sábado, 4 de junho de 2016

SANTARÉM

Santarém (AFI[sɐ̃taˈɾẽj]) é um município brasileiro do estado do Pará, sendo o terceiro mais populoso do estado, atrás somente da capital, Belém e deAnanindeua, e o principal centro urbanofinanceirocomercial e cultural do oeste do estado.
É sede da Região Metropolitana de Santarém, o segundo maior aglomerado urbano do Pará. Pertence à mesorregião do Baixo Amazonas e a microrregião de mesmo nome. Situa-se na confluência dos rios Tapajós e Amazonas. Localizada a cerca de 800 km das metrópoles da Amazônia (Manaus e Belém), ficou conhecida poeticamente como "Pérola do Tapajós".
Em 2015, sua população foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 292 520 habitantes, sendo então o terceiro município paraense mais populoso, o sétimo mais populoso da Região Norte e o 83º mais populoso município do Brasil.[5] Ocupa uma área de 22 887,080 km², sendo que 97 km² estão em perímetro urbano.[8]
Fundada em 22 de junho de 1661, é uma das cidades mais antigas da região da Amazônia. Em 1758 foi elevada a categoria de vila e quase um século depois em consequência de seu notável desenvolvimento foi elevada a categoria de cidade em 24 de outubro de 1848.[9] [10] Está incluída no plano das cidadeshistóricas do Brasil, sendo uma das mais antigas e culturalmente significativas cidades do Pará.
Por causa das águas cristalinas do Rio Tapajós, conta com mais de 100 quilômetros de praias que mais se parecem com o mar. É o caso de Alter do Chão, conhecida como "Caribe Brasileiro" e escolhida pelo jornal inglês The Guardian como uma das praias mais bonitas do Brasil e a praia de água doce mais bonita do mundo. Lá é o palco de uma das maiores manifestações folclóricas da região, o Sairé, que atrai turistas do mundo todo.[11] Segundo dados de 2013, ostenta um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,3 bilhões,[7] sendo o sétimo município com maior PIB do estado.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Santarém" é uma homenagem dada pelos colonizadores lusos à cidade portuguesa homônima, famosa por suas regiões vinícolas. O termo "Santarém" originalmente remete a uma espécie de uva trincadeira de formato oval.[12]
Outra tradição afirma que o nome Santarém deriva do nome de Santa Irenemártir cristã de Portugal Visigodo.[13]

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Dez anos após a fundação de BelémPedro Teixeira junto a Frei Cristóvão, 26 soldados e numerosos índios exploravam o Rio Amazonas, quando se depararam com a aldeia de Tupuliçus na foz do Rio Tapajós e atracaram ali. A expedição foi bem sucedida, pois os índios que ali viviam já haviam entrado em contato com os colonizadores, principalmente espanhóis que passaram por ali gerando boas relações que mantiveram em proveito da nova povoação, que dali surgiria.

Aldeia dos Tapajós (1661-1758)[editar | editar código-fonte]

Santarém foi fundada então pelo Padre João Felipe Bettendorff em 22 de junho de 1661 sob o nome de "Aldeia dos Tapajós". Logo ao chegar, o fundador construiu a primeira capela de Nossa Senhora da Conceição.
Posteriormente, Pedro Teixeira explorou o Rio Tapajós e então coube aos jesuítas a fundação de uma aldeia com fins missionários, no lugar onde o padreAntônio Vieira esteve no primeiro semestre de 1659. A partir do desenvolvimento dessa aldeia originaram-se outras povoações como as de São José dos Matapus em 1922 (hoje conhecida como Pinhel), Tupinambarana ou Santo Inácio em 1737 (hoje conhecida como Boim) e Borari em 1738 (hoje conhecida comoAlter-do-Chão).
Com o progresso das missões, Francisco da Mota Falcão iniciou, a construção de uma fortaleza, a qual foi terminada por seu filho, Manoel Mota Siqueira em1697. Essa fortaleza tinha a forma quadrada, com baluartes nos ângulos, foi o núcleo da vila que deu origem a cidade de Santarém. Em 1762, estando em ruínas, a fortaleza foi reconstruída, passando daí por diversos reparos, porém hoje nada mais existe. A Aldeia dos Tapajós foi elevada à categoria de vila em 14 de março de 1758 pelo governador da província do Grão ParáFrancisco Xavier de Mendonça Furtado, recebendo então o nome de Santarém em homenagem a cidade portuguesa de mesmo nome.
Santarém foi elevada à categoria de cidade, em 24 de outubro de 1948 em consequência de seu notável desenvolvimento.[14]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Santarém localiza-se na Mesorregião do Baixo Amazonas, na margem direita do Rio Tapajós, sendo a terceira maior cidade do estado do Pará e o principal centro socioeconômico do oeste do estado, porque oferece melhor infra-estrutura econômica e social (como escolashospitaisuniversidadesestradasportosaeroportoscomunicaçõesindústria e comercio e etc) e possui um setor de serviços mais desenvolvido. Possui uma área de 22 887,080 km², sendo que 77 km² estão em perímetro urbano. Em frente a cidade o Rio Tapajós se encontra com o Rio Amazonas, formando o famoso encontro das águas, um dos principais cartões postais da cidade.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A rede hidrográfica foi dividida em seis bacias, sendo, a Bacia do Rio Amazonas que abrange mais 1/6 de toda extensão territorial do município, a Bacia do Rio Arapiuns que está localizada na porção oeste do município, entre as bacias do Tapajós e do Amazonas e ocupa uma superfície de aproximada de 7.064 km², correspondendo a cerca de 28% de todo espaço municipal, a Bacia do Rio Tapajós que é a segunda extensão territorial, dentro das terras do município, as Bacias dos rios Moju, Mojuí que são tributárias da bacia do rio Curuá-Una e formam juntas toda a malha hídrica existente na chamada "Região do Planalto", composta por inúmeros igarapés e rios de pequeno porte, todos convergentes para o rio central, o Curuá-Una.

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas registrados
em Santarém (Taperinha) por meses (INMET, 1961-1981)[15]
MêsAcumuladoDataMêsAcumuladoData
Janeiro106 mm11/01/1978Julho74,4 mm26/07/1981
Fevereiro170,2 mm06/02/1971Agosto84,2 mm22/08/1979
Março165 mm06/03/1978Setembro79,4 mm29/09/1973
Abril128,7 mm10/04/1969Outubro99,2 mm31/10/1962
Maio95,3 mm10/05/1968Novembro86,4 mm16/11/1980
Junho55,3 mm16/06/1961Dezembro111,2 mm24/12/1963
clima dominante é quente e úmido, característico das Florestas Tropicais. Não está sujeito a mudanças significativas de temperatura devido sua proximidade da linha do equador. A temperatura média anual compensada é de 26 °C, com umidade relativa média do ar de 86%. O índice pluviométrico é superior a 2000 mm/ano, com maior intensidade no chamado período de "inverno", que ocorre de dezembro a maio, quando a precipitação média mensal varia de 120 mm a 380 mm. Nos meses de junho a novembro ocorre o período mais seco, correspondendo ao "verão" regional. Nesse período, ocorrem as menores precipitações pluviais registradas na região, com valores médios inferiores a 60 mm, em setembro e outubro.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), entre 1961 e 1981 a temperatura mínima absoluta registrada em Santarém (Taperinha) foi de 10,3 °C em 15 de outubro de 1969,[16] e a maior atingiu 36,7 °C em 19 de novembro do mesmo ano.[17] O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas foi de 170,2 milímetros em 6 de fevereiro de 1971. Outros grandes acumulados foram 165 mm em 6 de março de 1978, 140,4 mm em 27 de março de 1981, 128,7 mm em 10 de abril de 1969, 127,2 mm em 14 de março de 1968, 116,6 mm em 23 de abril de 1977, 114 mm em 11 de março de 1969, 112,8 mm em 24 de março de 1981, 111,2 mm em 24 de dezembro de 1963, 106,4 mm em 27 de março de 1965, 106 mm em 11 de janeiro de 1978, 105,6 mm em 2 de março de 1968, 104,9 mm em 8 de fevereiro de 1963 e 101,8 mm em 20 de março de 1970.[18] O índice mais baixo de umidade relativa do ar foi registrado nas tardes dos dias 19 de novembro de 1969, 28 de novembro de 1969, 2 de dezembro de 1969 e 20 de julho de 1970, de 45%.[19]
[Esconder]Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Santarém (Taperinha, 1961-1990) Weather-rain-thunderstorm.svg
MêsJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDezAno
Temperatura máxima absoluta (°C)3532,932,833,433,534,334,634,635,135,836,735,736,7
Temperatura máxima média (°C)30,730,130,230,230,330,63131,832,332,932,631,731,2
Temperatura média (°C)25,825,525,525,625,725,525,426,126,626,926,926,226
Temperatura mínima média (°C)22,222,122,122,322,321,921,421,922,422,422,622,322,2
Temperatura mínima absoluta (°C)18,618,918,319,218,918,717,51919,410,318,118,810,3
Precipitação (mm)193,9273,5382,9347,1273,6152,213063,657,553,871,1119,72 118,9
Dias com precipitação (≥ 1 mm)16182221221612875510162
Umidade relativa (%)86,988,689,189,289,889,387,484,982,380,28083,185,9
Horas de sol143,2108,5111,1125,5139,9167,1205,1234,4218,6222,4189,5166,32 031,6
Fonte: INMET[20] [21] [22] [23] [24] [25] [26] (recordes de temperatura de 1961 a 1981).[16] [17]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Santarém
Crescimento populacional por ano[27]
AnoPopulação
1980191.950
1991265.062
1996242.755
1997242.390
1998242.081
1999241.771
2000262.538
2001264.992
2002266.391
2003268.180
2004272.237
2005274.012
2006276.074
2007278.118
2008272.704
2009281.397
2010294.580
2011297.039
2014290.521
A população de Santarém era de 294 580 habitantes, conforme o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, o que a colocou na posição de sétima cidade mais populosa da região norte do Brasil, após ManausBelémPorto VelhoAnanindeuaMacapá e Rio Branco. Destes, 51,5 % da população eram homens e 48,5 % eram mulheres.

Praça do Pescador. (ao fundo "Solar do Barão")
Santarém teve discreta diminuição da população do período de 1996 a 1999, possivelmente resultado da evasão provocada pelo declínio das atividades do ciclo do ouro na segunda metade da década de 80. Além disso, a partir da década de 80 até 2000, teve uma diminuição da população que vive na zona rural e um aumento da população da zona urbana, do qual pode ser atribuído a vários fatores, tais como: assistência técnica incipiente, dificuldades de acessos a céditos, carência de infra-estrutura básica (escola, posto de saúde, manutenção de estradas, ramais, vicinais), transporte público deficiente e outros.
Desde 2000 vem tendo um crescimento elevado na sua população e um dos fatores que influenciam isso, são a melhoria na infra-estrutura urbana, saúde, escolas e outros. No entanto, em 2008, verifica-se uma diminuição na população, devido a emancipação da vila de Mojuí dos Campos para município independente. Em 2014 a população estimada pelo IBGE é de 290.521 habitantes.[28]

Religião[editar | editar código-fonte]

Embora tenha sido fundada como uma cidade católica e a maioria de seus habitantes seja católica, Santarém possui uma variedade de religiões sem haver conflito religioso. É possível encontrar atualmente na cidade várias denominações protestantes diferentes, além da prática do judaísmo, espiritismo, budismo, candomblecistas e umbandistas. De acordo com dados de 2000 do IBGE, a população de Santarém está composta por: católicos (77,20 %); protestantes (17,29 %); pessoas sem religião (3,00 %); espíritas (0,10 %); budistas (0,04 %); judeus (0,01 %).[29]

Acesso[editar | editar código-fonte]

transporte aéreo é realizado através de voos diários por aeronaves de diferentes dimensões. Aeronaves a jato de grande porte levam aproximadamente uma hora de viagem até as cidades de Belém e Manaus, se estendendo, a partir das mesmas, para outras regiões do país (nordestecentro-oestesulsudeste) e exterior.
Por via terrestre o acesso até a Capital do Estado é possível através da BR-163 (Rodovia Federal Santarém-Cuiabá), ligando Santarém ao município de Rurópolis, com 229 km de estrada, cruzando a partir daí a BR-230 (Rodovia Transamazônica), percorrendo 90 km até o município de Placas, passando por diversos municípios (UruaráMedicilândiaBrasil NovoAltamira,Belo MonteAnapuPacajáNovo Repartimento) até chegar em Tucuruí via BR-422, em seguida percorre os municípios de Breu BrancoGoianésiaTailândiaMojuAbaetetubaBarcarenaAnanindeua, para finalmente alcançar a BR-316, e a cidade de Belém, através de linhas regulares de ônibus.
A modalidade hidroviária é o mais importante meio de locomoção de passageiros e transporte de cargas devido à existência dos vários rios que formam a rede hidrográfica (AmazonasTapajós, Arapiuns, Curuá-Una, Moju e Mojuí) e desempenha importante papel na economia local. Embarcações de médio porte fazem a navegação fluvial para as cidades de Belém (Pará)Manaus e Macapá. As embarcações de grande porte fazem a navegação de longo curso. De Santarém para a capital do Estado, via fluvial, são 880 quilômetros de distância e para Manaus são 756 quilômetros.

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Fluvial[editar | editar código-fonte]

transporte fluvial na cidade é muito comum e a infra-estrutura portuária é constituída por portos de grande movimento. O Porto de Santarém é um porto fluvial de jurisdição federal administrado pela Companhia Docas do Pará. Juntamente ao Porto de Belém são os mais próximos dos Estados Unidos. Possui capacidade de receber navios de grande porte, permite a atracação de navios de até 10 metros de calado no período da estiagem e de até 16 metros de calado no período de cheia dos rios. Tem uma extensão acostável no total de 520 metros e 380 metros no píer.[30]
O porto da Cargill é um porto graneleiro de jurisdição privada localizada na área da Companhia Docas do Pará. O terminal escoa soja para o exterior e tem capacidade para armazenar 60 mil toneladas de soja, o que corresponde a um navio que transporta 55 mil toneladas de soja. Há também portos improvisados de jurisdição municipal, como o porto localizado na Praça Tiradentes onde atracam embarcações de médio e pequeno porte. Atualmente a prefeitura está construindo um novo terminal hidroviário, o que quando inaugurado substituirá o porto improvisado da Praça Tiradentes que encontra-se em condições precárias.

Aeroporto Internacional de Santarém — Maestro Wilson Fonseca

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Santarém é servida pelo Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, o quinto mais movimentado aeroporto do Norte do país, recebendo anualmente 400 mil passageiros. Situa-se a 15 quilômetros do centro da cidade. Possui uma área patrimonial de 11.000.000 m² e pista de pouso em concreto asfáltico com 2.400 m por 45 m, com capacidade para receber 225.000 passageiros por ano.[31] O aeroporto encontra-se em fase de reforma e ampliação que prevê a duplicação da sala de desembarque, duplicação da sala de embarque, aumento do estacionamento de veículos e a revitalização geral do sistema elétrico e de refrigeração.[32]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Santarém possui uma rodoviária que atende as necessidades do meio de transporte terrestre. A Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) é a rodovia federal que liga Santarém ao município de Cuiabá, no estado do Mato Grosso. A rodovia tem mais de 1 700 quilômetros, a sua extensão em Santarém é de 165 quilômetros (incluindo Belterra). De Santarém até Rurópolis, a rodovia é pavimentada. Seis estradas estaduais percorrem em Santarém e prefazem um total de 253 quilômetros, dos quais 144 quilômetros são de revestimento primário e 109 quilômetros são de revestimento asfáltico. São elas:
  • PA-257 ou "Translago", que liga Santarém ao município de Juruti e tem 150 quilômetros de extensão;
  • PA-370 ou "Santarém-Curua-Una", que liga o centro urbano de Santarém à Usina Hidrelétrica de Curua-Una e tem 67 quilômetros de extensão;
  • PA-433 ou "Santarém-Jabuti", que liga a comunidade de Tabocal em Santarém à comunidade de Jabuti, já no município de Mojuí dos Campos e tem 36 quilômetros de extensão;
  • PA-457 ou "Rodovia Everaldo Martins", que liga o centro urbano de Santarém à Alter do Chão e tem 29 quilômetros de extensão;
  • PA-431, que liga a comunidade Santa Rosa em Santarém passando por Mojuí dos Campos até a comunidade São José e tem 24 quilômetros de extensão;
  • PA-255, que liga o distrito portuário de Santana do Tapará (na margem esquerda do Rio Amazonas) a cidade de Monte Alegre e tem 86 quilômetros de extensão.
Além dessas rodovias existe uma rodovia municipal, a Rodovia Engenheiro Fernando Guilhon, que tem 12 quilômetros de extensão e faz a ligação entre a cidade de Santarém e o aeroporto.

Viário[editar | editar código-fonte]

São vias de grande importância econômica complementadas pelo sistema rodoviário municipal, a Rodovia Fernando Guilhon, que liga o centro urbano de Santarém ao Aeroporto Internacional de Santarém e tem 15 quilômetros de extensão e outras estradas vicinais.
Na cidade de Santarém existem 670,41 quilômetros de vias urbanas, das quais 358,36 quilômetros formam o leito natural do sistema viário (o que corresponde a 53,45%), 162,45 quilômetros são de vias asfaltadas (totalizando 27,94%) e 149,60 quilômetros são de piçarras (perfazendo 22,32%). Em Alter do Chão existem 40,74 quilômetros de vias, das quais 9,15 quilômetros estão asfaltadas.
Principais logradouros[editar | editar código-fonte]



  • Avenida Borges Leal
  • Avenida Magalhães Barata
  • Avenida Anysio Chaves
  • Avenida Curuá-Una
  • Avenida Dom Frederico Costa



Sistema de transporte público[editar | editar código-fonte]

Fazem parte do Sistema de Transporte Público de Passageiros: o transporte coletivo urbano, o transporte coletivo rodoviário suburbano e intra-municipal, o transporte coletivo hidroviário intra-municipal e intermunicipal, o transporte individual de passageiros em automóveis (Taxi), o transporte individual de passageiros em motocicletas (mototáxi), o transporte coletivo interdistrital e o transporte escolar.
O Sistema de Transporte Público de Passageiros é gerenciado pela Secretaria Municipal de Transportes, que gerencia a circulação viária, planeja e promove o desenvolvimento da circulação e da segurança no trânsito, pela Polícia Militar através do seu Batalhão de Trânsito (fiscalização) mediante serviço de cooperação mútua entre o governo do estado e a prefeitura, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Capitania dos Portos, pela Agência Estadual de Regulação (ARCON), pelo DETRAN, órgão responsável pelo cadastramento das frotas, documentação de veículos e habilitação dos motoristas e pela Secretaria Executiva de Transporte do Estado do Pará (SETRAN), responsável pela construção, recuperação e conservação da malha rodoviária estadual.

Saneamento básico[editar | editar código-fonte]

saneamento básico é constituído por uma rede de esgoto sanitário numa extensão de 50 quilômetros, incompleto, pois não existe coletor principal, nem a estação de tratamento e nem o emissário. O sistema de drenagem abrange 53,32 quilômetros, o que equivale a 8,94% do sistema viário.
abastecimento de água é efetuado pela Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA), através de 18 poços tubulares profundos, com profundidade que varia de 180 a 270 metros profundos (captação subterrânea), totalizando 30 200 ligações ativas, com uma cobertura de 78% dos imóveis. Existem ainda 90 microssistemas como forma alternativa de abastecimento de água, sendo 19 na zona urbana, atendendo 5 188 famílias e 71 na zona rural, beneficiando um total de 7 800 famílias.
coleta de lixo é terceirizada e alcança 100% dos domicílios da zona urbana, mais Mojuí dos Campos e Alter do Chão. O destino dos resíduos sólidos é o aterro municipal localizado na comunidade Perema, área do planalto, com capacidade para 200 toneladas ao dia.

Energia elétrica[editar | editar código-fonte]

A distribuição e comercialização dos serviços de energia é efetuada pela Centrais Elétricas do Pará (CELPA), que é abastecida pela linha de transmissão da UHE da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e pela Hidrelétrica Curuá-Una, com 30,3 megawatts de potência instalada. Em 2010 foi registrado pelo setor de tecnologia da informação da Secretaria Municipal de Finanças, através do Cadastro Multinalitário, a existência de 55.091 residências com energia elétrica em Santarém.

Educação[editar | editar código-fonte]

A rede educacional conta com 457 escolas públicas municipais que atendem a 62 121 alunos, 44 estaduais, que oferecem educação especial, ensino médio e fundamental para 37 145 alunos, e 44 escolas particulares. Doze universidades (duas federais, uma estadual e nove particulares) ofertam vagas para diversos cursos de graduação, conferindo à Santarém o título de polo de desenvolvimento em educação superior do oeste do Pará.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Os serviços de saúde pública são prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sob gestão municipal. A cobertura se dá nos níveis da atenção básica de promoção da saúde e prevenção de doenças, na assistência de média e alta complexidade (médicas ambulatoriais especializadas complementadas com diagnóstico de maior complexidade) e nos serviços de alta complexidade técnica e tecnológica que compreendem os serviços hospitalares especializados e os procedimentos ambulatoriais de alta complexidade.
As atividades da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) são operacionalizadas por 1 745 servidores da área de saúde (médicosenfermeiroauxiliaresfarmacêuticosnutricionistaspsicólogosterapeutas,odontólogostécnicos, equipes dos programas de saúde e etc.).
Santarém dispõe de 461 leitos pelo SUS, quantidade inferior aos parâmetros preconizados pela portaria. O Relatório de Gestão da SEMSA, afirma que "a totalidade desses leitos está concentrada na área urbana, assim como a maioria dos Serviços Ambulatoriais de maior complexidade".
Na zona rural os serviços de saúde são ofertados através de 15 centros de saúde e 34 postos de saúde, com atuação permanente de enfermeiros, apoiados por agentes comunitários de saúde. Ambulanchas e unidades móveis terrestres e fluviais completam a estruturas da saúde na zona rural.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

O setor de comunicações é representado pelos provedores de internet, Netsan, VSTM, WSP e Embratel, além de provedores sem fio disponibilizados pelas telefonias móveis, conta também com a telefonia fixa, Oi Fixo, Livre e Embratel, a telefonia móvel inclui as empresas VivoTimClaro e Oi, as edições locais da mídia impressa inclui, Jornal de SantarémEstado do TapajósO ImpactoA Gazeta de SantarémA Tribuna eJornal Cidade.

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