domingo, 28 de agosto de 2016

MAGNÉSIO

magnésio é um elemento químico de símbolo Mg de número atômico 12 (12 prótons e 12 elétrons) com massa atômica 24 u. É um metal alcalinoterroso, pertencente ao grupo (ou família) 2 (anteriormente chamada IIA), sólido nas condições ambientais.
É o oitavo elemento mais abundante na crosta terrestre, onde constitui cerca de 2,5% da sua massa,[1] e o nono no Universo conhecido, no seu todo.[2] Esta abundância do magnésio está relacionada com o fato de se formar facilmente em supernovas através da adição sequencial de três núcleos de hélio ao carbono (que é, por sua vez, feito de três núcleos de hélio). A alta solubilidade dos iões de magnésio na água assegura-lhe a posição como terceiro elemento mais abundante na água do mar[3].
É empregado principalmente como elemento de liga com o alumínio. Outros usos incluem flashes fotográficospirotecnia e bombas incendiárias.
O magnésio foi descoberto em 1755 pelo escocês Joseph Black.

Principais características[editar | editar código-fonte]

O magnésio é um metal bastante resistente e leve, aproximadamente 30% menos denso que o alumínio. Possui coloração prateada, perdendo seu brilho quando exposto ao ar, por formar óxido de magnésio. Quando pulverizado e exposto ao ar se inflama produzindo uma chama branca. Reage com a água somente se estiver em ebulição, formando hidróxido de magnésio e liberando hidrogênio.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

O elemento magnésio e suas diversas substâncias servem para diversas aplicações no dia-a-dia, sendo os principais:
  • Os compostos de magnésio, principalmente seu óxido, são usados como material refratário em fornos para a produção de ferro e aço, metais não ferrosos,cristais e cimento;
  • Os compostos de magnésio são também aplicados na agricultura, como auxiliar condicionante da fotossíntese. O uso principal do metal é como elemento deliga com o alumínio, empregando-a para a produção de recipientes de bebidas, componentes de automóveis como aros de roda e maquinarias diversas. O magnésio também é usado para eliminar o enxofre do aço e ferro.
  • Aditivo em propelentes convencionais;
  • Obtenção de fundição nodular (Fe-Si-Mg).
  • Agente redutor na obtenção de urânio e outros metais a partir de seus sais;
  • O hidróxido ( leite de magnésia ), o cloreto, o sulfato ( sal de Epsom ) e o citrato são empregados em medicina, como laxante e antiácido;
  • O pó de carbonato de magnésio ( MgCO3 ) é utilizado por atletas como ginastas, alpinistas e levantadores de peso para eliminar o suor das mãos e segurar melhor os objetos;
  • Implante eletrônico sem fio feito de um substrato de seda e uma bobina de magnésio que aumenta a temperatura do tecido apenas suficiente para matar as bactérias Staphylococcus aureus, e depois dissolutivo no interior do corpo sem causar danos[4].
  • Outros usos incluem flashes fotográficospirotecnia, bombas incendiárias e granadas de luz ( flashbang).[5]
O Mg também é encontrado em alimentos como vegetais e cereais. Recentes pesquisas indicam o Magnésio como responsável por retardar o envelhecimento celular, além de ser responsável por inúmeras funções metabólicas intracelulares.[6]

Papel biológico[editar | editar código-fonte]

O magnésio é importante para a vida, tanto animal como vegetal. A clorofila é uma substância complexa de porfirina-magnésio que intervem na fotossíntese.
É um elemento químico essencial para o ser humano. A maior parte do magnésio no organismo encontra-se nos ossos e, seus íons desempenham papéis de importância na atividade de muitas coenzimas e, em reações que dependem da ATP. Também exerce um papel estrutural, o íon de Mg2+ tem uma função estabilizadora para a estrutura de cadeias de ADN e ARN.
Dependendo do peso e da altura, a quantidade diária necessária e recomendada varia entre 300 e 350 mg, quantidade que pode ser obtida facilmente, visto o magnésio estar presente na maioria dos alimentos, principalmente, nas folhas verdes das hortaliças, nas sementes, nozes, leguminosas e cereais integrais. Contudo, a agricultura intensiva produz alimentos carentes neste mineral.
O aumento na ingestão de cálcio, proteína, vitamina D e álcool, bem como o estresse físico e psicológico aumentam as necessidades de magnésio.
A sua carência nos humanos pode causar: agitação, anemia, anorexia, ansiedade, mãos e pés gelados, perturbação da pressão sanguínea (tanto com hipertensão como hipotensão), insónia, irritabilidade, náuseas, fraqueza e tremores musculares, nervosismo, desorientação, alucinações, cálculos renais e taquicardia. Essencial para a fixação correta do cálcio no organismo; a deficiência de magnésio pode causar endurecimento das artérias e calcificação das cartilagens, articulações e válvulas cardíacas; sua carência pode causar descalcificação nos ossos (osteoporose).
Seu excesso (em nível de nutriente) nos humanos pode causar: rubor facial, hipotensão, fraqueza muscular, náuseas, insuficiência respiratória, boca seca e sede crônica.[7][8][9][10]

História[editar | editar código-fonte]

O nome é originário de Magnésia, que em grego designava uma região da Tessália. O escocês Joseph Black, reconheceu o magnésio como um elemento químico em 1755. Em 1808 Sir Humphry Davy obteve o metal puro mediante a eletrólise de uma mistura de magnésia e HgO (óxido de mercúrio).

Abundância e obtenção[editar | editar código-fonte]

MagnesiumMetalUSGOV.jpg
O magnésio é o oitavo elemento mais abundante na crosta terrestre[11]. Não é encontrado livre na natureza, porém entra na composição de mais de 60 minerais, sendo os mais importantes industrialmente os depósitos de dolomitamagnesitabrucitacarnallitaserpentinakainita e olivina.
O metal é obtido principalmente pela eletrólise do cloreto de magnésio ( MgCl2 ), método que já foi empregado por Robert Bunsen, obtendo-o de salmoura e água de mar.

Isótopos[editar | editar código-fonte]

Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2010). Por favor, adicionereferências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notíciaslivros e acadêmico)
O Mg-26 é um isótopo estável empregado nas datações geológicas, como o Al-26, do qual é originário. Nas inclusões ricas em cálcio e alumínio (CAI em inglês) de alguns meteoritos (os objetos mais antigos do sistema solar) se tem encontrado quantidades de Mg-26 maiores do que o esperado, atribuindo-se o fato ao decaimento do Al-26. Como estes objetos se desprenderam em etapas anteriores à formação dos planetas e asteroides, não sofreram os processos geológicos que fizeram desaparecer as estruturas contraindicas formadas a partir das inclusões e, portanto, guardaram a informação acerca da idade do sistema solar.
Nestes estudos se compara as proporções Mg-26/Mg-24 e Al-27/Mg-24, para determinar dessa maneira, de forma indireta, a relação Al-26/Al-27 inicial da amostra no momento em que esta se separou das regiões de pó da névoa pré solar, determinando o início da formação do nosso sistema solar.

Precauções[editar | editar código-fonte]

O magnésio é extremamente inflamável, especialmente quando está pulverizado. Reage rapidamente, com liberação de calor, em contato com o ar, motivo pelo qual deve ser manipulado com precaução. O fogo produzido pelo magnésio, portanto, não deverá ser apagado através do uso de água. Na indústria química, o magnésio também é utilizado em diversos processos participando diretamente na composição dos produtos elaborados bem como no auxílio do tratamento de efluentes gerados por esses mesmas atividades industriais.

Referências

  1. Ir para cima «Abundance and form of the most abundant elements in Earth’s continental crust» (PDF) [S.l.: s.n.] Consultado em 2008-02-15.
  2. Ir para cima Ash, Russell (2005). The Top 10 of Everything 2006: The Ultimate Book of Lists Dk Pub [S.l.] ISBN 0756613213..
  3. Ir para cima Anthoni, J Floor (2006). «The chemical composition of seawater» [S.l.: s.n.]
  4. Ir para cima Kim Thurler (24-Nov-2014). «Wireless electronic implants stop staph, then dissolve». EurekAlert!. Consultado em dez-2014.
  5. Ir para cima http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc12/v12a11.pdf, acessado dia 05 de maio de 2014.
  6. Ir para cima http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=8672, acessado dia 05 de maio de 2014
  7. Ir para cima Pediatrics 1995, 95 (6): 879-82.
  8. Ir para cima International J. Epidemiol, 1984, 120 (3):342-349
  9. Ir para cima British Med.J. 1985, 290: 417-4201
  10. Ir para cima Biol. Psiquiatry 1993, 34: 421- 423
  11. Ir para cima «Abundances of the Elements in the Earth's Crust». Consultado em 13 de abril de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
Commons possui imagens e outras mídias sobre Magnésio

Nenhum comentário:

Postar um comentário