segunda-feira, 4 de julho de 2016

KALUNGA

Calunga ou Kalunga é o nome atribuído a descendentes de escravos fugidos e libertos das minas de ouro do Brasil central que formaram comunidades autossuficientes e que viveram mais de duzentos anos isolados em regiões remotas próximas à Chapada dos Veadeiros, no atual estado de Goiás, no Brasil.[1]

Generalidades[editar | editar código-fonte]

São três as comunidades calungas: nos municípios de CavalcanteTeresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás.[2] A mais populosa comunidade está situada no município de Cavalcante, com pouco mais de duas mil pessoas, distribuídas nas localidades do Engenho II, Prata, Vão do Moleque e Vão das Almas, sendo esta última a mais recente a se integrar no seio do município (cerca de trinta anos).
Mais recentemente, alguns estudos têm indicado a presença de calungas também em regiões do estado do Tocantins, nos arredores de Natividade e regiões isoladas do Jalapão. Durante todo este período, houve miscigenação com índiosposseiros e fazendeiros brancos. Houve, também, forte influência cultural de padres católicos, dando lugar a uma cultura hibridizada, característica que se manifesta na alimentação e no forte sincretismoreligioso da mistura do catolicismo e de ritos africanos.

Nome[editar | editar código-fonte]

Calunga ou Kalunga significa "Tudo de bom" nas línguas bantas. Significa também "necrópoles" em quicongo. Dentro do espiritismo, pode significar "grande mar", e também o nome de uma falange (grupo de seres do mundo espiritual). Nas religiões afro-brasileiras também significa "cemitério" e "Calunga Grande" significa "beira do mar". Na mitologia banta, é o nome de uma divindade secundária.[3]

Referências

  1. Ir para cima NEIVA, Ana Cláudia Gomes Rodrigues; et al. (12 a 17 de outubro de 2008). «Caracterização socioeconômica e cultural da comunidade quilombola Kalunga de Cavalcante» (PDF). II Simpósio Internacional Savanas Tropicais. Consultado em 5 de julho de 2011.
  2. Ir para cima CÂNTIA, Aline; BOLONI, Leonardo. «Kalunga, uma remanescente de quilombo no sertão de Goiás». Rota Brasil Oeste. Consultado em 5 de julho de 2011.
  3. Ir para cima FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 323.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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