quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SIGNO LINGUISTICO

O signo linguístico constitui-se de dois elementos básicos: o significante e o significado
Todo processo comunicativo constitui-se de dois elementos básicos: um é a linguagem, a qual representa o sistema de sinais convencionais que nos permite realizar tal procedimento. Dessa maneira, ela pode se manifestar de várias formas, como as aqui representadas:
 

Temos a linguagem não verbal, representada pelos sinais de trânsito, pelas placas de advertência, pela linguagem dos surdos-mudos, entre outros exemplos; como também a linguagem verbal, cujos sinais são representados pelas palavras propriamente ditas.

O outro elemento constituinte é a língua, que representa um sistema de signos convencionais (formado pelos conhecimentos que o usuário tem dos fatos gramaticais) usado pelos membros de uma determinada comunidade. Em razão disso é que temos a língua portuguesa, francesa, espanhola, alemã, etc. Dessa forma, esse grupo social convenciona um conjunto organizado de elementos representativos. E entre eles figura um de expressiva relevância – o chamado signo linguístico.

Para sermos mais precisos, partamos do seguinte exemplo:

Ao pronunciarmos a palavra gato, duas ocorrências manifestam-se simultaneamente:

A primeira forma uma imagem mental, psíquica, acerca do elemento em referência, assim manifestada:

= s.m. mamífero carnívoro doméstico da família dos Felídeos (Felis silvestres catus). O presente aspecto está condicionado à noção de significado, um dos elementos dos quais o signo se constitui. 

A outra é representada por uma imagem gráfica, a qual se materializa por meio dos fonemas e, consequentemente, das sílabas, até formar a palavra na íntegra.

Temos, assim, uma imagem sensorial que, uma vez foneticamente representada, seria assim expressa:

/g/a/t/o = imagem sensorial, ora representada por meio de letras. Atribuímos a tal manifestação o conceito de significante, o outro elemento que integra o signo linguístico. 

Ao invés de dizermos somente gato, poderíamos mencionar também “um gato”, fato esse que formaria uma sequência. Dessa forma, podemos perfeitamente antepor ao signo em referência (no caso, a palavra gato) outro signo (materializado pelo artigo indefinido um). Mas se em vez de tal artigo optássemos por “uma”, soaria no mínimo estranho, não é verdade?

Mediante tal constatação, vale ressaltar que o conhecimento de uma determinada língua não se restringe somente à identificação de seus signos, mas também ao uso adequado das leis combinatórias que regem tal língua, isto é, ao conhecimento dos fatos linguísticos como um todo.

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