi nomeada professora adjunta[nb 1] do curso primário, na Escola Pública Deodoro[9] [3] . Em 29 de março de1920, o Diretor Geral de Instrução Pública, recebe autorização do então prefeito da cidade[nb 2] , para formar turma de desenho da Escola Normal do Distrito Federal, e ele escolhe Cecília, a pedido do arquiteto eengenheiro Fernando Nereo de Sampaio, que era responsável pela Cátedra de Desenho da Escola e fazia parte da equipe de Anísio Teixeira na Diretoria de Instrução Pública[3] . Preocupada com a qualidade do ensino e a escassez de livros didáticos, Cecília escreve livros para escolas primárias, e publica em 1924 o livro infantil Criança, Meu Amor, com prosas para o ensino fundamental[10] . Ele é adotado pela Diretoria Geral da Instrução Pública do Distrito Federal e aprovado pelo Conselho Superior de Ensino do Estado de Minas Gerais e Pernambuco, e entrou na lista de leitura de livros paradidáticos. Entre os temas do livro, estão retratos, momento do dia, animais de estimação, tarefas, sentimentos e brincadeiras[11] .

1920-1930: concurso da Escola Normal e tese O Espírito Vitorioso[editar | editar código-fonte]

Cecília passa a se dedicar para um concurso promovido pela Escola Normal para preencher o cargo de professor catedrático. Em correspondências para o marido, Cecília confidenciou sua intenção de participar. Então, em 1930, realiza a primeira etapa do concurso, defendo a tede "O Espírito Vitorioso"[nb 3] , onde defendia "a escola moderna" e destaca os princípios de liberdade, de inteligência, de estímulo à observação e à experimentação. Nessa fase, dos oitos candidatos, três foram reprovados, e dois desistiram em função das notas obtidas. Somente dois continuaram disputando: Cecília Meireles e Clóvis do Rego Monteiro, tendo esse nota superior a de Cecília. A última fase, realizada em 26 de agosto do mesmo ano, era uma prova prática. E Cecília foi derrotada[12] .

Carreira literária[editar | editar código-fonte]

1919-1925: EspectrosNunca Mais... e Baladas para El-Rei[editar | editar código-fonte]

Com dezoito anos de idade, em 1919, Cecília lança seu primeiro livro de poemasEspectros, lançado pela Editora Leite Ribeiro (hoje Freitas Bastos)[3] , com dezessete sonetos, escritos do tempo em que cursava a Escola Normal, e com prefácio assinado por Alfredo Gomes, que tinha sido seu professor de Língua portuguesa e, à época, prestigioso gramático, que saldava "o coração já superiormente formado, a inteligência clara e lúcida, a intuição notável com que sabia expor pensamentos próprios e singulares até em assuntos pedagógicos" de sua aluna[13] . O livro poemas sobre temas históricoslendáriosmitológicos e religiosos, tendo personagens como CleópatraMaria AntonietaJuditeSansão e Dalila, retratados em sonetos, sob influência simbologista, na musicalidade e melancolia[14] , indo na contramão do que estava sendo publicado na época[15] . Com diminuta tiragem, acredita-se que o livro tenha sido lançado às custas da autora[16] . O livro ganhou uma crítica positiva de João Ribeiro, publicado no jornal O Imparcial, em que ele prevê um belo futuro para Cecília[16] . Para Darcy Damasceno, crítico do Jornal do Comércio, o livro impedia a real face criativa e espiritual de Meireles devido ao rigor das métricas e acentuação, em textosparnasianos[17] . Durante tempos, o livro tinha sido desaparecidos, e chegaram a achar que ele, de fato, nunca tivesse existido. Nem mesmo a família da autora não tinha notícias ou qualquer exemplar da obra[5] . Dele, o que conhecia era apenas fragmentos[2] [14] . Porém, em 2001, o livro foi reeditado e incorporado à Poesia Completacoletânea lançada pela Nova Fronteira[3] .
A partir dai, Cecília começa a se aproximar de escritores como Tasso da SilveiraAndrade Muricy e, entre fevereiro e março de 1922, ela escreve novos poemas para compor um novo livro[5] . Nessa época, acontece a Semana de Arte Moderna, em São Paulo, liderado por Oswald de Andrade, a qual Cecília tem pouco contato. No ano seguinte, publica Nunca Mais... E Poema dos Poemas, pela Leite e Ribeiro, com vinte e um poemas e seis sonetos[10] de características simbolistas e com ilustrações de seu marido, Correia Dias, que depois foi retirado de sua briografia a pedido da autora[5] [8] . Publica em 1924 Criança, Meu Amor, seu primeiro livro infantil, com crônicas em prosa poética[11] para o ensino fundamental[10] , onde a escritora traz realidades que as crianças gostam, como "o imaginário, o bom conselho, o humor, a fantasia"[18] . Os poemas escritos entre fevereiro e março de 1992, foram publicados em Baladas para El-Rei lançado em 1925, pela Editora Brasileira Lux e também com ilustrações de Correia Dias[3] , seguindo a mesma linha dos últimos dois álbuns já publicados, o que acaba fazendo com que estudioso caracterizem essa parte da vida de Cecília como um "simbolismo-tardio", encabeçado por Tasso da Silveira[19] .

1939-1950: A Viagem e outras publicações[editar | editar código-fonte]

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Homenagens[editar | editar código-fonte]

Nos Açores, de onde eram oriundos os seus pais[20] , o nome de Cecília Meireles foi dado à escola básica da freguesia de Fajã de Cima, concelho de Ponta Delgada, terra de sua avó materna, Jacinta Garcia Benevides.
Após sua morte, recebeu como homenagem a impressão de uma cédula de cem cruzados novos. Esta cédula com a efígie de Cecília Meireles, lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1989, seria mudada para cem cruzeiros, quando houve a troca da moeda pelo governo de Fernando Collor[21] [22] .

Obras[editar | editar código-fonte]

Cecília Meireles em Lisboa. Desenho de seu primeiro marido,Fernando Correia Dias.
Estas são algumas das obras publicadas por Cecília Meireles:[21]
  • Espectros, 1919
  • Criança, meu amor, 1923
  • Nunca mais, 1923
  • Poema dos Poemas, 1923
  • Baladas para El-Rei, 1925
  • O Espírito Vitorioso, 1929
  • Saudação à menina de Portugal, 1930
  • Batuque, samba e Macumba, 1933
  • A Festa das Letras, 1937
  • Viagem, 1939
  • Vaga Música, 1942
  • Poetas Novos de Portugal, 1944
  • Mar Absoluto, 1945
  • Rute e Alberto, 1945
  • Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948
  • Retrato Natural, 1949
  • Problemas de Literatura Infantil, 1950
  • Amor em Leonoreta, 1952
  • Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
  • Romanceiro da Inconfidência, 1953
  • Poemas Escritos na Índia, 1953
  • Batuque, 1953
  • Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
  • Pistoia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
  • Panorama Folclórico de Açores, 1955
  • Canções, 1956
  • Giroflê, Giroflá, 1956
  • Romance de Santa Cecília, 1957
  • A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957
  • A Rosa, 1957
  • Obra Poética,1958
  • Metal Rosicler, 1960
  • Poemas de Israel, 1963
  • Antologia Poética, 1963
  • Solombra, 1963
  • Ou isto ou Aquilo, 1964
  • Escolha o Seu Sonho, 1964
  • Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965
  • O Menino Atrasado, 1966
  • Poésie (versão francesa), 1967
  • Antologia Poética, 1968
  • Poemas Italianos, 1968
  • Poesias (Ou isto ou aquilo& inéditos), 1969
  • Flor de Poemas, 1972
  • Poesias Completas, 1973
  • Elegias, 1974
  • Flores e Canções, 1979
  • Poesia Completa, 1994
  • Obra em Prosa - 6 Volumes - Rio de Janeiro, 1998
  • Canção da Tarde no Campo, 2001
  • Poesia Completa, edição do centenário, 2001, 2 vols. (Org.: Antonio Carlos Secchin. Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Crônicas de educação, 2001, 5 vols. (Org.: Leodegário A. de Azevedo Filho. Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Episódio Humano, 2007
Uma obra bastante particular e pouco conhecida de Cecília Meireles é o infanto-juvenil Olhinhos de Gato. Baseado na vida de Cecília, conta sua infância depois que perdeu sua mãe Matilde Benevides Meireles e como foi criada por sua avó D. Jacinta Garcia Benevides (Boquinha de Doce, no livro)
Cecília é considerada uma das maiores poetisas do Brasil, Raimundo Fagner gravou várias músicas tendo seus poemas como base. A exemplo de "Canteiros", "Motivo", e tantos outros.

Outros textos[editar | editar código-fonte]

  • 1947 - Estreia "Auto do Menino Atrasado", direção de Olga Obry e Martim Gonçalves. música de Luís Cosme; marionetes, fantoches e sombras feitos pelos alunos do curso de teatro de bonecos.
  • 1956/1964 - Gravação de poemas por Margarida Lopes de Almeida, Jograis de São Paulo e pela autora (Rio de Janeiro - Brasil)
  • 1965 - Gravação de poemas pelo professor Cassiano Nunes (New York - USA).
  • 1972 - Lançamento do filme "Os inconfidentes", direção de Joaquim Pedro de Andrade, argumento baseado em trechos de "O Romanceiro da Inconfidência".

Notas

  1. Ir para cima Na década de 1920, o quadro de professores da rede pública de ensino era constituída por professores catedráticos, adjuntos de 1ª classe, adjuntos de 2ª classe, adjuntos de 3ª classe, professores elementares, professores e escolas noturnas e coadjuvantes de ensino.[3]
  2. Ir para cima O corpo docente da Escola Normal era nomeado através de um Conselho Municipal. Desde 1916, esse Conselho contratou temporariamente docentes para surprir eventuais falta de professores concursados para a Escola. No início da década de 1920, a matrículo dessa Escola ultrapassou os dois mil alunos, o que forçou o Administrador a chamaruma quantidade grande de pessoas para lecionar as turmas suplementares, conforme Decreto nº 1.059, de 1916.[3]
  3. Ir para cima Os candidatos do concurso tinham de apresentar alguns exemplares impressos de sua tese. Cecília defendeu a Escola Moderna, com ênfase na formação do professor. Em 2 de setembro de 1930, ela apresentou uma síntese dessa tese na página de Educação, no Diário de Notícias, que já escrevia, sob o título de "A Significação da Literatura na Formação do Professor: de 'O Espírito Victorioso', these (sic) Apresentada ao Concurso de Literatura da Escola Normal".[3]

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e f Coelho, Nelly Novaes (2002). "Cecília Meireles: vida e obra" (PDF). Universidade de São Paulo. Acessado em 9 de maio de 2015.
  2. ↑ Ir para:a b c d Lamengo, Valéria (2011). «Revista Cult  » Cecília Meireles: 110 anos»Revista Cult. Consultado em 9 de maio de 2015.
  3. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k l m n Lôbo, Yolanda (2010). Sidney Rocha, : . Cecília Meireles (PDF). Coleção Educadores (RecifeFundação Joaquim Nabuco/Editora Massangana). p. 158. ISBN 978-85-7019-476-3. Consultado em 9 de maio de 2015.
  4. ↑ Ir para:a b Leite, Carlos Willian. «A última entrevista de Cecília Meireles - Revista Bula»Revista Manchete, edição nº 630, em 16 de maio de 1964. Revista Bula. Consultado em 9 de maio de 2015.
  5. ↑ Ir para:a b c d e f g «Releituras de Cecília Meireles»Universidade Estadual Paulista. Consultado em 9 de maio de 2015.
  6. ↑ Ir para:a b c «Quem foi Cecília Meireles? » EBC - Conteúdo público de educação, cidadania, infantil, notícias e mais»PlenarinhoEmpresa Brasil de Comunicação. 15 de dezembro de 2014. Consultado em 9 de maio de 2015.
  7. Ir para cima «Biografia: Cecília Meireles»Itaú CulturalUniversidade Infantil Rivanda Berenice. Consultado em 9 de maio de 2015.
  8. ↑ Ir para:a b Dal Farra, Maria Lúcia. «Cecília Meireles: imagens femininas» (PDF). Cadernos pagu (27), julho-dezembro de 2006: pp.333-371. Universidade Federal de Sergipe. Consultado em 9 de maio 2005.
  9. ↑ Ir para:a b Da Silva, Almir Tavares. "Cecília Meireles: Inquietações, Decepções e Contribuições para a Nova Escola" (PDF). Universidade Tiradentes. Acessado em 9 de maio de 2015.
  10. ↑ Ir para:a b c Gouvêa, Leila V.B (2008). Pensamento e "Lirismo Puro" na Poesia de Cecília Meireles. Coleção Ensaios de Cultura (São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo). p. 248. ISBN 85-314-1042-8.
  11. ↑ Ir para:a b Goldstein, Norma Seltzer. "Cecília Meireles: Autora de Livros Voltados para Pequenos Leitores" (PDF).Universidade de São Paulo. Acessado em 9 de maio de 2015.
  12. Ir para cima Da Cunha, Marcus Vinicius; De Souza, Aline Vieira (2010). «Cecília Meireles e o Temário da Escola Nova»(PDF)Universidade de São Paulo. Consultado em 9 de maio de 2015.
  13. Ir para cima «Espectros»Skoob. Consultado em 9 de maio de 2015.
  14. ↑ Ir para:a b «Cecília Meireles - Enciclopédia Itaú Cultural»Itaú Cultural. Consultado em 9 de maio de 2015.
  15. Ir para cima «Cecília Meireles » Autores » Literatura » Educação»Globo.com. Consultado em 9 de maio de 2015.
  16. ↑ Ir para:a b Secchin, Antonio Carlos. «Agulha - Revista de Cultura»Revista de Cultura. Jornal de Poesias. Consultado em 9 de maio de 2015.
  17. Ir para cima Tardelli, Caio Cardoso (25 de abril de 2014). «mallarmargens: O Parnasianismo Místico de Cecília Meireles». ISSN: 2316-3887. Mallarmargens - Revisa de Poesia e Arte Contemporânea. Consultado em 9 de maio de 2015.
  18. Ir para cima Faustino, Fernanda. «Global Editora lança Criança meu amor…, de Cecília Meireles - Global Editora». Editora Global. Consultado em 9 de maio de 2015.
  19. Ir para cima «PUC Rio - O Teatro Poético de Cecília Meireles» (PDF)Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Consultado em 9 de maio de 2015.
  20. Ir para cima MAIA GOUVEIA, 2001:187.
  21. ↑ Ir para:a b «Cecília Meireles». Projeto Releitura. Consultado em 14 de setembro de 2012.
  22. Ir para cima «Moedas Comemorativas». Banco do Brasil. Consultado em 14 de outubro de 2012.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GIARETTA CHAVES, Maria Deosdedite. Estudo do poema - o linguistico e o poetico na poesia de Cecilia Meireles. Osasco: Edifieo, 2001.
  • MAIA GOUVEIA, Margarida. Cecília Meireles: um percurso de espiritualidade. in Atlântida, vol. XLVI, 2001, p. 187-194.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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