O calendário litúrgico de Babilónia estava repleto de feriados religiosos mais ou menos regulares, alguns de frequência mensal e outros anuais, mais excecionais. A principal festa religiosa era o akītu, realizado no Ano Novo, no equinócio da primavera (21 de março), que durava 12 dias e exigia a presença em pessoa do rei.[173] [174] Durante essa festa, as estátuas de culto das grandes divindades da cidade reuniam-se no Esagila onde prestavam homenagem a Marduque, antes de se reunirem no bīt akītu. A Epopeia da Criação era recitada para recordar os grandes feitos desse deus durante uma procissão que percorria a cidade. O rei renovava simbolicamente o seu mandato. Esta festa, aparentemente grandiosa, tinha como objetivo celebrar a renovação da natureza na primavera, mas também afirmar a forte ligação entre o grande deus Marduque e o rei, considerado o seu representante na terra. Ela requeria a presença da estátua do deus e do soberano, o que não era possível em períodos de instabilidade ou após derrotas militares que tivessem envolvida a captura da estátua pelo inimigo, o que constituía um grande infortúnio.
Na cidade eram celebradas outros feriados importantes, como por exemplo um ritual de "casamento sagrado" (hašādu) entre Marduque e Sarpanitu, ou outro que no qual era representado um Marduque infiel perseguindo Ishtar enquanto ele próprio era seguido pela sua esposa legítima.[175] [176]

Local de conhecimento[editar | editar código-fonte]

A função de culto e os recurso económicos dos templos fizeram com que eles se tornassem os principais centros de cultura de Babilónia. Vários templos produziram tábuas com informações técnicas, científicos e obras literárias, que podem ter constituído acervos de manuscritos que podem ser caracterizados como bibliotecas. Também foram encontrados textos do mesmo tipo em residências privadas de pessoas letradas (que de qualquer forma trabalhavam para os templos), que em alguns casos serviam também como escolas de escribas.[177] O lote mais importante desse tipo de textos foi o descoberto em 1979 no templo de Nabu ša harê, o deus que representava a sabedoria e que era o padroeiro dos letrados. É constituído por mais de 2 000 tábuas escolares que formam um depósito votivo oferecido ao deus pelos escribas aprendizes. Outras duas tábuas rituais encontradas num forno podem indicar a existência de uma biblioteca no templo.[178] [179] [180]
O principal local de conhecimento de Babilónia era o Esagila, não obstante nele terem sido encontradas muito poucas tábuas fazendo alusão a atividades intelectuais comparativamente às descobertas relativas ao mesmo período em Nínive e em Uruque, que eram centros de conhecimento de nível comparável. É evidente que o templo albergava uma biblioteca e um grupo de letrados, constituído por sacerdotes especializados em várias disciplinas (astrónomos/astrólogosadivinhosexorcistas, etc.). As tábuas em cuneiforme mostram como o corpo de letrados do templo eram recrutados e mantidos entre o fim do período aqueménida e o período helenístico. Um texto descreve o recrutamento de um astrólogo/astrónomo: ele ocupava o cargo exercido pelo seu pai, o que era corrente entre os letrados da época, mas devia passar num exame perante o conselho do templo para provar as suas competências. Era remunerado com um salário anual e um terreno que lhe era concedido. Eram-lhe atribuídas obrigações: fazer as observações celestes, redigir textos técnicos, sem dúvida almanaques ou efemérides característicos da ciência que conhecia então o maior desenvolvimento na Babilónia. Esta organização era também aplicada nas outras especialidades e pode ter inspirados os gregos quando eles criaram a Biblioteca de Alexandria e o seu Μουσεῖον (Museion, "Museu") seguindo princípios que apresentam semelhanças com a organização do Esagila.[181] [182]
Várias obras da literatura mesopotâmica (em sentido lato, incluindo textos rituais e técnicos) são atribuíveis ao clero da Esagila. Pode estimar-se que os grandes textos exaltando Marduque (Epopeia da Criação,Enūma eliš) e a importância da cidade (TINTIR=BabiluTábua do Esagila) são da sua autoria, bem como os textos rituais ligados ao culto do grande deus babilónico e ainda vária crónicas históricas centradas em Babilónia ou nos seus templos e o texto sapiencial Ludlul bel nemeqi ("Louvarei o Senhor da Sabedoria", também conhecido como "Monólogo do Justo Sofredor"), um lamento em verso dirigido ao deus por um homem atingido pela injustiça. certos textos são atribuídos a autores cujo nome remete ao templo ou ao deus e que eram manifestamente sacerdotes do templo, como a Epopeia de Erra, de Kabti-ilani-Marduk, um relato que procura explicar o período caótico pelo qual passou Babilónia no início do 1.º milénio a.C. pelo abandono da cidade pelo seu grande deus Marduque, enganado pelo deus Erra, que personificava a guerra no seu aspeto destruidor;[183] ou a Teodiceia Babilónica, um texto sapiencial redigido por Esagil-kina-ubbib em forma de uma discussão entre dois indivíduos sobre as relações entre deuses e homens;[184]
O exemplo melhor conhecido dos letrados do Esagila é Beroso, que no início do século III a.C. escreveu “Babyloniaka”, uma obra em grego da qual apenas nos chegaram citações e resumos, que visava apresentar a tradição babilónica a um público letrado grego. para escrever a sua obra, Beroso serviu-se das tábuas disponíveis na biblioteca do Esagila. Segundo os elementos biográficos conhecidos, ele teria terminado a sua vida a ensinar astronomia e astrologia na ilha grega de Cós a gregos e sabe-se que estes reconheciam a grande mestria que os babilónios tinham atingido nesse domínio.[145] [185]
O Esagila e os templos de Babilónia, juntamente com os de Uruque, foram os últimos locais onde se sabe que o conhecimento da Mesopotâmia antiga foi transmitido depois do período helenístico. Foi em Babilónia que foi descoberta a tábua em cuneiforme mais recente, que de forma muito significativa, é um almanaque astrológico, datado de 74 ou 75 d.C.[186]

Babilónia mitificada[editar | editar código-fonte]

Dada a sua importância política e cultural, Babilónia tornou-se um elemento do imaginário e dos mitos de várias civilizações, até mesmo muito tempo depois da sua queda. Os relatos relativos à cidade, dificilmente dissociáveis da trajetória do reino do qual era a capital, concentraram-se sobretudo no estatuto de cidade de proporções gigantescas e com monumentos grandiosos, mas também, de forma mais negativa, no seu orgulho e nos seus pecados. As fontes antigas fornecem a matriz dessas representações: em primeiro lugar as fontes provenientes da própria teologia babilónica, nas quais a cidade é considerada sagrada e situada no centro do mundo, depois nos escritos dos autores gregos e latinos, que deixaram a imagem de uma vila gigantesca, e por fim os autores dos textos bíblicos, que a apresentaram quase sempre numa perspetiva negativa. Depois do seu desaparecimento, desenvolveu-se uma imagem de grande cidade e símbolo do pecado, nomeadamente na Idade Média, quando as fontes mais fiáveis sobre o que ela tinha sido realmente ficaram inacessíveis.

Nas civilizações antigas[editar | editar código-fonte]

Na Mesopotâmia[editar | editar código-fonte]

Mapa-múndi babilónico doséculo VII a.C., onde Babilónia figura no centro
Os Anunnaki cavaram o chão com as suas enxadas,
E, durante um ano, moldaram tijolos;
Depois, a partir do segundo ano,
Do Esagila, réplica do Apsu, eles ergueram o cume.
Construíram a alta Torre de andares deste novo Apsu
Ali instalaram um Habitáculo para AnuEnlil e Ea.
Então, em majestade (Marduque) ali foi tomar lugar na frente deles, [...]
O Senhor (Marduque), no Lugar-muito-augusto que eles tinha edificado para Habitáculo,
Para o seu banquete convidou os deuses, seus pais.
"Eis Babilónia, o vosso habitáculo e residência:
Inclinai-vos! Enchei-vos com o seu júbilo!"
 
— "A construção de Babilónia pelos grandes deuses para Marduque", na Epopeia da Criação (Enūma eliš)[187] .
A ascensão política de Babilónia foi progressivamente transportada para o domínio religioso e mitológico na Mesopotâmia antiga, sobretudo devido à instigação dos letrados do templo da cidade, em primeiro lugar do Esagila. Isso conjuga-se com a afirmação da preeminência de Marduque como rei dos deuses, que se manifesta na redação doséculo XII a.C. da “Epopeia da Criação”.[33] [41] [42] Este relato mitológico descreve como Marduque se tornou o rei dos deuses sendo o único capaz de salvá-los da ameaça representada por Tiamat, ancestral de todos eles que simbolizava o caos.[188] Depois da sua vitória, Marduque criou o mundo com o cadáver de Tiamat e no seu centro, no local onde se juntavam o Céu e a terra, instalou os grandes deuses em Babilónia, a sua cidade que eles construíram, começando pelo seu grande templo. Esta ideia segundo a qual Babilónia era o centro do mundo encontra-se igualmente numa tábua que representa um mapa-múndi babilónico no qual a cidade aparece no seu centro.[189]
O estatuto mítico de Babilónia transparece nos diversos textos topográficos relativos aos seus monumentos religiosos, como o Tintir, que mostra a que ponto o espaço da cidade é marcado pelo sagrado, ou aTábua do Esagila, que informa das dimensões do zigurate Etemenanki com números simbólicos.[190] Este último representava o centro do mundo no local onde ele foi criado e onde se ligam o Céu e a Terra (esse é o significado do seu nome). Essa função de capital do cosmos estendia-se a toda a cidade, pois entre os epítetos que a ela se aplicavam encontra-se um "Lugar entre o Céu e a Terra".[191]
As crónicas históricas escritas pelo clero babilónico destacam a ligação entre a a importância religiosa da cidade e do seu deus e a sua importância política. Elas reconstroem um passado mítico colocando a evolução dos eventos sob o prisma da relação entre os grandes reis com Marduque e os seus templos de Babilónia: aqueles que mostram lhe pouco respeito acabam por ser punidos mais tarde ou mais cedo. Isso constitui uma mensagem para os reis seguintes, a quem eles aconselham tratar bem o deus e o seu grande templo.[192]

Autores greco-romanos[editar | editar código-fonte]

Os autores gregos e latinos foram testemunhas da decadência de Babilónia mas preservaram a recordação da sua grandeza, dando uma imagem amplamente mitificada que sem dúvida refletia mal a realidade com que foram confrontados aqueles que realmente visitaram a cidade.[193] O primeiro desses autores a deixar uma descrição foi Heródoto, na primeira metade do século V a.C.,[194] [195] seguido por Ctésias no fim do mesmo século. Ambos descrevem uma cidade gigantesca, sem dúvida a maior do mundo que eles conheciam no seu tempo, e evocam grandes monumentos, nomeadamente as muralhas. Ctésias menciona ainda a sua outra maravilha, os Jardins Suspensos, e atribui a fundação a Semíramis. Esse topos de Babilónia como megalopolis encontra-se também, com os seus monumentos e soberanos lendários, por vezes com confusões com a história da vizinha Assíria, nos autores dos séculos da viragem da nossa era como EstrabãoFlávio Josefo e Plínio, o Velho, todos relatando o seu passado prestigioso e o facto da cidade ter caído em ruínas. Progressivamente, a recordação de Babilónia foi-se deformando, não obstante alguns autores que escreveram em grego ou latim terem registado informações relativamente fiáveis sobre a sua história e a sua cultura, baseando-se nos escritos do sacerdote babilónico Beroso ou em fontes locais, como foi o caso do filósofo Damáscio (séculos V e VI d.C.).[196]

Na Bíblia hebraica e no Novo Testamento cristão[editar | editar código-fonte]

E vi uma mulher montada numa besta escarlate, cheia de nomes de blasfémia, com sete cabeças e dez cornos
Essa mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada de ouro, pedras preciosas e de pérolas. Tinha na sua mão um cálice de ouro, repleto de abominações e de impurezas da sua prostituição.
Na sua testa estava escrito um nome, um mistério: Babilónia a grande, a mãe dos fornicadores e das abominações da terra.
E vi essa mulher embriagada do sangue de santos e do sangue de testemunhas de Jesus.
— Passagem do Livro do Apocalipse (17: 3 a 6)[197]
Na Bíblia hebraica e a sua versão cristã (o Antigo Testamento) há várias passagens nas quais Babilónia ocupa um papel importante.[198] [199] A primeira é a descrição da Torre de Babel, relatada no Génesis, onde Babel remete a Babilónia, sendo a torre uma manifesta derivação do zigurate da cidade cujas primeiras testemunhas podem ter sido os exilados judeus na Babilónia. Este relato conta como os habitantes da cidade de Babel do país de Shinear, fundada pelo primeiro rei Nimrod, erigiram uma torre com o objetivo de atingir o Céu, mas o "o Eterno" os impediu-os disso, lançando a confusão[nt 16] entre eles fazendo-os falar várias línguas, de forma a que eles deixassem de se compreender uns aos outros.[200]
Babilónia aparece também nos livros da Bíblia mais próximos da realidade histórica, nomeadamente o Segundo Livro dos Reis, que relata as vitórias de Nabucodonosor II sobre o Reino de Judá, e o Livro de Jeremias, que fala sobre os mesmos acontecimentos, evocando o princípio da deportação para a Babilónia. Nestes textos transparece uma imagem ambígua de Babilónia. Por um lado, ela é a cidade cidade odiada, capital do reino dominador e orgulhoso que deportou os judeus e os forçou ao exílio doloroso e à melancolia do país de origem "nas margens de rios da Babilónia" (Salmo 137), mas por outro lado por vezes Babilónia e Nabucodonosor são também apresentados como instrumentos da vontade divina. A imagem negativa da cidade é retomada no Novo Testamento dos cristãos, nomeadamente por ser assimilada a Roma, a nova potência dominadora e perseguidora. No Apocalipse de São João, a "Grande Prostituta" tem o nome de Babilónia e a cidade é citada várias vezes como símbolo do Mal e do engano.[carece de fontes]

A memória de Babilónia depois do seu fim[editar | editar código-fonte]

A recordação longínqua de uma grande cidade[editar | editar código-fonte]

A construção da Torre de Babel segundo a iluminura num manuscrito russo do século XVI
Depois do desaparecimento de Babilónia, a maior parte dos testemunhos diretos referentes à cidade foram em grande medida esquecidos durante a Idade Média, quando a imagem da cidade se deformou ainda mais. As fontes bíblicas constituíam então o essencial da documentação de base que estava disponível. Os territórios que outrora tinha estado sob o domínio babilónico pertenciam agora a estados muçulmanos e vários autores de língua árabe e persa, sobretudo geógrafos e historiadores, preservaram a memória do local das ruínas da cidade, que evocavam como primeira capital do Iraque. As histórias que eles evocam a propósito da cidade baseiam-se largamente na Bíblia ou nas tradições históricas iranianas, nomeadamente as ligadas aos reis Nabucodonosor II (Bukht Naṣ[ṣ]ar) e Alexandre (Iskandar). A cidade só é referida uma vez noAlcorão.[201] [202]
No mundo medieval europeu, a imagem de Babilónia é ainda mais enevoada, baseando-se apenas nos textos bíblicos e nas ilustrações dos manuscritos ela aparece como uma grande cidade onde a arquitetura segue os padrões da época do artista. Com a redescoberta de textos de autores gregos e latinos a partir do século XV, as representações puderam passar a ser mais precisas, nomeadamente com a inclusão dos Jardins Suspensos. Estes eram considerados como uma das sete maravilhas do mundo[94] e contribuíram para cimentar a imagem de fausto e de civilização associado aquela grande capital antiga. Mas são principalmente dois aspetos da cidade que interessam aos autores do mundo cristão: o mito da Torre de Babel e a sua utilização com como símbolo do Mal.[203] [204]

O mito da Torre de Babel[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Torre de Babel
O sucesso do mito da Torre de Babel é dos vetores essenciais da memória do passado de Babilónia no mundo cristão e, em menor escala, também no mundo muçulmano. Este mito tem uma conotação principalmente negativa, ligada ao pecado do orgulho dos homens atingidos pela sanção divina por terem querido elevar-se demasiado. Tornou-se um tema iconográfico muito prolífico durante o período medieval e ainda mais na época moderna entre o século XVI e XVII. Durante este último período, o mito é interpretado de forma mais ambígua em função das evoluções do tempo: sempre um símbolo de orgulho, mas também da divisão dos homens durante os períodos de guerra, nomeadamente as de cariz religioso, e de forma mais positiva, como símbolo de uma humanidade confiante nos seus meios. Nas representações, a torre apresenta formas muito variadas (piramidal, cónica, rampa helicoidal, base quadrada, etc.), refletindo as tendências arquitetónicas do tempo em que foram produzidas ou a imaginação do artista.[205] [206]

Um símbolo do Mal[editar | editar código-fonte]

O nome de Babilónia adquiriu gradualmente uma conotação negativa no mundo cristão, devido à imagem deixada pelos relatos da derrota e posterior deportação dos judeus para a Babilónia na época de Nabucodonosor II. Os textos dos dos Padres da Igreja mostram o seu desconhecimento da história da cidade e de uma deriva para a visão fantasiosa negativa sobre ela, que fica enraizada na tradição cristã seguinte.[207] Babilónia tornou-se um símbolo do pecado e da perseguição. Roma foi identificada como uma nova Babilónia na época da perseguição das primeiras comunidades cristãs e bastante mais tarde quando os primeiros reformistas, com Martinho Lutero à cabeça, fizeram de Roma a cidade do pecado, retomando o topos da "Grande Prostituta" do Apocalipse.[208] Na iconografia da Europa medieval, tanto no Ocidente como no Oriente, em Bizâncio e na Rússia, a imagem de Babilónia como cidade do Mal é generalizada, nomeadamente sendo associada a uma serpente simbolizando o pecado. O seu destino é marcado por um fim funesto, o da sua queda e abandono.[209] [210]
Esta imagem negativa do termo Babilónia permaneceu ao longo do tempo. Na atualidade, diversos movimentos messiânicos dos Estados Unidos ainda usam a metáfora babilónica para descrever a origem do que é considerada como uma perseguição e Nova Iorque é por vezes designada como uma "Babilónia moderna".[211] O nome da antiga cidade é também usado para condenar a opressão e corrupção nos discursos domovimento rastafári e de diversos estilos musicais como o reggae,e o rap.[nt 17]

Babilónia na cultura dos séculos XIX e XX[editar | editar código-fonte]

Cenário representando Babilónia no filme Intolerância de D. W. Griffith, onde se misturam temas iconográficosassírios com outros provenientes de civilizações exteriores à Mesopotâmia
A partir do século XVIII, alguns autores céticos em relação à perspetiva das autoridades religiosas matizam a imagem negativa de Babilónia, como por exemplo Voltaire, que faz referência à cidade em vários dos seus escritos.[212] [213] No início do século XIX, o romantismo e sobretudo o orientalismo despertam um novo interesse pelo passado antigo do Oriente, um movimento que acompanha as primeiras escavações de sítios antigos no Médio Oriente (não relacionados com a Babilónia) e gradualmente apuram os conhecimentos, que no entanto continuam fortemente marcados pela herança grega, romana e bíblica.[214]
Babilónia surge em obras marcantes desse período, como a pintura La Mort de Sardanapale ("A Morte de Assurbanípal") de Eugène Delacroix (1827) e a ópera Nabucco deGiuseppe Verdi (1842). As descobertas arqueológicas já podiam então ser tidas em conta para fazer com que as representações da antiga Mesopotâmia se aproximassem da sua aparência real antiga nas obras artísticas a partir da segunda metade do século XIX, nomeadamente em pinturas como The Babylonian Marriage Market do pintor orientalista Edwin Long (1875) e mais tarde no filme mudo Intolerância de D. W. Griffith, realizado em 1916.[215] Depois disso, Babilónia aparece em diversas formas de expressão artística (literatura, artes plásticas, cinema, jogos de vídeo, etc.) que se inspiram, conforme os casos, em tradições externas antigas e sua posteridade ou em conhecimentos provenientes de estudos arqueológicos e assiriológicos.[216]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Ir para cima Em 1990 foi publicada em Leipzig uma edição aumentada da “Das wiedererstehende Babylon”.
  2. Ir para cima Um testemunho interessante sobre o mal documentado programa de reconstrução é de D. George, um dos responsáveis das obras, em Farchakh-Bajjaly, J. (março de 2008), "Reconstruire Babylone… ou mourir",Archéologia (453)
  3. ↑ Ir para:a b Jean-Claude Margueron estima que existiu um povoamento simultâneo das duas margens desde o início da cidade.[25] Andrew R. George considera que uma parte da margem direita já era povoada no período paleobabilónico.[26]
  4. Ir para cima Mais bibliografia relevante sobre a questão do rei Agum II:
  5. ↑ Ir para:a b O termo sumério TINTIR é um nome alternativo de Babilónia e também o nome de um dos bairros da cidade, que usualmente é mais conhecido como Shuanna. Este texto é evocado simplesmente como Tintir no resto do artigo.George 1992, pp. 1-72
  6. Ir para cima Bibliografia relevante sobre os arquivos babilónicos deste período: Kennedy 1968Boiy 2004 e Linssen 2004
  7. Ir para cima Kasr ou Qasr (em árabeقصر) significa "castelo" em árabe e deu origem ao português "alcácer".
  8. Ir para cima Lugalirra, Lugal-Irra ou Lugalgirra era uma divindade menor do panteão mesopotâmico, frequentemente ligado a Nergal e a Erra, com os quais por vezes se confunde ou dos quais é uma variação.[82] [83]
  9. Ir para cima «Babilónia, principal cidade antiga da Mesopotâmia, tem a reputação de ter sido uma das mais belas cidades jamais construídas. Situada no meio do deserto, teria possuído outrora no seu interior uma das sete maravilhas do mundoJardins Suspensos da Babilónia. As investigações de um arqueólogo alemão [Robert Koldewey] do início do século XX situam-nas no sul da cidade. Uma outra teoria situa-as na cidade assíria de Nínive, conquistada pelos babilónios. O rei Nabucodonosor II, grande chefe militar que esteve na origem da expansão do império, desposou a princesa dos medosAmitis. Segundo a lenda, ele mandou construir os jardins para a animar das saudades de casa.»[94]
  10. Ir para cima Para uma contextualização do caso de Babilónia, ver a síntese sobre o urbanismo das cidades babilónicas no1.º milénio a.C. em Baker, H. D., "Urban form in the First Millennium B. C." in Leick 2007, p. 349.
  11. Ir para cima Exemplos de publicações sobre estudos desse arquivo:
  12. Ir para cima Francis Joannès sugere que o Palácio Norte era a sede do poder e da administração central e o Palácio Sul poderia ter tido função residencial ou económica, mas admite que esta teoria requer mais estudos.[131]
  13. Ir para cima Hermann Gasche propõe que os dois pátios ocidentais foram construídos por iniciativa dos reis aqueménidas.[147] Jean-Claude Margueron também escreveu sobre a probabilidade de algumas partes do palácio datarem do período aqueménida.[148]
  14. Ir para cima Jean-Claude Margueron foi ao ponto de propor que o zigurate teria servido como ponto de referência para um "plano regulador" de Babilónia traçado na altura da fundação da cidade ou de uma refundação que ele situa aproximadamente entre o fim da 3.ª dinastia de Ur e o início do período neobabilónico e que esteve em vigor desde então.[166]
  15. Ir para cima Jacques Vicari descreve detalhadamente as diversas propostas de reconstituição da aparência do zigurate.[167] Ver também Montero-Fenellos, J., "La tour de Babylone, repensée" in André-Salvini 2008, pp. 229-230
  16. Ir para cima O termo para "confusão" em hebraico é balal, muito próximo de "Babel".
  17. Ir para cima Um exemplo disso é a célebre canção de Rivers of Babylon, interpretada por diversos artistas e cuja letra retomam o Salmo 137 da Bíblia.

Referências

  1. ↑ Ir para:a b Invernizzi, A., "Les premiers voyageurs" in André-Salvini 2008, pp. 505-507
  2. Ir para cima Taylor, J., "Les explorateurs britanniques au XIXe siècle" in André-Salvini 2008, pp. 508-512
  3. Ir para cima Chevalier, N., "Les fouilles archéologiques françaises au XIXe" in André-Salvini 2008, pp. 513-515
  4. ↑ Ir para:a b c d Marzahn, J., "Les fouilles archéologiques allemandes" in André-Salvini 2008, pp. 516–525
  5. ↑ Ir para:a b Marzahn, J., "Les fouilles archéologiques allemandes" in André-Salvini 2008, p. 525
  6. ↑ Ir para:a b Bergamini, G., "La mission italienne" in André-Salvini 2008, p. 529-531
  7. Ir para cima Cavigneaux, A., "Les fouilles irakiennes : le temple de Nabû sha Harê" in André-Salvini 2008, pp. 531-532
  8. Ir para cima Curtis, J., "The Present Condition of Babylon" (em inglês) in Cancik-Kirschbaum et al 2011, pp. 3-8
  9. Ir para cima Curtis, J., "The Present Condition of Babylon" (em inglês) in Cancik-Kirschbaum et al 2011, pp. 9-17
  10. Ir para cima Musa, M. U., "The Situation of the Babylon Archaeological Site until 2006" (em inglês) in Cancik-Kirschbaum et al 2011, pp. 19-46
  11. Ir para cima «Final report on damage assessment in Babylon, International Coordination Committee for the Saveguarding of the Cultural Heritage of Iraq» (PDF). UNESCO, International Coordination Committee for the Saveguarding of the Cultural Heritage of Iraq. 2009.
  12. ↑ Ir para:a b c André-Salvini, B., "Les premières mentions historiques et la légende des origines" in André-Salvini 2008, pp. 28-29
  13. ↑ Ir para:a b c Lambert, W. G., "Babylon: origins" in Cancik-Kirschbaum et al 2011, pp. 71-76
  14. Ir para cima Glassner 2003, p. 240.
  15. Ir para cima Margueron 2001, pp. 334-336.
  16. Ir para cima Charpin, D., "Paléo-babyloniens (rois)" in Joannès 2001, pp. 622-623
  17. Ir para cima Charpin 2003.
  18. Ir para cima Van de Mieroop 2004.
  19. Ir para cima Charpin, D., "Paléo-babyloniens (rois)" in Joannès 2001, pp. 623-624
  20. Ir para cima George 1992, pp. 15-20.
  21. Ir para cima Margueron 2000, pp. 463-465.
  22. Ir para cima Klengel-Brandt, E., "La culture matérielle à l'époque paléo-babylonienne" in André-Salvini 2008, p. 58
  23. Ir para cima Klengel 1983.
  24. Ir para cima Pedersen, O., "Archives et bibliothèques à l'époque paléo et médio-babylonienne" in André-Salvini 2008, p. 102
  25. Ir para cima Margueron 2001, p. 335.
  26. Ir para cima George 1992, pp. 16, 18.
  27. Ir para cima André-Salvini, B., "Inventaire des sources" in André-Salvini 2008, pp. 39-47
  28. Ir para cima Charpin, D., "Hammu-rabi de Babylone et Mari: nouvelles sources, nouvelles perspectives" in Renger 1999, pp. 111-130
  29. Ir para cima Charpin 1985.
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  32. Ir para cima Sauvage, M., "Dûr-Kurigalzu" in Joannès 2001, p. 248
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Outras obras[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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