Estância é um município brasileiro do estado de Sergipe. A cidade, denominada por Dom Pedro II como o jardim de Sergipe, dos sobrados azulejados, das festas juninas e do barco de fogo, ainda possui um belo acervo arquitetônico, apesar das constantes perdas provocadas por destruições e mutilações de prédios históricos.
Índice
[esconder]Geografia[editar | editar código-fonte]
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</ref> de fecho em falta, para o elemento <ref></ref>=== Relevo ===- Planície Litorânea – localizada ao longo da Costa, formada por dunas e praias.
- Tabuleiros Costeiros – localizados após a planície litorânea, constituído de baixo planalto pré-litorânea, com temperatura média de 25ْ C e um período de seca de até três meses.
- Vegetação Litorânea – é muito variada, nas praias predominam coqueirais e uma vegetação rasteira, com campos de matas de restingas e manguezais.
- Mata Atlântica – floresta fechada, com árvore alta encontrada no topo de algumas colinas e sopé das serr:/as.
- Cerrado – vegetação espaçada com arbusto e árvore baixa, retorcidas, de casca grossa.
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Clima[editar | editar código-fonte]
- Clima tropical, com os meses de maior calor sendo janeiro, março e dezembro e os meses mais chuvosos sendo maio, junho, julho, agosto e setembro.
- Temperatura Máxima – 31°C
- Temperatura Mínima – 23°C
- Temperatura média anual -25ºC
Hidrografia[editar | editar código-fonte]
- Rio Piauitinga - 4.256,24 km
- Rio Piauí – 3.993,21 km²
História[editar | editar código-fonte]
Pedro Homem da Costa e seu concunhado foram agraciados com as terras onde se encontra hoje o território de Estância. A doação foi feita pelo capitão-mor daCapitania de Sergipe, João Mendes, em 16 de setembro de 1621, porém, as ditas terras haviam sido adquiridas anteriormente por Diogo de Quadros e Antônio Guedes, os quais não a povoaram nem a colonizaram, razão pela qual perderam o direito da concessão. Tanto Pedro Homem da Costa, como Pedro Alves e João Dias Cardoso, este último sogro dos dois, já ocupava a gleba antes da concessão, com roças e criação de gados.
Quem primeiro desbravou as terras foi Pedro Homem da Costa e nelas edificou uma capela, dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe, santa que nos consta, é, também, a Padroeira do México. Entre os mexicanos, Estância é uma propriedade de criação de gado e os seus ocupantes são chamados de estancieiros, daí o nome adotado por Pedro Homem da Costa: Estância.
Durante muito tempo, Estância foi subordinada à Vila de Santa Luzia do Real, atualmente Santa Luzia do Itanhy. Só em abril de 1757, o rei autorizou que realizassem na povoação de Estância "vereações, audiências, arrematações e outros atos judiciais na alternativa dos juízes ordinários", acontecendo assim, a separação jurídica da Vila de Santa Luzia, então em franca decadência. Em 25 de outubro de 1831, a sede da Vila de Santa Luzia é transferida para Estância. Em 5 de março de 1835, é criada a sua Comarca, e, finalmente, a 4 de maio de 1848, foi elevada a categoria de cidade.
Patrimônio cultural[editar | editar código-fonte]
O IPHAN em 27 de julho de 1962 tombou a Casa à Praça Rio Branco nº. 35. Sobrado colonial que possui telhado em quatro águas com beirais e cimalha de madeira. No térreo possui quatro portas e três janelas alternadas de vergas curvas e ombreiras de madeira. O segundo pavimento possui sete janelas com balcões em balaustradas em madeira. As fachadas laterais do pavimento superior possuem janelas semelhantes às da fachada principal. A fachada posterior apresenta o prolongamento do piso superior sobre pilastras de alvenaria. O prolongamento tem pé direito baixo e oito janelas geminadas de construção mais recente. O único exemplar acautelado em nível federal, incluído no livro de tombo histórico, na verdade, uma homenagem à rica história de Estância. E também mostra a predileção do órgão federal por bens coloniais em detrimentos dos ecléticos, fato que só foi superado a partir dos anos oitenta.
Entretanto, são os sobrados e casas azulejados, muitos tombados pela Secretária de Cultura do Governo do Estado de Sergipe, que se destacam na paisagem urbana. Citamos os imóveis:
- Rua Capitão Salomão nº.67; Rua Pedro Soares nº. 442 (ou Cap. Salomão nº 84) - (imóvel que sofreu recentemente uma séria descaracterização com mutilação do pórtico com gradil metálico e destruição do interior do pavimento térreo); Rua Capitão Salomão nº. 122; Rua Capitão Salomão nº. 136; Rua Capitão Salomão nº. 227; Rua Capitão Salomão nº. 228; Rua Capitão Salomão nº. 256; Rua Duque de Caxias nº. 339; Rua Capitão Salomão nº. 162;
Também são tombados pelo Governo Estadual a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a pintura em óleo sobre tela Misericórdia e Caridade de autoria de Horácio Hora do Hospital Amparo de Maria.
Alguns desses imóveis citados estão em estado inadequado de conservação. E vários outros sobrados ou trechos urbanos mereceriam ter sido incluídos na lista do Patrimônio Estadual, e talvez nacional, porém foram destruídos ou deformados. Muitas vezes reação de aversão da própria população contra a figura do tombamento e seus efeitos sobre a propriedade do imóvel.
Infelizmente, a Prefeitura Municipal nunca tomou atitudes a fim de preservar o rico acervo arquitetônico, paisagístico e urbanístico da cidade de Estância, compostos por sobrados azulejados, coloniais, casas ecléticas, art-déco, e até alguns bons exemplares de arquitetura modernista. Igrejas e acervos sacros. Fábricas e vilas operárias. E o próprio espaço urbanos com suas ruas, praças, texturas e cores. Pior, muitas vezes os prefeitos incentivaram a destruição ou a desinformação quando pregam que o tombamento engessa a cidade.
Por fim, o município ainda possui exemplares remanescentes de antigos engenhos de cana-de-açúcar. O ciclo da cana-de-açúcar e o engenho tiveram papel significativo na formação econômica e social do povo sergipano e o sul do estado também participou ativamente da economia açucareira.
Demografia[editar | editar código-fonte]
(Fonte: IBGE e Rádio Povão)
- Total – 67.491 habitantes dados mais recentes no IBGE 2013
- Densidade Demográfica – 104,79 hab∕ km²
Economia[editar | editar código-fonte]
- Setor primário
- Agricultura – destaca-se a cultura de coco
Pecuárias – bovinos, ovinos
- Setor secundário
- Indústrias – indústria alimentícias, têxteis. metalúrgicas, cerveja, sucos, químicas, perfumarias etc.:
- Setor terciário
- Comércio, bancos, turismo e setor público.
Acesso[editar | editar código-fonte]
- Rodovias
- Rodovias federais
- BR 101 – sentido Sul/Norte
- Linha Verde – estrada ecológica litorânea protegida pelo IBAMA, que liga Salvador à Aracaju.
- Hidrovias
- Transporte de passageiros do Porto do Saco do Rio Real (Porto do Mato) até Mangue Seco na Bahia passeio de Escuna pelas margens ribeirinhas.
- Porto – O porto de Sergipe, Terminal Marítimo Inácio Barbosa - TMIB, localizado na Barra dos Coqueiros, a 15 km de Aracaju, ocupa uma área de 200ha e abriga as instalações de apoio e sistemas de infraestrutura. Conta ainda com terminal de passageiros, servindo de entrada marítima no Estado, isto a 80 km da cidade de Estancia.
- Aéreo
- Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, a 56 km de distância.
Comunicação[editar | editar código-fonte]
Rádios[editar | editar código-fonte]
- Ilha FM 101.5 MHz
- Rádio Abaís AM 1450
- Rádio Esperança AM 1250
- Rádio Mar azul FM 104.9 MHz
- Rádio Vem
Televisão[editar | editar código-fonte]
- TV Aperipê (TV Brasil) - Canal 2
- TV Século 21 - Canal 6
- TV Canção Nova Aracaju (TV Canção Nova)(arrendada para o SBT) - Canal 7
- TV Sergipe (Rede Globo) - Canal 10
- TV Atalaia (Rede Record) - Canal 12
- Rede Vida - Canal 51
Referências
- ↑ a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010.
- ↑ «Censo Populacional 2013». Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 01 de julho de 2013. Consultado em 30 de setembro de 2013.
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2006-2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 01 mar. 2013.
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
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