Com a aparência de um coração vermelho coberto de espinhos, o urucum ajuda a embelezar as paisagens da Amazônia e das florestas tropicais da América Central. Estudos buscam descobrir suas propriedades medicinais: em 2013 o Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Federal do Ceará (UFC) verificou os efeitos do extrato aquoso dessas sementes em camundongos com hiperlipidemia (excesso de gordura no sangue), condição que foi induzida de três maneiras diferentes: por medicamentos, frutose e álcool. Em todos esses casos, os animais que receberam a solução demonstraram uma redução considerável do nível de triglicérides (gorduras prejudiciais). Apesar de ser uma análise preliminar, os resultados prometem: no futuro, o fruto pode vir a ser um aliado importante no combate ao colesterol alto.
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O segredo está nos mesmos pigmentos que deram ao alimento a fama de bronzeador: os carotenoides. Além de melhorar a absorção de raios solares, eles são convertidos em vitamina A pelo organismo. “O fruto é fonte desses compostos, dentre os quais se destaca a bixina, seu principal corante ativo. Ela é um antioxidante que combate os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento”, esclarece a nutricionista Cintya Bassi, do Hospital e Maternidade São Cristóvão (SP). Os carotenoides também estariam associados ao controle do ácido úrico e de taxa de açúcar no sangue, o que ajudaria no tratamento e prevenção do diabetes e gota. Outro benefício seria o de facilitar o emagrecimento. “Ele pode estimular a redução da gordura periférica. Aqui, o princípio ativo em questão é obtido por meio da manipulação da semente em laboratório. E a prescrição do composto deve ser individualizada”, ressalta Cintya. Lizandri Rangan, supervisora do Serviço de Nutrição e Gastronomia do Hospital Leforte (SP) acrescenta que há evidências de que o consumo de urucum ajudaria a evitar o câncer de colo retal, e diminuiria o risco de patologias derivadas de mutações genéticas.
Do pó ao pó
Os méritos citados estão relacionados com a ingestão do urucum na forma de colorau ou colorífico, “que pode ser acrescentado aos alimentos, recomenda Cintya. “Há poucos estudos que falem sobre porções indicadas. Mas a moderação é importante”, recomenda Lizandri. Tempere apenas os alimentos que você consome no almoço e jantar.
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