domingo, 7 de agosto de 2016

MARIA ( MÃE DE JESUS )

Maria (hebraico: מִרְיָם, MiriamaramaicoMaryāmárabe: مريم, Maryamgrego koiné: Μαριας ou Μαριαμ,[5]), também conhecida como Maria de Nazaré e chamada peloscatólicos e ortodoxos de Nossa Senhora, é a mulher israelita [6] de Nazaré, identificada no Novo Testamento e no Alcorão como a mãe de Jesus através da intervenção divina (Mateus 1:16-25Lucas 1:26-56Lucas 2:1-7). Jesus é visto como o messias — o Cristo — em ambas as tradições, dando origem ao nome comum de Jesus Cristo. Maria teria vivido na Galileia no final do século I a.C. e início do século I d.C., é considerada pelos cristãos como a primeira adepta ao cristianismo.
Os evangelhos canônicos de São Mateus e São Lucas descrevem Maria como uma virgem (grego: παρθένος, parthenos).[7] Tradicionalmente, os cristãos acreditam que ela concebeu seu filho milagrosamente pela ação do Espírito Santo. Os muçulmanos acreditam que ela concebeu pelo comando de Deus. Isso ocorreu quando ela estava noiva de José e aguardava o rito do casamento, que tornaria a união formal.[8] Ela se casou com José e o acompanhou a Belém, onde Jesus nasceu.[3] De acordo com o costume judaico, o noivado teria ocorrido quando ela tinha cerca de 12 anos, o nascimento de Jesus aconteceu cerca de um ano depois.[9]
Novo Testamento começa o seu relato da vida de Maria com a anunciação, quando o anjo Gabriel apareceu a ela anunciando que Deus a escolheu para ser a mãe de Jesus. A tradição da Igreja e os escritos apócrifos afirmam que os pais de Maria eram um casal de idosos, São Joaquim e Santa Ana. A Bíblia registra o papel de Maria em eventos importantes da vida de Jesus, desde o seu nascimento até a sua ascensão. Escritos apócrifos falam de sua morte e posterior assunção ao céu. Os cristãos da Igreja Católica, da Igreja Ortodoxa, da Igreja Ortodoxa Oriental, da Igreja Anglicana e da Igreja Luterana acreditam que Maria, como mãe de Jesus, é a Mãe de Deus (Μήτηρ Θεοῦ) e a Theotokos, literalmente Portadora de Deus. Maria foi venerada desde o início do cristianismo.[10][11] Ao longo dos séculos ela tem sido um dos assuntos favoritos da arte, da música e da literatura cristã.
Há uma diversidade significativa nas crenças e práticas devocionais marianas entre as grandes tradições cristãs. A Igreja Católica tem uma série de dogmas marianos, como a Imaculada Conceição de Maria e Assunção de Maria. Os católicos referem-se a ela como Nossa Senhora e a veneram como a Rainha do Céu e Mãe da Igreja, baseados no fato dela ter sido a mãe de Jesus que, segundo os Dogmas do Cristianismo, é Deus.[12] Contudo, outros grupos que acreditam na divindade de Cristo, como a maioria dos protestantes, não compartilhem dessas crenças,[13][14] atribuindo a ela um papel mínimo dentro do cristianismo por conta das poucas referências bíblicas sobre sua vida.[15]

Em fontes antigas[editar | editar código-fonte]

No novo testamento[editar | editar código-fonte]

O Novo Testamento relata sua humildade e obediência à mensagem de Deus e faz dela um exemplo para cristãos de todas as idades. Fora das informações fornecidas no Novo Testamento pelos Evangelhos sobre a dama da Galileia, a devoção cristã e a teologia construíram uma imagem de Maria, que cumpre a previsão atribuída a ela no Magnificat«Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada.» (Lucas 1:48)
 
— "Mary." Web: 29Sep2010 Encyclopædia Britannica Online..
O nome "Maria" vem do grego Μαρίας. O nome do Novo Testamento foi baseado em seu nome original em aramaico Maryām. Ambos, Μαρίας e Μαριάμ, aparecem no Novo Testamento.
Maria, a mãe de Jesus, é chamada pelo nome cerca de vinte vezes no Novo Testamento.

Referências específicas[editar | editar código-fonte]

  • Evangelho de Lucas menciona Maria frequentemente em relação aos outros evangelhos, identificando-a pelo nome doze vezes, todas elas na narrativa da infância (Lucas 1:27,30,34,38,39,41,46,56Lucas 2:5,16,19,34).
  • Evangelho de Mateus menciona seu nome por cinco vezes, quatro delas (Mateus 1:16,18,20Mateus 2:11) na narrativa da infância e apenas uma vez (Mateus 13:55) fora da narrativa da infância.
  • Evangelho de Marcos cita Maria apenas uma vez (Marcos 6:3) e a menciona como a mãe de Jesus, sem nomeá-la, em Marcos 3:31.
  • Evangelho de João se refere a ela duas vezes e a descreve como mãe de Jesus, mas não a menciona pelo nome. Ela é vista pela primeira vez nas bodas de Caná da Galileia (João 2:1-12), um evento que só é mencionado neste evangelho e também é o único texto dos evangelhos canônicos em que Maria dirige a palavra a Jesus adulto. A segunda referência em João, também exclusivamente listada neste evangelho, descreve a mãe de Jesus junto à cruz de seu filho com o "discípulo amado" (João 19:25-26).
  • No livro dos Atos, escrito segundo Lucas, Maria e os irmãos de Jesus são mencionados na companhia dos onze apóstolos que estavam reunidos no cenáculo, depois da ascensão (Atos 1:14).
  • No livro do Apocalipse (Apocalipse 12:1-6), João não identifica explicitamente a "mulher vestida de sol" como Maria de Nazaré. No entanto, alguns intérpretes fizeram essa conexão,[16] outros interpretam a "mulher vestida do sol" como a Igreja instituída por Deus.[17]

Família e infância[editar | editar código-fonte]

Os primeiros sete passos de Maria,Mosaico do século XII na Igreja de ChoraIstambul.
Segundo uma tradição católica estima-se que a Virgem teria nascido a 8 de setembro,[18] num sábado, [carece de fontes] data em que a Igreja festeja a sua Natividade.[18]Também é da tradição pertencer à descendência de Davi - neste sentido existem relatos de Inácio de AntioquiaSanto IrineuSão Justino e de Tertuliano - consta ainda dosEvangelhos ApócrifosEvangelho do Nascimento de Maria e do Protoevangelho de Tiago. É também uma antiga tradição que remonta ao século II, que seu pai seria São Joaquim, descendente de David, e que sua mãe seria Sant'Ana, da descendência do sacerdote Aarão.
Alguns autores afirmam que Maria era filha de Eli, mas a genealogia fornecida por Lucas alista o marido de Maria, São José, como "filho de Eli". A Cyclopædia de M'Clintock e Strong[19] diz:
É bem conhecido que os judeus, ao elaborarem suas tabelas genealógicas, levavam em conta apenas os varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido desta filha em lugar do filho do avô materno. (Números 26:33).
Possivelmente por este motivo Lucas diz que José era filho de Eli (Lucas 3:23).
Pelo texto Caverna dos Tesouros, atribuído a Efrém da Síria, Ana (Hannâ ou Dînâ) era filha de Pâkôdh e seu marido se chamava Yônâkhîr.[20]Yônâkhîr e Jacó eram filhos deMatã e Sabhrath.[20] Jacó foi o pai de José, desta forma, José e Maria eram primos.[20] Maria nasceu sessenta anos depois que seu pai, São Joaquim, tomou Santa Ana por esposa.[20]
De acordo com o costume judaico aos três anos, Maria teria sido apresentada no Templo de Jerusalém, é também da tradição que ali teria permanecido até os doze anos no serviço do Senhor, quando então teria morrido seu pai, São Joaquim.
Com a morte do pai teria se transferido para Nazaré, onde São José morava. Três anos depois realizar-se-iam os esponsais. Os padres bolandistas, que dirigiram a publicação da Acta Sanctorum de 1643 a 1794, supõem em seus estudos que São Joaquim era irmão de São José, o que caracterizaria um caso de endogamia, o que era comum entre os judeus.

Palavras de Maria[editar | editar código-fonte]

Anunciação por Eustache Le Sueur, um exemplo da arte Mariana do século XVII. O anjo Gabriel anuncia a Maria que ela dará à luz Jesus e lhe oferece lírios brancos.
Nos Evangelhos Maria faz uso da palavra por sete vezes, três delas dirigidas ao Anjo da Anunciação, o Magnificat em resposta a Isabel, duas dirigidas ao seu Filho e uma só e última vez dirigida aos homens (aos servos das bodas de Caná) que a Igreja Católica conserva com todo o valor de um testamento:

Palavras dirigidas a Maria[editar | editar código-fonte]

Nos Evangelhos por oito vezes a palavra é dirigida a Maria:
Theotokos de Vladimir, ícone bizantino de Maria.
    • O anúncio da Encarnação: Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho a quem porás o nome de Jesus. (Lucas 1:30-33).
    • Por obra e graça do Espírito Santo: O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o que nascer será chamado Santo, Filho de Deus. (Lucas 1:35-37).
  • Profecia de Simeão:
    • Simeão Lhe fala da espada que trespassará o coração: ...e uma espada trespassará a tua própria alma a fim de que se descubram os pensamentos de muitos corações. (Lucas 2:34).
  • Na Visitação:
    • Isabel ao responder à sua saudação: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! (Lucas 1:42-45).
  • Jesus entre os doutores:
    • O menino Jesus a responde no templo: Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai? (Lucas 2:49)
  • Nas Bodas de Caná:
    • Cristo:Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. (João 2:4)
  • Stabat Mater:
    • Por Cristo na Cruz: Jesus, vendo a sua Mãe e, junto d'Ela, o discípulo que amava, disse à sua Mãe: "Mulher, eis aí o teu filho." Depois disse ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe." E daquela hora em diante o discípulo a levou para sua casa. (João 19:26-27).

Devoção cristã[editar | editar código-fonte]

2ª a 5º Século[editar | editar código-fonte]

A devoção cristã a Maria mostra claros sinais no início do século II e antecede o surgimento de um sistema específico litúrgico mariano no século V, após o Primeiro Concílio de Éfeso em 431. O próprio conselho foi realizado em uma igreja que havia sido dedicada a Maria cerca de cem anos antes.[21][22][23] No Egito, a veneração a Maria tinha começado no século III e o termo Theotokos foi usado por Orígenes, o pai da Igreja de Alexandria.[24]
A mais antiga oração mariana que se conhece (o sub tuum praesidium, ou sob vossa proteção) é do início do 2° século e seu texto foi redescoberto em 1917 em um papiro no Egito.[25][26] Após o Édito de Milão em 313, imagens artísticas de Maria começaram a aparecer em maior número em grandes igrejas estavam sendo dedicadas a ela, como por exemplo, a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.[27][28][29]

Idade Média[editar | editar código-fonte]

Durante a Idade Média muitas lendas surgiram sobre Maria, sobre seus pais e até mesmo avós.[30]

Após a Reforma[editar | editar código-fonte]

Emblem of the Papacy SE.svg
Maria, mãe de Jesus
Devoção
Orações marianas famosas
Dogmas e Doutrinas
Aparições
Crenças reconhecidas ou dignas de culto
Guadalupe • Medalha Milagrosa •
La Salette • Lourdes • Fátima •Caravaggio • Prouille


Ao longo dos séculos, a devoção a Maria tem variado entre as tradições cristãs. Por exemplo, enquanto os protestantes dão pouca atenção aos hinos e orações marianas, os ortodoxos veneram a mãe de Jesus e a consideram "mais ilustre do que os Querubins e mais gloriosa que os Serafins."[31]
O teólogo ortodoxo Sergei Bulgakov escreveu: "O amor e a veneração a Virgem Maria é a alma da devoção ortodoxa. A fé em Cristo, que não inclui sua mãe, é uma outra fé."[32]
Embora os católicos honrem e venerem Maria, não a vêem como divina e muito menos a adoram. Os católicos creem que Maria é subordinada a Cristo, mas ainda assim, ela está acima de todas as outras criaturas.[33] Da mesma forma, o teólogo Sergei Bulgakov escreveu que, embora a Igreja Ortodoxa acredite em Maria como superiora a todos os seres criados e incessantemente ore por sua intercessão, ela não é considerada uma "substituta do único mediador", que é Cristo.[32] Também escreve "Que Maria seja honrada, mas a adoração deve ser dada ao Senhor".[34]
Os católicos utilizam o termo hiperdulia para definir a veneração a Maria, ao invés de latria, que se aplica exclusivamente a Deus e dulia, que se aplica aos outros santos e santas.[35] A definição da hierarquia de culto em três níveis, latriahiperdulia e dulia, remonta ao Segundo Concílio de Niceia, em 787.[36]
As devoções a representações artísticas de Maria variam entre as tradições cristãs. Existe uma longa tradição da arte mariana católica romana e nenhuma imagem permeia essa arte como a Virgem com o Menino Jesus.[37] O ícone da Virgem é, sem dúvida, o ícone mais venerado entre os ortodoxos.[38] Tanto católicos romanos quanto ortodoxos veneram as imagens e ícones de Maria, dado que o Segundo Concílio de Niceia, em 787, permitiu essa veneração dos católicos com o entendimento de que aqueles que veneram a imagem estão venerando na realidade a pessoa que ela representa,[39] e o Sínodo de Constantinopla em 842, re-estabeleceu a veneração no oriente depois dacontrovérsia iconoclasta, que varreu o Império Bizantino nos séculos VIII e IX.[40] Os ortodoxos, no entanto, apenas oram e veneram imagens bidimensionais e não estátuas tridimensionais.[41]
A posição anglicana em relação a Maria é mais conciliadora do que os protestantes em geral e em um livro sobre a oração com os ícones de Maria escrito por Rowan WilliamsArcebispo de Cantuária, ele diz: "Não se trata apenas de não podermos compreender Maria sem vê-la fazendo referência a Cristo; não podemos entender a Cristo sem dar atenção a Maria."[42]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Títulos para homenagear Maria ou para pedir a sua intercessão por determinadas causas são usados ​​por algumas tradições cristãs (tais como a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica) e por outras não (por exemplo, o Protestantismo). Os títulos mais conhecidos são Maria, Mãe de Deus (Theotókos), Santíssima Virgem MariaNossa Senhora eRainha do Céu (Regina Caeli).[43][44]
Títulos específicos variam entre os pontos de vista ecumênicos, católicosortodoxosanglicanosluteranosprotestantesislâmicos e mórmons.
Maria é chamada de Theotokos pela Igreja OrtodoxaIgreja Ortodoxa OrientalIgreja LuteranaIgreja Anglicana e Igreja Católica, um título reconhecido no Terceiro Concílio Ecumênico (realizada em Éfeso, para abordar os ensinamentos de Nestório, em 431). Theotokos (e seu equivalente em latim, Deipara e Dei genetrix) significa literalmente "portadora de Deus". A frase equivalente "Mater Dei" (Mãe de Deus) é mais comum na América e na Igreja Católica de Rito Latino. O Concílio declarou que os pais da Igreja "não hesitaram em falar da Santa Virgem como Mãe de Deus".[45][46][47]
Alguns títulos possuem base bíblica, como por exemplo, Mãe Rainha, título dado a Maria por ela ser a mãe de Jesus, que por vezes é chamado de "Rei dos Reis" devido à sua linhagem que remonta ao rei Davi. A base bíblica para a o termo rainha pode ser vista em Lucas 1:32 e no livro do profeta Isaías 9:6, e Mãe Rainha a partir de 1 Reis 2:19-20 e Jeremias 13:18-19.[48] Outros títulos surgiram a partir de milagres relatados, aparições ou ocasiões especiais, como por exemplo, Nossa Senhora do Bom ConselhoNossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Conceição Aparecida.[49][50][51][52]
Os três principais títulos de Maria usados ​​pelos ortodoxos são Theotokos ou Mãe de Deus (em grego Θεοτόκος), Aeiparthenos ou Sempre Virgem (em grego ἀειπαρθὲνος), como confirmado no Quinto Concílio Ecumênico em 553, e Panagia ou toda santa (em grego Παναγία).[31] Um grande número de títulos são dados a Maria pelos católicos, e estes títulos têm, por sua vez, dado origem a muitas representações artísticas, por exemplo o título de Nossa Senhora das Dores, que resultou em obras-primas como Pietàde Michelangelo.[53]

Festas Marianas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Calendário Mariano
Decorações durante a Festa da Assunção em GħaxaqMalta.
As primeiras festas relacionadas a Maria cresceram fora do ciclo de festas que celebravam a natividade de Jesus. Segundo oEvangelho de Lucas (Lucas 2:22-40), quarenta dias após o nascimento de Jesus, juntamente com a apresentação de Jesus no templo, Maria foi purificada de acordo com os costumes judaicos, a Festa da Purificação começou a ser celebrada por volta do século V e se tornou a Festa de Simeão em Bizâncio.[54]
Nos séculos VII e VIII, quatro festas marianas foram criadas na Igreja Oriental. Na Igreja Católica de Rito Latino uma festa dedicada a Maria, pouco antes do Natal, foi comemorada nas Igrejas de Milão e Ravena, na Itália, no século VII. As quatro festas marianas da Purificação, Anunciação, Assunção e Natividade de Maria foram gradativamente e esporadicamente, introduzidas na Inglaterra no século XI.[54]
Com o tempo, o número e a natureza das festas (e dos títulos associados a Maria) e as práticas venerativas que as acompanham têm variado muito entre as diversas tradições cristãs. De um modo geral, são significativamente mais títulos, festas e práticas venerativas marianas entre os católicos do que quaisquer outras tradições.[53]Algumas festas fazem referência a eventos específicos, por exemplo, a festa de Nossa Senhora da Vitória foi baseada na vitória em 1571 dos Estados Papais na Batalha de Lepanto.[55][56]
A diferenças nas festas também podem se originar a partir de questões doutrinárias – a Assunção de Maria e a Dormição de Maria são um exemplo, dado que não há um acordo entre todos os cristãos sobre as circunstâncias do fim da mãe de Jesus.[44][57] Enquanto a Igreja Católica celebra a festa da Assunção em 15 de Agosto, alguns católicos orientais celebram a Dormição da Theotokos em 28 de Agosto, se eles seguirem o calendário juliano. A Igreja Ortodoxa também celebra a Dormição da Theotokos, uma de suas doze grandes festas. Os protestantes não celebram estas ou quaisquer outras festas marianas.[44]

As sete dores de Maria[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sete dores de Maria
A historiografia católica de Maria colhe uma tradição que venera as suas sete dores como são sete momentos da sua vida em que passou por sofrimento um notável:

Doutrinas marianas[editar | editar código-fonte]

Há uma diversidade entre as doutrinas marianas nas igrejas cristãs, as principais delas podem ser descritas resumidamente da seguinte forma:

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